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K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

Marcio Azevedo
24 de dezembro de 2007
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    O programa leva em conta as propriedades introduzidas pelas fibras de vidro, utilizando uma simulação do processo de injeção e calcula o comportamento mecânico das peças ponto a ponto com a ajuda do programa Digimat-MF, criado pela e-Xstream Engenharia.

    Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Pioltini promete novas PAs 6.6 para sopro

    No estande do grupo Radici, o destaque da divisão de plásticos foram os novos grades para sopro comercializados sob as marcas Radilon S BMX e Radilon S BMV (poliamidas 6) e Heraflex E BMX (poliéster elastômero termoplástico). As aplicações são as tradicionais de poliamidas, as automotivas. Os polímeros se destacam por possuir alta viscosidade e resistência do fundido, proporcionando janela de processo mais ampla e melhor distribuição de espessuras.

    A Radici também está desenvolvendo PAs 6.6 para o sopro de dutos de circuitos de resfriamento automotivos. Segundo Giovanni Pioltini, diretor de serviços técnicos e marketing, há demanda no mercado por poliamida nesse tipo de aplicação, mas a resina ainda não possui boa consistência de desempenho na extrusão do parison. Pesquisas estão em curso e, se os planos do diretor se confirmarem, em 2008 o grupo lança PAs 6.6 para sopro.

    A Evonik Industries, que abriga as atividades da antiga Degussa em seu negócio de químicos, esteve pela primeira vez na K para marcar o público com sua nova face. A preocupação com a nova identidade e a apresentação ao mercado foram o principal foco, ao lado da exposição de aplicações para materiais da antiga Degussa, como filmes Vestamid (PA12) co-extrudados com PA 6.12, para a substituição de pintura em coberturas de motor. Os filmes também podem ser co-extrudados com uma PA12 elastomérica para fins decorativos em esquis, snowboards e raquetes de tênis. Os compostos Vestamid também são utilizados em tubulações multi-camadas para combustíveis, e a Evonik mostrou novas PAs 12 (Vestamid LX9020) com uma camada de barreira com base no copolímero de etileno e álcool vinílico (EVOH), que minimiza a permeabilidade de biocombustíveis contendo etanol.

    Garantia prolongada – Os visitantes puderam ver lançamentos no acrílico da Evonik, o Plexiglass. A empresa estendeu as garantias das propriedades ópticas do material ao não-amarelecimento por um período de trinta anos. O material, em uma nova versão, está ajudando a reduzir emissões de CO2 em LEDs que consomem 40% menos energia, em comparação aos que utilizam acrílico comum. Junto com a KraussMaffei, a companhia introduziu um processo de injeção acompanhada de revestimento com uma camada de Plexiglass CF, um sistema reativo multicomponente com base em acrilato que confere resistência ao risco. O processo ocorre em uma única etapa, eliminando o passo de recobrimento posterior.

    A Evonik também lançou oito novos pigmentos de negro-de-fumo, além de alguns aditivos, como dois para PVC (um auxiliar de processo para espumas e outro, com efeito de lubrificação externa, para chapas e filmes), e silanos organomodificados para aumento da resistência ao risco em compostos de PP reforçados com talco.

    A DSM Engineering Plastics, inventora e produtora das poliamidas 4.6 da marca Stanyl, anunciou com alarde o desenvolvimento de uma nova PA, denominada PA4T, porém sem dar maiores informações sobre sua composição.

    Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Lanxess lança polímetro para dutos de ar

    Sandra Coolen, responsável pela mídia do departamento de comunicação com o mercado, apenas informa que o lançamento possui balanço único de propriedades, incluindo excelente estabilidade dimensional, alta rigidez e resistência mecânica em temperaturas elevadas, alto ponto de fusão e excelente processabilidade, em termos de fluxo e janela de processo.

    A nova PA atende a demandas de mercado por miniaturização e convergência de componentes eletrônicos em dispositivos como celulares e computadores. O mercado automotivo também está no foco, principalmente em aplicações de sistemas elétricos e dutos de ar e combustível sob o capô. O polímero ainda está em fase de pré-marketing. Algumas patentes já foram pedidas e testes estão sendo realizados em alguns clientes europeus. Quantidades comerciais devem começar a ser vendidas em meados de 2008.

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    Garrafas feitas de copoliéster lançado pela Eastman

    A unidade de produtos semicristalinos da Lanxess apresentou novidades em suas Durethan e Pocan, compostas respectivamente por poliamidas e polibutileno tereftalatos (PBTs). A empresa desenvolveu o primeiro PBT (Pocan DP BFN 4230) a receber aprovação pela certificação IEC/EM 60335-1 da VDE, a associação de engenheiros eletrônicos alemã. O material é reforçado com 30% de fibra de vidro e possui pacote de retardância à chama sem halogênios ou antimônio, o que também lhe confere graduação V0 pela UL 94 em espessura até 0,75 mm. As aplicações possíveis são conectores, soquetes de âmpadas, peças eletrônicas pequenas e componentes de aplicações de baixa voltagem. A linha de PBTs também recebeu um novo grade com 60% de fibra de vidro, o primeiro com tal teor de reforço. O Pocan DP B 3160 XF possui módulo de elasticidade de 19 mil MPa e tensão de ruptura de 151 MPa. Mesmo assim, suas propriedades de fluxo são melhores que as de PBTs da Lanxess com 45% de fibra de vidro. As aplicações se concentram na substituição de metais em componentes estruturais, carcaças e peças de automóveis.

    A unidade de negócios também destacou a PA 6 Durethan DP BC 600 HTS, uma resina não-reforçada de alta flexibilidade para sopro de dutos de ar em aplicações sob o capô. A nova poliamida possui módulo de elasticidade até 350 MPa e alta resistência do fundido sob baixo cisalhamento, o que permite seu processamento por sucção-sopro, um processo mais eficaz de produção de tubos que a co-extrusão seqüencial.



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