Interplast – Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões

O panorama internacional adverso e os indícios de uma recessão econômica no primeiro semestre surtiram efeitos positivos sobre a 7ª Interplast, a feira e congresso de integração da tecnologia do plástico, realizada de 20 a 24 de agosto nos pavilhões do Expoville, em Joinville, Santa Catarina. Potencializada pela realização da 1ª Euromold Brasil – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentas, Design e Desenvolvimento de Produtos, promovida em paralelo, a 7ª Interplast cresceu em participação de expositores, visitantes e nas projeções de negócios pós-feira, que passaram a um montante de R$ 480 milhões. De acordo com a organizadora, a Messe Brasil, mais de 600 expositores e 28 mil visitantes, de 23 estados brasileiros e 23 países (em sua grande parte da América do Sul, Estados Unidos e Europa) prestigiaram a feira do plástico da cidade das 28 PLÁSTICO MODERNO – setembro, 2012 O flores, polo de transformação e metalmecânico, inserido na rota dos municípios brasileiros que mais deverão receber investimentos em capacitação técnica e infraestrutura, além de aportes de capital estrangeiro em unidades produtivas, planejadas por grupos europeus e asiáticos, interessados em investir em fábricas que garantam ganhos mais estáveis e duradouros e que possam ficar bem longe do centro da crise.

Atraídos, enfim, por um caldeirão de oportunidades, muitas empresas estrearam na Interplast, movidas por poder participar da 1ª Euromold Brasil, a versão brasileira da feira de Frankfurt, na Alemanha, considerada a maior feira mundial de moldes, que se realizou neste ano em pavilhão anexo de 3.200 m 2 .

“O Brasil precisa rever o modelo ultrapassado que está se exaurindo e que se baseia no estímulo ao consumo interno, promovendo novos investimentos e implementando inovações para alcançar avanços tecnológicos”, sentenciou em alerta o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico de Santa Catarina (Simpesc), Albano Schmidt. Segundo ele, as mostras acontecem num momento em que o setor plástico começa a revelar seu poder de recuperação, depois de um primeiro semestre fraco. Como ele informa, houve com uma queda na produção industrial de 2%, observada nos últimos doze meses, em comparação com o período anterior, enquanto o nível de emprego na indústria cresceu menos de 1% e os custos do trabalho aumentaram em 5,2%.

“Os números acendem a luz amarela e nos fazem crer ainda mais na necessidade de educação em âmbito técnico, bem como na necessidade de promovermos uma revisão na legislação trabalhista, desonerando a mão de obra, de modo que a indústria brasileira se torne mais competitiva”, considerou o presidente do Simpesc.

Também presente no evento, o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho, lamentou a queda no desempenho da produção de transformados plásticos em todo o país. “A produção vem caindo sucessivamente muito em decorrência do aumento dos custos produtivos das empresas brasileiras, o que leva muitas delas a enfrentar dificuldades na hora de competir com os concorrentes estrangeiros, que, além de penetrarem em mercados estratégicos ao redor do mundo, também aumentam a inserção de seus produtos no mercado doméstico”, afirmou.

No ano passado, de acordo com dados estatísticos da Abiplast, o setor de transformação de plásticos respondeu pela criação de 4 mil novos postos de trabalho, 1,1% a mais em relação ao ano anterior, e consolidou sua posição como terceiro maior empregador da indústria no país. Mas, enquanto a demanda brasileira por transformados plásticos cresceu à ordem de 3% em relação ao ano anterior, as importações subiram 20%, no comparativo com o ano anterior, revelando, claramente, conforme afirmou Coelho, a perda de espaço para os concorrentes estrangeiros. “O setor de plásticos transformados, assim como toda a manufatura nacional, tem recebido duros golpes do Custo Brasil, com juros altos, impostos exagerados, deficiências de transportes e de logística, além da burocracia, sendo que tudo isso foi agravado, em 2011, pelo câmbio sobrevalorizado, que estrangulou ainda mais nossa capacidade de concorrer”, avaliou o presidente da Abiplast.

“Internamente, porém”, continuou Coelho, “nossas fábricas são tão ou mais eficientes e competitivas do que as de numerosos países, mas, sob os efeitos danosos dos ônus que recaem sobre nossa produção, ficam em flagrante desvantagem”. Entretanto, para fugir do cenário negativo, ele recomenda atenção das empresas para as novas oportunidades que estão surgindo no Brasil nos próximos anos, abrangendo empreendimentos para a Copa de 2014 e para a Olimpíada de 2016, e, principalmente, decorrentes da exploração dos campos de petróleo localizados na área do pré-sal. “Para tanto, os empresários precisam se preparar para atender às novas demandas e isso só é possível com investimentos em máquinas e equipamentos mais modernos, e também em inovações, capacitação de funcionários e desenvolvimento tecnológico”, concluiu o presidente da Abiplast.
Injetoras nacionais e importadas– Os visitantes da 7ª Interplast foram contemplados pela exibição e demonstração de várias injetoras nacionais eimportadas com as mais diversas forças de fechamento e produzindo itens variados. A injetora comercializada recentemente para a Plast-Pack Embalagens, de São José dos Pinhais-PR, foi a grande atração no estande da Sandretto do Brasil. Veterana em participações na Interplast, a empresa escolheu expor

Plástico, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Baksa Júnior: máquina injeta espessuras inferiores a 0,6 mm

modelo da série Nove HP Fast, considerada top em tecnologia, com 220 toneladas de força de fechamento, e concebida para ciclos rápidos de paredes finas, pelos recursos avançados que apresenta para as mais variadas aplicações.

“Os mercados de Joinville e região são muito fortes para nós e por isso é importante enfatizarmos os recursos oferecidos pelas injetoras da série Nove HP Fast, como acumuladores de injeção para paredes finas, que permitem produzir espessuras até menores do que 0,6 mm de parede, muito interessantes para quem produz descartáveis, tampas e potes”, disse Gilberto Baksa Junior, diretor de marketing e tecnologia da Sandretto do Brasil.

Fabricadas em Americana, no interior paulista, com índice de nacionalização de 95%, só recebendo como importados os comandos eletrônicos, da Automata, da Itália, máquinas dessa série estão entre as mais vendidas pela empresa no mercado brasileiro.

Baksa Junior, porém, lembrou da série ecoLogica, versão acionada por servomotores, e destinada a injetar produtos com ciclos longos de resfriamento – acima de 30 segundos –, permitindo economizar energia elétrica enquanto ocorre o resfriamento.

Plástico, Venceslau B. Salmeron, diretor comercial da BPS, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Venceslau B. Salmeron: antecipa lançamento de injetoras de maior porte

“As máquinas da série ecoLogica são, hoje, o nosso carro-chefe de vendas e atendem a todos os segmentos e nichos de mercado, como automotivo, linha branca, utilidades domésticas, entre outros”, observou Baksa Junior.

Participando com dois estandes na 7ª Interplast, a BPS – Brasil Plastic System –, importadora e distribuidora, com sede em Atibaia-SP, apresentou ao público as últimas novidades em máquinas asiáticas das marcas Jon Wai e Tederic.

Da Jon Wai foi exposta a máquina de 180 toneladas da linha TW, com acumulador e molde de duas cavidades, injetando na feira pote de PP em ciclo de 4,5 segundos. Da Tederic, foi exibida ao público a injetora TRXM, com 120 toneladas de força de fechamento, sistema monobloco de injeção e servomotor (Rexroth), fabricado na Alemanha, ilustrando a linha formada por máquinas com forças de fechamento que vão desde 60 toneladas até 1.050 toneladas.

“Nossos clientes estão pedindo máquinas cada vez mais potentes e de grande capacidade e, por isso, vamos lançar em breve novos modelos, que já estão sendo produzidos na China para fornecimento ao mercado brasileiro, com novas tecnologias nos sistemas hidráulico e eletrônico e nos comandos CLP e com forças de fechamento desde 60 toneladas até 6 mil toneladas”, antecipou

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Injetora da Romi produziu conexões de PVC à velocidade de 480 peças/h

Venceslau B. Salmeron, diretor comercial da BPS.

Grande veterana na Interplast, a Romi demonstrou ao público a injetora EN 150. A máquina, com força de fechamento do molde de 170 toneladas, produziu durante a feira conexões de PVC, ao ritmo de 480 peças/hora, tendo capacidade para processar 66 quilos/hora. Além de possuir acionamentos hidráulicos por servobomba, economizando até 40% de energia, o modelo também agrega buchas autolubrificantes na unidade de fechamento e parafuso plastificador standard com padrão L/D igual 20.1, oferecendo níveis de plastificação 30% superiores em comparação com outros ofertados ao mercado.

Em complemento à sua tradicional linha, a Himaco lançou a injetora Átis Eco 3000. Com 300 toneladas de força de fechamento, sistema hidráulico e servomotorizado, a máquina foi concebida para atender, segundo o gerente comercial Cristian Heinen, às necessidades dos mais diversos setores, como injeção de peças para motocicletas, suportes para bebedouros, entre outros.

Plástico, Cristian Heinen, gerente comercial, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Heinen amplia linha com nova máquina de 300 t de fechamento

“Nossa linha, agora, está mais completa, pois, antes, oferecíamos injetoras com forças de fechamento de 220 toneladas e de 350 toneladas, e recebíamos muitos pedidos de interessados em máquinas com essa capacidade, tanto é que esse modelo mesmo antes de ser exibido na feira já estava vendido para um transformador de Caxias do Sul”, comentou Heinen.

Os transformadores da Região Sul compram muitas injetoras para fabricar embalagens, de acordo com Newton Tien, gerente industrial da Tsong Cherng. O interesse, porém, é bem diversificado e, por isso, ele resolveu levar para a exposição duas máquinas. Uma delas da série Euromaq, injetora hidráulica com acionamento da bomba principal por servomotor, modelo ES 205, com 205 toneladas de força de fechamento, que foi projetada para atender às mais diversas necessidades de transformação, como injetar utilidades domésticas em ciclos rápidos, injetar autopeças, com alta precisão, e injetar pré-formas para garrafas PET com alta eficiência, entre outras.

Plástico, Newton Tien, gerente industrial da Tsong Cherng, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Tien assegura um ciclo até 20% menor na série Fit

A segunda máquina pertence à série Fit, modelo FS 148, com força de fechamento de 148 toneladas e, como o próprio nome sugere, trata-se de injetora mais econômica, com custo/benefício mais interessante e que dispõe de dois servomotores, permitindo movimentos simultâneos de abertura do molde e de dosagem das resinas.

“A grande vantagem das máquinas da série Fit é reduzir o tempo de ciclo em até 20% e, hoje, um dos segmentos que mais a utilizam é o de utilidades domésticas, outra área da transformação muito forte nessa região”, completou Tien.

Sopro marca estreia – Com produção de sopradoras de alta capacidade no Brasil desde 1975, em modelos que podem envasar volumes até 160 litros, a Bekum estreou na 7ª Interplast neste ano, e levou ao conhecimento do público tecnologias de sopro de PET.

“Hoje, 50% da produção brasileira de sopradoras tem como destino as exportações que são feitas para os Estados

Plástico, Uwe Margraf, diretor-geral da Bekum do Brasil, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Margraf: metade da produção brasileira segue para exportação

Unidos e países da América do Sul, Europa e Ásia”, informou o diretor-geral da Bekum do Brasil, Uwe Margraf.

Além de intensificar o comércio interno no mercado doméstico, a unidade brasileira da Bekum, cuja sede fica na Alemanha, também tem tradição no comércio exterior, uma vez que foi a primeira unidade instalada pela matriz no mundo fora da Europa – além da matriz, a empresa também possui unidades produtivas instaladas nos Estados Unidos e na Áustria.

“O mercado brasileiro sempre foi receptivo às nossas máquinas e tende a seguir os passos dos norte-americanos, que vêm consumindo boa parte dos sucos de laranja em frascos de PET de 2 litros com alça soprados por máquinas nossas, que estão sendo adquiridas por grandes fabricantes de sucos”, comentou Margraf.

Para o diretor, um dos diferenciais da tecnologia de sopro da Bekum está na concepção dos cabeçotes desenvolvidos para as sopradoras. “Desfrutamos da reputação de ter o melhor cabeçote já desenvolvido para o sopro e que garante estabilidade de processo e a melhor distribuição da resina pelas paredes dos frascos.”

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Automatizada, nova versão da sopradora Starmaq atende à NR-12

De bebidas não-carbonatadas, produtos lácteos, passando por cosméticos, produtos de limpeza, até lubrificantes etc., as sopradoras Bekum produzidas no Brasil são empregadas em inúmeras aplicações. Em 2011, a maior demanda pela compra de máquinas para sopro partiu do setor cosmético. Em 2012, o setor que mais vem fomentando a demanda até agora é o de produtos de limpeza, mas também são registradas vendas para os setores de embalagens para água mineral, bombonas, contêineres, tanques de combustíveis, peças técnicas para o setor automotivo, entre outros.

Na Pintarelli, representada pela Casara, foi exposta a nova versão da sopradora Starmaq. Remodelada para atender às exigências da NR-12, a nova versão foi automatizada e conta com periféricos fabricados pela Blufer Tecnoplast, permitindo maior número de cavidades na mesa de sopro e oferecendo menor consumo de energia.

A Automaq atendeu aos inúmeros pedidos de seus parceiros do setor do sopro, lançando a esteira reunidora de frascos

Plástico, Caio Prado, responsável por vendas técnicas da Automaq,Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Caio Prado: lançamento nasceu a pedidos de parceiros

para instalação na saída das sopradoras e também para a movimentação das embalagens dentro da fábrica. Com comando CLP e áreas de transferência dos frascos, a esteira é bastante versátil, pois possibilita automatizar as linhas, podendo conduzir os frascos até as linhas de enchimento ou de empacotamento. “Desenvolvemos a pedido de fabricantes de sopradoras, mas a esteira pode perfeitamente ser também aplicada na saída de injetoras”, comentou Caio Prado, responsável por vendas técnicas da Automaq.

Além da esteira, a empresa também exibiu dosador gravimétrico para quatro componentes, para operar junto a sopradoras, extrusoras e também injetoras. “A grande vantagem dos nossos dosadores gravimétricos está na precisão nas dosagens das misturas (0,1%), oferecendo ganhos de economia e de repetibilidade constante ao transformador, fazendo autocorreções, melhorando a qualidade do produto final e diminuindo desperdícios”, afirmou Prado.

Plástico, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Nova esteira da Automaq agrupa frascos soprados ou injetados

Última geração em extrusão – O visitante também pôde conferir neste ano, no estande da Bausano, a última geração em máquinas de extrusão. A extrusora dupla rosca MD75-30 Plus, pela primeira vez exposta na Interplast, para a produção de tubos e perfis é um dos exemplos e tem como ponto forte conciliar a alta produção ao baixo consumo de energia em virtude de possuir um sistema de transmissão patenteado pela empresa, o multidrive, que elimina os esforços de torção sobre as engrenagens e aumenta a potência das roscas.

“Especialmente para a Interplast, configuramos a máquina para produzir perfis, mas ela também pode ser utilizada para fabricar tubos de PVC rígido”, informou o diretor comercial Chrystalino B. Filho. Expondo em parceria com a Primac, fabricante de periféricos para extrusão de tubos e perfis, a Bausano aposta nas suas tecnologias de ponta para conquistar maiores fatias de participação no mercado da Região Sul do país, tendo em vista oferecer ampla gama de máquinas.

Plástico, Chrystalino B. Filho, diretor comercial , Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Chrystalino B. Filho quer elevar participação no sul do país

O alto conceito das extrusoras Polaris Plus da Carnevalli, produzidas no Brasil, ao que tudo indica, vem repercutindo bastante entre os transformadores dos estados do sul do país. Antes de sua primeira apresentação na Interplast, o modelo levado para exposição já havia sido comercializado para transformadores de Curitiba-PR (a Plastimar), e Orleans-SC (a Liplast), que adquiriram não apenas uma unidade, mas duas, cada um.

Satisfeito com os resultados que estão sendo alcançados pela nova família de extrusoras, que trabalha com PEAD, PEBD e PEBDL, o diretor Wilson M. Carnevalli Filho afirmou: “É o nosso carro-chefe de vendas atual. Oferece aos transformadores alta produtividade – mais de 200 quilos/hora – e está sendo realmente a melhor opção do mercado.”

Além da Polaris Plus, o público também pôde conferir a nova extrusora balão, modelo E-40, com diâmetro de rosca de 40 mm, para bobinas picotadas com fundo estrela, também apresentada pela primeira vez pela empresa e com capacidade para produzir até 60 kg/hora de filmes.

Plástico, Wilson M. Carnevalli Filho, diretor, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Carnevalli Filho: carro-chefe produz mais de 200 quilos/h

Trata-se do relançamento de uma linha existente anos atrás e que foi aprimorada, recebendo novo painel de comando CLP e interface IHM. O projeto foi realizado para atender à grande demanda que está surgindo por parte de supermercados, entre outros pontos de vendas, para acondicionar produtos a granel, em embalagens (sacos) com larguras até 800 mm.

No estande da AX Plásticos, empresa especializada na fabricação de linhas de

Plástico, Minissopradora desenhada para laboratório tem controle CLP
Minissopradora desenhada para laboratório tem controle CLP

extrusão dimensionadas para pequenos espaços e para desenvolvimentos, o público também pôde conhecer a minissopradora para laboratório AXS. Com controle automático CLP, o equipamento sopra PEAD, PEBD, PVC e PP e possui rosca com diâmetro de 16 mm e relação L/D igual a 26, podendo produzir 100 frascos/hora de 190 ml.

Vendas diretas – A 7ª Interplast também contou com a presença do diretor-geral da filial brasileira da Battenfeld-Cincinnati, o engenheiro Cássio Luis Saltori. No estande da companhia – joint venture firmada em 2010, que resultou na criação da nova marca –, o executivo divulgou o início da atuação direta da empresa no Brasil, com vendas de extrusoras mono e dupla rosca de alta produtividade para PVC, PE e PP, bem como os serviços de assistência técnica e a manutenção de estoques de reposição locais.

Atuante com cinco fábricas em três continentes e com uma extensa estrutura de network para vendas e apoio técnico, a marca Battenfeld-Cincinnati traz duas companhias reconhecidas mundialmente, a Battenfeld Extrusionstechnik (Alemanha) e a Cincinnati Extrusion (Áustria). A Battenfeld-Cincinnati atua em três segmentos diferentes de mercado com três divisões (infraestrutura, construção e embalagens), fornecendo soluções completas de acordo com as necessidades dos clientes nas áreas de extrusão de tubos, perfis, filmes de PVC, compósitos de fibras naturais (WPC) e embalagens.

Plástico, Cássio Luis Saltori, engenheiro, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Saltori anuncia investimentos em uma nova filial brasileira

No Brasil, de acordo com o diretorgeral, a nova filial contará com novo escritório em Jundiaí-SP, podendo atender o mercado com as mais diversas extrusoras. “Só na área de PE, oferecemos extrusoras para a fabricação de tubos com diâmetros até 2.500 mm e, para atender ao PVC, disponibilizamos máquinas que produzem tubos com diâmetros até 1.200 mm”, informou Saltori.

Os resultados alcançados na exposição surpreenderam positivamente a HGR Extrusoras. Em sua terceira participação no evento, a empresa, sediada em Guarulhos-SP, comercializou quatro máquinas. Três delas seguiram para transformadores de Curitiba-PR e uma para GoiâniaGO. De acordo com Ricardo Rodrigues, o diretor comercial da empresa, todos os modelos vendidos são exatamente iguais ao levado para a exposição. Ou seja, uma monoextrusora EVO 55, provida de rosca com 55 mm de diâmetro, de alta produtividade, baixo consumo energético e que já sai de fábrica com cabeçote bifluxo integrado à linha. “Extrusoras com essa tecnologia chegam a produzir 150 quilos/hora graças à motorização de 50 cavalos por magnetismo, um diferencial de nossas máquinas, e são 30% mais econômicas no consumo energético”, observou Rodrigues. O transformador que optar por esse tipo de máquina ainda poderá contar com três outros modelos com roscas em diâmetros de 70 mm, 80 mm e 100 mm, todas concebidas para operar com polietilenos de todos os grades.

 

 Plástico, Ricardo Rodrigues, o diretor comercial da empresa, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Ricardo Rodrigues: extrusora EVO 55 (esq.) sai de fábrica com cabeçote bifluxo embutido

Outra empresa que apresentou sua linha de extrusoras na feira foi a Primotécnica. Fabricadas localmente em parceria com a Icma, da Itália, os modelos com dupla rosca corrotante são os mais procurados pelos transformadores brasileiros. Mas, além das extrusoras, a empresa também destacou a oferta de poliamidas 6, 6.6 e 6/6.6, fornecidas nas cores natural, branca e preto e com diferentes reforços de fibras de vidro, microesferas e cargas minerais, bem como aditivações com estabilizantes térmicos, elastômeros, grafite, entre outros.

“Há oito anos, estamos oferecendo serviços de compostagem de poliamidas 6 e 6.6 ao mercado, especialmente com

Plástico, Dante Casarotti, diretor da Primotécnica, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Casarotti privilegiou na mostra seus compostos de poliamida

cargas de fibras de vidro, comercializadas com a marca própria Primid, principalmente para as indústrias automotiva e moveleira, que estão substituindo com grande sucesso peças metálicas de uso interno e externo nos veículos”, comentou Dante Casarotti, diretor da Primotécnica.

Também participando da feira, a ADL, tradicional em soluções de automação, reciclagem, extrusão e granulação, conta, agora, com uma coirmã: a ADX – Fibras Sustentáveis. “Com mais de 25 anos de atuação no segmento de máquinas para reciclagem de plásticos, resolvemos investir em tecnologia própria para a fabricação de material ecológico composto por até 60% de fibras naturais de coco, bambu, bagaço de cana etc. e iniciamos a produção de cabides e de pastilhas”, informou Danilo Correia, diretor da ADX.

Os cabides para vestuário são compostos com até 50% de fibras de bagaço de cana e já estão sendo encontrados em lojas em vários modelos. As pastilhas, em várias cores, são destinadas a acabamentos de paredes internas, contribuindo para a decoração dos ambientes. “Nossa intenção é expandir e ampliar a variedade de materiais com os compostos preparados com as fibras sustentáveis e ecológicas”, revelou Correia.

Plástico, Danilo Correia, diretor da ADX, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Correia aposta em tecnologia própria para fabricar compostos baseados em fibras naturais, transformados em cabides e pastilhas

Com ampla gama de soluções em roscas, cilindros, acessórios, moinhos, extrusoras, recicladoras etc., a Wortex, agora se lança numa nova empreitada. Em parceria com a Amut, tradicional empresa italiana, com a qual acaba de firmar joint venture, a empresa dará início em 2013 à nacionalização de vários equipamentos, como termoformadoras de alta velocidade, extrusoras para chapas, tubos e perfis, sistemas completos de reciclagem bottle-to-bottle, entre outros.

Plástico, Paolo De Filippis, diretor da Wortex, Mauro Drappo, diretor da Amut, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Nova parceria entre Filippis (esq.) e Drappo rende nacionalização de diversas máquinas

“Nossa parceria, assinada em julho deste ano, dando origem à Amut-Wortex, irá oferecer muitas novidades ao mercado brasileiro e pretendemos nacionalizar pelo menos entre 65% e 70% dos componentes para que os compradores tenham acesso às linhas de financiamento”, afirmou Paolo De Filippis, diretor da Wortex, acompanhado do diretor da Amut, Mauro Drappo, em visita à Interplast.

Atuando há mais de 30 anos na Itália, com sede em Novara, a Amuté considerada pioneira em extrusoras para polímeros compostos com pós de madeira, que proporcionam chapas e perfis com efeito madeira para diversas aplicações, sendo também considerada líder no mercado de termoformadoras contínuas na Itália.

Redutores compactos – Totalmente nacionais, os redutores para extrusoras fabricados em Bento Gonçalves-RS, há 39 anos, pela Geremia, também foram exibidos com destaque nessa Interplast. Na oportunidade, o gerente de vendas Miguel Ângelo Gava apresentou ao público as linhas compactas GU e GD axial. A linha GU, por conta da sua alta capacidade de torque em relação ao seu tamanho, teve a relação peso/potência otimizada, oferecendo modelo específico para extrusoras, no qual o mancal e a carcaça formam um único fundido, o que resulta em maior rigidez ao conjunto e, sendo bipartido, facilita as montagens e as desmontagens. Já a linha GD, com mancal axial incorporado à caixa redutora, possui rolamento axial autocompensador de rolos, específico para suportar cargas requeridas pelas extrusoras e alto torque – até 32 mil nm, segundo informou Gava.

A revisão do desalinhamento de bobinas que saem da extrusão ou da impressão também é considerada fundamental e pode ser feita por equipamento da linha Jaguar apresentado na feira pela MegaSteel. “A nossa preocupação é tornar as linhas mais rentáveis e sem desperdícios de matérias-primas e, por isso, buscamos desenvolver, além das linhas de revisão, sistemas exclusivos, como recuperadoras de refiles, que operam diretamente em linhas de extrusão, recuperando aparas, para não haver nenhuma perda de material”, enfatizou o diretor Luis Messias. Esse sistema de recuperação em linha, integrado a moinho e transporte da moagem por sucção até a alimentação forçada, opera com PE, PP e PVC, sendo interligado eletronicamente com a extrusora, evitando variações.

Plástico, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Telhas de PVC da chinesa Polytech requerem
manutenção mínima

A principal novidade no estande da Extrusão Brasil ficou por conta da exposição das telhas de PVC dos tipos colonial e miniondas, e em várias cores, produzidas por extrusão contínua por equipamento fabricado pela empresa chinesa Polytech. “As telhas de PVC, quando fabricadas de acordo com normas de segurança e de qualidade, representam uma alternativa interessante para as instalações onde se utilizam as telhas convencionais, garantindo ótimo acabamento, fácil instalação e mínima manutenção”, afirmou Fabian Alejandro Zabala, responsável por vendas técnicas da Extrusão Brasil.

No estande da Kie, de Louveira-SP, o visitante também conferiu variedade de moinhos, como os da linha MAK, para a

Plástico, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Messias: novas linhas priorizam operações com menor desperdício

moagem de peças, aparas, garrafas, caixas, remoagem de materiais; e com capacidade até 3 mil quilos/hora. De acordo com o diretor Evandro Didoni, alguns diferenciais oferecidos por esse tipo de moinho garantem maior eficiência, como ter sistema de corte em ângulo, o que diminui o consumo de energia e a formação de pós; além de aumentar a produção e o fácil acesso às peneiras, independentemente das facas ou da abertura do funil, o que possibilita uma rápida mudança na granulometria do material e a limpeza do equipamento.

Os moinhos da Rone também fizeram bastante sucesso nessa Interplast. Os modelos da linha C, principalmente, em virtude do baixo nível de ruído e da baixa formação de pós, ficaram entre os equipamentos preferidos pelos visitantes da feira, de acordo com o diretor Ronaldo Cerri.

Plástico, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Gava destacou redutores com elevadas capacidades de torque

A principal novidade no estande da Piovan ficou por conta do desumidificador a ar comprimido da linha DPA para a secagem de polímeros higroscópicos. O lançamento vem atender a uma das necessidades mais prementes de setores da transformação que trabalham com plásticos de engenharia, como poliamidas, ABS e acrílicos. De fácil instalação sobre injetoras e sopradoras, opera à capacidade até 5 quilos/hora, sendo ideal para desumidificar a produção de peças técnicas de pequenas dimensões, como buchas, pinos, componentes elétricos e eletrônicos etc. “Esse periférico já estava lançado na Europa, mas, agora, conseguimos trazê-lo para comercialização também no mercado brasileiro”, informou o diretor-presidente da Piovan do Brasil, Ricardo Prado.

Preservando roscas – Atuando também no setor de roscas e cilindros para injetoras, extrusoras e sopradoras, tanto na fabricação como na recuperação, a Rosciltec participou pela primeira vez da Interplast, com a intenção de mostrar aos visitantes a grande importância de fazer manutenções preventivas para prolongar a vida útil desses materiais essenciais para a produção.

“Já temos uma base sólida de clientes em Joinville, nas áreas de extrusão de filmes e de injeção de termoplásticos, mas consideramos muito importante a nossa vinda para esclarecer novos transformadores sobre as possibilidades para se recuperar roscas e cilindros antes que apresentem problemas irreparáveis”, afirmou Edivaldo Lopes, diretor da Rosciltec.

Plástico, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Capacidade de moagem da linha Mak chega até três toneladas/hora

Entre os procedimentos adotados pela empresa estão medições in loco para verificações de desgaste com o uso de micrômetros internos e externos através dos quais é possível fazer avaliações precisas sobre o grau de desgaste para se promover, então, as necessárias recuperações.

Alta tecnologia em moldes – Com vasta experiência na construção de moldes complexos, iniciada há 28 anos, a Sulbras também se apresentou na 7ª Interplast com uma pequena mostra das milhares de peças produzidas com seus moldes fabricados em seu parque industrial formado por mais de 70 injetoras, com capacidade de força de fechamento do molde até 1.300 toneladas. Sediada em Caxias do Sul-RS, onde está instalado o seu centro de desenvolvimento de moldes, e com unidades em Sapucaia do Sul, Salto e em Joinville, a mais nova delas, instalada em novembro de 2011, no Perini Business Park, onde atuam 80 funcionários, a Sulbras destacou sua ampla gama de tecnologias, construindo moldes para injeção a gás, moldes para colocação de insertos metálicos, moldes para injeção elétrica, moldes para injeção hidráulica e híbrida, entre outros.
“Os nossos maiores clientes são do setor automotivo, os sistemistas que operam nas montadoras, e algumas das nossas especialidades são fabricar moldes para os sistemas de refrigeração dos motores dos automóveis, para os sistemas de bombas de combustíveis, para os defletores, para peças rotativas, como turbinas e hélices que fazem o motor girar, para o sistema de ar-condicionado e também fazemos com grande frequência moldes para eletrodomésticos, caixas eletrônicos bancários e

Plástico, Ricardo Prado, diretor-presidente da Piovan do Brasil, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Ricardo Prado: traz para o país um novo desumidificador até 5kg/h

medidores de energia”, informou Liciane Dannenhauer, gerente de marketing e planejamento da Sulbras.

Superlavagem de flakes – Os grandes recicladores de PET estão investindo em sistemas de reciclagem mais eficientes, providos de superlavagem dos flakes a quente (85ºC), a fim de remover a cola dos rótulos em lavadora e, numa segunda etapa, descontaminar o PET pós-consumo em reator, proporcionando qualidade para a reutilização do material em pré-formas de embalagens que poderão até entrar em contato com alimentos, pelo sistema bottle-to-bottle, segundo informou Adão Braga Pinto, gerente comercial da Seibt, empresa veterana em suas participações na Interplast e que está fabricando o novo sistema de reciclagem de PET com superlavagem a quente.

Completo, o novo sistema abrange esteiras, rasgador de rótulos, detector de metais, moinho para pré-moagem, tanque de drenagem, tanque de decantação, reator para lavagem a quente, lavadoras, pré-secadoras, centrífugas, ciclone, moinho para remoagem, ventilador, silo com base para big-bags, entre outros.

Pinto também destacou moinhos que possibilitam a moagem de diversos materiais, como PS, PP, PEAD etc. em granulometrias de 8 mm em grãos, peletes e flakes, para o retorno às máquinas principais, e que podem operar à capacidade desde 150 quilos/hora até 600 quilos/hora, como no caso das moagens in-line de alta velocidade.

Nova aplicação em PA6 – Em sua estreia na Interplast, a Lanxess teve uma das participações mais destacadas, ao mostrar ao público a maior peça injetada no mundo para o setor automotivo de que se tem notícia, de poliamida 6 (PA6), altamente reforçada (60% de fibra de vidro), e pesando 9,5 quilos. Trata-se de alojamento para pneus (estepe) para automóveis, fabricado com a PA 6 Durethan BKV 60 H2.0 EF (Easy Flow), por injeção a gás, na Alemanha, para a última versão do Audi A8, em substituição à peça anterior, até então metálica.

Plástico, Liciane Dannenhauer, gerente de marketing e planejamento da Sulbras, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Liciane Dannenhauer: maior parte dos moldes segue para o setor automotivo

“Além de conseguirmos obter uma redução de peso da ordem de 30% nessa aplicação, também propiciamos o uso de apenas dois ferramentais – ou seja, um molde para injeção e outro para estampo”, informou Marcelo Corrêa, gerente comercial de High Performance Materials da Lanxess.

A versatilidade da PA 6 é confirmada em muitas aplicações automotivas em mercados internacionais. De acordo com os técnicos da Lanxess, mais de cem modelos de veículos já utilizam a PA6 da marca em componentes com as mais diversas funcionalidades. Contudo, também no Brasil, essas aplicações começam a se expandir, sendo encontradas, por exemplo, em maçanetas de portas de automóveis, retrovisores e coletores de admissão automotivos.

“Além de conseguirmos obter uma redução de peso da ordem de 30% nessa aplicação, também propiciamos o uso de apenas dois ferramentais – ou seja, um molde para injeção e outro para estampo”, informou Marcelo Corrêa, gerente comercial de High Performance Materials da Lanxess.

A versatilidade da PA 6 é confirmada em muitas aplicações automotivas em mercados internacionais. De acordo com os técnicos da Lanxess, mais de cem modelos de veículos já utilizam a PA6 da marca em componentes com as mais diversas funcionalidades. Contudo, também no Brasil, essas aplicações começam a se expandir, sendo encontradas, por exemplo, em maçanetas de portas de automóveis, retrovisores e coletores de admissão automotivos.

Plástico, Marcelo Corrêa, gerente comercial de High Performance Materials da Lanxess, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Corrêa exibe maior peça injetada para automóveis

Um dos diferenciais da poliamida 6, de acordo com os técnicos da Lanxess, é permitir moldagens por injeção precisas mesmo em se tratando de peças com geometrias mais complexas. “A PA 6 Durethan permite a integração direta de várias funções. A produção da cavidade do estepe, por exemplo, é feita em um processo de moldagem por injeção de uma única fase, enquanto incorporar essa função a um design de metal exigiria um grande número de etapas de produção e montagem separada, com todos os custos associados”, disse o gerente.

A poliamida 6 também propicia rigidez mais alta aos componentes. De acordo com o especialista, seu módulo de elasticidade é de aproximadamente 19.000 MPa à temperatura ambiente (condicionado: 13.000 MPa), ou seja, é o dobro de uma poliamida 6 padrão reforçada com 30% de fibras de vidro; e, conforme exigido por algumas montadoras para componentes próximos do sistema de escapamento, a poliamida também mantém a sua rigidez a temperaturas elevadas. Essa rigidez e resistência são importantes porque o alojamento do estepe suporta vários acessórios e anexos com um peso total de cerca de 70 quilos.

Em 2013, a partir do segundo semestre, a Lanxess deverá começar a sua produção, com uma capacidade de polimerização inicial de 20 mil toneladas/ano, em Porto Feliz-SP, de compostos de PA 6 e PA 6.6 e também de compostos de PBT (polibutileno tereftalato), com a incorporação de fibras de vidro, a fim de tornar as resinas mais resistentes e viabilizar maior número de aplicações na indústria automotiva brasileira, e podendo melhor atender aos setores que requerem reduções de peso e melhor performance no uso de plásticos de engenharia.

Em sua terceira participação na Interplast, a Remo Plásticos revelou grande confiança no desempenho do setor plástico nos estados do Sul, região que concentra um dos mais expressivos consumos de resinas de todo o país.

Plástico, Luiz Rogério Rodrigues, diretor industrial da Remo, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Luiz Rogério Rodrigues: oferta ampla em especialidades de resinas

“A nossa participação na Interplast neste ano é emblemática e acontece em paralelo à nossa liderança no fornecimento de ABS e SAN da LG Chem para o mercado brasileiro”, afirmou Luiz Rogério Rodrigues, diretor industrial da Remo.

Como representante e distribuidor oficial da LG Chem (Lucky Gold Star Chemical), considerada a maior empresa de produtos químicos da Coreia do Sul, a Remo atende o mercado brasileiro com fornecimentos principalmente na área de especialidades de maior valor agregado para os setores automotivo, de motocicletas e eletroeletrônico.

“Nossa oferta é bastante ampla é abrange ABS de alta resistência à temperatura e baixo brilho, por exemplo, para aplicações em painéis de instrumentos, consoles e colunas, mas também atendemos os setores de eletroeletrônicos e de eletrodomésticos com ABS de altíssimo brilho, tendo em nossa carteira de clientes empresas como Whirlpool, Electrolux, Volkswagen e Renault”, informou Rodrigues.

Segundo ele, o mercado brasileiro atualmente já está se aproximando de um nível de consumo de 80 mil toneladas de ABS ao ano, o que pode ser considerado muito bom e são as aplicações puxadas pela construção civil, envolvendo materiais elétricos e componentes para iluminação, as que mais vêm propulsionando as vendas de resinas de ABS.

“Somente no primeiro semestre de 2012, observamos 12% de crescimento em nossas vendas em relação ao mesmo período do ano passado e, devido ao período de estabilidade do mercado, isso significa que estamos ganhando market-share”, avaliou o diretor.

Como um dos distribuidores integrantes da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e Bobinas Plásticas de BOPP e BOPET presentes à 7ª Interplast, que também contou com as associadas Replas, Mais Polímeros, Piramidal, Plastimagem e Activas, a empresa também reforçou a importância dos distribuidores para o avanço da transformação do plástico no país.

Em 2011, os distribuidores associados à Adirplast alcançaram faturamento bruto de mais de R$ 2,5 bilhões, respondendo por cerca de 10% do volume de resinas comercializadas no país e atendendo cerca de 8 mil clientes de um total de 11.465 transformadores de resinas registrados no Brasil.

Masterbatch biodegradável – Os visitantes em busca de inovações em aditivos e masterbatches também encontraram na feira várias opções. No estande da Termocolor, o público pôde conhecer em primeira mão os masterbatches biodegradáveis, frutos de pesquisas e de investimentos em novas tecnologias implementadas pela empresa nos últimos tempos.

Formados por aditivos orgânicos, os masterbatches biodegradáveis podem ser utilizados em polietilenos de baixa, alta e de média densidades, e também em poliestireno e polipropileno. De acordo com o diretor da empresa, Lourival Fantinati, os aditivos orgânicos presentes nos masterbatches biodegradáveis atraem os fungos e as bactérias que atuam

Plástico, Lourival Fantinati, diretor da empresa, Interplast - Com mais expositores e visitantes, o evento gera negócios pós-feira estimados em valores acima de R$ 480 milhões
Lourival Fantinati: enumera as vantagens do novo master de base orgânica

na decomposição dos produtos, transformando-os em húmus e biogás, fazendo com que se tornem ideais para aplicação em embalagens flexíveis, descartáveis, utilizadas em produtos de higiene e limpeza, entre outros.

“A maior vantagem dos masterbatches biodegradáveis está em ser um produto 100% orgânico, ideal para ser utilizado em embalagens alimentícias, atendendo às exigências da FDA (Food and Drug Administration) e das listas positivas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, mas também podem ser utilizados em produtos reciclados, não afetando o processo, sem necessidade de adequação ou de investimento na linha de produção, pois se trata apenas da adição de uma matéria-prima”, explicou o diretor.

Outras recentes inovações introduzidas pela empresa em seu mix de produtos contemplaram aditivos com ação antimicrobiana e masterbatches perolizados de alta performance. Os primeiros, com função bacteriostática, foram desenvolvidos com base na nanotecnologia da prata, apresentando alta estabilidade de temperatura e adequação para diversas aplicações, como para utilidades domésticas, embalagens para lácteos, embalagens para cosméticos etc. Os segundos resistem a temperaturas até 250ºC, sem perder a capacidade de dispersão, sem manchar ou apresentar qualquer variação de cor.

Outra empresa que também marcou presença na feira foi a Cristal Master, apresentando seu amplo portfólio de concentrados de cor, aditivos, pigmentos de efeito, agentes expansores, agentes de purga, agentes antifosqueantes, auxiliares de fluxo, antibloqueio, desmoldantes, alvejantes, essências, entre outros, enfatizando as linhas de nucleantes/clarificantes, absorvedores de umidade e de masterbatches de efeito. Os nucleantes, segundo os técnicos da empresa, são muito solicitados, em razão de atuarem como iniciadores e aceleradores do processo de cristalização da massa polimérica, aumentando a transparência, o brilho e a rigidez dos materiais, além de diminuir o tempo de ciclo. Já os absorvedores de umidade se tornaram muito necessários durante o processamento, principalmente de filmes, cumprindo a função de evitar a formação de bolhas, enquanto os masterbatches de efeito, principalmente efeito neon, tornaramse uma “febre”, assumindo efeito decorativo em copos e outros materiais descartáveis de PP e PS utilizados em danceterias e casas noturnas e também em utilidades domésticas.

 

 

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