K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Aditivo da Wacker pode ser usado em tampas

Ela se apresenta como polímeros peletizados de peso molecular ultra-alto para produtores de compostos termoplásticos. O aditivo é utilizado como um auxiliar de processo, melhorando as propriedades de fluxo dos compostos. O apelo é a redução de depósitos nas matrizes de extrusão e o aumento da produtividade paralelos a um menor consumo de energia, além de uma melhora nas propriedades mecânicas do composto. As diferenças também podem ser percebidas no produto final: risco e desgaste danificam as peças prontas com mais dificuldade, a superfície se torna mais macia ao toque e mais brilhante à visão. A empresa afirma que o produto é tão versátil que os composteiros podem simplesmente dispensar masterbatches tradicionais, e um único aditivo pode atender ao processamento de diversos polímeros, com preferência para aplicações em cabos, linha branca, peças automotivas e eletroeletrônicos. Um desses grades possui aprovação para contato com alimentos e pode ser utilizado em algumas peças de refrigeradores feitas de ABS ou PP, tornando sua limpeza mais fácil. O plástico aditivado com esse polímero também pode substituir a cortiça em rolhas de garrafas de vinho, com vantagem de menor esforço para sua retirada.

Novos mercados – A empresa também expôs soluções para mercados ainda distantes da realidade dos negócios, mas onde supõe que haja oportunidades para o desenvolvimento de aplicações com alto valor agregado. É o caso do material híbrido Geniomer, um copolímero de polimetilssiloxano e uréia processado convencionalmente como um termoplástico comum, mas dono de algumas propriedades – facilidade de deslizamento e soltura, estabilidade ao UV e grande resistência à tração – associadas aos silicones.

Os alemães esperam que os setores óptico, médico e de produção de filmes e chapas possam se tornar consumidores do polímero. Fibras ópticas flexíveis seriam uma possibilidade. As celas empregadas na análise de fluidos corpóreos, feitas de quartzo, também podem ser confeccionadas com o material. A Wacker é capaz de fornecer o novo produto na forma de filmes transparentes, e há a chance de que produtores de módulos solares para a geração de energia elétrica se interessem por encapsulá-los de modo contínuo, aposentando o EVA, utilizado em processo de batelada, como é feito atualmente.

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GLS anuncia contrato para expandir produção de TPEs

Outro produto que ainda não tem cliente garantido é o Geniosil N 550, um selante adesivo em que a cadeia principal é orgânica. Ao contrário dos selantes convencionais em que os siloxanos são a estrutura polimérica principal, o recém-lançado possui uma espinha dorsal de poliéter. Essa mudança possibilitou pintar o selante, algo muito difícil com o silicone. Os testes mostraram compatibilidade com o tipo de pintura realizada em linhas de produção de automóveis, que emprega principalmente tintas acrílicas e poliuretânicas. Além de possibilitar a uniformidade de cor, essa característica pode abrir negócios novos em outras indústrias. Na eletrônica, um alvo são as aplicações de alta voltagem, que volatilizam selantes convencionais.

A troca de siloxano por éter, no entanto, afeta o desempenho do polímero em altas temperaturas e ele só resiste a curtas exposições ao calor acima de 120ºC. Sob frio, os efeitos na cristalização só são notáveis a partir de -60ºC, e o desempenho é comparável ao do silicone padrão.

A fornecedora de elastômeros termoplásticos (TPEs) de alto desempenho sob medida GLS Corporation anunciou a ampliação de seu portfólio decorrente da assinatura de um contrato de licenciamento com a Dow Chemical. Pelo acordo, a produtora de compostos garantiu o direito de fornecer globalmente TPEs baseados nos copolímeros poliolefínicos em bloco Infuse, desenvolvidos pela Dow, e que serão comercializados com a marca Dynalloy OBC Compounds.  O que a gigante americana ganha com o acordo? “A GLS vai trazer para a Dow a habilidade de oferecer seu produto para uma gama maior de aplicações, beneficiando mais clientes com as vantagens da  tecnologia Infuse”, explica Walter Ripple, vice-presidente de vendas e marketing da GLS. O potencial da produtora de TPEs transforma um número limitado de grades criados pela Dow, talvez de algumas dezenas, em centenas de possibilidades, fabricando TPEs sob medida aos seus clientes. “Em algumas vezes, essa sintonia é específica para a máquina que processará o composto”, esmiúça Ripple.

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Ripple: Dow aumenta possibilidades do Infuse

A clientela se beneficiará com materiais com toque acetinado, facilidade para coloração e ótimo fluxo, permitindo o preenchimento de moldes complexos, com longos caminhos de fluxo. São cinco grades padrão para injeção, opacos e translúcidos, com durezas Shore A entre 5 e 60, para os mercados de produtos de consumo, produtos de escritório, cosméticos e embalagens de alimentos, e um tipo para sopro, com 50 Shore A e translúcido.

Embora o mercado da América do Sul responda pela menor fatia do faturamento da GLS, o vice-presidente Ripple afirma que o crescimento do consumo de TPEs na região só é menor que o chinês. A base é pequena, mas a empresa demonstra interesse em expandir vendas na região.

A Huntsman Pigments, líder de mercado conhecida pelos dióxidos de titânio Tioxide, decidiu atacar um dos grandes inconvenientes do pigmento, a reconhecida dificuldade para fluir. Os composteiros e produtores de masterbatches sabem como o material libera poeira e precisa ser muito bem manejado para a dosagem e mistura corretas.

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