Interplast – Bons ventos mudam clima da feira

Bons ventos mudam clima da feira e prenunciam retomada de negócios

Uma injeção de ânimo não faz mal a ninguém, em especial nestes tempos bicudos. A realização da Interplast e da Euromold Brasil, realizadas entre 16 e 19 de agosto em Joinville-SC, despertou otimismo entre representantes das mais de 380 marcas presentes, ligadas aos setores de plásticos, moldes e ferramentaria.

A expectativa, entre os negócios fechados in loco e as conversas iniciadas durante a exposição, é de que no período de um ano sejam gerados negócios na casa dos R$ 350 milhões.

Os eventos têm a assinatura do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc) e são organizados pela Messe Brasil.

O mercado de Santa Catarina é o segundo maior entre os estados brasileiros quando o assunto é indústria do plástico, ficando atrás apenas de São Paulo.

Lá se encontram perto de mil indústrias de transformação e são processadas cerca de um milhão de toneladas por ano de resinas.

Plástico Moderno, Spirandelli: supresa positiva ao contabilizar os resultados
Richard Spirandelli – Messe Brasil

Para Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil, a feira foi uma surpresa agradável, em especial pelo atual momento econômico.

“Encerramos esta edição muito confiantes e com a certeza de que a economia está aos poucos se recuperando”.

Para ele, o retorno positivo dos expositores mostra a força do Sul do Brasil, em especial de Santa Catarina, como polo transformador e mercado consumidor da cadeia de fornecimento do plástico.

Alguns números são apresentados pela organização para justificar a sensação positiva.

Ao todo, os dois eventos receberam 22 mil visitantes, dos quais 50% tinham cargos de decisão (gerente, diretor, sócio, coordenador).

A maioria ligada aos setores de embalagens (alimentos, bebidas, farmacêuticos, produtos de limpeza e cosméticos), engenharia, construção civil e automotivo. Além do público vindo de quase todos os estados do País, destaque para representantes de dezessete países de todos os continentes.

Entre as pessoas que conferiram os produtos exibidos, 27% procuraram por novos fornecedores e 45% por novos produtos. “Os dados corroboram o fato de que as empresas estão procurando por tecnologias, novidades e novos parceiros”, observa Spirandelli.

Outro dado de destaque são os setores de interesse dos visitantes. Na Interplast, o motivo de maior interesse entre os visitantes foram máquinas e equipamentos, matérias-primas e produtos plásticos. Na Euromold, chamaram a atenção as novidades sobre moldes (injeção, extrusão, termoformagem, sopro), componentes de moldes e matrizes, design, digitalização e prototipagem.

“Na Euromold encontramos o processo de desenvolvimento de produtos. Nesta edição percebemos uma grande procura por esses expositores, o que aponta para novo ciclo de investimento”, comenta.

Em paralelo às exposições, cerca de 600 pessoas acompanharam as doze palestras técnicas e os quatro minicursos oferecidos pelo Cintec Plásticos – Congresso de Inovação Tecnológica.

Especialistas em suas áreas debateram as novidades do setor, falaram dos desafios, tendências e abordaram evoluções em produtos e processos.

Outra atividade, a 2ª Rodada de Negócios do Setor Plástico reuniu 31 fornecedoras para negociarem com dez empresas âncoras. O evento foi realizado em um dia e a expectativa é de que gere em torno de R$ 1 milhão em negócios nos próximos 12 meses.

Plástico Moderno - Interplast - Euromold
Interplast – Euromold – Feira de Plásticos e Moldes – Santa Catarina

Repercussão, parte I – Interplast

Profissionais com cargos elevados de algumas das principais empresas participantes da Interplast deram depoimentos positivos sobre os resultados obtidos durante o evento.

Glauco Machado, gerente de vendas de máquinas para processamento de plástico da Romi, mostrou-se muito satisfeito. “Temos participado da Interplast desde a primeira edição e, neste ano especificamente, fomos surpreendidos positivamente pelo movimento, que está muito maior do que na edição anterior. Recebemos novos clientes e fechamos bons negócios.”

A Romi apresentou em seu estande a injetora EN 220, a sopradora P 5L e o centro de usinagem vertical D800.

Para Newton Zanetti, diretor comercial da Pavan Zanetti, fabricante de sopradoras e injetoras, a Interplast é uma feira com apelo tecnológico, com visitações voltadas a interesses técnicos e normalmente os expositores trazem novidades.

“Trata-se da segunda maior feira brasileira em porte e importância no setor plástico, em uma região que tem muitas indústrias e ferramentarias voltadas à injeção e ao sopro, o que nos incentiva a participar do evento”.

O diretor destaca que essa edição foi interessante porque nitidamente teve visitação maior do que a anterior, com empresários interessados em voltar a investir.

Ele informa que foram gerados negócios durante o evento e que novas vendas devem ser concretizadas nos próximos meses a partir das conversas realizadas. “Claramente nossas expectativas foram superadas”.

Em um estande de 150 metros quadrados, a Pavan Zanetti expos uma sopradora BMT5.6S/H, da serie Bimatic, modelo com cabeçote sêxtuplo com produção automatizada em uma célula com recuperação das rebarbas e retroalimentação do moído em porcentagem controlada com a resina virgem.

Outra atração foi a sopradora Petmatic versão PET 7000, com capacidade para fabricar 7.030 frascos de 500 ml em PET com 12,7 gramas por hora, também em versão automatizada. “Ambas geraram vendas, dado o interesse criado nos visitantes ao vê-las funcionando”.

Plástico Moderno, Sopradora Pavan Zanetti BMT5.6S/H
Sopradora Pavan Zanetti BMT5.6S/H – Interplast

“Foi acima de nossa expectativa. Concretizamos uma venda e iniciamos algumas conversas que podem gerar negócios no futuro”, explica Leonardo Rocha Borges, da Extrusão Brasil.

A empresa nacional comercializa extrusoras de roscas simples, duplas corotantes ou contra rotantes, misturadores e demais periféricos para a produção de chapas, perfis e tubos.

Interplast – Na feira ela exibiu o modelo 65, o primeiro da marca com duplas roscas cônicas. “Ele conta com produtividade em torno de 20% superior à dos modelos com roscas paralelas. Produz entre 180 e 220 kg/h”.

Quem obteve resultados surpreendentes foi a Hece, fabricante nacional de termoformadoras e equipamentos de corte e solda.

A empresa concretizou a venda de nada menos que cinco máquinas durante a realização do evento. Luiz Fernando do Valle Sverzut, diretor, conta que o bom resultado se deu principalmente pelo público qualificado que passou pelo seu estande.

Com as expectativas superadas, o dirigente adianta que na próxima edição, em 2018, pretende contratar uma área ainda maior e exibir mais máquinas.

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Repercussão, parte II – Euromold

Dirigentes das empresas presentes na Euromold também demonstraram satisfação.

Alexandre Fix, presidente da nacional Polimold, gostou muito. A empresa é principal fabricante de porta moldes e sistemas de câmara quente da América Latina. “A feira foi excelente, ela é frequentada por pessoas muito focadas na indústria do plástico”.

Plástico Moderno, Fix: região da feira concentra ferramentarias de qualidade
Fix: região da feira – Joinville – concentra ferramentarias de qualidade – Euromold

Ele destaca que Joinville é uma cidade que concentra excelentes ferramentarias e isso foi valioso para a empresa divulgar seus produtos.

O destaque do estande foi o sistema valvulado Facility, utilizado para injeção em molde bi componente (dois materiais diferentes) com pontos de injeção perpendiculares ao produto, inovação presente nas mais modernas ferramentas do mundo.

A Fastparts, especializada no desenvolvimento de projetos de prototipagem, comemora a exposição obtida.

“Participamos de todas as edições e nesta ficamos surpresos pela qualidade de visitação e pelo número de visitantes de todo o país”, elogia o diretor Jessé Silva.

Ele explica que o movimento foi tanto que pela primeira vez não conseguiu sair do estande para visitar outros expositores. Jefferson Sachet, diretor administrativo da Matripeças, fornecedora de componentes para moldes como buchas, centralizadores, colunas e outros, também não disfarça sua satisfação. Para ele, a feira é ambiente de relacionamento e a empresa conseguiu realizar novos contatos e tem perspectivas de bons negócios.

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