K 2007 – Fabricantes mostram máquinas “verdes”, velozes e com novas funções no molde

Plástico Moderno, Carlos Guisso, responsável pela Engel no Brasil, K 2007 - Fabricantes mostram máquinas "verdes", velozes e com novas funções no molde
Guisso: Engel assume escritório no Brasil

Como resultado, o novo escritório terá 15 empregados em São Paulo, Porto Alegre e Joinville e comercializará máquinas produzidas na China, Coréia e Áustria. E as vendas não serão apenas das injetoras modulares hidráulicas, sem colunas, e das grandes de duas placas, mas também das séries de alta velocidade e as totalmente elétricas E-max e E-motion. “O interesse da Engel no Brasil, cuja demanda por alta tecnologia de injeção tem crescido, mostra que as novas tecnologias de aplicação, como a Exjection e a Dolphin, têm grandes chances de entrar no nosso País”, afirmou Guisso. Com a HDB, a Engel já vendeu perto de mil injetoras e mais de 100 robôs no Brasil. Mas o escritório em São Paulo, onde haverá espaço para teste de máquinas e para estoque de peças, deve incrementar ainda mais as negociações.

Como exemplos ainda de injetoras que a Engel poderá vender com freqüência no Brasil, a máquina de alta velocidade Speed 500, de 500 toneladas, exposta na K, processava oito cavidades de pote de 1,1 litro em ciclo de 4,5 segundos. “Foi a primeira vez em que uma máquina deste porte atingiu essa velocidade”, ressalta Guisso. Na edição de 2004, uma Speed de 250 toneladas chegou à marca de 2,7 segundos, mas com molde de duas cavidades apenas. Outro destaque foi a Victory 330 H/80W/80, uma injetora hidráulica tricomponente, sem colunas, que moldava peça automobilística com força de fechamento de 130 toneladas. “Se tivesse colunas, a mesma operação precisaria ser feita com máquina de 180 t, mas na Victory o molde é injetado sem precisar de energia para a transferência rotacional”, explicou o gerente.

Conceito – Ainda na vastidão do mundo das injetoras, houve estandes de empresas importantes que aproveitaram para apresentar novas estratégias de atuação técnico-comerciais, e upgrades de suas linhas, do que propriamente para mostrar novidades impactantes. Um caso foi o da alemã Demag, com exposição temática integrada por sete células de moldagem, para demonstrar ao mercado transformador de grande porte a possibilidade de se produzir com unidades compactas e mais baratas. E isso sem perder atributos como alta produtividade, baixo consumo de energia e integração de outras funções na moldagem.

Plástico Moderno, K 2007 - Fabricantes mostram máquinas "verdes", velozes e com novas funções no molde
PinkLine da Demag: remodelagem de máquinas commodity

A base da nova estratégia é embasar seus fornecimentos em variações de suas três linhas de máquinas: a série totalmente hidráulica Systec, as elétricas IntElect e as híbridas de ciclos rápidos El-ExisS. E de direcioná-las, de forma otimizada, para os mercados-chave da Demag: eletroeletrônico, embalagem, automotivo, médico e de artigos de consumo. Para chegar a esse perfil de atuação mais enxuta, revelou o CEO da Demag, Klaus Erkes, foram necessárias reformulações tecnológicas nas máquinas, como incluir novas forças de fechamento, versões reformuladas de placas de grande porte, além de incluir novos processos com moldagem multicomponente ou com estruturas de espuma microcelular.

Nesse conceito, a Demag destacou a linha Systec, agora reformulada para oferecer mais cinco novas opções, todas elas a custo reduzido mas com garantia de alto desempenho e qualidade. Disponível em força de fechamento de 350 a 4.200 kN, a linha agora é denominada Systec PinkLine. Isso porque as máquinas são pintadas na “delicada” cor rosa, o que de certa forma provou ser uma bem pensada estratégia de marketing, dada a atenção que despertaram na feira. A linha substitui a série de injetoras Extra, até então as injetoras “commodity” da Demag.

O modelo Systec PinkLine80/420-310 moldava três talheres (faca, colher e garfo) em PP, com robô de seis eixos. Em paralelo, uma Systec Multi 160/520-310h/210c injetava um prato em PP, em uma mesa rotativa de moldagem, pela qual um anel de TPE era injetado na parte inferior da peça. Por fim, o robô removia os talheres e o prato das injetoras para serem embalados juntos em um saco. O ciclo total era de apenas 30 segundos. Conforme afirmou Klaus Erkes, em conferência para a imprensa na feira, a linha Pink, com o conceito de commodity sofisticada e com integração de funções, fez sucesso com os visitantes da K. Várias delas foram vendidas ali mesmo em Düsseldorf.

Plástico Moderno, Gerhard Bernecker, da assistência técnica da Demag, K 2007 - Fabricantes mostram máquinas "verdes", velozes e com novas funções no molde
Bernecker aponta vantagens das injetoras híbridas

Além da linha Systec, a Demag colocou em operação máquinas das linhas de alto desempenho. Com destaque, a elétrica IntElect, em versão otimizada. A versão apresentada com 210 toneladas de força de fechamento injetava seringas em um molde de 48 cavidades com ciclo inferior a 12 segundos. Com design compacto e um robô de seis eixos, a injetora descarregava as seringas em sistema de embalagem com impressora para códigos de barras, que marcavam a embalagem. De acordo com Gerhard Bernecker, da assistência técnica da Demag, as unidades de injeção e o motor de plastificação dos novos modelos elétricos foram modificados. “Em vez de um motor grande, estamos usando dois pequenos, mais leves e com velocidade maior para a plastificação”, explicou. “Além disso, o sistema fica bem mais econômico em energia, porque movimenta menos massa.”

A linha de ciclo rápido El-Exis também foi reformulada para atender à nova proposta da Demag de ofertar máquinas mais compactas e eficientes. Duas estavam em operação: a 550/1020-3600 moldava tampas em molde stack de 24 cavidades em ciclos de 5 segundos e a El-Exis S Multi 300/720-840h, que processava garrafas de óleo de polietileno, com ciclos abaixo de 8 segundos. Essas máquinas são híbridas, com unidade de injeção hidráulica e plastificação por acionamento elétrico. Isso porque ciclos muito rápidos, segundo Bernecker, ainda são difíceis de ser alcançados com unidades de injeção elétrica. “O motor elétrico atinge velocidade final, mas não tem aceleração”, completou.

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