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K 2013: Cadeia do plástico ganha uma injeção de ânimo na maior feira mundial do setor

Marcelo Furtado
14 de outubro de 2013
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    K 2013: Brasileiros na K

    Texto de Maria Aparecida de Sino Reto e fotos: divulgação

    Participar como expositora em um evento do porte da K, a maior vitrine mundial da cadeia do plástico, é uma oportunidade ímpar para empresas brasileiras, particularmente quando existe a intenção de prospectar novos negócios no mercado externo. Nesta edição de 2013, dez indústrias nacionais compraram espaço no evento.

    A megapetroquímica brasileira Braskem comemora sua primeira participação na mostra na condição de um player local, reafirmando sua condição de petroquímica global (a companhia comprou da Dow, em 2011, duas plantas de PP situadas em solo europeu). Outra proposta da expositora na K é buscar a liderança em química sustentável. Sua apresentação, portanto, tem como destaque os desenvolvimentos de cunho ecológico: o polietileno verde “I’m green” e a linha Maxio, criada para diferenciar as resinas de seu portfólio com atributos diferenciados de sustentabilidade.

    A fabricante informa que o conceito da sua linha Maxio envolve novos desenvolvimentos e resinas do seu portfólio que ofereçam maior eficiência à cadeia do plástico e minimizem o impacto ambiental no processo de transformação. Essa família engloba produtos com uma ampla janela de processamento e que podem propiciar vários benefícios aos seus usuários, tais como redução do consumo de energia, obtida com o processamento a temperaturas mais baixas; diminuição do ciclo produtivo; eliminação de etapas; e redução no uso de matéria-prima, mantendo as propriedades do produto final. Atualmente, oito grades de polipropileno e um de EVA fazem parte desta linha considerada a mais competitiva e sustentável, mas o objetivo é crescer e abranger novos produtos.

    As resinas de PEAD e PELBD da família de plásticos verdes, baseados em fontes renováveis (eteno proveniente do etanol da cana-de-açúcar), também comparecem em posição de destaque no estande da empresa, que anunciou, no início deste ano, o desenvolvimento de uma nova linha de polietileno verde, agora em baixa densidade. A Braskem prevê produzir, em volumes anuais, cerca de 30 mil toneladas da nova resina, a partir de janeiro do próximo ano.

    Os grades atuais de PE verde são voltados para as aplicações de filmes, injeção, extrusão de fibras e sopro. A nova família de baixa densidade se endereça aos mercados de filmes, injeção e revestimento (coating). A expansão da linha dos bioprodutos tem a proposta de reforçar o compromisso da empresa com a criação de valor por meio do desenvolvimento sustentável.

    Cores e aditivos – A Cromex, tradicional fabricante de masterbatches, também ocupa um espaço nos pavilhões de Düsseldorf, onde divulga toda a sua ampla família de produtos: masterbatches brancos, pretos e coloridos, além das especialidades; soluções voltadas para plásticos de engenharia, BOPP e a sua linha sustentável. Os produtos da Cromex cobrem uma extensa gama de aplicações, entre as quais os plásticos de engenharia. A linha para BOPP, com masterbatches brancos, aditivos e cargas minerais, considerada pela Cromex de alta performance técnica, merece especial atenção no estande da expositora, que explica tratar-se de produtos desenvolvidos para proporcionar o melhor desempenho das máquinas, de acordo com as necessidades da indústria. Os concentrados livres de metais pesados e os desenvolvimentos de cores e aditivos para atender o mercado de biopolímeros baseados em fontes renováveis constituem outros destaques da Cromex, que também divulga na feira alemã a distribuição da resina PLA (ácido poliláctico). Com o propósito de se situar entre as cinco grandes produtoras mundiais de masterbatches, a Cromex tem investido para ampliar e melhorar seus produtos e serviços, em parâmetros globais. Para tanto, a expositora ampliou suas atividades para o ramo da distribuição de resinas termoplásticas. A empresa comercializa seus produtos para mais de 60 países. Atualmente, 20% dos negócios da empresa são voltados para os mercados externos e a tendência é ampliar esse número.



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