K 2010 – Expositores notam recuperação nas vendas, puxada principalmente por demanda de países emergentes

A aposta da Battenfeld-Cincinatti com as novas extrusoras e a estrutura mais enxuta (houve demissões nas fábricas) é dar continuidade à recuperação de vendas, depois de um período de vacas magras, entre 2007 e 2009, quando foram reduzidas pela metade. Para isso, além da área de construção, na divisão de infraestrutura os lançamentos na K 2010 incluíram nova linha de extrusoras monorroscas solEX, que em duas plataformas conseguem produzir tubos de polietileno em alta densidade de três camadas, com novo sistema de resfriamento que permite a redução do comprimento da linha de produção em até 30% e com novos acionamentos de trilho que, ao fim, diminuem o consumo de energia em 15%. Na área de embalagens, o destaque foi a extrusora monorrosca para produzir filme de PET amorfo com sistema de desgaseificação para eliminar custos de pré-secagem e condicionamento dos grânulos.

Plástico Moderno, Bruno Sommer, Gerente de extrusão, K 2010 - Expositores notam recuperação nas vendas, puxada principalmente por demanda de países emergentes
Sommer: dupla rosca para PVC agora tem degasagem simples

Para PE – Outra alemã, a KraussMaffei, também mostrou novidade no conceito de extrusão dupla rosca para PVC e, ainda em comum com a Battenfeld, nesse segmento se apresentou com uma agregada, a Berstorff, empresa de Hannover adquirida há um ano e meio (agora o grupo de extrusão se apresenta como KraussMaffei-Berstorff). A novidade foi um modelo da série de dupla rosca contrarrotante paralela KMD que, segundo o gerente de extrusão, Bruno Sommer, conta com sistema de degasagem simples, ao contrário do modelo anterior de dupla degasagem, e com nova geometria da rosca, que permite processamento de PVC normal, expandido, biorientado ou com muita carga mineral.

Mas o maior destaque foi para a tecnologia de extrusão para poliolefinas, para a qual havia modelos de mono e dupla rosca. No caso das de dupla rosca, segundo Sommer, a empresa passou a contar com maior possibilidade de desenvolvimento depois da aquisição da Berstorff. “A especialidade dela é a tecnologia de dupla rosca corrotante, na qual as roscas paralelas giram na mesma direção e cujo princípio se mostra o ideal para poliolefinas”, disse.

Dessa forma, para processar tubos de PE-Xa (reticulado), a empresa mostrou novo sistema completo, com extrusora cônica de dupla rosca KMD 63 K/R, para produzir tubos de PE-Xa de única ou múltiplas camadas. Especialmente projetado para essas resinas com ligação cruzada (crosslinked) quimicamente entre o PE e o peróxido, o que lhe confere propriedades especiais e grande sucesso atual no transporte de água potável, gás, aquecimento, ar-condicionado e especialmente de água quente ou gelada, o sistema processa uma mistura de PE-Xa, peróxido e um estabilizante. Sua capacidade de produção é em torno de 130 kg por hora, com velocidade de até 20 metros por minuto de tubos com diâmetro de camadas únicas ou múltiplas de 12 a 63 milímetros.

A série ZE-UTX de extrusoras de duplas roscas corrotantes especiais para compostos reforçados com fibra natural ou biopolímeros também mereceu versão modernizada da KraussMaffei-Berstorff. O modelo ZE 60-UTX, para altos volumes e materiais não-secos, opera a uma velocidade de 600 rpm, cerca de um terço do normal de máquinas concorrentes (que chegam a 1.800 rpm), mas com sistemas de acionamento de trilho e de aquecimento modernizados, que lhe conferem baixo consumo energético e alta produtividade. O fato de ser máquina de grande porte, com baixa velocidade, proporciona menos estresse mecânico, dando maior vida útil à máquina.

Segundo Sommer, usar o conceito de dupla rosca em poliolefinas garante melhor homogeneização dos materiais, com menor consumo de energia. No caso desse modelo ZE 60-UTX, a empresa projetou um canhão com maior capacidade de aquecimento, com mais resistências elétricas, mas menos distantes da câmara de extrusão. Isso melhorou as seções de homogeneização da máquina, que também passaram a ser mais bem isoladas com placas especiais para diminuir a perda energética em aproximadamente 30%.

Plástico Moderno, Peter Dihrik, CEO da Bayer, K 2010 - Expositores notam recuperação nas vendas, puxada principalmente por demanda de países emergentes
Dihrik: novo sistema faz 300 cortes por minuto

Mas também em extrusão monorrosca a empresa destacou um modelo polivalente, a KME-36 N, que processa tubos de PE e PP, por acionamento, sem caixa de engrenagem, em faixa de produção de 30 a 750 kg/h. Processando polipropileno, o modelo patenteado conseguiu aumentar a produtividade em 35%, o que é um grande avanço, segundo explicou Bruno Sommer, visto que nas versões anteriores universais a perda quando se processava PP chegava a 40% e agora é de 5%, em comparação com o PE. “Agora a mesma máquina produz 100 de PE e 95 de PP”, disse. O acionamento direto, disponível como opcional, usa motor síncrono de alto torque, que diminui consideravelmente o consumo de energia e os esforços de manutenção.

Corte rápido – Havia ainda outro expositor mostrando tecnologia interessante na área de extrusão de tubos. A alemã Breyer destacou uma linha de extrusora monorrosca que chamou a atenção não só por sua bela estética como por um novo sistema de corte, denominado E-cam 300, com alta rapidez e precisão. Segundo explicou o CEO da empresa, Peter Dihrik, o sistema, substituto de guilhotina convencional, é capaz de fazer 300 cortes/min, numa faixa de velocidade de 40 m/minuto. “Isso significa 600 movimentos por minuto”, disse.

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