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K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

Marcio Azevedo
24 de dezembro de 2007
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    Plástico Moderno, Akio Koma, líder da área comercial, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Koma: extrusão de PA estável é força da UBE

    O vínculo com o mercado de alimentos também foi reforçado pelo lançamento do Ube Nylon 5033FD5, uma PA 6/6.6 específica para invólucros de salsichas destinadas à defumação, atendendo ao pedido de um cliente interessado em substituir celulose, o material tradicional para essa aplicação. O polímero precisa oferecer uma alta permeabilidade a vapor d’água, para que os aromas possam impregnar a salsicha no processo de defumação. Além disso, o material exibe o costumeiro das PAs: altas propriedades mecânicas, bom comportamento de encolhimento e barreira a oxigênio. A Ube possui tecnologia própria de formulação de masters e o plástico é vendido pronto para uso, sem a necessidade de etapas de pré-processamento. A empresa também reservou novidades para o polímero Ubesta, denominação de sua poliamida 12. “A PA 12 é a poliamida de menor ponto de fusão (178ºC), então ela é freqüentemente considerada inadequada para aplicações automotivas ou aplicações expostas a altas temperaturas”, disse Frank Hormann, diretor comercial da Ube espanhola. Mas a resina possui alta resistência química, baixíssima absorção de água e, como decorrência, alta estabilidade dimensional em comparação a outras PAs. Essas vantagens motivaram uma abordagem focada em tubos de combustível de PA 12, porém compostas no máximo por duas camadas. Hormann crê que construções assim são mais simples que os tubos de três a cinco camadas populares na indústria automotiva. A companhia havia lançado dois sistemas de duas camadas na K 2004, o Sunbesta (uma camada exterior de PA 12 co-extrudada com ETFE, copolímero de etileno e tetrafluoretileno) e o Ecobesta (PA 12 no exterior co-extrudada com uma poliamida semi-aromática).

    Plástico Moderno, Frank Hormann, diretor comercial da Ube espanhola, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    PA 12 não deveria ser descartada, diz Hormann

    A novidade em 2007 é a elevação da resistência ao calor da camada exterior de PA 12, em ambos os sistemas. Testes de meia-vida relativos ao alongamento sob tensão mostraram que o material possui um aumento na durabilidade no longo prazo de 25ºC, em harmonia com as necessidades dos produtores de automóveis. Hormann assegurou que o Sunbesta estará em uso em carros japoneses e estadunidenses em 2008, mas, na Europa, ante restrições menos severas, ele é uma opção superestimada. A aplicação no mercado europeu mais disseminada são os tubos para condução de soluções de uréia em motores Diesel. A solução é usada para reduzir o conteúdo de óxidos NOx nos gases de combustão. Muitos caminhões europeus já possuem reservatórios para uréia, e os carros também precisarão ter os seus em breve. Os caminhões ainda utilizam PA 12 em tubos do sistema de frenagem. A resina precisa ter baixa migração de plastificantes, porque o fenômeno compromete a estabilidade dimensional das peças, tornando a resposta ao acionamento dos freios mais lenta. O grade usado para esse fim também teve a resistência à temperatura ampliada, em cerca de 20ºC.

    A Ube ainda promoveu novos desenvolvimentos em segmentos diversos, como o elastômero com base em PA 12 e poliéter Ubesta XPA, compostos de PA 6 com baixo empenamento, PAs 6.6 com melhoradas propriedades tribológicas, uma PA 6 para sopro, e o Ubesta 3035F, uma PA 12 para tubos de condução de gás.

    Sai metal, entra plástico – A Rhodia Polyamide, especialista em PA 6.6, introduziu duas novas resinas para o mercado automotivo e a substituição de metais. Novas regulações, segundo a gerente de desenvolvimento de aplicação em marketing automotivo, Valérie Stoeckel, estão forçando os construtores de automóveis a diminuir o tamanho do compartimento reservado ao motor. A redução dos motores implica em necessidade por maiores resistência mecânica e ao calor nas aplicações under-the-hood (sob o capô, ou seja, próximas ao motor).

    As novas poliamidas 6.6 Technyl Heat Performance (HP) se destinam principalmente aos circuitos de ar em aplicações sob o capô. Resistência à pressão sob alta temperatura é a principal requisição técnica da aplicação, e o Technyl HP possui comportamento diferenciado de retenção das propriedades na faixa entre 180ºC e 200ºC, que não pode ser atendida pela PA 6. Testes de envelhecimento apresentados por Stoeckel mostram que, após 2 mil horas, a nova PA 6.6 apresenta queda de propriedades de 12%, enquanto outras PAs perdem mais de 50%. O polímero possui a mesma processabilidade e custo semelhante ao de outras PAs 6.6, por isso foi apresentado como uma alternativa às poliftalamidas (PPAs), mais caras, porém, a opção do mercado até então.

    Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Belet apresenta o novo MMI

    O mercado também foi apresentado ao Technyl Star AFX, uma PA 6.6 de alta fluidez que pode ser utilizada em blendas com até 60% de fibra de vidro – uma quebra de paradigma, nas palavras de Vincent Lajotte, diretor de marketing da Rhodia Polyamide. “O Technyl Star AFX é 30% mais rígido que o material de referência usado na substituição de metais e é tão fluido quanto uma PA 6.6 padrão com 30% de fibra de vidro”, disse. Somadas as outras características do novo polímero (maior resistência à temperatura, fácil processamento, estabilidade dimensional), configura-se um futuro concorrente para metais, poliftalamidas, poliamidas 4.6 e poliarilamidas, em vasta gama de aplicações automotivas e componentes de bens industriais e de consumo.

    A expositora francesa ainda apresentou um novo sistema de modelagem e simulação por computador, o MMI. O pacote, conforme explicou François Belet, gerente de marketing técnico, pretende melhorar a previsão do comportamento de peças de poliamida em testes de impacto, pois a simulação do comportamento de termoplásticos nesse tipo de teste ainda não é suficientemente adequada.



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