K 2010 – Feira de Plásticos na Alemanha

Plástico Moderno

Mais uma vez, a indústria do plástico se anima para sua reunião trienal na Dusseldórfia, na Alemanha, para trocar informações e experiências acumuladas nos últimos três anos.

Dessa vez, a maior feira comercial do plástico também servirá como bom termômetro para se saber como andam os competidores desse mercado após a crise financeira mundial que abalou diretamente seus negócios entre 2008 e 2010.

A julgar pelos números da exposição, o setor parece estar em franca recuperação: mais de 3 mil expositores se propuseram a participar da feira, e os 19 pavilhões do centro de exposições da Messe Düsseldorf foram ocupados, e 60% do espaço disponível foi loteado entre companhias de fora da Alemanha.

Produtores de maquinário e equipamentos, tradicionalmente o maior grupo do evento, estarão nos halls 1 a 4 e 9 a 17 – dois terços da área total. Fornecedores de matérias-primas, produtos semiacabados e peças técnicas exibem nos pavilhões 5 a 8a.

O hall 8b é reservado para a interface entre zonas temáticas, e abrigará, entre outras, a exposição conjunta da China, sempre uma atração para o público visitante, e para os próprios expositores concorrentes.

—– P r é v i a d a f e i r a —–

Arburg

Plástico Moderno - Feira KEm meio a diversas atrações, a companhia reserva espaço para dois lançamentos mundiais.

O novo Selogica Assistant, evolução do sistema de controle já tradicional da companhia, tem tanta importância na exposição desse ano que receberá um espaço reservado no estande apenas para ele. Isso porque o programa agora não apenas é capaz de realizar programações para a injetora, mas pode controlar sistemas completos de produção, equipamentos periféricos associados e sistemas robóticos com até seis eixos.

A praticidade do novo controlador é tamanha que a Arburg afirma que são necessários apenas cinco passos lógicos para a programação de um ciclo completo de produção.

O outro grande ponto focal da Arburg na K, também um lançamento mundial, é a criação da injetora híbrida de alto desempenho Hidrive com força de fechamento de 5 mil kN, seguindo a tendência iniciada com a adição de modelos de maior tamanho à família Allrounder.

A expansão da ponta superior da linha Hidrive objetiva oferecer aos consumidores um equipamento poderoso e sofisticado, mas eficiente em custos e gasto de energia, para aplicações de ciclos rápidos e movimentos de grande precisão, mesmo em faixas de força de fechamento mais altas. Na feira, a debutante funcionará em combinação com uma unidade de injeção e acumuladores hidráulicos, em combinação ao fechamento servoacionado, produzindo peças técnicas para o setor de embalagens.

Bayer

A especialista em ciência dos materiais preparou uma exposição focada em soluções para os desafios ambientais do século XXI, como a escassez de fontes de energia, as mudanças climáticas, o aumento da população mundial e sua crescente urbanização.

No estande com área de 1.000 m2, os visitantes poderão conhecer diversos materiais que podem contribuir para a mitigação das questões acima. Os poliuretanos têm importante papel no isolamento térmico de edificações, que respondem por 30% das emissões globais de gases de efeito estufa e por 40% da demanda mundial por energia.

Os PUs também podem ajudar veículos, que emitem 14% de todo o volume de gases de efeito estufa, a terem seu peso diminuído em até 30%, pelo emprego de compósitos de baixo peso em substituição a metais. O policarbonato também tem uma contribuição aqui, ao substituir o vidro em janelas automotivas.

O PC ainda pode contribuir com o meio ambiente em diodos emissores de luz (LEDs), cuja eficiência na produção de luz é de 80%, em comparação aos 3% das lâmpadas de filamento incandescente convencionais. Produtos da Bayer também são utilizados na produção de energia eólica. As lâminas das hélices podem usar adesivos baseados feitos de PU no lugar de epóxi, e nanotubos podem ser incorporados a resinas epóxi para tornar as hélices mais leves.

Beck Automation

Plástico Moderno - Feira K

No estande da Beck, os visitantes verão, pela primeira vez, um copo de parede fina moldado com PS de alta transparência, no qual é possível visualizar a decoração tanto pelo lado de dentro como pelo lado de fora.

Essa especialista em in mould labeling (IML) afirma ter cravado uma marca inédita ao atingir a produção de quatro copos por ciclo em apenas 3 s.

Cada copo possui paredes com espessura de 0,5 mm e peso de 10,25 g.

Billion

Plástico Moderno, Mercado de moldes - Vendas aquecidas fortalecem indústria nacional contra ÁsiaA fornecedora de injetoras e sistemas para aplicação em injeção criou, em parceria com a Motzener, um processo de moldagem multicomponente para a fabricação de uma membrana resistente a ozônio, feita de borracha e termoplástico, para uso em ferramentas a gás.

Durante a feira, a peça será produzida em uma injetora elétrica Select H150/260-150T, em um único processo com ciclo de cerca de 60 s, diferentemente dos processadores de plásticos que, em sua maioria, ainda utilizam uma máquina para a produção do corpo em termoplástico e outra para a sobremoldagem e vulcanização do elastômero.

Braunform

Plástico Moderno, mesas giratórias

A Braunform se apresenta como uma das poucas fabricantes de mesas giratórias de alta qualidade com diâmetros entre 900 mm e 1.400 mm, e faz uma exposição centrada nas tendências correntes em tecnologia de moldes e cabeçotes, particularmente naqueles destinados a aplicações médicas e multicomponentes. Será exposto um molde de 64 cavidades com mesa giratória e diâmetro de 900 mm, cujo design delgado é o grande destaque. Um cliente da expositora fabricará peças bicomponentes de lâminas, feitas de TPE e OS, com 0,83 g.

Essa mesa giratória é adequada a máquinas com forças de fechamento entre 2.500 kN e 2.750 kN, com taxa de giro de 1,5 s, em operação contínua.

Cincinnati Milacron

A empresa apresentará ao público uma nova família de extrusoras monorrosca com zona de alimentação ranhurada, desenhadas para o mercado de tubos de grande diâmetro.

A linha, denominada GPAK, se caracteriza por elevado torque e alta capacidade produtiva e conta com modelos dotados de roscas com 45 mm, 60 mm, 75 mm, 90 mm, 120 mm e 150 mm. Cada um dos modelos está disponível em opções de L/D de 36:1 e 30:1, de modo que permita a customização e a adequação aos requisitos da clientela.

O desenvolvimento, segundo o gerente de produto e processo da Cincinnati Milacron, Mike Puhalla, segue a onda de crescimento das aplicações para tubos poliolefínicos no mercado global. No estande, os visitantes poderão ver em ação uma GPAK90-36, além de outras extrusoras para aplicações como o processamento de espuma de PVC e compósitos de plástico e biofibras com madeira.

Colines

O estande abrigará o novo rebento do portfólio de linhas para filmes cast.

Uma Handrollex Triple estará em funcionamento, mostrando suas capacidades para fabricar, além dos filmes cast, rolos de filmes esticáveis e rolos “jumbo” com até 500 mm de diâmetro. Vários avanços no projeto da máquina conferem ao filme grande flexibilidade, com possibilidades de diversos cortes na própria linha de produção e a fabricação de minirrolos com apenas 100 mm de diâmetro.

Croda Polymer Additives

A empresa pretende realçar a maneira como seus aditivos slip, anti-block, anti-fog, antiestáticos e anti-UV ajudam a indústria a eliminar embalagens exteriores e suas correspondentes emissões de CO2.

O estande da Croda Polymer Additives também abrigará a companhia parente Croda Coatings & Polymers, cujos destaques serão os ingredientes naturais para a formulação de plásticos de engenharia.

Davis-Standard

Com foco em eficiência energética e redução de custos, a Davis-Standard preparou uma exposição centrada em tecnologias “verdes”, entre as quais uma extrusora com acionamentos diretos e rosca de 65 mm, equipada com a nova matriz de extrusão ProCone e sistemas de controle para os processos de formação do balão e de extrusão do filme. Testes revelaram que a máquina produz 70% menos ruído, operando a 100 rpm, em comparação a equipamentos semelhantes com acionamentos convencionais, e também possui um consumo de energia 25% menor.

Quem se interessar por visitar o estande dessa empresa também poderá conhecer a estrutura interna do cabeçote ProCone, desenvolvido para produzir filmes com até nove camadas, e cujo projeto permite flexibilidade para alterar as razões entre as camadas sem modificar o posicionamento da extrusora.

A empresa também destacará uma nova série de pelletizadoras com produtividades superiores às dos modelos antecessores e oferecerá serviços de ônibus para suas instalações em Erkrath, distante apenas 20 minutos de Düsseldorf, onde realizará demonstrações de novas bobinadeiras horizontais.

Dyna-Purge Division of Shuman Plastics, Inc.

Plástico Moderno, PurgeA companhia comercializa uma linha completa de compostos de purga mecânica, não abrasivos, desenvolvidos para fluir facilmente em máquinas de processamento de plásticos, e anuncia, durante a K, o lançamento do “novo e melhorado” Dyna-Purge K, composto de purga que limpa de maneira mais intensa equipamentos de transformação.

Além disso, o novo composto possui um aditivo especial que promove a expansão da resina, aumentando a chance de retirada das contaminações. O produto é ideal para a limpeza de máquinas que processam resinas de baixa temperatura de operação, entre 143ºC e 287ºC, como PP, PE, EVA, TPOs e TPEs (olefinas e elastômeros termoplásticos).

EDI

Fabricante de matrizes de extrusão planas, a Extrusion Dies Industries apresentará uma interessante tecnologia para diminuir a taxa de transmissão de oxigênio em resinas com propriedades de barreira.

A empresa descobriu que camadas únicas de EVOH, como as utilizadas em filmes e chapas multicamadas convencionais, podem ser transformadas seletivamente em diversas microcamadas, reduzindo a transmissão de O2 de 60% a 80%.Plástico Moderno - EDI - K

A tecnologia denominada “multiplicação de camadas”, adicionalmente, melhora as características de conformação do polímero por termoformagem, e eleva a flexibilidade em embalagens a vácuo do tipo segunda pele (vacuum skin). Importante: não interessa o número de microcamadas, sua espessura total não é maior que a de uma camada convencional, e o conjunto de microcamadas encerra a mesma quantidade de matéria-prima de uma camada comum.

A tecnologia é considerada particularmente promissora pela EDI em recipientes rígidos esterilizáveis (retort) e envasados a quente (hot-fill), sacos de fundos planos esterilizáveis (stand-up retort pouches), e carnes embaladas a vácuo em segundas peles.

Extrudex

A empresa introduzirá a extrusora monorrosca econômica Helibar. O consumo de energia dessa máquina pode ser entre 10% e 60% menor que o usual graças a uma reduzida demanda por refrigeração e um tamanho menor, em comparação a equipamentos com a mesma capacidade de produção.

Além disso, o design da Helibar ocasiona baixo desgaste ao equipamento, mesmo ao processar materiais agressivos, contendo aditivos ou masterbatches, pois a seção de alimentação da extrusora opera a baixa pressão, o que também contribui para o menor consumo de energia. A máquina é adequada a processos de extrusão-sopro para a produção de garrafas e outros recipientes, além de processos de extrusão de chapas e filmes, bem como revestimento de cabos ou coextrusão em até sete camadas.

Incoe

Plástico Moderno - K - Incoe

Dedicada à fabricação de câmaras quentes, a expositora enfatizará, em sua participação na feira, avanços nos softwares que controlam seus produtos.

O novo SoftGate Incoe, que controla a velocidade do pino de válvula do sistema de câmara quente, proporciona uma abertura controlada dos bicos valvulados, a fim de conferir ao processo de transformação melhor confiabilidade e maior qualidade das superfícies na injeção sequencial. O programa é ideal para peças de grande tamanho com altos requisitos de acabamento superficial, e pode ser ajustado a câmaras quentes preexistentes.

Os visitantes ainda poderão se interessar pelo novo sistema integrado de câmara quente, uma solução apresentada como “perfeita” para moldes com múltiplas cavidades, em substituição aos hot halves.

 

Kammann Maschinenbau

Plástico Moderno, K - Kammann

A companhia vai expor a impressora serigráfica rotativa K 15 CNC, dotada de até dez estações de impressão, para a decoração de frascos, garrafas, copos, cartuchos e outros envases com velocidades de até cerca de 5 mil ciclos por hora.

Os movimentos variáveis do pré-tratamento, bem como do artigo a ser impresso e da tela são controlados por servomotores e eixos CNC. Esses equipamentos conseguem imprimir em 360º, porém não somente em produtos cilíndricos, mas também em peças ovais e outros formatos.

Kiefel

A empresa traz a Düsseldorf seu último desenvolvimento, a máquina de termoformagem por pressão positiva (pressure forming) SPEEDFORMER KMD 80.

Segundo as informações da Kiefel, o equipamento encerra um enfoque completamente novo no projeto de termoformadoras, que permite reduzir os custos de fabricação em 10%. A economia vem de diversos avanços: a máquina conta com sistemas de recuperação de energia; de acordo com o material processado, a velocidade de operação pode chegar a 65 ciclos por minuto, e o consumo de matéria-prima é baixo, graças à ótima utilização da área de formagem (com 600 x 800 mm) e a um mecanismo inovador de transporte das folhas plásticas.

Kraiburg TPE

A especialista em elastômeros termoplásticos apresentará diversas soluções em TPEs sob medida, entre elas um novo composto de alto desempenho da família Hipex para os mercados automotivo, industrial e de engenharia.

O produto, nas palavras de sua criadora, “estabelece novos padrões em termos de resistência à temperatura, características de fluxo, propriedades superficiais e resistência à tensão”. Ao contrário de materiais concorrentes como a borracha, o TPE Hipex não requer vulcanização, e possui propriedades limitadas de inchamento, que não causam alterações significativas de volume, massa ou dureza.

Para atender às necessidades do setor médico, a empresa melhorou as propriedades da linha THERMOLAST M, que agora apresenta melhor capacidade de escorregamento ante outros materiais. Além disso, uma série adicional MT foi criada, cuja principal característica é o coeficiente de fricção excepcionalmente baixo. A Kraiburg também está investindo em TPEs com atrativos para os sentidos da clientela. A linha THERMOLAST K aposta no impacto sensorial, com produtos com toque suave, facilidade para receber cores e até fragrâncias.

KraussMaffei Berstorff

Plástico Moderno, k - KraussMaffeiA empresa vai expor uma extrusora dupla-rosca ZE 60 A UTX, com velocidade máxima de 600 RPM e dispositivos ativos e passivos para elevação da eficiência energética.

A KraussMaffei diz ter percebido que grandes quantidades de energia podem ser poupadas em várias aplicações se extrusoras maiores forem operadas em velocidades médias, no lugar de máquinas menores trabalhando sobre altas velocidades. Ao compostar PA 6 com 30% de fibras de vidro a uma taxa de 2,1 kg/h e 1.200 RPM, uma ZE 60 A UTX consumirá 0,21 kWh/kg. Uma máquina de tamanho maior, como uma ZE 75 A UTX sob velocidade de 600 RPM, no entanto, consumirá apenas 0,18 kWh/kg.

A companhia também vai apresentar soluções completas para a produção de mangueiras, desde o projeto até a produção, passando pelo setup e a partida de cada componente individual das linhas de fabricação, além de uma linha de compostagem com o novo design EasyClean, que reduz o tempo de limpeza da extrusora para mudança de produto em até 40%.

Lanxess

Plástico Moderno, K - Lanxess

Participando com seis unidades de negócios na feira, a Lanxess apresenta, entre muitas outras coisas, novas resinas da unidade de produtos semicristalinos. Espumas injetadas ganham dois novos grades de poliamidas, um 6 e outro 66, com altas propriedades de acabamento superficial.

Processos de injeção auxiliada por gás e água utilizados para a produção de tubos do compartimento do motor automotivo terão à disposição uma nova PA 66, especialmente adequada para dutos com grande seção transversal e geometrias complexas.

Outra PA 6, com 60% de fibra de vidro, surge como substituta para chapas de aço, alumínio e plástico reforçado com manta de vidro em aplicações da indústria de veículos, graças à sua flexibilidade de moldagem, perante os concorrentes. E ainda na leva das poliamidas para carros, um front end foi feito com o compósito de metal e plástico inventado pela empresa, para peças com baixo peso e elevada demanda estrutural.

A unidade de negócios ainda mostrará três novas blendas de poliésteres (PET+PBT) voltadas ao segmento de peças exteriores de caminhões.

Lindner reSource

Plástico Moderno, Lindner - Triturador - K

A série Micromat Plus de trituradores de resíduos plásticos inaugura um novo conceito de máquinas, na visão da Lindner reSource.

Disponível em três tamanhos, os trituradores foram projetados para operar com baixo consumo de energia e alta produtividade em operações de reciclagem.

Características como a facilidade de troca de telas e o fluxo constante de material, entre outras, tornam as máquinas aptas ao processamento de resíduos provenientes de fontes diferentes para aplicações de reciclados pós-consumo, como garrafas de PET, plasticultura e tapetes.

LPKF Laser & Electronics

Plástico Moderno, K LPKF LaserNesse estande, os visitantes conhecerão os mais recentes desenvolvimentos do sistema híbrido de soldagem TwinWeld, cujos destaques são o cabeçote de soldagem de alto desempenho e a carcaça compacta.

Na soldagem híbrida, o feixe de laser é cercado por um campo térmico que amplia a janela de processo, eleva a velocidade de soldagem e elimina a necessidade de um processo subsequente de têmpera.

A expositora também apresentará dois outros sistemas: o LPKF LQ-Vario RT, dotado de uma fonte de laser com baixo custo de manutenção; e o LPKF LQ-Spot, equipamento que realiza um processo semelhante à soldagem a laser denominado laser staking.

Merquinsa

A especialista em poliuretanos termoplásticos (TPUs) lançará uma nova gama de especialidades sob o mote “Tudo Que Você Pode Imaginar”.

Entre elas estarão novos grades de Pearlthane SILK, TPUs baseados em silicone especialmente desenvolvidos para atender a necessidades como baixo coeficiente de fricção e toque sedoso em diversas aplicações para elastômeros.

Em resposta à crescente demanda por elastômeros retardantes à chama sem halogênios, nas indústrias automotiva e de eletroeletrônicos, a Merquinsa apresentará os novos TPUs Pearlthane HFFR. Para acompanhar a febre dos produtos “verdes”, criou o Pearlthane ECO, um “bio TPU”, baseado em poliéster e poliéter renováveis. Diversas aplicações para essa resina serão mostradas ao público durante a feira.

Piovan

A expositora especialista em periféricos leva diversas atrações aos pavilhões de Düsseldorf. Na área de desumidificação, os clientes poderão conhecer o GENESYS, sistema configurado especificamente para o processamento de PET, e o novo sistema automático MODULA multi-funil, indicado a aplicações em injeção e sopro. Entre os dosadores, a escolhida para a exposição é a recentemente criada linha LYBRA de dosadores gravimétricos e volumétricos.

Essa família de máquinas se destina à dosagem de masterbatches, aditivos e reciclados em qualquer aplicação. A linha VARYO é a representante das tecnologias de alimentação e transporte.

Ela é formada por unidades de vácuo com velocidade variável, utilizadas no transporte de grânulos, com a vantagem de não exercerem pressão mecânica sobre as resinas e reduzirem o consumo de energia.

A Piovan vai dedicar uma área específica de seu estande ao tratamento de biopolímeros, como o ácido poliláctico (PLA). A empresa se diz preparada para a expansão do consumo desse tipo de material e oferece vários equipamentos projetados para as necessidades peculiares dos plásticos obtidos de fontes renováveis, graças ao know-how da Universal Dinamics, integrante do grupo Piovan desde 2008.

Rockwood Color Pigments & Services

A divisão do grupo Rockwood Holdings será representada na feira por duas companhias em exposição conjunta: a Rockwood Pigments e a Holliday Pigments. O carro-chefe da participação na K será a oferta ampliada dos pigmentos de óxidos metálicos Solaplex, com cores na faixa do amarelo ao laranja, ao lado da família Premier de pigmentos de cor azul ultramarino, ambas para plásticos.

A linha Solaplex recebeu um novo grade laranja avermelhado de alto desempenho, o 34H1004, criado em resposta à demanda do mercado por um substituto ambientalmente aceitável aos concorrentes então existentes, dotados de cores menos intensas que o pigmento da Rockwood. As aplicações em plásticos vão desde peças automotivas a produtos de segurança, passando por cabos e caixas de garrafas. A outra empresa do grupo, a Holliday Pigments, destacará seus pigmentos ultramarinos técnicos, especificamente formulados para determinadas aplicações em plásticos. A especificidade vem de características como pigmentos que não formam material particulado, adequação a aplicações em contato com alimentos e resistência a ácidos. Hall 07 

Rolf Schlicht

Plástico Moderno, K - Rolf

Novas técnicas na área de corte de mangueiras, tubos e perfis de plástico e borracha são o principal destaque nesse estande, na forma de três máquinas em exposição.

O cortador giratório RS Multicut é utilizado para o corte preciso de peças extrudadas semirrígidas e flexíveis com até 50 mm de diâmetro, na velocidade mais alta da máquina e até 400 ciclos de corte por minuto (em operação descontínua) ou até 4 mil ciclos por minuto (em modo contínuo).

Já o cortador orbital pode ser empregado no corte de tubos rígidos e semirrígidos de plástico, borracha e compósito, enquanto o sistema de corte do tipo tesoura DC-40 é voltado para perfis rígidos no segmento de extrusão de plástico, cortados à velocidade de 250 cortes por minuto. As três máquinas poderão ser vistas em funcionamento.

A Rolf Schlicht também vai expor uma máquina para aplicação de revestimentos em pó do modelo RSC, adequada para recobrir mangueiras, tubos e cabos com diâmetro de até 200 mm.

Torninova SRL

Plástico Moderno, k - Torninova

Em um estande com 450 m2 de área, a empresa apresenta o último modelo da família COMPACT STRETCH de linhas cast para a coextrusão de filmes stretch de polietileno com até cinco camadas. O motivo do nome “Compact”, aliás, poderá ser entendido durante a feira: a máquina em operação no estande irá ocupar um espaço de menos de 55 m2.

A Torninova apresenta essa série de máquinas como “revolucionária”, justificando o adjetivo com o argumento de que antigos dogmas tecnológicos que constituíam a base para o projeto desse tipo de máquina foram abandonados e trocados por novos designs.

O equipamento em exposição na feira operará em ritmo de 700 kg/h, à velocidade de 800 m/min, em acordo com o que a empresa acredita ser a necessidade atual dos produtores de filmes stretch: alta velocidade, filme de baixa espessura, mas alto desempenho.

 

ROBÔS

Os robôs também são muito úteis no caso das peças com requerimento de ótima aparência. Eles reduzem a praticamente zero os índices de acidentes como quedas ou manuseio impróprio. “

São muito indicados para linhas de produção com ciclos muito rápidos ou para peças de grande porte, caso de para-choques ou painéis de automóveis difíceis de serem transportados por seres humanos”, defende Reinaldo do Carmo Milito, diretor da Wittmann.

“Em algumas situações, o uso dos robôs é imprescindível”, garante Oscar da Silva, gerente de vendas e serviços da Sepro do Brasil.

Um exemplo é o da fabricação de peças plásticas com insertos de outros materiais. O uso de operadores humanos para efetuar o trabalho, em determinados casos, beira o impossível. Capas de aparelhos celulares, por exemplo, são injetadas com insertos de metal com tamanhos de até um milímetro.

Outro caso no qual o equipamento é necessário é o da fabricação de embalagens projetadas pelo processo in mold label, pelo qual peças saem com imagens gravadas com a colocação de etiquetas nos moldes.

O método vem ganhando espaço na indústria brasileira e a presença dos robôs se faz necessária, pois a operação utiliza forte descarga elétrica durante sua execução.

A sensação de que os robôs “roubam” empregos em um país onde as condições sociais são desiguais hoje não provoca polêmicas como no passado.

Para os fornecedores, a competitividade exigida pela economia globalizada impele as empresas a adotarem soluções diferenciadas. Além disso, a automação nem sempre dispensa a presença dos trabalhadores. Os operários muitas vezes recebem as peças e efetuam operações como corte de canaletas ou controle de qualidade.

Recordes sucessivos

O ano de 2009 não foi bom por conta da crise econômica. Mas só no primeiro semestre de 2010, a Dal Maschio conseguiu repetir o faturamento de 2008, ano considerado dos melhores.

“No primeiro semestre conseguimos vender noventa robôs, no ano passado inteiro vendemos em torno de cinquenta”, revela Gomes.

As perspectivas para o segundo semestre de 2010 são ótimas. “Nossas vendas estão batendo recordes em cima de recordes. Esperamos fechar o ano com mais que o dobro das vendas de 2008”, comemora. A empresa está com a carteira tomada até outubro. “Os prazos de entrega estão em torno de sessenta a noventa dias. Conseguimos encaixar novos pedidos, temos boa flexibilidade de produção”, ressalta.

O desempenho é creditado ao momento positivo da economia. “Nos anos anteriores, um ou outro segmento se destacava. Hoje as vendas estão diversificadas, estamos atendendo as indústrias de autopeças, linha branca, móveis, embalagens, utilidades domésticas, vários setores”, revela.

Outra característica dos negócios está ligada à renovação do parque fabril. “A maioria das vendas são voltadas para equipamentos novos, nossos clientes não compram mais injetoras sem robôs. De vez em quando, em torno de 5% dos casos, somos procurados para automatizar máquinas antigas”, diz. Entre os setores cuja demanda mais cresce, Gomes aponta os transformadores que se utilizam da tecnologia in mold label. “Também vem aumentando a procura pela automação de máquinas de ciclo rápido e de fabricantes de baldes plásticos para embalagens de tinta, antes feitas de metal”, informa.

A Dal Maschio foi criada na Itália em 1973 e chegou ao Brasil no início dos anos 90 mediante um contrato de representação feito com a fabricante de injetoras Semeraro.

A parceira nacional deixou de existir e a marca italiana decidiu implantar uma fábrica por aqui. Gomes compara o mercado atual com o dos velhos tempos. “Antigamente era difícil convencer os clientes sobre a utilidade dos robôs.” Para o executivo, a compreensão dos clientes sobre o retorno dado pelo equipamento aumentou muito. “Hoje, um ou outro cliente ainda diz que automação é para multinacionais, às vezes é difícil fazer a primeira venda para uma empresa. Para quem já tem experiência, os robôs são vistos como essenciais, em especial nos momentos em que a economia está crescendo”, explica.

Para Gomes, o fato de ser a única empresa com fábrica no Brasil traz alguns diferenciais importantes. Um deles é a qualidade do serviço de pós-venda.

“Temos vinte técnicos, qualquer problema é só o cliente telefonar e resolvemos tudo de forma rápida, às vezes pelo telefone”, afirma. Outra é a facilidade de personalizar os produtos oferecidos. “Temos condições de fabricar os robôs de forma que atendam às necessidades específicas dos clientes. De acordo com a linha de produção das peças, calculamos as variáveis mais adequadas, como velocidade dos movimentos, tamanho dos eixos e outras características”, diz.

Tal flexibilidade, de acordo com o diretor, melhora o retorno do investimento dos clientes. Para ele, às vezes compensa comprar um robô bem dimensionado para determinada linha de produção, mesmo se for necessário pagar mais por isso. “Um importado pode custar menos, mas nem sempre tem as medidas adequadas, pode causar gargalos na linha de produção e reduzir a velocidade dos ciclos das injetoras”, adverte.

Gomes ressalta o aumento da procura por equipamentos mais sofisticados, dotados com três eixos servomotorizados. E fala sobre o avanço tecnológico dos comandos. “Hoje temos dois tipos de comandos, os livremente programáveis e os pré-programados.” Os livremente programáveis podem ser ajustados passo a passo, adaptam-se a qualquer tipo de peça, e são indicados para usuários com expectativas de realizar ações diferenciadas, como a montagem de insertos, a aplicação de desmoldantes ou o corte de galhos. “São muito amigáveis, mas exigem a presença de mão de obra mais qualificada”, diz. Os pré-programados utilizam ajustes mais simples e atendem à produção de peças menos complexas.

Mercado Comprador

Plástico Moderno, K - Kimura
Kimura: objetivos de quebrar recorde de vendas em 2010

“No final do ano passado, a demanda voltou a crescer. Agora vivemos um momento comprador, os negócios estão muito bons”, informa Kimura, da Star Seiki.

As vendas aquecidas chegaram ao ápice no primeiro semestre.

“Até junho vendemos cem robôs”, revela. A expectativa até o final do ano é das melhores. “Queremos vender mais de 200 máquinas em 2010”, avalia.

Criada no Japão em 1964, a empresa chegou ao Brasil no início dos anos 90 por meio de um contrato de representação firmado com a fabricante de injetoras Romi. Em 1997, abriu escritório próprio no Brasil. “Até 2005, atendíamos apenas grandes multinacionais, em especial as fabricantes de autopeças. Hoje somos procurados por pequenas e médias empresas, o leque de clientes abriu bastante”, comenta.

Para Kimura, um fato a favor da empresa é o da renovação do parque transformador. Nos modelos antigos é difícil instalar a automação. “Muitos clientes estão trocando as injetoras por máquinas de última geração. Os novos modelos, em especial os europeus, estão totalmente preparados para ‘conversar’ com os robôs”, diz. Um ponto ainda deixa a desejar: os moldes utilizados nem sempre estão aptos a trabalhar com extratores de elevada tecnologia. “Muitos moldes estão vindo da China e exigem algumas alterações. O cenário melhorou um pouco nos últimos tempos, mas ainda não está 100%”, julga.

A Star Seiki conta com linha completa de robôs, desde os mais simples, com eixos acionados por componentes pneumáticos, aos dotados com servomotores e a linha híbrida. Os modelos podem ser acoplados às injetoras de cinquenta a três mil toneladas de força de fechamento. No passado, os pneumáticos eram os mais vendidos. A procura se tornou mais sofisticada, os movidos com servomotores estão sendo procurados com maior intensidade. “Eles permitem mais opções de programação e apresentam maior durabilidade”, explica. Entre as unidades com servomotores, destaque para a linha GX, fabricada no Japão, e para a CZ, feita na China. “Os modelos chineses são um pouco mais simples”, informa.

Uma das estratégias comerciais da empresa é manter no Brasil um estoque de máquinas para pronta entrega. A receita se mostra muito interessante em tempos de mercado aquecido. O fato de não ter fábrica no Brasil não atrapalha a assistência técnica, garante o gerente-geral. “Proporcionar um bom trabalho de pós-venda, para nós, é importante. O transformador de plástico não pode ver sua linha de produção parada por causa de um problema proporcionado por robôs”, diz.

 

Ajustes

Para a Wittmann, depois de atravessar 2009 com vendas um tanto retraídas, os negócios começaram a reagir a partir do último mês de março.

“Estamos em um momento excelente, vamos superar com grande facilidade os números do ano passado. Queremos ultrapassar os resultados de 2008, que foram excelentes, queremos bater nosso recorde”, informa Milito.

Vale lembrar alguns acontecimentos vividos pelo grupo austríaco. A Wittmann foi fundada em 1975, como produtora de reguladores de fluxo para máquinas da indústria plástica.

Nos anos seguintes, diversificou a linha de produtos com outros periféricos.

Tornou-se fabricante de robôs em 1985. Um fato importante ocorreu em 2008, quando a multinacional concretizou a compra de uma empresa alemã de renome, a fabricante de injetoras Battenfeld.

Plástico Moderno, Milito: compra da Battenfeld integra injetoras aos robôs
Milito: compra da Battenfeld integra injetoras aos robôs

Com a aquisição, o grupo passou a privilegiar a oferta de soluções totalmente integradas para a injeção de plásticos. Nos projetos, encontram-se os robôs, entre os demais periféricos. Uma das vantagens, por exemplo, é a possibilidade de programação dos movimentos dos “braços” do equipamento no controle da injetora.

“O controle integrado permite, por exemplo, gerenciar o funcionamento da máquina a distância, pela internet”, ressalta.

De acordo com Milito, a nova fase, com o passar do tempo, irá ajudar a empresa em determinadas transações. Ele ressalta, no entanto, a necessidade de alguns ajustes para atingir o entrosamento ideal do funcionamento das duas empresas no Brasil.

“Muitos dos nossos representantes de vendas em determinadas regiões não eram da Battenfeld. Por outro lado, muitos representantes da Battenfeld trabalhavam com marcas concorrentes”, exemplifica.

Ajustes à parte, o diretor reconhece a fase mais madura vivida pelo mercado de automação. “A procura por soluções automatizadas continua em alta”, resume. Ele confirma o crescente interesse por modelos sofisticados.

Uma boa notícia para a marca, cujos modelos são todos movidos por servomotores e livremente programáveis. Milito procura aproveitar o momento para desmistificar a imagem da Wittmann de oferecer produtos sofisticados, com custos inacessíveis. “Temos preços flexíveis e queremos mostrar para o mercado que competimos de igual para igual com as demais empresas. Alguns clientes acostumados com determinadas máquinas demonstram surpresa com as nossas ofertas”, comenta.

Desbravando mercado

Em 1973, nascia na França a Sepro, empresa voltada para a automação de processos de fabricação de chapas metálicas. Em 1982, a empresa lança seu primeiro modelo de robô voltado para a indústria de injeção de plásticos, área de atuação na qual se especializou. No Brasil, a primeira venda se concretizou em 1998, para fornecedoras de autopeças da fábrica de Curitiba-PR da montadora Renault. O escritório de representação foi montado em 2001, em Jundiaí-SP.

“A empresa começou a participar do mercado nacional para valer em 2007. Antes, atendíamos apenas clientes europeus que atuavam por aqui, fornecíamos peças de reposição e prestávamos serviços de assistência técnica”, informa da Silva. O momento promissor do mercado é a oportunidade para a marca enfrentar as principais concorrentes, estabelecidas há mais tempo por aqui.

“O primeiro semestre foi excelente, tivemos faturamento 50% superior ao ano de 2009”, revela. O ano passado, é verdade, não foi dos melhores. “O ano de 2008 foi fantástico”, diz.

Plástico Moderno, Silva - Sepro - K
Sepro vai concorrer com marcas já estabelecidas, diz Silva.

De acordo com Silva, o diferencial da Sepro reside na sofisticação dos robôs.

O executivo diz que essa característica faz a marca sobressair nos países do Velho Continente.

“Na Europa, a parte técnica é muito valorizada, os clientes preferem pagar mais caro e obter retorno maior do investimento nas linhas de produção”, explica.

Para ele, boa parte dos transformadores brasileiros ainda não dá o devido valor à qualidade das máquinas e compra por causa do preço. Mas o cenário está mudando.

Da mesma forma que ocorre com os demais produtos tecnológicos, os preços dos robôs, nos últimos tempos, estão se tornando mais baixos. O real fortalecido perante outras moedas colabora.

Para o gerente, o cenário aumenta a chance de sucesso dos equipamentos da Sepro. A empresa oferece três séries de robôs.

A Axess, dirigida às injetoras de 20 a mil toneladas de força de fechamento, é formada por modelos mais simples, apontados como ideais para os interessados em ter acesso à tecnologia oferecida pela empresa.

A linha G4, voltada para injetoras de 20 a 5 mil toneladas de força de fechamento, é mais sofisticada. “Os robôs G4 são mais evoluídos e potentes, garantem ciclos muito repetitivos, grande velocidade e capacidade”, assegura. No final do ano passado, na feira realizada em Fakuma, na Alemanha, a empresa lançou a série S5. “A série S5 conta com tecnologia de última geração. Aos poucos, vai substituir a G4”, explica.

Algumas características dos equipamentos da marca explicam a excelência. Todos os modelos são dotados com eixos movimentados com servomotores. A linha Axess é equipada com os controles Touch 2 e as séries G4 e S5 com o Visual 2.

“Os comandos eletrônicos são muito avançados e gerenciam em tempo real informações sobre produção, produtividade e número de peças a fabricar, entre outras. Eles são fáceis de trabalhar, o próprio operador pode comandar a operação”, informa.

A robustez mecânica também é valorizada por da Silva. “Nossos robôs têm uma espécie de sensor que atua como sistema de amortecimento, que evita problemas durante a retirada da peça provocados pela variação da abertura da máquina”, exemplifica.

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