K 2010 – 2ª Parte – Mercado de injetoras reitera vigor e evidencia inovações tecnológicas

Plástico Moderno, K 2010 - 2ª Parte - Mercado de injetoras reitera vigor e evidencia inovações tecnológicasUma máquina equipada com o BFMold ainda pode ter um dispositivo óptico de inspeção, para acompanhar a qualidade do acabamento superficial das peças produzidas. “É um sistema completo, adequado principalmente para peças com alto brilho ou que vão receber cromação, pois é difícil detectar problemas de superfície a olho nu. O defeito só acaba aparecendo na cromação, mas é muito difícil recuperar uma peça cromada defeituosa”, explicou Cardenal. O caso típico é a produção de peças de ABS, como as que estavam em produção no estande, mas o sistema também pode ser interessante para peças de PS e alguns grades de PP, além de acrílico.

Plástico Moderno, K 2010 - 2ª Parte - Mercado de injetoras reitera vigor e evidencia inovações tecnológicasMenos energia – A Wittmann Battenfeld demonstrou o BFMold aos visitantes da K em uma injetora da família EcoPower, introduzida ao mercado em 2009, mas que apareceu em Düsseldorf com novos desenvolvimentos, entre eles um sistema de recuperação de energia cinética (KERS, na sigla em inglês), que era opcional, mas agora é um equipamento padrão para a série EcoPower, cujo principal apelo é a economia aliada à precisão. Esse dispositivo armazena a energia gerada pelo motor no momento da frenagem da placa do molde em capacitores, de modo que a injetora ganha segundos de fornecimento de reserva de energia em caso de quedas repentinas. O sistema também permite redução do consumo de energia na casa de 7% em relação a outros modelos da Wittmann Battenfeld sem o dispositivo. Outro ponto importante é relativo ao uso de óleo lubrificante, que se mantém em um circuito fechado e não vaza pelas bandejas, como costuma acontecer.

A antiga Battenfeld, reconhecida pela especialização em microinjeção de precisão, em meados de 2008, atravessava um momento de hesitação no mercado, quando ainda pertencia a um grupo financeiro. A aquisição pela então Wittmann recolocou a empresa sob o comando de especialistas da indústria do plástico, um ponto ditado como decisivo por Cardenal para a recuperação demonstrada ao longo de 2010. Outro fato importante foi uma leve reorientação para tecnologias mais “pé no chão”, com maior potencial de aplicação. “Nós apresentávamos produtos nos estandes direcionados a um pequeno número de clientes europeus”, explicou Cardenal. Ou seja: uma boa parte dos visitantes ficava de boca aberta, só que sem condição financeira de adquirir as máquinas. “Hoje mostramos tecnologias como o BFMold, possível de ser usado em mercados como o brasileiro. O cliente vem à feira e vê máquinas que ele pode comprar na filial do Brasil”, afirmou o engenheiro de vendas. Não por acaso, o peso do mercado brasileiro, que conta com cerca de 6 mil injetoras da Wittmann Battenfeld em funcionamento, tem aumentado nas vendas da empresa.

Outra alemã, a Boy, fabricante de injetoras com forças de fechamento até 100 t, preparou uma exposição com 16 máquinas, entre elas, a novaBoy 35 E, com fechamento de 35 t, equipada com bomba servoacionada e caracterizada por baixo consumo de energia. Tão baixo, aliás, que a empresa garante que em algumas aplicações a refrigeração adicional com óleo nem ao menos é necessária. Outros pontos positivos são o nível de ruído reduzido, bem como ciclos de produção mais baixos e peças com melhor qualidade. A “pegada” da injetora também diminuiu, chegando a meros 1,9 m2.

Os visitantes do estande foram apresentados a nove exemplares de uma série de máquinas recém lançada, a Boy XS, voltada à microinjeção ou à moldagem de peças pequenas, com volumes de injeção entre 0,1 e 0,8 cm3. A linha, graças a processos de produção modulares, possui alta precisão e eficiência, como demonstrou um modelo produzindo peças médicas com peso de apenas 0,1 g, em ambiente de sala limpa.

No estande da canadense Husky, os destaques foram os novos sistemas de produção de pré-formas, produtos tradicionais da companhia. De especial interesse para o mercado brasileiro é o sistema H-PET AE (de all-electric, isto é, completamente elétrico), uma linha de produção de pré-formas relativamente pequena e com baixo custo de manutenção. O lançamento, segundo o presidente e CEO da companhia, John Galt, foi desenvolvido com o intuito de levar a um número maior de clientes a chance de aquisição de uma máquina de alta qualidade, uma vez que o equipamento atende em cheio às necessidades de clientes de mercados emergentes, em que os volumes de produção costumam ser menores. O investimento inicial, obviamente, também é relativamente menor. Durante a feira, uma linha H-PET AE 180 produziu pré-formas EcoBase de 22 g em ciclos de 11,8 s. A pré-forma, também desenvolvida pela Husky, encerra uma modificação no projeto de sua base que pode tornar a peça até 2,5% mais leve, e embora o porcentual não pareça tão grande, as garrafas termoplásticas já são tão leves que perdas de décimos de gramas representam avanços significativos.

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