Interplast 2010 – Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades

A 6ª edição da Interplast – Feira e Congresso Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico exibiu grande aparato em máquinas nacionais e importadas e muitas novidades em matérias-primas. Realizada de 23 a 27 de agosto, no Expoville, em Joinville-SC, pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc), sob a organização da Messe Brasil, a exposição apresentou 25% de crescimento no número de expositores, que chegou a 500 empresas, e 12% na área ocupada (20 mil m²), refletindo o atual momento econômico de aquecimento no consumo e nas vendas. O aumento de interesse dos participantes pela feira levou os organizadores a rever o espaço reservado para a exposição, que deverá ser ampliado para o próximo evento, em 2012.

Os 25 mil visitantes desta Interplast encontraram muitas opções em máquinas, com tecnologias de diversas nacionalidades. Com encomendas já tomando conta praticamente de toda a capacidade produtiva deste ano, os fabricantes se apresentaram nessa feira com o intuito de integrar-se melhor com seus clientes e prospectar novos negócios para o próximo ano.

Elétricas mais econômicas – As injetoras elétricas chamaram a atenção, tanto sob o ponto de vista tecnológico, pois oferecem sistemas avançados de alta precisão e repetibilidade, entre outros recursos, quanto pelos atuais níveis de preço, bem mais convidativos às compras em relação àqueles praticados há quatro ou cinco anos.

Assim, não faltaram opções aos visitantes para conhecer de perto modernos sistemas elétricos em vários estandes, como o da Wittmann Battenfeld, que pela primeira vez expôs na Interplast um exemplar da linha Ecopower. Trata-se de modelo com 110 toneladas de força de fechamento, representante da quarta geração de máquinas elétricas.

Bem-sucedidas em vendas em todo o continente europeu, as injetoras elétricas dessa linha também começaram a ter suas vantagens e alta eficiência reconhecidas no mercado brasileiro. Com placas retangulares de grande distância entre colunas e sistema de lubrificação das articulações totalmente selado, esses sistemas silenciosos operam com travamento dos moldes simultâneo com o início da injeção, reduzindo os tempos de ciclo, e proporcionando altas acelerações.

“A demanda de máquinas elétricas no Brasil ainda é pequena, está engatinhando, mas as perspectivas de vendas são muito promissoras porque os preços estão hoje bem mais acessíveis”, afirmou Ironi Fernandes, diretor-geral da Wittmann Battenfeld.

Plástico Moderno, Udo Löhken, Diretor da Engel do Brasil, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Löhken: injetora elétrica reduz gasto energético

O visitante da Interplast deste ano também conheceu um dos modelos da linha Emax, a nova família de injetoras elétricas da Engel. Lançada em 2007, na última edição da maior feira mundial do setor plástico, a alemã K, é provida de acionamentos elétricos para executar todos os movimentos de abertura e fechamento dos moldes, extração, injeção e também os sistemas de dosagem.

“Nossas injetoras são 100% elétricas e a principal vantagem está na economia obtida no consumo de energia em relação aos equipamentos híbridos e aos sistemas hidráulicos, pois quanto mais eletrificada for a máquina, maior será a economia a ser obtida no consumo de energia”, explicou Udo Löhken, diretor da Engel do Brasil.

Segundo Löhken, todos os segmentos que transformam peças muito delicadas e que não podem sofrer variações de peso, nem de espessura de parede e tampouco de medidas, atentos a essa tecnologia, estão adotando sistemas elétricos para poder fabricar com maior segurança e precisão.

No estande da KraussMaffei, o visitante apreciou injetora hidráulica com 160 toneladas de força de fechamento, cujo diferencial está na tecnologia de duas placas, com colunas de fechamento que funcionam como êmbolos, garantindo o paralelismo de fechamento dos moldes.

“O modelo, totalmente fabricado em Munique, na Alemanha, está disponível há mais de dez anos, mas a robustez da máquina e a estabilidade oferecida à injeção são primordiais para que vários mercados, como os de embalagens, utilidades domésticas e principalmente o automobilístico, continuem a adquirir os nossos sistemas, especialmente para a injeção de para-choques e painéis laterais de portas”, comentou o assessor Carlos A. Buest Filho, da KraussMaffei.

Na oferta de injetoras, a empresa disponibiliza ao mercado máquinas com várias forças de fechamento, desde 35 toneladas até 4 mil toneladas. Segundo o assessor, a maior demanda do mercado brasileiro se situa na faixa de injetoras desde 500 toneladas de força de fechamento até 2 mil toneladas de força de fechamento, embora, ultimamente, esteja havendo grande procura por máquinas menores, para injetar peças técnicas.

Sopro em alta velocidade – Vários sistemas avançados para sopro também se destacaram nessa Interplast. A Romi, detentora da tecnologia JAC, levou pela primeira vez para a exposição o modelo Compacta 5TS, para extrusão contínua. Trata-se de máquina capaz de soprar embalagens, como galões e bombonas até 5 litros, e alcançar produções, em média, de 1.500 frascos/hora.

Projetadas de forma modular, essas máquinas possuem roscas de extrusão especialmente desenhadas para resinas poliolefínicas, visando assegurar plastificação perfeita e a distribuição homogênea de matérias-primas e pigmentos. Além desses atributos, podem comportar moldes com até oito cavidades em cada estação, em larguras até 520 mm. Seu sistema de controle é feito por meio de unidade hidráulica superdimensionada e o controle geral é realizado por CLP e programador de Parison de 128 pontos, garantindo alta qualidade dos produtos finais.

Plástico Moderno, Antonio de Pádua Dottori, Gerente da Romi, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Dottori faz apologia às máquinas feitas no Brasil

A comercialização de máquinas no setor plástico desfruta de momentos muito positivos decorrentes do aquecimento da demanda, mas pode melhorar ainda mais com a adoção de incentivos e a abertura de novas condições de financiamento para a compra de equipamentos. Segundo Antonio de Pádua Dottori, gerente da Romi, o mercado brasileiro está espelhando o atual momento vivido pelo país, e que se traduz pelo crescimento observado em vários setores.

“As máquinas nacionais contam com os benefícios dos financiamentos e de serviços de qualidade no pós-venda e nós, como representantes do setor, falamos a mesma língua dos nossos clientes”, afirmou Dottori.

Como vice-presidente da Câmara Setorial de Máquinas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Dottori, porém, considera que o setor de máquinas brasileiro ainda pode evoluir muito com a substituição de modelos ultrapassados e obsoletos por maquinários novos.

E, para acelerar a renovação do parque industrial, divulgou entre seus pares na feira dois programas em andamento na Abimaq, com grandes chances de serem aprovados em 2011. Um deles pretende estimular a renovação de máquinas com mais de dez anos de uso e que, obrigatoriamente, estejam integradas ao ativo das empresas há pelo menos três anos. O outro programa visa a introduzir nos equipamentos um selo de eficiência energética, tal qual já ocorre com eletrodomésticos, com o intuito de oferecer aos compradores a oportunidade de escolha de equipamentos de menor consumo de energia.

Plástico Moderno, Newton Zanetti, Diretor, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Zanetti: financiamentos alavancaram os negócios

O aquecimento nas vendas de sopradoras e injetoras também impera na Pavan Zanetti, empresa que já está com sua capacidade de produção praticamente tomada até o final de 2010. “Desde setembro de 2009, estamos produzindo para atender ao grande número de encomendas decorrentes dos estímulos gerados pela linha de financiamento Finame-PSI oferecida aos compradores; alta nas vendas somente comparável à da época do Plano Cruzado, nos idos de 1986, quando os prazos de entrega dos fabricantes de máquinas para o setor plástico eram dilatados para mais de um ano”, informou o diretor Newton Zanetti.

Ao promover o lançamento na Interplast da sopradora para pré-formas de PET Petmatic 3C/2L, com capacidade para soprar embalagens de até 2 litros, em produções horárias que alcançam até 2.200 frascos/hora, o diretor comemora os índices de nacionalização obtidos com esse tipo de equipamento, já alcançando 70%, e que se originou de acordo firmado com parceiro fabricante da China, que permitiu a introdução de melhorias tecnológicas nas máquinas para atender às necessidades dos compradores locais.

“Para nós, seria muito mais prático trazer as máquinas do exterior, mas nos orgulhamos em poder voltar a promover as nacionalizações porque estamos abrindo novas frentes de trabalho para os brasileiros”, afirmou Zanetti.

Atualmente, segundo observou o diretor, a grande procura do mercado é por máquinas para sopro até 10 litros e com dupla estação de trabalho, como os modelos da série Bimatic. Incluídas nesse rol, as sopradoras para até 5 litros movimentam bastante as vendas no segmento, tendo por principais clientes empresas dos setores de higiene e limpeza e de cosméticos, incluindo também as empresas dedicadas à produção de embalagens para produtos de higiene pessoal.

Segundo lembrou Zanetti, outro mercado que voltou a impulsionar o comércio de sopradoras é o de embalagens para águas em grandes volumes, como bombonas de 20 litros, cujas vendas cresceram graças às normatizações prevendo um período máximo de três anos de vida útil para a utilização de embalagens retornáveis. Também o mercado de autopeças apresentou bom crescimento, impulsionado pela alta nas vendas de automóveis, que empregam máquinas para sopro de dutos de ar condicionado, tanques de várias dimensões e aplicações e mangueiras flexíveis, principalmente.

Plástico Moderno, Newton Tien, Gerente-industrial, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Tien destaca as injetoras acionadas por servomotor

“Hoje, apenas importo injetoras com alta eficiência energética da China, em vários modelos desde 58 toneladas até 2 mil toneladas de força de fechamento, em sua maior parte, porém, requisitadas na faixa de 100 toneladas até 320 toneladas de força de fechamento, tendo em vista ser impossível oferecer preço tão competitivo e compatível como aquele oferecido pelos chineses em se tratando de injetoras”, considerou Zanetti.

Parcerias asiáticas crescem – As tecnologias em máquinas asiáticas, principalmente da China, pousaram em revoada na 6ª edição da Interplast. Diretamente de Taiwan, país onde são fabricadas, passando por linhas de montagem no Brasil, duas injetoras hidráulicas com 160 toneladas de força de fechamento, das séries Euromaq ES e S, da Tsong Cherng, de São Bernardo do Campo-SP, atraíram grande interesse de público.

Segundo o gerente-industrial, Newton Tien, o acionamento por servomotor oferece inúmeras vantagens, como maior velocidade na produção e economia de energia, que pode chegar até 75% em comparação com os modelos convencionais, além do rápido retorno do investimento, em virtude da economia de energia.

“Fomos um dos primeiros a oferecer injetoras acionadas por servomotor ao mercado brasileiro e hoje a maior parte das indústrias já reconhece e procura máquinas com esse aprimoramento”, afirmou Tien. Até os modelos mais antigos, adquiridos anteriormente, segundo o diretor, estão sendo adaptados para receber servomotores. Melhorias desse tipo tornam-se altamente compensadoras, principalmente no caso de injetoras de maior capacidade.

Para oferecer maior facilidade aos clientes, além das injetoras, a Tsong Cherng também está trazendo de Taiwan moldes para sopro, para a fabricação de pré-formas de PET. Construída com aço inoxidável E-420, refundido e beneficiado, e com cavidades em P20, desgaseificados a vácuo, essa linha de moldes complexos, com até 96 cavidades, é fornecida completa, incluindo os projetos de câmara quente.

No estande da Deb’Maq, o visitante teve a chance de conferir a robustez e a tecnologia da injetora Spazio Platinum Plus, mas a grande novidade era a Spazio Platinum da série Ecológica. Produzida pela Cosmos Machinery, a nova máquina deverá aportar no Brasil somente em outubro, conforme a última previsão da empresa. Seus grandes diferenciais são contar com acionamento por servomotor e bomba de vazão fixa.

Segundo o gerente-comercial Venceslau Salmeron, os servomotores e as bombas de vazão fixas adaptados às máquinas proporcionam economia de 36% de energia em comparação com os equipamentos providos de bombas de vazão variável.

Em parceria com fabricante da China, a Sulpol, de Canoas-RS, levou para a exposição injetora com 208 toneladas de força de fechamento. Única máquina a produzir conexões de PVC rígido na feira, sendo quatro peças a cada ciclo de 28 segundos, e com capacidade para produzir 420 gramas por ciclo, o equipamento chamou a atenção dos visitantes, principalmente pela qualidade do material injetado.

Segundo o gerente-comercial Leandro Abel, trata-se de projeto especial, desenvolvido em parceria com fabricante da China, que recebeu aprimoramentos nos sistemas hidráulico (da alemã Vickers) e elétrico (da francesa Schneider), podendo injetar, além de PVC, borracha termoplástica (TR), o terpolímero acrilonitrila butadieno-estireno (ABS) e policarbonato (PC).

Reunindo experiência de vinte anos de atuação em importação e fabricação de injetoras, a empresa ressalta o propósito, segundo destacou o gerente-comercial, de oferecer total suporte pós-venda e promover adequações aos equipamentos de acordo com as necessidades dos clientes.

Pela primeira vez na Interplast, a Yang Jiang Máquinas, filial do fabricante de injetoras da China, há quatro anos no mercado brasileiro, expôs sistema hidráulico com 120 toneladas de força de fechamento, e com capacidade para injetar peças com até 280 gramas.

“A nossa linha de injetoras está encontrando grande receptividade no mercado brasileiro e nossa oferta abrange desde máquinas com 80 toneladas de força de fechamento até 2 mil toneladas de força de fechamento”, informou o gerente técnico Gustavo Galvanini.

A Chiang Máquinas e Equipamentos, de Caxias do Sul-SP, distribuidora exclusiva do Golden Eagle para a América Latina, grupo chinês atuante em injeção e extrusão, levou para a feira a maior injetora exibida na exposição. Trata-se de máquina com 530 toneladas de força de fechamento, e que, de acordo com o fabricante, pode propiciar até 75% de economia de energia elétrica. Produzida na China, conta com componentes fabricados em várias partes do mundo: servomotores (Itália), válvulas hidráulicas (Japão), painel de controle (Taiwan), motor hidráulico (Itália), réguas eletrônicas (Alemanha) e, por isso, ostenta a fabricação globalizada.

Posicionada em patamar de preço competitivo em relação à concorrência chinesa, a injetora Átis, da Himaco, também foi destaque na exposição. “Desde o seu lançamento, em 2009, na última Brasilplast, a nossa linha de injetoras Átis, com seus atributos de ciclo rápido, alta velocidade (260 r.p.m., em média) e preço competitivo, vem conquistando o mercado e alcançando níveis de venda muito positivos”, considerou Cristian Heinen, gerente-comercial da empresa de Novo Hamburgo-RS.

No estande da Sandretto do Brasil, o visitante conferiu modelo de injetora da série Nove HP Fast, com 220 toneladas de força de fechamento e provida de acumulador hidráulico para alcançar até 1.000 mm por segundo na velocidade de injeção. Trata-se de sistema hidráulico para injeção rápida, dotado de três bombas com vazões variáveis e com circuitos hidráulicos independentes para injeção e para o fechamento do molde.

“Os grandes diferenciais desse nosso sistema estão na flexibilidade e na possibilidade de se aumentar as velocidades de injeção e de plastificação, pois as máquinas dispõem de três bombas”, explicou o responsável por marketing Gilberto Baksa Júnior.

Na versão Fast, a máquina pode ser utilizada na injeção de peças com paredes finas e também na injeção de componentes técnicos em plásticos de engenharia, combinando espessura fina com alta resistência mecânica.

Máquinas para injeção e sopro, também conhecidas como injection-blow, integraram as novidades no estande da HDB. O modelo exposto, o MSZ, com 45 toneladas de força de fechamento, é dotado de sistema de refrigeração nas cavidades machos e de unidade de injeção preparada para trabalhar com PET.

Segundo Eudo de Oliveira Barros, supervisor técnico da empresa, a máquina ainda opera com molde dotado de câmara quente e com controle de temperatura em cada cavidade, além de desumidificador para as matérias-primas, componentes que asseguram a qualidade de todos os materiais processados.

Máquinas especiais para a injeção de multicomponentes foram destacadas pela Arburg. Para o diretor-geral da empresa, Kai Wender, o mercado está em permanente evolução e busca cada vez mais soluções avançadas para processar peças complexas e uma delas inclui, sem dúvida, a possibilidade de se trabalhar com sistemas robotizados no processo de injeção de multicomponentes.

Plástico Moderno, Paulo Sérgio Leal, da Rulli Standard, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Leal: extrusora líder em vendas é de fácil operação

As vantagens da injeção robotizada de multicomponentes são inúmeras. Ao operar com diferentes resinas, muitas vezes incompatíveis, e fazer uso de sistema de transferência do material da pré-injeção para a sobreinjeção via robô, as empresas podem aumentar a produtividade e trabalhar com maior eficiência em projetos diferenciados.

“A injeção de multicomponentes via robô propicia um processo termicamente estável e permite trabalhar com moldes bem mais simples, com refrigeração, mas sem rotação, podendo-se processar materiais termicamente incompatíveis, como termoplásticos e silicones líquidos, por exemplo”, informou Wender.

Plástico Moderno, Antonio Carnevalli, Diretor, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Carnevalli mostrou máquina mais compacta da categoria

Segundo o diretor, esse novo sistema, já introduzido na Europa há pouco mais de quatro anos, é tão flexível que permite colocar insertos na pré-injeção e também processar componentes com diferentes materiais, para fazer diversos acabamentos nas peças.

Extrusão de flexíveis e rígidos – A Rulli Standard, em sua terceira participação na feira, levou para a exposição modelo da linha de extrusoras do tipo balão, provida de bobinadeira de 1.90 m, e especialmente preparada para a extrusão de PEAD e PEBD, para embalagens flexíveis. Trata-se de modelo EF, em funcionamento durante todo o período de feira, e que conta com rosca no diâmetro de 2 e ½ polegadas, produtividade na faixa de 200 kg/hora, para PEBD, e de 160 kg até 170 kg/hora, para processamento de PEAD. “A linha de extrusão EF é uma das líderes de vendas por ser muito versátil, fácil de operar, e também por seu baixo consumo de energia”, informou o engenheiro Paulo Sérgio Leal, da Rulli Standard.

Plástico Moderno, Alexandre Luis Messias, Diretor, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Messias: rebobinadeira alcança 800 metros por min

As tecnologias da Carnevalli foram representadas pela extrusora Polaris 50, pertencente à série consagrada em vendas e que disponibiliza aos compradores modelos com roscas em diâmetros desde 50 mm até 200 mm.

“Trata-se da mais compacta máquina de sua categoria, com largura útil de 1,20 m, e que oferece excelente custo/benefício e baixo consumo de energia”, afirmou o diretor Antonio Carnevalli Neto.

No estande da Mega Steel, também reconhecida no fornecimento de extrusoras do tipo balão para processamento de polietilenos, o visitante se deparou com um sistema exclusivo para recuperar refiles e eliminar todas as aparas provenientes do processamento de polietilenos, polipropilenos e PVC, podendo operar em linha interligado eletronicamente com os sistemas principais.

Plástico Moderno, Marcos J. Geiser, da divisão de extrusão da KraussMaffei, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Segundo Geiser, as vendas crescem em ritmo acelerado

Outro equipamento que chamou a atenção nesse estande foi a rebobinadeira com troca semiautomática de bobinas e com desbobinador sem eixo (shaftless). Segundo o diretor Alexandre Luis Messias, trata-se de sistema avançado com alinhador eletrônico, para promover leitura de borda em linha, com painel touch-screen, e operações à velocidade de até 800 metros por minuto.

Além das opções em máquinas, a Interplast também propiciou aos visitantes a escolha de elementos e dispositivos para prensas, injetoras, fresas e máquinas operatrizes e isso ocorreu no estande da Previsão. Com 45 anos de atuação nesse ramo, a empresa expôs vários dispositivos de sua gama de 5 mil itens. “Trouxemos várias novidades nas áreas de molas para matrizes, pinças magnéticas, engates rápidos, desmoldantes com silicone, vassoura magnética para recolhimento de cavacos no chão de fábrica, entre muitos outros”, afirmou o diretor Nelson Inglês da Costa.

Com fábricas de extrusoras de tubos e conexões de PVC em Munique, na Alemanha, e em Xangai, na China, esta última em operação desde 2006, a KraussMaffei por intermédio de sua base brasileira atende todos os países latino-americanos.

Plástico Moderno, Chrystalino B. Filho, Diretor-comercial da Bausano do Brasil, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Chrystalino Filho aposta em modelos mais produtivos

“Nossas vendas crescem em ritmo acelerado e em maio de 2010 já havíamos cumprido nossas metas de vendas para todo o ano porque novos fabricantes de peso estão também ingressando no mercado de extrusão”, comemorou Marcos J. Geiser, da divisão de extrusão da KraussMaffei.

A Interplast atuou como a plataforma de lançamento da nova tecnologia em extrusão do grupo italiano Bausano. Antes mesmo de seguir para exibição na K, o visitante no Brasil pode inteirar-se dos detalhes da extrusora dupla rosca MD-75 Plus.

“Desenvolvemos a nova máquina após promover vários estudos de reengenharia que resultaram em aprimoramentos e elevação da potência do motor, para alcançar altas produções, até 450 kg/hora, e produzir tubos e perfis rígidos de PVC em patamar de maior produtividade”, afirmou Chrystalino B. Filho, diretor-comercial da Bausano do Brasil.

Comparativamente à sua antecessora, a MD 72, a nova máquina teve sua produtividade acelerada em 30%, resultando em alta economia para os transformadores, pois o quilo produzido por quilowatt/hora chega a ser 40% menor em relação aos equipamentos concorrentes.

Em fase final de construção da nova unidade brasileira, em São Paulo, a ser inaugurada ainda neste ano, a Bausano comemora 64 anos de atuação no mercado global e uma década de instalação no Brasil.

Novidades em resinas – As parcerias com produtores asiáticos também estão sendo incrementadas no âmbito das resinas. A quantiQ acaba de firmar acordo de exclusividade com a Mitsubishi, produtora mundial de plásticos de engenharia, com fábricas no Japão, China e Tailândia, inicialmente para distribuição de policarbonatos (PC) e de poliacetais (POM).

“A grande competitividade da Mitsubishi no fornecimento de matérias-primas homologadas nas indústrias automobilísticas foi decisiva para estabelecermos esse novo acordo”, informou o gerente de unidade de negócios da quantiQ, Ricardo J. F. Verona.

Plástico Moderno, Ricardo J. F. Verona, Gerente de unidade de negócios da quantiQ, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Verona: elastômero atua como modificador de impacto

No elenco das homologações se destacam as matérias-primas para lanternas de faróis e as lentes dos retrovisores, fabricadas com PC, e vários componentes internos de automóveis produzidos com POM. Especialidades em borrachas também passaram a integrar as novidades da quantiQ nessa temporada, que firmou novo acordo com a ExxonMobil Chemical para distribuir também elastômeros à base de propileno. Por oferecerem propriedades elásticas às poliolefinas, os novos materiais posicionam filmes e artefatos em condições de maior valor agregado.

Segundo Verona, a linha de elastômeros à base de propileno, comercialmente conhecida como Vistamaxx, oferece transparência às peças, reduz o esbranquiçamento decorrente de esforçosmecânicos, também denominado stress-whitening, propicia maciez ao toque e flexibilidade aos materiais, e também atua como modificadora de impacto, melhorando as propriedades das resinas de polietileno e de polipropileno.

Sem limitações quanto a processos, podem ser empregados em injeção, extrusão e sopro, apresentando comportamento semelhante ao do PP. Liberados para entrar em contato com alimentos, os novos elastômeros possuem aprovação FDA (Food and Drug Administration), e apresentam-se adequados às aplicações em filmes para embalagens flexíveis, recipientes plásticos, perfis automotivos, podendo ainda ser empregados em masterbatches. Também resistem às diferentes temperaturas de freezers e micro-ondas, apresentando temperatura de transição vítrea correspondente a 30ºC negativos.

Outra novidade da quantiQ se refere aos hiperdispersantes para masterbatches e compostos de PVC e PP. Trata-se da linha da Lubrizol, que permite melhor homogeneizar e distribuir cargas orgânicas e inorgânicas nas matérias-primas em processamento e alcançar melhores propriedades mecânicas, contando com aprovações nos Estados Unidos (FDA) e na Europa (Rohs). Além dessas propriedades, seu uso aumenta o poder de tingimento dos pigmentos e melhora o processamento e a produtividade, permitindo ao transformador agregar mais sólidos às misturas.

Distribuição nacional – Desde junho, ao adquirir da Braskem fundo de negócios da Varient, a Piramidal se tornou distribuidora nacional de produtos da maior petroquímica das Américas. Antes da aquisição, a Piramidal atuava para a Braskem apenas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mas, de acordo com a nova abrangência, a distribuição de resinas da petroquímica pela Piramidal também se estenderá por todo o Nordeste.

“Temos um novo desafio pela frente, mas estamos confiantes, pois já contamos com a preferência nos estados das regiões Sudeste e Sul e, agora, também a Região Nordeste irá contar com estoques locais e com amplo portfólio de produtos”, informou o diretor-comercial da Piramidal, Amauri dos Santos.

Em volumes, a inclusão da Região Nordeste acresce à comercialização cerca de 1.100 toneladas/mês de resinas. A infraestrutura da base logística também deverá ser ampliada com a instalação de filial da Piramidal em Recife-PE e ainda outras nos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Para atender aos requisitos dessa nova fase, a empresa promove investimentos na ampliação e renovação da frota de veículos e de equipamentos, abrangendo a compra de cinquenta novos caminhões, vans e empilhadeiras. “Para aprimorar ainda mais nossos serviços e controles internos, também estamos adquirindo novos softwares de gestão, como o alemão Sap, e o road-show, específico para logística”, acrescentou Santos.

Também na área de novos negócios, a Piramidal fechou contrato com a Sabic Innovative Plastics, para o fornecimento de PBT, PC, ABS e blendas de ABS e PC e de PPO. “As novidades da Sabic são muitas e também incluem concentrados de aditivos antiestáticos, antibloqueio, antitrilhamento, deslizantes, estabilizantes aos raios UV, entre outros”, informou Tadeo Zilli, gerente-comercial para os estados do Paraná e Santa Catarina da Piramidal.

Mais uma vez prestigiando a Interplast, o diretor-geral da Activas, Laércio Gonçalves, considerou: “Os estados da Região Sul são muito importantes para nós; sob o ponto de vista da transformação, apresentam taxas bem mais elevadas em comparação com outros estados e as empresas instaladas nessas regiões estão sempre atualizadas.”

Segundo Gonçalves, a importância dada a essa região pela distribuidora se traduz por várias ações adotadas no passado e no presente pela companhia, como a instalação de filial em Caxias do Sul-RS, ocorrida dez anos atrás, seguida da instalação de filial em Joinville-SC, em 2006 e, mais recentemente, da inauguração de nova filial em Londrina-PR, em janeiro de 2010.

Plástico Moderno, Guert Ruecker, Gerente de contas, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Ruecker divulgou moldura de PP com fibras de vidro

“Escolhemos Londrina, no Paraná, porque a cidade ocupa posição extremamente estratégica para os nossos negócios, pois, por intermédio dessa base, podemos atender rapidamente todos os transformadores instalados nas regiões ao norte do Paraná e o sul e o oeste do estado de São Paulo”, informou Gonçalves.

No âmbito das últimas novidades acrescidas ao portfólio, a Activas ampliou a parceria com a Kraton, com a distribuição de elastômeros de SBS e de SEBS, amplamente utilizados como modificadores de impacto em resinas termoplásticas. “Neste ano, ainda acrescentamos ao nosso portfólio PET para injeção e sopro da Indorama, da Tailândia, considerada a maior produtora mundial”, informou Marcos Gonçalves, diretor de plásticos de engenharia da Activas.

Quem visitou o estande da Ticona pôde conferir moldura injetada de PP com fibras de vidro longas de porta de veículo offroad. “Trata-se de aplicação já consagrada há pelo menos cinco anos, em substituição a metais, mas estamos desenvolvendo várias aplicações inéditas”, informou o gerente de contas Guert Ruecker.

Atualmente, várias partes da estrutura frontal dos veículos, também conhecidas como módulos frontais, estão sendo injetadas com termoplásticos e fibras de vidro longas, a exemplo do PP, e no momento participam de vários desenvolvimentos que deverão ser lançados em modelos de automóveis para 2011.

As novas aplicações de poliéter-éter-cetona (PEEK), polímero de alta performance, em sistemas compósitos termoplásticos processados com fibras longas, e de polissulfeto de fenileno (PPS) mais fibras de carbono contínuas transformado em tubulações para prospecção de petróleo também integram outras novidades, trazendo ao mercado materiais que são fornecidos já impregnados e prontos para utilização em bobinas.

No estande da Apta, as novidades ficaram por conta dos novos grades de ABS da Basf, recentemente acrescidos ao portfólio do distribuidor. Um deles é o Terluran, ABS capaz de suportar altas temperaturas, em torno de 112ºC. Os outros são o ABS transparente da família Terlux e a blenda de ABS e poliamida da família Terblend.

Segundo o diretor-comercial da distribuidora Apta, Marcelo Berghahn, as vendas de poliamidas e de poliacetais da Radici Plastics estão apresentando crescimento significativo e encontram perspectivas animadoras em razão de novos desenvolvimentos para o mercado automotivo.

Plástico Moderno, Emanuela M. Botasso, Diretora, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Emanuela falou de novos investimentos em fábrica

Também participando do estande da Apta, executivos da Evonik, Ana Paula Nakajato e Haroldo Paganini Rodrigues, destacaram as novas resinas acrílicas da companhia, já disponibilizadas ao mercado brasileiro. Uma delas é a Cyrolite, resina acrílica para aplicações em equipamentos e componentes de uso médico-hospitalar. A outra novidade são os acrílicos (marca Acrymid), resistentes às altas temperaturas – até 130ºC, em condições de serviço, para aplicações em cubas para lâmpadas.

No estande da Termocolor, a diretora Emanuela M. Bottasso antecipou os novos investimentos feitos pela companhia, como a retomada das obras de nova unidade em Cabreúva-SP, onde será instalado centro de logística, para armazenar e distribuir toda a linha de produtos, abrangendo masterbatches, aditivos e compostos, incluindo novos recursos para as operações do laboratório de análises da empresa.

“Acreditamos que 2010 será ainda melhor do que 2009 e estamos investindo muito em processos e em estoques, para fornecer maior agilidade em nossas entregas e novos produtos ao setor”, afirmou Emanuela. “Estamos também realizando um trabalho de automação da logística, investindo em nossos laboratórios de qualidade e de desenvolvimento e também na produção com máquinas da mais alta tecnologia, para oferecer atendimento mais rápido aos nossos clientes, garantindo a qualidade e a cor exata”, acrescentou a diretora.

Plástico Moderno, Amarildo Bazan, Interplast 2010 - Feira reúne tecnologias de diversas nacionalidades
Bazan apresentou aditivo para peças automotivas

Além das linhas tradicionais de aditivos antiestáticos, antibloqueio, auxiliares de fluxo, entre outros, a empresa, que está completando 26 anos de atividades, deverá oferecer em breve ao mercado uma inovação em aditivo antimicrobiano à base de nanotecnologia de prata.

A feira também serviu de palco de lançamento de especialidades em aditivos da Colorfix. A empresa, que tem matriz em Colombo-PR, e laboratório de desenvolvimento em São Caetano do Sul-SP, apresentou ao público várias inovações.

“O aditivo cooler, desenvolvido para aplicações automotivas, principalmente as áreas dos painéis de instrumentos e volantes dos veículos, age por refletância da luz, reduzindo a temperatura das peças e componentes em até 20%”, informou Amarildo Bazan, diretor-comercial da Colorfix.

Ao refletir as radiações ultravioleta, na faixa do infravermelho, o novo aditivo protege as peças do calor, e pode ser empregado em plásticos de engenharia, poliolefinas e PVC, encontrando-se disponível em diversas cores, inclusive em preto, e também na versão incolor.

O agente expansor Endofix foi desenvolvido para reduzir a densidade das peças, entre 10% e 15%, sem comprometer suas propriedades mecânicas e interferir na sua qualidade.

O aditivo DNA, desenhado para ser aplicado em produtos que necessitam de rastreamento, com o intuito de combater as adulterações e falsificações, oferece uma combinação de princípios ativos que gera uma identidade específica para cada tipo de material, podendo ser utilizado em todos os tipos de resina por intermédio da incorporação aos masterbatches.

Outra novidade está no agente de purga, concebido para facilitar a troca de cores nas máquinas, e que reduz em até 80% o tempo normalmente despendido nessas operações. “Trata-se de Purgfix, uma combinação de ingredientes que permite a limpeza eficiente e rápida dos equipamentos, eliminando pontos de carbonização e facilitando a troca de materiais e cores”, informou Bazan.

Especialidades como masterbatches de aditivos stretch, para conferir adesividade e pega às películas de filmes esticáveis e encolhíveis são algumas das novidades da Aditive. A empresa, sediada em São Paulo, e especializada em concentrados de aditivos especiais, também está ingressando em novas áreas de negócios, oferecendo ao mercado mais recentemente compostos de PBT, após adquirir experiência na comercialização de compostos de PP e de PA.

“Acreditamos no crescimento da demanda por produtos diferenciados e, por isso, estamos investindo bastante na oferta de várias especialidades”, informou a diretora-comercial Gabriela Ortiz Ximenes de Melo. Entre os aditivos especiais se destacam agentes antirradiações ultravioleta, oferecidos em parceria com a Basf, e agentes antichama.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios