Aditivos e Masterbatches

Integração de aditivos e cores consegue ampliar vendas – Masterbatch

Antonio Carlos Santomauro
25 de agosto de 2019
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    Alguns investimentos – A indústria de artigos para o agronegócio, especifica Silva, da Ampacet, mantém-se como um dos mercados dos fornecedores de masterbatches menos afetados pelas dificuldades da economia nacional. “Ano a ano, esse setor bate recordes de produção e o consumo de plásticos acompanha essa expansão”, diz. “Também segue crescendo o segmento das embalagens alimentícias, que demanda forte apoio em projetos de inovação e sustentabilidade, principalmente para simplificação de embalagens, de modo a facilitar a reciclagem”, acrescenta.

    Plástico Moderno - Integração de aditivos e cores consegue reter clientes e ampliar vendas - Masterbatch

    Para o primeiro desses mercados, a Ampacet recentemente lançou soluções para bale wraps (filmes flexíveis utilizados para armazenamento de feno e outros itens de alimentação de gado), adaptadas para o mercado brasileiro. Atenta ao potencial de negócios da economia circular, apresentou também um pacote de soluções para a melhoria da processabilidade das resinas provenientes de PCR e PIR (respectivamente, reciclagem de resíduos pós-consumo e industriais), além de masterbatches pretos isentos de negro de fumo para embalagens de poliolefinas e PET. “Esses masterbatches facilitam os processos automatizados de separação de resíduos plásticos, pois o negro de fumo impede a luz infravermelha – base de sistemas automatizados – de identificar as diferentes resinas”, explica Silva.

    Na mais recente edição da Feiplastic, em abril, a Ampacet apresentou soluções para fios e cabos de poliolefinas, e a linha Econoblend, que agrega à sua oferta de desenvolvimento de cores customizadas um portfólio de compostos de cor pré-produzidos. “A linha Econoblend tem soluções para filmes, injetados, soprados e extrusão”, ressalta Silva.

    Mesmo no atual ambiente de dificuldades do mercado, há anúncios de resultados expressivos na primeira metade do ano: a Cristal Master, por exemplo, relativamente aos seis primeiros meses de 2018, nesse período incrementou seu faturamento em 18%, afirma Reinart. “Para o total do ano, nossa meta é crescer 17%”, revela.

    De acordo com Reinert, o mercado alimentício mantém sua demanda relativamente estável, e seguem aquecidos os negócios com o setor agro, cuja demanda privilegia soluções para ráfia. “Temos linha completa de produtos para ráfia, na qual entre outros itens há antifibrilantes e melhoradores de processos tanto em extrusão quanto em laminação”, detalha Reinert. “Este ano estamos investindo cerca de R$ 7 milhões em tecnologia de alto desempenho, ampliando nosso laboratório e nossa capacidade produtiva”, acrescenta.

    Por sua vez, a Ecomaster neste mês de julho inaugurará a ampliação da capacidade de produção de sua planta do município fluminense de Três Rios, que passará de 2 mil para 4 mil toneladas mensais, dedicando-se apenas à produção dos grandes volumes – master branco e compostos –, ficando a planta localizada em Franco da Rocha-SP focada nas especialidades.

    Até o ano passado, a Ecomaster registrava índices expressivos de crescimento, mas na primeira metade deste ano seu faturamento foi cerca de 8% inferior àquele obtido no mesmo período de 2018. “O segundo semestre deverá ser melhor, até porque estamos trabalhando mais com produtos e com custos mais acessíveis, geralmente os primeiros a retomarem seus negócios, e nossa meta é registar este ano faturamento similar ao de 2018”, finaliza Pinheiro.



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