K 2010 – 2ª Parte – Fabricantes de resinas focam soluções com apelo sustentável

Nada de halogênios – A unidade de negócios de fios e cabos também enfatizou na K o Dow Sustain, considerado o primeiro material do mercado sem conter PVC ou halogênios, capaz de atender a alguns requisitos de aplicações de isolamento de fios e encamisamento de cabos de alimentação, particularmente aqueles relacionados a temperaturas de operação contínua acima de 90ºC, níveis reduzidos de emissão de fumaça e deformação sob calor. O candidato a substituto do PVC provou atender a certificações como a UL 62, a JCS4509 e a HD21.14, sem prejuízo de outras propriedades muito importantes para convertedores de fios e cabos, como o acabamento superficial, a sensação ao toque e a processabilidade na extrusão. Nesse último aspecto, por sinal, vale lembrar que o novo material pode ser extrudado a taxas bastante similares às praticadas com PVC, desde que o transformador realize algumas modificações no design da rosca e nas condições de secagem. A resistência química do produto se equipara à do PVC, no entanto, o Dow Sustain é mais flexível que o vinil. Seu emprego pode incluir aplicações como o cabeamento de eletrodomésticos, entre eles TVs e tocadores de CD e DVD, videogames e computadores.

As unidades de negócios de PE e PP também se fizeram presentes em Düsseldorf, levando mais um punhado de novos desenvolvimentos aos visitantes do estande da Dow. Um dos lançamentos foi a nova linha de resinas de PE e PP Clarilite, desenvolvida para o mercado de injeção e moldagem por compressão de tampas e sistemas de fechamento. As principais características desses novos grades de PEAD e PP copolímero randômico incluem excelente desempenho em termos de transferência de gostos e odores (ou melhor, da mitigação de transferências) e de redução de peso em aplicações típicas da indústria de embalagens rígidas, caso de bebidas carbonatadas e não-carbonatadas, alimentos, produtos farmacêuticos e cosméticos.Plástico Moderno, K 2010 - 2ª Parte - Fabricantes de resinas focam soluções com apelo sustentável

Outra atração para os visitantes foram os cinco novos tipos de resinas de PP e copolímeros de PP e PE com alta fluidez, indicados para o uso na indústria de embalagens. Esses polímeros atendem a demandas marcantes do segmento, como a necessidade por paredes finas, redução da transferência de gosto e odor, alta transparência e elevada produtividade. Os termoplásticos lançados na K possuem fluidez de 100 ou 70 g/10 minutos, sendo processados sob temperaturas consideravelmente menores que poliolefinas predecessoras. Testes realizados pela Dow mostraram que, na injeção de recipientes de paredes finas, o PP C7069-100NA, um dos cinco rebentos de alta fluidez, proporcionou uma redução na temperatura de processamento de 30ºC, a qual, por sua vez, levou à diminuição do tempo de ciclo em 10% e a 33% de cortes no consumo de energia.

Na unidade de especialidades plásticas, um dos destaques da Dow foi o lançamento da linha de polímeros Sealution, baseada em poliolefinas com propriedades diferenciadas de “despelamento” (ou, em um português mais simples, propriedades de descascamento) para aplicação em embalagens de fácil abertura. As novas formulações prometem eliminar a cena recorrente de salgadinhos voando para todos os lados quando o consumidor tenta, quase em vão, abrir a embalagem, pois embora os polímeros Sealution sejam resistentes o suficiente para manter o alimento protegido nos elos da cadeia anteriores à etapa de consumo, eles se desprendem facilmente do corpo da embalagem ao serem puxados.Plástico Moderno, K 2010 - 2ª Parte - Fabricantes de resinas focam soluções com apelo sustentável

Os polímeros Sealution são oferecidos prontos para o uso, e podem ser utilizados em filmes balão e cast, em combinação com substratos de PE e PP e se adaptam a uma ampla gama de aplicações em selos de abertura fácil.

A Borealis, a Borouge e a Nova Chemicals, companhias “irmãs” pertencentes aos mesmos donos (o grupo austríaco OMV e o emirado de Abu Dhabi), realizaram a primeira aparição conjunta em um estande da K, onde duas interessantes inovações foram apresentadas ao público. Com o objetivo de ampliar o uso de resinas recicladas, a Borealis desenvolveu projetos piloto de um carrinho e de uma cesta de supermercado, combinando parcelas de PP reciclado com dois grades de PP especialmente desenvolvidos para o emprego com resinas recicladas, PP4R 500 e PP4R 100. O carrinho de supermercado encerra 33% de resina reutilizada; a cesta, 75%. As propriedades mecânicas de ambos os artefatos, porém, são próximas àquelas que seriam obtidas com material virgem, mas com uma pegada de carbono significativamente menor – 15% no caso do carrinho, e 30% para a cesta.

Já a Borouge inovou com o lançamento de uma embalagem pouch compatível com o congelamento e o uso direto em aparelhos de micro-ondas. Para isso, a companhia utilizou dois tipos de PP multimodal voltados à produção de filmes balão, e fabricou uma embalagem que permanece selada, enquanto seu conteúdo está congelado, mas que também consegue “respirar” durante o cozimento no micro-ondas. A capacidade para respirar permite que o pouch seja utilizado em segurança no aparelho doméstico, pois a embalagem libera o vapor formado em seu interior durante o aquecimento, sem que o consumidor precise perfurá-la ou abri-la antes da sua colocação no micro-ondas.

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