K 2010 – 2ª Parte – Fabricantes de resinas focam soluções com apelo sustentável

Plástico Moderno, K 2010 - 2ª Parte - Fabricantes de resinas focam soluções com apelo sustentávelÉ a primeira vez que o mercado de prototipagem tem à sua disposição poliamidas 6 para fabricação direta por SLS. Provavelmente, em pouco tempo a empresa francesa também deve adicionar PAs 66 a esse portfólio, que pode ter uso em segmentos como o de próteses médicas e o aeroespacial.

“Vidro” de plástico – A eficiência na utilização de recursos naturais foi o tema recorrente no estande da Evonik. Com a apresentação de diversas novidades, principalmente em poliamidas e acrílicos, a empresa demonstrou fortes apostas em segmentos apontados como o futuro dos plásticos: a ampliação do uso de fontes alternativas de energia e do emprego de LEDs, e a construção de carros progressivamente mais leves.

Nesse último quesito, a empresa apresentou sistemas baseados em seu acrílico, o Plexiglas, que receberam certificação para o uso em janelas automotivas laterais e traseiras, e que representam uma perda de 50% em peso, na comparação com os vidros tradicionais. O plástico também é mais vantajoso em termos de transmitância a raios infravermelhos, e permite maior integração de funções.

Plástico Moderno, K 2010 - 2ª Parte - Fabricantes de resinas focam soluções com apelo sustentávelA exposição da Evonik também destacou o uso de acrílicos na geração de energia baseada no sol, representado pela linha Plexiglas Solar, formada por compostos, chapas, tubos e lentes de Fresnel tanto para a produção de energia fotovoltaica convencional quanto para a concentrada. A fotovoltaica concentrada encerra um esforço da indústria para reduzir os custos da energia solar, e se utiliza de lentes ou espelhos que convergem os raios solares para células de alta eficiência energética. Os produtos da linha Plexiglas Solar podem ser usados para proteger as células solares, pois acrílicos possuem destacada resistência a intempéries e propriedades de transmitância que se ajustam ao espectro de absorção das células solares. Além disso, a facilidade de processamento do polímero é ótima para a precisão requerida à produção das lentes de Fresnel. Todas essas propriedades, aliadas a características de barreira, também qualificam o acrílico para o uso em filmes solares, uma área nova de desenvolvimento com aplicação potencial em células solares delgadas para dispositivos eletrônicos móveis.

Outra atração para os visitantes do estande da Evonik na K foi o uso do acrílico em sistemas de retroiluminação de aparelhos televisores com base em LEDs. O emprego do Plexiglas POQ66, um grade de alta pureza para aplicações ópticas, combinado aos LEDs, reduz o consumo de energia da TV em 30%, e ainda permite aparelhos superfinos. Os díodos emissores de luz, por sinal, foram presença marcante na exposição da empresa alemã. Ela usou uma poliftalamida com 50% de seu conteúdo baseado em fontes renováveis para produzir soquetes de refletores. Feitos com essa PA 10T, de nome Vestamid Htplus, eles contribuem para aumentar a vida útil dos LEDs, pois estes soquetes retêm sua cor por mais tempo. A manutenção da cor branca do soquete é um fator decisivo para o bom funcionamento do LED.

A busca por polímeros obtidos de fontes renováveis também foi uma atração no estande da DuPont. A empresa anunciou o lançamento de um novo tipo do Hytrel RS, o primeiro elastômero termoplástico dotado de conteúdo renovável para uso em sistemas de airbags. O grade com alto desempenho recentemente desenvolvido consiste de um poliéter-éster com segmentos rígidos de polibutileno tereftalato (PBT) dotado de um teor mínimo de 35% de derivados de biomassa não-alimentícia. As investigações da DuPont acerca de análises de ciclo de vida revelaram que o elastômero parcialmente biobaseado oferece ganhos ambientais nos quesitos de emissão de gases de efeito estufa bem como no uso de energia não-renovável, em comparação ao seu sucedâneo fóssil.

O novo elastômero possui propriedades semelhantes ao produto derivado de petróleo, isto é, um desempenho consistente de propriedades em uma ampla faixa de temperaturas, boa ductibilidade em baixas temperaturas combinada com elevada rigidez, além de boa resistência ao envelhecimento. “Se você está acostumado com o antigo Hytrel, você vai amar o novo!”, empolgou-se a gerente global do negócio de materiais com fontes renováveis, Marsha A. Craig. “O novo Hytrel funciona da mesma maneira, tem as mesmas propriedades, e agora terá uma melhor análise de ciclo de vida e melhores propriedades ambientais”, completou.

O elastômero foi desenvolvido para aplicação no airbag, mas Craig afirma que ele pode ser usado em outras aplicações automotivas, pois a DuPont oferece grades com durezas diferentes, e será capaz de fornecer todas as versões do antigo Hytrel sob a mesma premissa do novo, o teor de conteúdo renovável.

Participando da K 2010 com cinco de suas unidades de negócios, a Dow preparou uma grande quantidade de lançamentos para a feira. Na unidade de fios e cabos, um dos destaques foi a família Dow Ecolibrium de plastificantes, produtos quase 100% baseados em fontes renováveis, lançados há alguns meses antes da K. Estes plastificantes não contêm ftalatos e tampouco chumbo, e se destinam a aplicações em isolamento de fios e encamisamento de cabos. Segundo as informações da Dow, o uso do novo plastificante em compostos de PVC pode ajudar os fabricantes de cabos a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em até 40%, em comparação ao uso de plastificantes convencionais. Além da óbvia vantagem do elevado conteúdo de matérias-primas renováveis, o Dow Ecolibrium demonstrou, em testes com alguns clientes, que possui o mesmo desempenho de seus concorrentes petroquímicos, tanto na questão da plastificação em si quanto nos requisitos de resistência à chama e ao calor.

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