K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Avasthi: aditivo reduz tempos de ciclo

A Plaasteka, uma joint venture entre Sumaria Group, Plamatec e SwissGEL, quer revolucionar a injeção de poliolefinas com o lançamento de um novo aditivo, o Velothene. “A adição de 5% do aditivo provoca redução de, no mínimo, 20% do tempo de ciclo”, garante Rahul Avasthi, CEO da Plaasteka, complementando que há casos em que a diminuição supera até 35%. O custo de energia elétrica também é atacado, pois Avasthi afirma que as temperaturas de processo são diminuídas, ocasionando menor necessidade por refrigeração. O aditivo melhora as propriedades de fluxo do fundido e eleva a processabilidade especialmente no caso de materiais reciclados, sem a necessidade de modificação dos equipamentos existentes. Segundo a Dra. Ulla Trommsdorff, gerente do departamento de P&D da SwissGEL, a adição do produto não afeta substancialmente as propriedades das poliolefinas e, em alguns casos, pode haver melhora na resistência à tensão e ao impacto.

Aos clientes, além da economia, se abre a possibilidade de emprego de resinas com propriedades mecânicas superiores, cujo processamento seria inviável sem o novo aditivo, ou utilizar maior conteúdo de cargas. A composição do produto não é revelada, a não ser que se trata de um polímero hidrocarbônico e não um monômero ou cadeia menor, o que poderia causar incertezas quanto à migração. Mesmo tendo sido criado para as poliolefinas, o Velothene tem despertado a atenção de processadores de PC e ABS. Ainda não se sabe a compatibilidade, mas Trommsdorff supõe que seria necessário modificar a cadeia original para ampliar sua aplicação.

Apesar do conjunto de propriedades sob medida para produtores de países em desenvolvimento, a Plaasteka não tem nenhuma política especial de vendas para essas nações. Porém, Avasthi confirma contatos com clientes no Brasil e na Argentina, e o produto poderá estar disponível na região no primeiro trimestre de 2008.

Nanotecnologia – No estande da Nanoresins, o destaque foi o Nanopol, uma nova família de nanopartículas de sílica (SiO2), com superfície modificada, dispersas em polióis, poliéteres ou solventes para a formulação de sistemas de revestimento poliuretânicos bicomponentes (PUR). A empresa adota uma abordagem diferente do uso de partículas maiores reduzidas à escala nanométrica e produz nanopartículas de SiO2 com base no crescimento de partículas de tamanho molecular para o tamanho nano, pela tecnologia de sol-gel.

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Borracha da Wacker serve à weather packs

A adição das nanopartículas aos sistemas PUR eleva a resistência à abrasão e ao risco, sem comprometer características como transparência, brilho e flexibilidade. Além disso, informa o gerente de unidade de negócio, Onno Graalmann, há um efeito de barreira para substâncias como solventes, condimentos, refrigerantes, bebidas e água. A adesão dos sistemas PUR formulados com Nanopol a substratos modificáveis com funções hidróxi, como vidro e alumínio (padrão, galvanizado ou polido), também cresce.

As aplicações são amplas, sempre que há plástico com demanda por resistência à abrasão, como em peças de celulares. A empresa também detectou o interesse de clientes em vernizes para embalagens de pet food (rações animais), pois o efeito de barreira impede que a umidade deteriore o alimento.

No estande da Wacker, os visitantes conheceram os novos grades de borracha sólida de silicone autolubrificantes Elastosil R plus 48xx, mais fáceis de processar e com alta resistência ao corte, portanto ideais para a produção de conectores automotivos do tipo weather pack. Outra inovação em destaque foram os grades de borracha líquida de silicone (LSR) livres de óleo Elastosil LR 3065, para a produção de superfícies com baixo atrito. Como não há exsudação, as peças moldadas nesse material não ficam recobertas por uma indesejável camada de óleo atratora de poeira. Essa característica é ótima para a montagem automática de componentes como vedações de conectores elétricos e eletrônicos da indústria automotiva.

Para a indústria de laminação de compósitos, foi criado um composto de borracha de silicone que simplifica a manufatura das bolsas de vácuo (vacuum bags) destinadas a peças de grandes dimensões. A introdução de bolsas de vácuo reutilizáveis mira a laminagem de compósitos acostumada com a tecnologia convencional de filmes plásticos, pois possibilita produzir mais e melhor gastando menos. O método se baseia em uma borracha bicomponente de baixa viscosidade e cura sob temperatura ambiente com catalisador de platina. Esse processo ocorre em alguns minutos e sem encolhimento.

Mas o baixo tempo de trabalho (pot life) do polímero impedia sua utilização na laminação de peças moldadas com mais de 2 m2. Na edição de 2007 da feira, a especialista em silicone introduziu o Elastosil C 1200, que expande o tempo de trabalho para cerca de 20 minutos e torna viável a produção de bolsas de vácuo muito maiores, como as necessárias para a produção de barcos ou equipamentos da indústria de energia eólica.

A Wacker também produz aditivos à base de silicone e deu ênfase à linha Genioplast Pellet S, integrada por uma combinação de gomas de silicone com alta viscosidade e sílicas especialmente modificadas.

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