Interplast 2022: Feira marca o reencontro da cadeia produtiva do plástico

Feira de Plástico do Sul do Brasil

Após três anos – desde a Feiplastic (agora Inovaplastic) de 2019 –, volta a ser realizado um evento que estabelece contato direto entre representantes dos diversos elos da cadeia do plástico: a Interplast – Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico, que acontece de 5 a 8 de abril em Joinville-SC.

Inicialmente programada para agosto de 2020, essa feira foi adiada por força da pandemia de Covid-19.

Como seria inevitável depois de tanto tempo sem eventos desse gênero, ele chega cercado de expectativas.

E com informações aparentemente alentadoras: por exemplo, pela integral comercialização dos espaços para expositores.

“Até o final do ano passado sentíamos algumas empresas ainda indecisas sobre expor ou não, mas vendemos 100% dos espaços”, relata Richard Spirandelli, diretor da Interplast na empresa organizadora Messe Brasil.

Serão 210 estandes, com cerca de 300 empresas exibindo equipamentos, matérias-primas e serviços.

A conjuntura cambial desfavorável às compras no exterior, observa Spirandelli, ampliou a participação de empresas com presença local, em detrimento de representantes de outros países – chineses, por exemplo –, que em edições anteriores expunham basicamente como importadores.

Por enquanto, Spirandelli trabalha com a perspectiva de uma frequência de público similar à de outros anos: aproximadamente 20 mil pessoas. “Mas deveremos ter mais visitantes, as pessoas estão com vontade de retomar contatos diretos”, ele pondera.

Novidades e Oportunidades da Interplast 2022

Presidente da CSMAIP – Câmara Setorial de Maquinas, Equipamentos e Acessórios para a Industria do Plástico, da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Amilton Mainard, também se diz otimista com a nova edição da Interplast.

Estima que 40% das cerca de cem empresas integrantes da CSMAIP lá estarão expondo, podendo colher bons frutos com essa participação.

“Muitos transformadores aceleraram seus investimentos desde o início da pandemia e precisam seguir investindo, há aplicações, nas embalagens, por exemplo, que não há como importar”, justifica Mainard.

Para Willian Santos, gerente comercial da expositora Cristal Master, a feira deve se beneficiar de uma conjuntura na qual, durante a pandemia, muitas empresas trabalharam com produtos mais convencionais, sem muito espaço para inovações.

“Agora elas começam a olhar para um horizonte mais além, buscarão novos materiais e também novos fornecedores”, aponta.

Marcelo Zimmaro, diretor comercial da expositora Mecalor, prevê público inferior ao de edições anteriores; graças porém à redução da quantidade de visitantes “não qualificados”, que comparecem às feiras sem objetivos definidos e adotam agora opções menos custosas, como os canais digitais, para ver as novidades, ele espera resultados mais efetivos.

“É muito produtivo ir a uma feira onde é possível encontrar meia dúzia de fornecedores em apenas um dia. O público mais qualificado certamente continuará frequentando esses eventos”, diz o profissional da Mecalor.

Conteúdos e negociações

A retomada das feiras setoriais traz consigo o retorno dos conteúdos de qualificação e conhecimento usuais em eventos do gênero.

Nesse campo, um dos destaques desta Interplast será a exposição mais detalhada das tecnologias e potencialidades do uso de soluções nanotecnológicas de grafeno em polímeros, realizada em parceria com a Zextec Nano, que além de expor apresentará um seminário sobre o tema.

A economia circular terá um fórum específico, com temas como resinas recicladas, biopolímeros, o papel de máquinas e equipamentos no aumento da produtividade e qualidade, gestão de resíduos, entre outras.

E o congresso técnico abordará manufatura aditiva, materiais poliméricos aplicados na área da saúde, uso de recursos da biomassa na produção de materiais plásticos, entre outros.

“E teremos rodadas de negócios já com as participações confirmadas de pelos menos quinze grandes compradores de setores como construção, automotivo, telecom, agrícola”, finaliza Spirandelli.

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