K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

Lançando um produto com potencial para driblar um sério inconveniente, a empresa pretende revolucionar a vida de indústrias com uma demanda global entre 4,7 e 4,8 milhões de toneladas, segundo o diretor de marketing da Huntsman Pigments, Dr. Rob Portsmouth. O consumo cresceu cerca de 4% no principal mercado em 2007, a Europa, mas derrapou nos EUA, por causa da redução no consumo no setor imobiliário. A Ásia e a região do Pacífico crescem consistentemente há cerca de cinco ou seis anos, e os outros mercados, comparados a esses três, são muito pequenos.

Mudando o paradigma – A Huntsman percebeu que há muito a melhora do desempenho óptico dos pigmentos se dá em pequenos passos, e por isso decidiu se concentrar em como seus clientes usam o TiO2 em processos de produção. A reflexão mostrou que, facilitando o manejo e o processamento com uma massiva melhora nas propriedades de fluxo do pigmento, era possível retomar o ritmo dos grandes avanços na eficiência da manufatura, na redução de níveis de poeira e na consistência do produto final. “O Deltio aumenta dramaticamente as propriedades de manejo do dióxido de titânio. É uma dimensão nova em inovação na área de pigmentos. Não há outros produtores focados nesse tipo de abordagem”, disse o gerente de desenvolvimento de soluções para clientes, Dr. Scott Wright.

O primeiro membro da família, o Deltio 5X, tem desempenho óptico semelhante aos de produtos predecessores da Huntsman, por isso as formulações não precisam ser refeitas. Mas ele promete reduzir em muito a dificuldade para a saída do TiO2 dos silos, alterar significativamente a qualidade da medição do pigmento na dosagem e reduzir os tempos de troca de cores. “Realmente acreditamos que o Deltio tem potencial para liberar os clientes das pressões de paradas decorrentes de problemas de entupimento regulares causados pelo pigmento na produção. Será uma revolução para a indústria”, afirmou o Dr. Wright.

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Berkel: partículas aderem ao substrato

A Baerlocher preparou uma exposição realçando sua habilidade para atender às exigências do Reach (um regulamento sobre registro, análise e emprego de produtos químicos com vigência na União Européia, cujo objetivo é substituir substâncias perigosas à saúde e ao meio ambiente) e às diretivas do compromisso voluntário da indústria européia de PVC (Vinyl 2010, que prevê a eliminação dos estabilizantes à base de chumbo até 2015). A produtora de aditivos para PVC percebeu que há preocupação na indústria principalmente com o Reach. Muitos clientes ainda têm dúvidas sobre quais produtos químicos serão aceitos. Por isso, a fornecedora está se empenhando em esforços de P&D para atender à nova regulamentação, além de ter percebido um aumento global de 30% na demanda por estabilizantes à base de cálcio. Mesmo no Brasil, onde não há regulamentos restritivos como na Europa, nota-se um aumento da demanda por estabilizantes com base em cálcio, explicada também por um aumento no preço do chumbo, entre 2000 e 2007, de quase dez vezes, que deu competitividade aos estabilizantes substitutos.

Na feira, foram apresentados os novos estabilizantes com base em cálcio para filmes transparentes rígidos de PVC Baerostab NT 352-1P, novos estabilizantes líquidos em acordo com o Reach para aplicações em plastissóis, além de calandragem e extrusão de PVC flexível, estabilizantes com base em estanho Baerostab MTS 1200, para formulações de PVC rígido transparente e pigmentado, e o co-estabilizante Baerostab LSA, baseado em óleo de soja epoxidizado.

A outra mensagem da empresa em Düsseldorf foi o comprometimento com o aumento da demanda. Cerca de 20 milhões de euros serão investidos em linhas de produção na Alemanha, Inglaterra, Índia e Malásia. No Brasil, está nos planos uma nova linha para produtos com base em cálcio na cidade de Americana-SP.

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Butti anuncia expansão mundial da Songwon

Além de introduzir produtos de sua linha tradicional de aditivos, a BYK apresentou a Nanobyk, novos aditivos nanotecnológicos para conferir superior resistência ao risco e que podem ser utilizados em substratos flexíveis como pisos de PVC. A BYK tem uma abordagem de utilizar concentrações bastante baixas para conseguir esses efeitos. Produtos concorrentes conseguem atingir propriedades semelhantes, mas a dosagem necessária, segundo o gerente do laboratório de nanotecnologia, Dr. Michael Berkei, é muito maior. As partículas nanométricas utilizadas pela empresa, como óxido de zinco e cobre, sílica e alumina são modificadas superficialmente para adquirir ligação mais forte com o substrato polimérico, permitindo dosagens menores e desempenho superior. Elas normalmente são dispersadas em veículos próprios para revestimentos do tipo clearcoat, mas há clientes testando aditivos com base em óxido de zinco em filmes termoplásticos (PE, PP e PET) como absorvedores UV. Ainda não há produtos específicos para os produtores de resinas plásticas, mas os testes continuam.

A fabricante de aditivos Songwon decidiu aparecer. A empresa anunciou o investimento de US$ 20 milhões em uma fábrica de isobutileno de alta pureza (uma matéria-prima-chave) em Maeam, na Coréia do Sul, com partida prevista para janeiro de 2009. É a primeira craqueadora de t-butanol em escala comercial para esse fim, com capacidade de 30 mil t/ano. A meta é dar suporte ao crescimento do negócio de estabilizantes térmicos para polímeros, como parte de um plano maior: tornar-se uma das principais competidoras globais do segmento.

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