Feiras e Eventos

K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

Marcio Azevedo
24 de dezembro de 2007
    -(reset)+

    Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    A Bayer expôs cadeiras de PC criadas para a feira

    As blendas da gigante alemã ganharam novidades, como uma nova PC/PBT com propriedades de impacto modificadas, usada em protetores de calçados de segurança que precisam atender à norma DIN EN 345, e novas PC/ABS reforçadas com fibra de vidro. As últimas, Bayblend DP T88 GF-10 e DP T88 GF-20, se destinam a aplicações automotivas sujeitas à alta solicitação mecânica. Apesar da resistência maior, elas fluem quase 40% melhor que a blenda PC/ABS padrão da Bayer. A empresa desenvolveu outras duas novas blendas de PC/ABS (Bayblend DP T90 MF-20 e Bayblend DP T95 MF), com propriedades específicas para atender aos requerimentos de crash tests, além de boa qualidade superficial e possibilidade de revestimento. Uma delas é usada em combinação com PC no módulo do teto do compacto Smart Fortwo, da DaimlerChrysler. Para tal, a contração volumétrica da Bayblend DP T95 MF foi ajustada à do poliéster, possibilitando a injeção bicomponente da peça.

    Além das blendas, o estande reservou espaço para muitas aplicações em PU. Assim como outras competidoras, essa expositora desenvolveu espumas de PU feitas com polióis baseados em fontes renováveis e apresentou uma peça típica usada em bancos de automóveis. Componentes do pára-choque traseiro do Audi R8 em sistemas poliuretânicos e revestimentos decorativos em PU produzidos por injeção reativa (RIM) foram outros destaques.

    Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Protetores usam blenda que atende à norma DIN EN 345

    O grande lançamento do grupo Solvay em Düsseldorf veio da Solvay Advanced Polymers, com o anúncio de uma só vez de uma nova família de materiais biocompatíveis para dispositivos implantáveis, composta por quatro diferentes polímeros testados segundo a norma aceita internacionalmente para testes de biocompatibilidade, a ISO 10993. “A Solvay passa a oferecer uma química que é realmente nova para o mercado de biomateriais”, explica Shawn Shorrock, gerente-global para o mercado médico da Solvay Advanced Polymers.

    Novo design – A linha Solviva é composta pelo PEEK (poli-éter-éter-cetona) Zeniva, SRP (polifenileno auto-reforçado) Proniva, PPSU (polifenilssulfona) Veriva, e PSU (polissulfona) Eviva. Eles podem ser esterilizados por todos os métodos convencionais (radiação gama, óxido de etileno e vapor) e podem ser processados tanto por injeção quanto extrusão. Espera-se que os polímeros mudem o mercado médico oferecendo maior possibilidade em design, pois os materiais disponíveis prendiam os produtores às suas propriedades. A Solviva amplia as possibilidades, pois oferece polímeros com características novas ao setor médico, como grades de SRP sem reforço (é o plástico não-reforçado com maior resistência do mercado) e PPSU e PSU transparentes.

    Plástico Moderno, Shawn Shorrock, gerente-global para o mercado médico da Solvay Advanced Polymers, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Shorrock: química nova para biomateriais

    “Nós não imaginávamos que houvesse demanda por transparência em materiais usados em implantes, mas há alguns clientes interessados em PPSU e PSU por causa dessa característica”, revelou Shorrock.

    O lançamento dos materiais está ocorrendo inicialmente nos EUA e Europa, mas a gerente informou que há estudos sobre a possibilidade de fornecimento no mercado brasileiro, e ainda, no Japão, Taiwan, Austrália e Nova Zelândia. Em 2008, a lista poderá se ampliar. A produção, entretanto, está limitada a uma fábrica dedicada nos Estados Unidos.

    Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

    Ube aumenta capacidade e aposta na PA, diz Chiba

    Uma das três maiores produtoras mundiais de caprolactama, a japonesa Ube Industries, originariamente uma mineradora de carvão, aposta no crescimento do uso da PA como um plástico de engenharia. Por isso, segundo seu vice-presidente, Yasuhisa Chiba, tanto a planta japonesa quanto as estrangeiras, na Tailândia e na Espanha, receberam investimentos para aumento de capacidade. A produção anual das três fábricas é de 105 mil t de PA 6 e será acrescida de outras 50 mil t, na Tailândia, até 2009, por conta da demanda asiática puxada pela China. A empresa também é uma das poucas produtoras da PA 12, usada em diversas aplicações, mas principalmente em tubos de combustível. As atividades da unidade espanhola se voltam preferencialmente para a extrusão de filmes de copoliamida 6/6.6. A força da empresa, conforme o líder da área comercial, Akio Koma, é a extrusão dessas PAs com maior estabilidade, graças a um processo de polimerização contínuo singular, sem pós-condensação.

    Na feira, a Ube lançou um copolímero baseado em monômeros de PA 6, 6.6 e 12, o Terpalex. “É verdadeiramente um terpolímero na saída do reator de polimerização, não se trata de uma mistura”, realçou Mario Stambuk, líder do grupo de extrusão da filial espanhola. A combinação de diferentes monômeros gerou uma resina com maior encolhimento, menor ponto de fusão e que permite redução de espessuras. A permeabilidade ao CO2 também é maior e o interessante é que isso foi conseguido sem reduzir em grande escala a barreira ao oxigênio. As aplicações incluem tendências em voga, como filmes encolhíveis, filmes para termoformagem, embalagens para alimentos contendo ossos e para alimentos que precisam “respirar”, como alguns queijos.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *