K 2007 – Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil

Plástico Moderno foi à Alemanha e trouxe algumas das novidades lançadas em Düsseldorf. A cobertura se dividirá em duas edições, a começar pelas resinas e aditivos, passando, na próxima edição, às máquinas e aos expositores brasileiros.

Plástico Moderno, Thomas Grimaud, gerente-geral do negócio de poliamidas, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Grimaud: Arkema lidera produção de PA renovável

Nos estandes dos produtores de polímeros, além da incessante busca por aumento de desempenho combinada com redução de custos, identificou-se claramente a preocupação com o desenvolvimento de alternativas baseadas em fontes renováveis para os polímeros descendentes da cadeia petroquímica. Além dos produtos mais antigos destinados a embalagens, as resinas de engenharia começam a se tornar mais conhecidas, algo impensável há algum tempo em virtude dos requerimentos técnicos necessários a esses materiais.

A Arkema, criada em 2004 oriunda da Atofina Chemicals, é “a líder indiscutível em poliamidas de alto desempenho com base em fontes renováveis”, nas palavras do gerente-geral do negócio de poliamidas, Thomas Grimaud. “Não se trata de PA 6 ou 6.6, plásticos de engenharia, com maiores volumes de vendas, mas de especialidades com alto desempenho e valor agregado”, diz.

A Arkema se abastece de óleo de mamona no Brasil, Índia e China (é a maior compradora do mercado) e refina-o no sul da França, polimerizando as matérias-primas obtidas. Toda a produção da PA 11 Rilsan já é baseada em carbono renovável e a aplicação típica são os dutos para combustíveis em automóveis, incluindo biocombustíveis. A companhia alega que a produção do plástico emite 40% menos CO2 que a de poliamidas convencionais e ainda consome menos energia.

Grimaud apresentou duas novas séries de produtos renováveis. São marcas já conhecidas do mercado – Pebax (elastômero termoplástico de alto desempenho, muito utilizado em roupas esportivas) e Platamid (adesivo hot melt com grande uso em têxteis) –, mas as primeiras com base em óleo vegetal. O Pebax Rnew é produto da química das aminas de 11 carbonos, usa a PA 11 Rilsan como bloco poliamida e suas propriedades mecânicas e de processamento são muito próximas das do polímero fóssil. Os mercados em que a demanda por renovabilidade está mais acentuada são o esportivo e o de eletroeletrônicos, segundo Grimaud, e é neles que a resina estará posicionada. O adesivo Platamid Rnew, também obtido integralmente do óleo de mamona, é destinado à indústria automobilística, pois atende a restrições quanto à emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) do padrão de teste VDA 278 e possui propriedades semelhantes ao Platamid fóssil. O portfólio de polímeros técnicos também passa a oferecer o elastômero e a poliamida Pebax Clear e Rilsan Clear, em versões de alta transparência, em resposta à demanda crescente, em particular do mercado esportivo.

A expositora francesa de fato atentou para essa tendência e lançou, por outra unidade de negócios, um PVC clorado (cPVC) obtido por pós-clorinação iniciada por radiação ultravioleta. Ele mantém as propriedades clássicas do cPVC (menor emissão de fumaça, maior resistência ao fogo e ao calor), além de alta transparência – uma qualidade nova para esse polímero, segundo Frédéric Loussayre, gerente do negócio de cPVC. As aplicações possíveis são embalagens para alimentos adequadas para pasteurização, ou cartões de créditos, entre outras.

Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Aditivo melhora propriedade do PLA

Melhorando o PLA – A Arkema, além de suas próprias biorresinas, ainda lançou aditivos para o ácido poliláctico (PLA). O material tem sido considerado um dos principais candidatos à substituição de resinas de origem fóssil como PET, PS, PE e PVC, principalmente em embalagens de alimentos (filmes e chapas). Mas suas propriedades mecânicas (baixa resistência ao impacto, baixa temperatura de distorção ao calor, baixa elasticidade do fundido e elevada sensibilidade ao cisalhamento) impedem que atenda a requerimentos técnicos, a menos que seja aditivado. A companhia lançou a linha Biostrenght de aditivos específicos para PLA. Há modificadores de impacto que melhoram as propriedades do plástico em temperatura ambiente e temperatura baixa e não prejudicam as características de transparência. Em breve, de acordo com Stéphane Girois, gerente de desenvolvimento de novos mercados, a linha será completada com soluções de alto impacto e alta transparência e também já estão disponíveis aditivos que duplicam a elasticidade do fundido, permitindo até a reciclagem do bioplástico. Esse grade, Biostrenght 700, também ataca os problemas de absorção de água e degradação durante o processamento comuns a poliésteres como o PLA, minimizando a necessidade da etapa de pré-secagem. São características, conforme Girois, muito desejáveis para as aplicações às quais o PLA se propõe, em particular em sopro e termoformagem.

A DuPont deu grande destaque para a expansão do portfólio de polímeros com base em fontes renováveis na K. Além do apelo ambiental, a empresa tem descoberto, segundo o líder global da área de tecnologia, Dr. Nandan Rao, que as novas opções, em muitos casos, oferecem desempenho igual ou superior aos plásticos fósseis.

A base para alguns desses desenvolvimentos foi a criação de um substituto renovável para o 1,3-propanodiol (PDO) e o 1,4-butanodiol, denominado Bio-PDO. Ele é utilizado nos termoplásticos reforçados com fibra de vidro da linha Sorona EP, com propriedades semelhantes às do PBT, porém com melhores estabilidade dimensional e acabamento da superfície. O Bio-PDO também entra na composição dos polióis usados na fabricação do TPE Hytrel RS, disponível apenas em amostras para testes, por enquanto, e o Biomax RS 1001, um politrimetil tereftalato (PTT) para a injeção de embalagens rígidas em substituição ao PP. O portfólio de biopolímeros ainda conta com o Selar VP, usado na produção de filmes permeáveis para embalagens em contato com alimentos que precisam “respirar”, como peixes frescos.

Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Mangueiras com novo elastômero atendem até -40ºC

A empresa também realçou uma parceria com a Morph Technologies, do Canadá, para o desenvolvimento e produção de híbridos de metal e polímeros nanocristalinos. Esses novos materiais combinam a dureza e a rigidez dos metais com a flexibilidade e a leveza de termoplásticos de alto desempenho. A tecnologia, denominada MetaFuse, consiste de estruturas nanocristalinas metálicas (Ni ou Fe) combinadas com polímeros de engenharia, sem a formação de nanopartículas. O material metálico forma uma capa sobre o substrato polimérico, como em um clad, e confere propriedades de altíssima resistência mecânica normalmente associadas aos metais. Inicialmente, as aplicações imaginadas recaem no setor automotivo, em eletroeletrônicos e em artigos esportivos.

A linha de elastômeros acrílicos de etileno Vamac ganhou novos grades com estrutura molecular modificada e melhor desempenho e processabilidade. O Vamac Ultra IP é mais viscoso e oferece melhor dispersão do composto, ao mesmo tempo em que aumenta as propriedades sob alta temperatura. No caso do Vamac Ultra LT, o desempenho em baixas temperaturas é o atrativo, com ampliação do uso para até -40ºC, em aplicações como mangueiras automotivas.

A exposição ainda destacou dois novos grades do antiestático Entira, o único do mercado, segundo a DuPont, que confere propriedades adicionais de transparência ao produto final.

A Basf manteve a tradição de exposições repletas de lançamentos, refletindo a direção estratégica no sentido de aplicações e materiais com grande potencial de diferenciação no mercado. A empresa reestruturou sua linha de poliamidas, que passará a ter três marcas: Ultramid, para as aplicações técnicas principais; Miramid, para as especialidades; e Capron, para as aplicações genéricas.

Durante a feira, a oferta de poliamidas foi ampliada com uma nova PA 6.10, Ultramid Balance, com mais de 60% de conteúdo renovável baseado em ácido sebácico, um derivado do óleo de mamona. A resina possui densidade relativamente baixa para uma PA, boa resistência ao impacto em baixa temperatura e baixa absorção de água, que resulta em boa estabilidade dimensional. Ela pode ser utilizada em aplicações tradicionais para PAs.

Outro desenvolvimento da Basf foi a Ultramid CR, uma linha com características próprias para componentes de veículos sujeitos a colisões. São dois tipos com alta absorção de energia, e outros dois adequados ao esforço imposto por cargas dinâmicas. A indústria automotiva, pela necessidade de revestimento de peças como fenders, ganhou outro novo produto, a Ultramid TOP 3000. Essa PA parcialmente aromática, com propriedades de impacto modificadas, possui baixo coeficiente de expansão térmica, mesmo em altas temperaturas, o que permite sua pintura em processos até 200ºC.

A produtora alemã criou ainda três novos grades de PAs 66 de alta fluidez (Ultramid High Speed), com 40% e 50% de fibra de vidro, ou carga mista de fibra de vidro e mineral. A tecnologia se baseia na adição de anopartículas, como na linha Ultradur High Speed de PBTs de alta fluidez. Essa linha, aliás, recebeu novos tipos com propriedades de retardância à chama e condutividade térmica, adequados principalmente às aplicações em eletroeletrônicos, como carcaças e conectores.

Poliol renovável – As espumas de PU também ganharam uma opção de origem renovável com o desenvolvimento de um novo poliol, o Lupanol Balance 50, obtido de óleo de mamona. As espumas são um dos produtos insistentemente apresentados na exposição da produtora alemã, que contou com diversos produtos para aplicações, principalmente em peças com soft touch no interior de automóveis. Um exemplo é a linha Elastoskin S 4639 Elastogran de sistemas poliuretânicos aromáticos de aplicação por spray, que será usada em automóveis pela primeira vez em 2009, na Europa, mas já conquistou aplicações nos EUA e Ásia.

A Basf reservou para a K lançamentos em polímeros para outros segmentos, como copolímeros estirênicos e poliacetais para a área médica, um ABS para extrusão, um copolímero de estireno e butadieno em bloco para filmes encolhíveis e dois novos plastificantes para PVC (um di-propil-etil ftalato, substituto de DEHP e DINP, e outro produto que atende à produção de peças adequadas ao contato com crianças).

Com uma participação massiva focada em mais de 120 itens em exposição, a Bayer MaterialScience ofereceu uma amostra do que seus produtos nas áreas de PC, PU e TPU podem oferecer à indústria do plástico.

Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
A Bayer Sheet Europe criou as chapas para o estádio de Shenyang
Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Lentes de colimação de LEDs feitas em policarbonato

Várias atrações do estande mostravam aplicações do PC Makrolon, como em lentes de colimação para LEDs, no lugar de PMMA (poli-meta-metil-acrilato). As lentes feitas de PC podem ter paredes mais finas que as de PMMA, graças ao seu índice de refração superior. Em relação ao vidro, o plástico também apresenta vantagens, pois pode ser moldado por injeção precisamente em formatos impossíveis para o vidro. O polímero também foi visto em cadeiras especialmente desenhadas para a feira e coloridas com as cores da empresa por um novo processo de revestimento. Na área médica, o PC foi apresentado em bombas de injeção de bolso,  usadas para a automedicação com alta precisão de dosagem. As características do PC se adaptam particularmente aos componentes da carcaça, toda feita de Makrolon, o que permite a transparência necessária para a checagem da quantidade de medicamento armazenada. A companhia ainda apresentou uma nova linha de absorvedores infravermelhos (IR) para vidros automotivos feitos com Makrolon AG 2677, que diminuem o aquecimento do interior dos automóveis. A Bayer Sheet Europe desenvolveu uma chapa de PC especial com alta força flexural, a Makrolon Multi UV 3X/25-25 ES, que será usada no estádio olímpico de Shenyang, na China, nas próximas Olimpíadas.

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A Bayer expôs cadeiras de PC criadas para a feira

As blendas da gigante alemã ganharam novidades, como uma nova PC/PBT com propriedades de impacto modificadas, usada em protetores de calçados de segurança que precisam atender à norma DIN EN 345, e novas PC/ABS reforçadas com fibra de vidro. As últimas, Bayblend DP T88 GF-10 e DP T88 GF-20, se destinam a aplicações automotivas sujeitas à alta solicitação mecânica. Apesar da resistência maior, elas fluem quase 40% melhor que a blenda PC/ABS padrão da Bayer. A empresa desenvolveu outras duas novas blendas de PC/ABS (Bayblend DP T90 MF-20 e Bayblend DP T95 MF), com propriedades específicas para atender aos requerimentos de crash tests, além de boa qualidade superficial e possibilidade de revestimento. Uma delas é usada em combinação com PC no módulo do teto do compacto Smart Fortwo, da DaimlerChrysler. Para tal, a contração volumétrica da Bayblend DP T95 MF foi ajustada à do poliéster, possibilitando a injeção bicomponente da peça.

Além das blendas, o estande reservou espaço para muitas aplicações em PU. Assim como outras competidoras, essa expositora desenvolveu espumas de PU feitas com polióis baseados em fontes renováveis e apresentou uma peça típica usada em bancos de automóveis. Componentes do pára-choque traseiro do Audi R8 em sistemas poliuretânicos e revestimentos decorativos em PU produzidos por injeção reativa (RIM) foram outros destaques.

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Protetores usam blenda que atende à norma DIN EN 345

O grande lançamento do grupo Solvay em Düsseldorf veio da Solvay Advanced Polymers, com o anúncio de uma só vez de uma nova família de materiais biocompatíveis para dispositivos implantáveis, composta por quatro diferentes polímeros testados segundo a norma aceita internacionalmente para testes de biocompatibilidade, a ISO 10993. “A Solvay passa a oferecer uma química que é realmente nova para o mercado de biomateriais”, explica Shawn Shorrock, gerente-global para o mercado médico da Solvay Advanced Polymers.

Novo design – A linha Solviva é composta pelo PEEK (poli-éter-éter-cetona) Zeniva, SRP (polifenileno auto-reforçado) Proniva, PPSU (polifenilssulfona) Veriva, e PSU (polissulfona) Eviva. Eles podem ser esterilizados por todos os métodos convencionais (radiação gama, óxido de etileno e vapor) e podem ser processados tanto por injeção quanto extrusão. Espera-se que os polímeros mudem o mercado médico oferecendo maior possibilidade em design, pois os materiais disponíveis prendiam os produtores às suas propriedades. A Solviva amplia as possibilidades, pois oferece polímeros com características novas ao setor médico, como grades de SRP sem reforço (é o plástico não-reforçado com maior resistência do mercado) e PPSU e PSU transparentes.

Plástico Moderno, Shawn Shorrock, gerente-global para o mercado médico da Solvay Advanced Polymers, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Shorrock: química nova para biomateriais

“Nós não imaginávamos que houvesse demanda por transparência em materiais usados em implantes, mas há alguns clientes interessados em PPSU e PSU por causa dessa característica”, revelou Shorrock.

O lançamento dos materiais está ocorrendo inicialmente nos EUA e Europa, mas a gerente informou que há estudos sobre a possibilidade de fornecimento no mercado brasileiro, e ainda, no Japão, Taiwan, Austrália e Nova Zelândia. Em 2008, a lista poderá se ampliar. A produção, entretanto, está limitada a uma fábrica dedicada nos Estados Unidos.

Plástico Moderno, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Ube aumenta capacidade e aposta na PA, diz Chiba

Uma das três maiores produtoras mundiais de caprolactama, a japonesa Ube Industries, originariamente uma mineradora de carvão, aposta no crescimento do uso da PA como um plástico de engenharia. Por isso, segundo seu vice-presidente, Yasuhisa Chiba, tanto a planta japonesa quanto as estrangeiras, na Tailândia e na Espanha, receberam investimentos para aumento de capacidade. A produção anual das três fábricas é de 105 mil t de PA 6 e será acrescida de outras 50 mil t, na Tailândia, até 2009, por conta da demanda asiática puxada pela China. A empresa também é uma das poucas produtoras da PA 12, usada em diversas aplicações, mas principalmente em tubos de combustível. As atividades da unidade espanhola se voltam preferencialmente para a extrusão de filmes de copoliamida 6/6.6. A força da empresa, conforme o líder da área comercial, Akio Koma, é a extrusão dessas PAs com maior estabilidade, graças a um processo de polimerização contínuo singular, sem pós-condensação.

Na feira, a Ube lançou um copolímero baseado em monômeros de PA 6, 6.6 e 12, o Terpalex. “É verdadeiramente um terpolímero na saída do reator de polimerização, não se trata de uma mistura”, realçou Mario Stambuk, líder do grupo de extrusão da filial espanhola. A combinação de diferentes monômeros gerou uma resina com maior encolhimento, menor ponto de fusão e que permite redução de espessuras. A permeabilidade ao CO2 também é maior e o interessante é que isso foi conseguido sem reduzir em grande escala a barreira ao oxigênio. As aplicações incluem tendências em voga, como filmes encolhíveis, filmes para termoformagem, embalagens para alimentos contendo ossos e para alimentos que precisam “respirar”, como alguns queijos.

Plástico Moderno, Akio Koma, líder da área comercial, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
Koma: extrusão de PA estável é força da UBE

O vínculo com o mercado de alimentos também foi reforçado pelo lançamento do Ube Nylon 5033FD5, uma PA 6/6.6 específica para invólucros de salsichas destinadas à defumação, atendendo ao pedido de um cliente interessado em substituir celulose, o material tradicional para essa aplicação. O polímero precisa oferecer uma alta permeabilidade a vapor d’água, para que os aromas possam impregnar a salsicha no processo de defumação. Além disso, o material exibe o costumeiro das PAs: altas propriedades mecânicas, bom comportamento de encolhimento e barreira a oxigênio. A Ube possui tecnologia própria de formulação de masters e o plástico é vendido pronto para uso, sem a necessidade de etapas de pré-processamento. A empresa também reservou novidades para o polímero Ubesta, denominação de sua poliamida 12. “A PA 12 é a poliamida de menor ponto de fusão (178ºC), então ela é freqüentemente considerada inadequada para aplicações automotivas ou aplicações expostas a altas temperaturas”, disse Frank Hormann, diretor comercial da Ube espanhola. Mas a resina possui alta resistência química, baixíssima absorção de água e, como decorrência, alta estabilidade dimensional em comparação a outras PAs. Essas vantagens motivaram uma abordagem focada em tubos de combustível de PA 12, porém compostas no máximo por duas camadas. Hormann crê que construções assim são mais simples que os tubos de três a cinco camadas populares na indústria automotiva. A companhia havia lançado dois sistemas de duas camadas na K 2004, o Sunbesta (uma camada exterior de PA 12 co-extrudada com ETFE, copolímero de etileno e tetrafluoretileno) e o Ecobesta (PA 12 no exterior co-extrudada com uma poliamida semi-aromática).

Plástico Moderno, Frank Hormann, diretor comercial da Ube espanhola, K 2007 - Indústria destaca alternativas para os plásticos de origem fóssil
PA 12 não deveria ser descartada, diz Hormann

A novidade em 2007 é a elevação da resistência ao calor da camada exterior de PA 12, em ambos os sistemas. Testes de meia-vida relativos ao alongamento sob tensão mostraram que o material possui um aumento na durabilidade no longo prazo de 25ºC, em harmonia com as necessidades dos produtores de automóveis. Hormann assegurou que o Sunbesta estará em uso em carros japoneses e estadunidenses em 2008, mas, na Europa, ante restrições menos severas, ele é uma opção superestimada. A aplicação no mercado europeu mais disseminada são os tubos para condução de soluções de uréia em motores Diesel. A solução é usada para reduzir o conteúdo de óxidos NOx nos gases de combustão. Muitos caminhões europeus já possuem reservatórios para uréia, e os carros também precisarão ter os seus em breve. Os caminhões ainda utilizam PA 12 em tubos do sistema de frenagem. A resina precisa ter baixa migração de plastificantes, porque o fenômeno compromete a estabilidade dimensional das peças, tornando a resposta ao acionamento dos freios mais lenta. O grade usado para esse fim também teve a resistência à temperatura ampliada, em cerca de 20ºC.

A Ube ainda promoveu novos desenvolvimentos em segmentos diversos, como o elastômero com base em PA 12 e poliéter Ubesta XPA, compostos de PA 6 com baixo empenamento, PAs 6.6 com melhoradas propriedades tribológicas, uma PA 6 para sopro, e o Ubesta 3035F, uma PA 12 para tubos de condução de gás.

Sai metal, entra plástico – A Rhodia Polyamide, especialista em PA 6.6, introduziu duas novas resinas para o mercado automotivo e a substituição de metais. Novas regulações, segundo a gerente de desenvolvimento de aplicação em marketing automotivo, Valérie Stoeckel, estão forçando os construtores de automóveis a diminuir o tamanho do compartimento reservado ao motor. A redução dos motores implica em necessidade por maiores resistência mecânica e ao calor nas aplicações under-the-hood (sob o capô, ou seja, próximas ao motor).

As novas poliamidas 6.6 Technyl Heat Performance (HP) se destinam principalmente aos circuitos de ar em aplicações sob o capô. Resistência à pressão sob alta temperatura é a principal requisição técnica da aplicação, e o Technyl HP possui comportamento diferenciado de retenção das propriedades na faixa entre 180ºC e 200ºC, que não pode ser atendida pela PA 6. Testes de envelhecimento apresentados por Stoeckel mostram que, após 2 mil horas, a nova PA 6.6 apresenta queda de propriedades de 12%, enquanto outras PAs perdem mais de 50%. O polímero possui a mesma processabilidade e custo semelhante ao de outras PAs 6.6, por isso foi apresentado como uma alternativa às poliftalamidas (PPAs), mais caras, porém, a opção do mercado até então.

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Belet apresenta o novo MMI

O mercado também foi apresentado ao Technyl Star AFX, uma PA 6.6 de alta fluidez que pode ser utilizada em blendas com até 60% de fibra de vidro – uma quebra de paradigma, nas palavras de Vincent Lajotte, diretor de marketing da Rhodia Polyamide. “O Technyl Star AFX é 30% mais rígido que o material de referência usado na substituição de metais e é tão fluido quanto uma PA 6.6 padrão com 30% de fibra de vidro”, disse. Somadas as outras características do novo polímero (maior resistência à temperatura, fácil processamento, estabilidade dimensional), configura-se um futuro concorrente para metais, poliftalamidas, poliamidas 4.6 e poliarilamidas, em vasta gama de aplicações automotivas e componentes de bens industriais e de consumo.

A expositora francesa ainda apresentou um novo sistema de modelagem e simulação por computador, o MMI. O pacote, conforme explicou François Belet, gerente de marketing técnico, pretende melhorar a previsão do comportamento de peças de poliamida em testes de impacto, pois a simulação do comportamento de termoplásticos nesse tipo de teste ainda não é suficientemente adequada.

O programa leva em conta as propriedades introduzidas pelas fibras de vidro, utilizando uma simulação do processo de injeção e calcula o comportamento mecânico das peças ponto a ponto com a ajuda do programa Digimat-MF, criado pela e-Xstream Engenharia.

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Pioltini promete novas PAs 6.6 para sopro

No estande do grupo Radici, o destaque da divisão de plásticos foram os novos grades para sopro comercializados sob as marcas Radilon S BMX e Radilon S BMV (poliamidas 6) e Heraflex E BMX (poliéster elastômero termoplástico). As aplicações são as tradicionais de poliamidas, as automotivas. Os polímeros se destacam por possuir alta viscosidade e resistência do fundido, proporcionando janela de processo mais ampla e melhor distribuição de espessuras.

A Radici também está desenvolvendo PAs 6.6 para o sopro de dutos de circuitos de resfriamento automotivos. Segundo Giovanni Pioltini, diretor de serviços técnicos e marketing, há demanda no mercado por poliamida nesse tipo de aplicação, mas a resina ainda não possui boa consistência de desempenho na extrusão do parison. Pesquisas estão em curso e, se os planos do diretor se confirmarem, em 2008 o grupo lança PAs 6.6 para sopro.

A Evonik Industries, que abriga as atividades da antiga Degussa em seu negócio de químicos, esteve pela primeira vez na K para marcar o público com sua nova face. A preocupação com a nova identidade e a apresentação ao mercado foram o principal foco, ao lado da exposição de aplicações para materiais da antiga Degussa, como filmes Vestamid (PA12) co-extrudados com PA 6.12, para a substituição de pintura em coberturas de motor. Os filmes também podem ser co-extrudados com uma PA12 elastomérica para fins decorativos em esquis, snowboards e raquetes de tênis. Os compostos Vestamid também são utilizados em tubulações multi-camadas para combustíveis, e a Evonik mostrou novas PAs 12 (Vestamid LX9020) com uma camada de barreira com base no copolímero de etileno e álcool vinílico (EVOH), que minimiza a permeabilidade de biocombustíveis contendo etanol.

Garantia prolongada – Os visitantes puderam ver lançamentos no acrílico da Evonik, o Plexiglass. A empresa estendeu as garantias das propriedades ópticas do material ao não-amarelecimento por um período de trinta anos. O material, em uma nova versão, está ajudando a reduzir emissões de CO2 em LEDs que consomem 40% menos energia, em comparação aos que utilizam acrílico comum. Junto com a KraussMaffei, a companhia introduziu um processo de injeção acompanhada de revestimento com uma camada de Plexiglass CF, um sistema reativo multicomponente com base em acrilato que confere resistência ao risco. O processo ocorre em uma única etapa, eliminando o passo de recobrimento posterior.

A Evonik também lançou oito novos pigmentos de negro-de-fumo, além de alguns aditivos, como dois para PVC (um auxiliar de processo para espumas e outro, com efeito de lubrificação externa, para chapas e filmes), e silanos organomodificados para aumento da resistência ao risco em compostos de PP reforçados com talco.

A DSM Engineering Plastics, inventora e produtora das poliamidas 4.6 da marca Stanyl, anunciou com alarde o desenvolvimento de uma nova PA, denominada PA4T, porém sem dar maiores informações sobre sua composição.

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Lanxess lança polímetro para dutos de ar

Sandra Coolen, responsável pela mídia do departamento de comunicação com o mercado, apenas informa que o lançamento possui balanço único de propriedades, incluindo excelente estabilidade dimensional, alta rigidez e resistência mecânica em temperaturas elevadas, alto ponto de fusão e excelente processabilidade, em termos de fluxo e janela de processo.

A nova PA atende a demandas de mercado por miniaturização e convergência de componentes eletrônicos em dispositivos como celulares e computadores. O mercado automotivo também está no foco, principalmente em aplicações de sistemas elétricos e dutos de ar e combustível sob o capô. O polímero ainda está em fase de pré-marketing. Algumas patentes já foram pedidas e testes estão sendo realizados em alguns clientes europeus. Quantidades comerciais devem começar a ser vendidas em meados de 2008.

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Garrafas feitas de copoliéster lançado pela Eastman

A unidade de produtos semicristalinos da Lanxess apresentou novidades em suas Durethan e Pocan, compostas respectivamente por poliamidas e polibutileno tereftalatos (PBTs). A empresa desenvolveu o primeiro PBT (Pocan DP BFN 4230) a receber aprovação pela certificação IEC/EM 60335-1 da VDE, a associação de engenheiros eletrônicos alemã. O material é reforçado com 30% de fibra de vidro e possui pacote de retardância à chama sem halogênios ou antimônio, o que também lhe confere graduação V0 pela UL 94 em espessura até 0,75 mm. As aplicações possíveis são conectores, soquetes de âmpadas, peças eletrônicas pequenas e componentes de aplicações de baixa voltagem. A linha de PBTs também recebeu um novo grade com 60% de fibra de vidro, o primeiro com tal teor de reforço. O Pocan DP B 3160 XF possui módulo de elasticidade de 19 mil MPa e tensão de ruptura de 151 MPa. Mesmo assim, suas propriedades de fluxo são melhores que as de PBTs da Lanxess com 45% de fibra de vidro. As aplicações se concentram na substituição de metais em componentes estruturais, carcaças e peças de automóveis.

A unidade de negócios também destacou a PA 6 Durethan DP BC 600 HTS, uma resina não-reforçada de alta flexibilidade para sopro de dutos de ar em aplicações sob o capô. A nova poliamida possui módulo de elasticidade até 350 MPa e alta resistência do fundido sob baixo cisalhamento, o que permite seu processamento por sucção-sopro, um processo mais eficaz de produção de tubos que a co-extrusão seqüencial.

O PC ganhou a concorrência de um competidor improvável com a criação de um novo monômero comercial e o lançamento de uma geração inédita de copoliésteres pela Eastman Chemical Company.

O Eastman Tritan não se parece com nada no mercado de copoliésteres – é química nova. Porta-vozes da empresa não informaram qual é a molécula, mas garantiram ter criado uma nova família de polímeros e propriedades cujo primeiro rebento é uma versão higher heat, com resistência superior ao calor e temperatura de transição vítrea (Tg) de 108ºC. Ele tem as mesmas propriedades genéricas de outros poliésteres (clareza, resistência química e resistência à hidrólise) e está sendo utilizado inicialmente em utensílios domésticos, como garrafas de água reutilizáveis e copos de liquidificadores, e utensílios reutilizáveis para restaurantes. Não será surpresa se aplicações na área médica também forem abertas.

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Pecorini: resina especial para máquina de lava-louças

O polímero não contém bisphenol-A e é mais resistente ao ambiente de lava-louças que o PC. “O policarbonato possui baixa resistência à hidrólise na temperatura e alcalinidade da água das máquinas lava-louças”, explica Tom Pecorini, pesquisador sênior associado da Eastman. O PC possui elevada Tg e, para minimizar tensões residuais que reduzem seu desempenho, os tempos de ciclo precisam ser expandidos e o design repensado. “Com o Tritan, não é preciso mais se preocupar com isso”, diz Pecorini. O material passou por testes que mostraram que após 50 ciclos de lavagem não houve dano e, na mesma condição, peças de PC começaram a se deteriorar. As propriedades de contração do novo copolímero (idênticas às do PC) e a Tg (mais alta que a de outros copoliésteres) eliminam a necessidade de alteração no ferramental e no sistema de refrigeração no caso da troca de matéria-prima.

Especialista em indústrias – Mais que expor produtos de seu amplo portfólio, a Dow preparou um estande com diferentes áreas temáticas relacionadas a segmentos de mercado, procurando ressaltar uma mudança introduzida na estratégia global da companhia. Essa reorientação, de acordo com o diretor de produto e marketing em polietileno na América Latina, Alberto Ulriksen, visa a transformar a empresa de uma fornecedora de produtos químicos, com foco nas diversas linhas de produtos, em uma especialista em soluções para determinadas indústrias, como já é feito com a Dow Automotive, dedicada à indústria automotiva. A tendência é de que esse agrupamento de negócios em unidades voltadas para segmentos particulares do mercado seja intensificado. Quem visitou o estande em Düsseldorf teve uma amostra do que a companhia pretende vir a ser nos próximos anos, representada pela divisão do espaço de exibição em unidades focadas em segmentos como embalagens alimentícias, eletroeletrônicos, lazer e entretenimento, construção, têxteis e indústria automotiva.

A mudança de estratégia, entretanto, não alterou o grande programa de lançamentos. Na área de lazer, um gramado artificial ilustrava o lançamento de um novo grade do PE Dowlex para a produção de filamentos utilizados em grama artificial. Ele é menos denso que o polímero mais usado nesse mercado, o Dowlex SC 2108G, e oferece mais suavidade ao toque e melhor resistência mecânica. O discurso é de que esse novo PE atende às necessidades de produtores de monofilamentos e filamentos fibrilados, sem a necessidade de blendagem com outros materiais.

Na área automotiva, um bólido da Audi atraía a atenção dos visitantes para o esforço da empresa no setor com os lançamentos de um ABS de baixo brilho e maior resistência ao risco, disponível nas versões padrão e high heat (com superior resistência ao calor), e de uma tecnologia de concentrados de PP com 60% de fibra de vidro longa (para diluição posterior com PP virgem). Os novos Audi TT e Renault Laguna III também foram usados como exemplos do que a companhia pode fazer: o Audi possui o encosto de banco soprado com Pulse 2200BG (PC/ABS), e o painel de instrumentos e das portas do Renault usam a blenda Pulse, o ABS Magnum e o PP reforçado com talco Inspire.

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Peça médica feita de POM antimicrobial

No espaço reservado para moda e vestuário, além dos desfiles de modelos, o destaque amplo foi para a fibra elástica poliolefínica XLA, da Dow Fiber Solutions, que está sendo usada em trajes de banho da Adidas, e, na forma do tecido Ayrxx, em vestuário para ciclistas da Diadora. Há grande esperança no potencial desse material: ele possui resistência química superior à das fibras comumente usadas em vestuário (é mais resistente ao cloro das piscinas, por exemplo) e também suporta melhor o calor, permitindo que as roupas possam ser passadas a ferro. Grifes famosas como Calvin Klein e Banana Republic já aderiram ao XLA. O mesmo espaço foi compartilhado pela Dow Footwear Solutions, realçando inovações para calçados, como a série R dos sistemas poliuretânicos Voralast (contendo polióis de fontes renováveis), e a série G, ambas para a confecção de solados, e os PUs termoplásticos Pellethane, para aplicações que demandem baixo índice de amarelecimento do material.

A Ticona se apresentou em Düsseldorf destacando aplicações de sucesso de alguns de seus principais produtos, como o poliacetal (POM) Hostaform, os compósitos reforçados com fibra longa Celstran, e os polímeros de cristal líquido Vectra.

O POM é o principal produto da expositora, que fez propaganda das propriedades do material (alta rigidez e dureza, boas propriedades tribológicas e alta resistência química) em alguns grades com propriedades distintas. Para o mercado médico, há uma nova versão (Hostaform AntiCrobe) com proteção antimicrobial para dispositivos como inaladores e nebulizadores. O mercado automotivo tem à sua disposição um grade com visual metálico, para puxadores de portas de automóveis, como o do novo Honda Civic. Os fabricantes de carros também podem optar pelo Hostaform C9021 XAP LS 10/9005, próprio para marcação a laser em peças do interior de carros, e com níveis de emissão e odores abaixo dos especificados atualmente pela indústria. Um novo modelo do Golf, da Volkswagen, já possui peças com o novo tipo de POM. No Ford Transit, a escolha foi pelo Hostaform EC140XF, poliacetal condutivo usado para dissipar cargas eletrostáticas no sistema de combustível.

O portfólio de compósitos reforçados com fibra longa, conhecido pelo nome Celstran, foi ampliado com a adição de termoplásticos, mais leves que termofixos e muitas ligas metálicas usadas em redução de peso de aplicações estruturais da indústria de energia, e em aeronaves e automóveis. A linha é formada por diferentes tipos de polímeros (PP, POM, TPU) e impregnada unidirecionalmente com fibras longas de vidro e de carbono.

O rápido desenvolvimento dos diodos emissores de luz (LEDs), considerados os sistemas de iluminação do futuro pela sua alta eficiência, estimularam outro destaque no estande, o polímero de cristal líquido (LCP) Vectra, usado na construção desses dispositivos. Os LEDs têm sido usados no flash de câmeras fotográficas embutidas em celulares; o LCP da Ticona, com retardância à chama inerente e resistência até 260ºC, já é utilizado por empresas como a Philips Lumileds.

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Borealis lança PP para embalagens

Novo PLA – No estande da Total Petrochemicals, além de um novo PE100 low sagging (baixa deformação por força da gravidade) para tubos de grande diâmetro e espessura, atraiu atenção o anúncio de uma joint venture com a Galactic Escanaffles para a produção de ácido poliláctico (PLA). A planta piloto produzirá 1,5 mil t/ano a partir de 2009, empregando um novo processo a ser desenvolvido pelos parceiros. O ácido láctico é obtido da fermentação de açúcares e sua polimerização resulta em um poliéster alifático compostável, que por isso tem despertado muita curiosidade na indústria de embalagens plásticas.

A produtora de compostos de poliolefinas Borealis Borouge assimilou as preocupações recorrentes da indústria do plástico com o meio ambiente e lançou grades de PP para a indústria de embalagens sob o guarda-chuva do amigável ao verde. Os produtores de embalagens do tipo balde poderão optar pelo BH374MO, um PP com maior fluidez que permite menores tempos de ciclo, maior produtividade e redução do consumo de energia. Já o BA110CF, direcionado a filmes para revestimento com silicone, reduz a necessidade por diferentes filmes selantes em aplicações de adesivos, pois possui resistência mecânica superior à concorrência. A redução de custos também é o apelo do Borclear RB709CF, para filmes de PP com alta transparência (graças à rigidez, o material requer menor quantidade de filme durante o processamento); do Borclear TMRF926MO, um PP para a injeção-extrusão-sopro de recipientes para cosméticos; e do Bormod BJ368MO, para a injeção de embalagens de saladas, margarinas e laticínios frescos e congelados.

No segmento automotivo, a produtora destacou novas aplicações em compostos de PP e poliolefinas termoplásticas (TPO), como algumas peças do interior da van Ducato, da Fiat, feitas com o TPO Daplen.

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Smart Fortwo tem corpo todo e de PP

O material possui boa processabilidade e oferece baixo brilho e resistência ao risco. Outros destaques foram o módulo do fender da BMW X5, primeiro do tipo totalmente feito de plástico (no caso, o Daplen EF341AE), e o painel exterior do corpo do Smart Fortwo, da DaimlerChrysler, o primeiro também feito de PP.

Apesar do papel importante na produção (sexta maior no mundo) e exportação (sétima) de petróleo desde o início do século XX, a Venezuela pouco investiu em outros elos da cadeia petroquímica. A Pequiven, estatal responsável pela exploração do óleo no país, planeja mudar essa situação e, para isso, criou um planejamento denominado Revolução Petroquímica para desenvolver o setor petroquímico doméstico.

A primeira fase do plano, apresentada pelo diretor-comercial, Francisco Toro, na estréia da Pequiven na K, prevê, até 2013, a elevação da produção anual de produtos petroquímicos de 11 milhões de toneladas para 32 milhões de toneladas, a execução de 35 projetos para a produção de matérias-primas petroquímicas e de 52 de transformação, investimento de US$ 20,9 bilhões por parte do governo venezuelano (além de um valor vindo da iniciativa privada, próximo a US$ 15 bilhões) e chegar a um faturamento anual, com o desenvolvimento da segunda e terceira gerações petroquímicas, entre US$ 76 bilhões e US$ 100 bilhões. Faz parte do plano, ainda, a intenção de levar a Pequiven a um posto entre as dez maiores petroquímicas mundiais, no mesmo período.

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Toro anuncia planos de expansão da Pequiven

A Pequiven pretende adicionar seis complexos petroquímicos aos três existentes, cuja capacidade instalada total chega a 11 milhões t/ano, mas não é utilizada plenamente por problemas de manutenção e defasagem tecnológica.

As reservas da Venezuela estão crescendo rápido, graças às descobertas na região do Rio Orinoco, onde se supunha haver apenas betume. Confirmadas essas descobertas, o país poderá se tornar detentor das maiores reservas mundiais. O mesmo acontece com as reservas de gás natural, próximas a cerca de 130 milhões de m3. Toro afirmou que um pé cúbico de gás natural, que custa cerca de sete dólares nos EUA, é produzido por menos de um dólar no país sul-americano; e essa é uma das vantagens competitivas que impulsionam o ambicioso plano.

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Avasthi: aditivo reduz tempos de ciclo

A Plaasteka, uma joint venture entre Sumaria Group, Plamatec e SwissGEL, quer revolucionar a injeção de poliolefinas com o lançamento de um novo aditivo, o Velothene. “A adição de 5% do aditivo provoca redução de, no mínimo, 20% do tempo de ciclo”, garante Rahul Avasthi, CEO da Plaasteka, complementando que há casos em que a diminuição supera até 35%. O custo de energia elétrica também é atacado, pois Avasthi afirma que as temperaturas de processo são diminuídas, ocasionando menor necessidade por refrigeração. O aditivo melhora as propriedades de fluxo do fundido e eleva a processabilidade especialmente no caso de materiais reciclados, sem a necessidade de modificação dos equipamentos existentes. Segundo a Dra. Ulla Trommsdorff, gerente do departamento de P&D da SwissGEL, a adição do produto não afeta substancialmente as propriedades das poliolefinas e, em alguns casos, pode haver melhora na resistência à tensão e ao impacto.

Aos clientes, além da economia, se abre a possibilidade de emprego de resinas com propriedades mecânicas superiores, cujo processamento seria inviável sem o novo aditivo, ou utilizar maior conteúdo de cargas. A composição do produto não é revelada, a não ser que se trata de um polímero hidrocarbônico e não um monômero ou cadeia menor, o que poderia causar incertezas quanto à migração. Mesmo tendo sido criado para as poliolefinas, o Velothene tem despertado a atenção de processadores de PC e ABS. Ainda não se sabe a compatibilidade, mas Trommsdorff supõe que seria necessário modificar a cadeia original para ampliar sua aplicação.

Apesar do conjunto de propriedades sob medida para produtores de países em desenvolvimento, a Plaasteka não tem nenhuma política especial de vendas para essas nações. Porém, Avasthi confirma contatos com clientes no Brasil e na Argentina, e o produto poderá estar disponível na região no primeiro trimestre de 2008.

Nanotecnologia – No estande da Nanoresins, o destaque foi o Nanopol, uma nova família de nanopartículas de sílica (SiO2), com superfície modificada, dispersas em polióis, poliéteres ou solventes para a formulação de sistemas de revestimento poliuretânicos bicomponentes (PUR). A empresa adota uma abordagem diferente do uso de partículas maiores reduzidas à escala nanométrica e produz nanopartículas de SiO2 com base no crescimento de partículas de tamanho molecular para o tamanho nano, pela tecnologia de sol-gel.

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Borracha da Wacker serve à weather packs

A adição das nanopartículas aos sistemas PUR eleva a resistência à abrasão e ao risco, sem comprometer características como transparência, brilho e flexibilidade. Além disso, informa o gerente de unidade de negócio, Onno Graalmann, há um efeito de barreira para substâncias como solventes, condimentos, refrigerantes, bebidas e água. A adesão dos sistemas PUR formulados com Nanopol a substratos modificáveis com funções hidróxi, como vidro e alumínio (padrão, galvanizado ou polido), também cresce.

As aplicações são amplas, sempre que há plástico com demanda por resistência à abrasão, como em peças de celulares. A empresa também detectou o interesse de clientes em vernizes para embalagens de pet food (rações animais), pois o efeito de barreira impede que a umidade deteriore o alimento.

No estande da Wacker, os visitantes conheceram os novos grades de borracha sólida de silicone autolubrificantes Elastosil R plus 48xx, mais fáceis de processar e com alta resistência ao corte, portanto ideais para a produção de conectores automotivos do tipo weather pack. Outra inovação em destaque foram os grades de borracha líquida de silicone (LSR) livres de óleo Elastosil LR 3065, para a produção de superfícies com baixo atrito. Como não há exsudação, as peças moldadas nesse material não ficam recobertas por uma indesejável camada de óleo atratora de poeira. Essa característica é ótima para a montagem automática de componentes como vedações de conectores elétricos e eletrônicos da indústria automotiva.

Para a indústria de laminação de compósitos, foi criado um composto de borracha de silicone que simplifica a manufatura das bolsas de vácuo (vacuum bags) destinadas a peças de grandes dimensões. A introdução de bolsas de vácuo reutilizáveis mira a laminagem de compósitos acostumada com a tecnologia convencional de filmes plásticos, pois possibilita produzir mais e melhor gastando menos. O método se baseia em uma borracha bicomponente de baixa viscosidade e cura sob temperatura ambiente com catalisador de platina. Esse processo ocorre em alguns minutos e sem encolhimento.

Mas o baixo tempo de trabalho (pot life) do polímero impedia sua utilização na laminação de peças moldadas com mais de 2 m2. Na edição de 2007 da feira, a especialista em silicone introduziu o Elastosil C 1200, que expande o tempo de trabalho para cerca de 20 minutos e torna viável a produção de bolsas de vácuo muito maiores, como as necessárias para a produção de barcos ou equipamentos da indústria de energia eólica.

A Wacker também produz aditivos à base de silicone e deu ênfase à linha Genioplast Pellet S, integrada por uma combinação de gomas de silicone com alta viscosidade e sílicas especialmente modificadas.

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Aditivo da Wacker pode ser usado em tampas

Ela se apresenta como polímeros peletizados de peso molecular ultra-alto para produtores de compostos termoplásticos. O aditivo é utilizado como um auxiliar de processo, melhorando as propriedades de fluxo dos compostos. O apelo é a redução de depósitos nas matrizes de extrusão e o aumento da produtividade paralelos a um menor consumo de energia, além de uma melhora nas propriedades mecânicas do composto. As diferenças também podem ser percebidas no produto final: risco e desgaste danificam as peças prontas com mais dificuldade, a superfície se torna mais macia ao toque e mais brilhante à visão. A empresa afirma que o produto é tão versátil que os composteiros podem simplesmente dispensar masterbatches tradicionais, e um único aditivo pode atender ao processamento de diversos polímeros, com preferência para aplicações em cabos, linha branca, peças automotivas e eletroeletrônicos. Um desses grades possui aprovação para contato com alimentos e pode ser utilizado em algumas peças de refrigeradores feitas de ABS ou PP, tornando sua limpeza mais fácil. O plástico aditivado com esse polímero também pode substituir a cortiça em rolhas de garrafas de vinho, com vantagem de menor esforço para sua retirada.

Novos mercados – A empresa também expôs soluções para mercados ainda distantes da realidade dos negócios, mas onde supõe que haja oportunidades para o desenvolvimento de aplicações com alto valor agregado. É o caso do material híbrido Geniomer, um copolímero de polimetilssiloxano e uréia processado convencionalmente como um termoplástico comum, mas dono de algumas propriedades – facilidade de deslizamento e soltura, estabilidade ao UV e grande resistência à tração – associadas aos silicones.

Os alemães esperam que os setores óptico, médico e de produção de filmes e chapas possam se tornar consumidores do polímero. Fibras ópticas flexíveis seriam uma possibilidade. As celas empregadas na análise de fluidos corpóreos, feitas de quartzo, também podem ser confeccionadas com o material. A Wacker é capaz de fornecer o novo produto na forma de filmes transparentes, e há a chance de que produtores de módulos solares para a geração de energia elétrica se interessem por encapsulá-los de modo contínuo, aposentando o EVA, utilizado em processo de batelada, como é feito atualmente.

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GLS anuncia contrato para expandir produção de TPEs

Outro produto que ainda não tem cliente garantido é o Geniosil N 550, um selante adesivo em que a cadeia principal é orgânica. Ao contrário dos selantes convencionais em que os siloxanos são a estrutura polimérica principal, o recém-lançado possui uma espinha dorsal de poliéter. Essa mudança possibilitou pintar o selante, algo muito difícil com o silicone. Os testes mostraram compatibilidade com o tipo de pintura realizada em linhas de produção de automóveis, que emprega principalmente tintas acrílicas e poliuretânicas. Além de possibilitar a uniformidade de cor, essa característica pode abrir negócios novos em outras indústrias. Na eletrônica, um alvo são as aplicações de alta voltagem, que volatilizam selantes convencionais.

A troca de siloxano por éter, no entanto, afeta o desempenho do polímero em altas temperaturas e ele só resiste a curtas exposições ao calor acima de 120ºC. Sob frio, os efeitos na cristalização só são notáveis a partir de -60ºC, e o desempenho é comparável ao do silicone padrão.

A fornecedora de elastômeros termoplásticos (TPEs) de alto desempenho sob medida GLS Corporation anunciou a ampliação de seu portfólio decorrente da assinatura de um contrato de licenciamento com a Dow Chemical. Pelo acordo, a produtora de compostos garantiu o direito de fornecer globalmente TPEs baseados nos copolímeros poliolefínicos em bloco Infuse, desenvolvidos pela Dow, e que serão comercializados com a marca Dynalloy OBC Compounds.  O que a gigante americana ganha com o acordo? “A GLS vai trazer para a Dow a habilidade de oferecer seu produto para uma gama maior de aplicações, beneficiando mais clientes com as vantagens da  tecnologia Infuse”, explica Walter Ripple, vice-presidente de vendas e marketing da GLS. O potencial da produtora de TPEs transforma um número limitado de grades criados pela Dow, talvez de algumas dezenas, em centenas de possibilidades, fabricando TPEs sob medida aos seus clientes. “Em algumas vezes, essa sintonia é específica para a máquina que processará o composto”, esmiúça Ripple.

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Ripple: Dow aumenta possibilidades do Infuse

A clientela se beneficiará com materiais com toque acetinado, facilidade para coloração e ótimo fluxo, permitindo o preenchimento de moldes complexos, com longos caminhos de fluxo. São cinco grades padrão para injeção, opacos e translúcidos, com durezas Shore A entre 5 e 60, para os mercados de produtos de consumo, produtos de escritório, cosméticos e embalagens de alimentos, e um tipo para sopro, com 50 Shore A e translúcido.

Embora o mercado da América do Sul responda pela menor fatia do faturamento da GLS, o vice-presidente Ripple afirma que o crescimento do consumo de TPEs na região só é menor que o chinês. A base é pequena, mas a empresa demonstra interesse em expandir vendas na região.

A Huntsman Pigments, líder de mercado conhecida pelos dióxidos de titânio Tioxide, decidiu atacar um dos grandes inconvenientes do pigmento, a reconhecida dificuldade para fluir. Os composteiros e produtores de masterbatches sabem como o material libera poeira e precisa ser muito bem manejado para a dosagem e mistura corretas.

Lançando um produto com potencial para driblar um sério inconveniente, a empresa pretende revolucionar a vida de indústrias com uma demanda global entre 4,7 e 4,8 milhões de toneladas, segundo o diretor de marketing da Huntsman Pigments, Dr. Rob Portsmouth. O consumo cresceu cerca de 4% no principal mercado em 2007, a Europa, mas derrapou nos EUA, por causa da redução no consumo no setor imobiliário. A Ásia e a região do Pacífico crescem consistentemente há cerca de cinco ou seis anos, e os outros mercados, comparados a esses três, são muito pequenos.

Mudando o paradigma – A Huntsman percebeu que há muito a melhora do desempenho óptico dos pigmentos se dá em pequenos passos, e por isso decidiu se concentrar em como seus clientes usam o TiO2 em processos de produção. A reflexão mostrou que, facilitando o manejo e o processamento com uma massiva melhora nas propriedades de fluxo do pigmento, era possível retomar o ritmo dos grandes avanços na eficiência da manufatura, na redução de níveis de poeira e na consistência do produto final. “O Deltio aumenta dramaticamente as propriedades de manejo do dióxido de titânio. É uma dimensão nova em inovação na área de pigmentos. Não há outros produtores focados nesse tipo de abordagem”, disse o gerente de desenvolvimento de soluções para clientes, Dr. Scott Wright.

O primeiro membro da família, o Deltio 5X, tem desempenho óptico semelhante aos de produtos predecessores da Huntsman, por isso as formulações não precisam ser refeitas. Mas ele promete reduzir em muito a dificuldade para a saída do TiO2 dos silos, alterar significativamente a qualidade da medição do pigmento na dosagem e reduzir os tempos de troca de cores. “Realmente acreditamos que o Deltio tem potencial para liberar os clientes das pressões de paradas decorrentes de problemas de entupimento regulares causados pelo pigmento na produção. Será uma revolução para a indústria”, afirmou o Dr. Wright.

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Berkel: partículas aderem ao substrato

A Baerlocher preparou uma exposição realçando sua habilidade para atender às exigências do Reach (um regulamento sobre registro, análise e emprego de produtos químicos com vigência na União Européia, cujo objetivo é substituir substâncias perigosas à saúde e ao meio ambiente) e às diretivas do compromisso voluntário da indústria européia de PVC (Vinyl 2010, que prevê a eliminação dos estabilizantes à base de chumbo até 2015). A produtora de aditivos para PVC percebeu que há preocupação na indústria principalmente com o Reach. Muitos clientes ainda têm dúvidas sobre quais produtos químicos serão aceitos. Por isso, a fornecedora está se empenhando em esforços de P&D para atender à nova regulamentação, além de ter percebido um aumento global de 30% na demanda por estabilizantes à base de cálcio. Mesmo no Brasil, onde não há regulamentos restritivos como na Europa, nota-se um aumento da demanda por estabilizantes com base em cálcio, explicada também por um aumento no preço do chumbo, entre 2000 e 2007, de quase dez vezes, que deu competitividade aos estabilizantes substitutos.

Na feira, foram apresentados os novos estabilizantes com base em cálcio para filmes transparentes rígidos de PVC Baerostab NT 352-1P, novos estabilizantes líquidos em acordo com o Reach para aplicações em plastissóis, além de calandragem e extrusão de PVC flexível, estabilizantes com base em estanho Baerostab MTS 1200, para formulações de PVC rígido transparente e pigmentado, e o co-estabilizante Baerostab LSA, baseado em óleo de soja epoxidizado.

A outra mensagem da empresa em Düsseldorf foi o comprometimento com o aumento da demanda. Cerca de 20 milhões de euros serão investidos em linhas de produção na Alemanha, Inglaterra, Índia e Malásia. No Brasil, está nos planos uma nova linha para produtos com base em cálcio na cidade de Americana-SP.

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Butti anuncia expansão mundial da Songwon

Além de introduzir produtos de sua linha tradicional de aditivos, a BYK apresentou a Nanobyk, novos aditivos nanotecnológicos para conferir superior resistência ao risco e que podem ser utilizados em substratos flexíveis como pisos de PVC. A BYK tem uma abordagem de utilizar concentrações bastante baixas para conseguir esses efeitos. Produtos concorrentes conseguem atingir propriedades semelhantes, mas a dosagem necessária, segundo o gerente do laboratório de nanotecnologia, Dr. Michael Berkei, é muito maior. As partículas nanométricas utilizadas pela empresa, como óxido de zinco e cobre, sílica e alumina são modificadas superficialmente para adquirir ligação mais forte com o substrato polimérico, permitindo dosagens menores e desempenho superior. Elas normalmente são dispersadas em veículos próprios para revestimentos do tipo clearcoat, mas há clientes testando aditivos com base em óxido de zinco em filmes termoplásticos (PE, PP e PET) como absorvedores UV. Ainda não há produtos específicos para os produtores de resinas plásticas, mas os testes continuam.

A fabricante de aditivos Songwon decidiu aparecer. A empresa anunciou o investimento de US$ 20 milhões em uma fábrica de isobutileno de alta pureza (uma matéria-prima-chave) em Maeam, na Coréia do Sul, com partida prevista para janeiro de 2009. É a primeira craqueadora de t-butanol em escala comercial para esse fim, com capacidade de 30 mil t/ano. A meta é dar suporte ao crescimento do negócio de estabilizantes térmicos para polímeros, como parte de um plano maior: tornar-se uma das principais competidoras globais do segmento.

Segundo Maurizio Butti, presidente e CEO da Songwon International AG, a produtora coreana é a terceira maior competidora do mercado global de antioxidantes e estabilizadores UV, com fatia de 7% em bolo de cerca de US$ 1,7 bilhão. O objetivo é chegar ao segundo lugar – o primeiro é liderado com folga pela Ciba, a inventora do negócio. Na verdade, a Songwon é a segunda mais antiga produtora desses aditivos, mas como apenas vendia por intermédio de distribuidores ou fabricava para terceiros, o nome é pouco conhecido.

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Clariant lança novo pigmento vermelho

Intimidade – A subsidiária suíça presidida por Butti foi criada em 2006 para atender o mercado internacional diretamente. Os planos de expansão também contemplaram investimentos de US$ 120 milhões e a expansão da capacidade total, de 35 para 55 mil t/ano, com possibilidade no projeto de 20 mil t/ano adicionais. A produtora estabeleceu parceria com a alemã W. Zink, para a fabricação de OPSs (one pack systems, master de aditivos diferentes blendados para uma aplicação específica) na Europa. Novos parceiros serão desenvolvidos em outros mercados, pois a produção de OPSs é primordial para se aproximar da liderança. “Um volume significativo de estabilizantes é vendido como OPS, o consumo está crescendo, mas é preciso ter presença local para atender a esse segmento”, disse Butti.

Os anúncios da Songwon na K foram complementados com a expansão de linhas de aditivos existentes e a introdução de uma nova classe de retardantes à chama. A química do fósforo é uma das especialidades da expositora, que criou três novas moléculas livres de halogênios. Os óxidos de fosfina Songflame YA 010 e YA 020 são retardantes reativos destinados a resinas epóxi utilizadas em circuitos impressos com maior manutenção das propriedades químicas e supressão de chama em longo prazo (pois os retardantes efetivamente se ligam quimicamente à matriz polimérica). O Songflame TP-100 é um polifosfato de fenol e bifenol para estabilização de PC, PC/ABS e poliésteres. A principal vantagem é a maior temperatura de transição vítrea, que melhora as propriedades de resistência ao calor da resina base.

A divisão de pigmentos e aditivos da Clariant esteve presente à exposição com as novas séries PE MA e PP MA da linha de ceras Licocene, criadas para uso como ligantes e compatibilizadores para compósitos de plásticos reforçados com fibras naturais. A Licocene PE MA 4351 TP se destina a compósitos de madeira com PE, e a Licocene PP MA 6451 TP é usada com PP. As ceras são compostas por poliolefinas modificadas com anidrido maléico, que aumentam a dureza dos compósitos e fornecem um produto de alta estabilidade dimensional.

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Pigmentos da Ciba imitam efeitos naturais

A linha de pigmentos PV Fast também foi ampliada, com dois novos vermelhos (D3GW e HGR) que prometem pouco influir na contração de plásticos semicristalinos, o que os torna adequados para o tingimento de peças como tampas de garrafas confeccionadas em PEAD.

A Ciba reservou alguns lançamentos para a feira, em particular novos estabilizantes e pigmentos. A expositora desenvolveu o sistema de estabilização Irgastab FS 533, próprio para a proteção de filamentos de PP. O produto químico é livre de fenol e proporciona estabilidade térmica e à luz em aplicações como carpetes. Os clientes também foram apresentados ao novo Tinuvin PUR 866, um estabilizante à luz para aplicações em TPUs transparentes ou com cores claras. O produto não afeta a cor do termoplástico, comum durante os processos de compostagem e injeção. As aplicações são as típicas de TPUs em esporte e lazer, como calçados, filmes decorativos em esquis, vestuário e skates.

Entre os pigmentos, a empresa lançou novos amarelos (Cromophtal Yellow 4GV e sua preparação pigmentária baseada em PE Microlen Yellow 4GV-PG) orgânicos para poliolefinas, ABS e PA compatíveis com contato com alimentos. Também foi introduzida a linha Xymara Nordic de pigmentos de efeitos para aplicação em embalagens, produtos domésticos e artigos de lazer, além das preparações pigmentárias Microlen MP, como alternativa para pigmentos em pó usados em poliolefinas, compostos de borracha e plásticos de engenharia.

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