Compósitos

Integração aos processos digitais deve respeitar capacidade financeira do transformador – Indústria 4.0

Jose Paulo Sant Anna
4 de agosto de 2019
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    Plástico Moderno - Do computador ao produto final, sistema acelera produção

    Do computador ao produto final, sistema acelera produção

    As várias técnicas disponíveis ligadas ao conceito da indústria 4.0 proporcionam melhora de produtividade e redução de custos para as empresas de transformação de plásticos. Entre os recursos disponíveis podemos citar o uso de robôs autônomos, sensores, ajustes de layout interno e sistemas integrados a partir da internet das coisas, entre outras ferramentas voltadas para a melhoria da administração de linhas de produção.

    Plástico Moderno - Roriz: adotar o conceito 4.0 não requer investimento alto

    Roriz: adotar o conceito 4.0 não requer investimento alto

    Nos países avançados, tais recursos têm sido cada vez mais aproveitados. No Brasil, nem tanto. Contamos com mercado bastante pulverizado, com em torno de 12 mil empresas transformadoras, a grande maioria de pequeno porte. “A receptividade e a implantação dessas novidades nas empresas têm acontecido em diferentes graus e velocidades, de acordo com o tamanho da empresa e sua capacidade de investimento, determinada por diversos fatores”, resume José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

    O dirigente mostra algum otimismo em relação aos próximos capítulos dessa “novela”. “O que temos observado e podemos afirmar, de modo geral, é que há um interesse muito grande pelas práticas relacionadas à indústria 4.0 e já existe um movimento das empresas nesse sentido”, garante. A crise econômica é um fator que não pode ignorado. Ela não ajuda em nada, inibe investimentos.

    A procura por informações não reduz o desafio de disseminar o conhecimento. Ainda há muita confusão a respeito da indústria 4.0 por parte das empresas do setor. Um dos problemas se encontra no “fantasma” visto pelos empresários para sua adoção. “Existe a visão de que são necessários vultosos investimentos em novas plantas ou maquinários ultramodernos para se implantar a indústria 4.0. Muita coisa pode ser feita a partir de adequações de tecnologias já disponíveis”, esclarece o presidente da Abiplast.

    A implantação do processo obedece a uma norma inicial. “O primeiro passo começa com pesquisa”. É preciso conhecer o que os mercados nacional e internacional têm feito, quais são as melhores práticas, o que é possível trazer e adaptar para a realidade brasileira. Em particular, é preciso buscar e criar soluções próprias, que posteriormente podem ser compartilhadas com o mercado. “É possível implantar a indústria 4.0 nas empresas pequenas, embora os desafios sejam maiores. Nesses casos, o mais importante é priorizar e entender as tecnologias que farão diferença para o negócio”. Existem consultores especializados que podem colaborar bastante com o projeto.

    O esforço vale a pena, ressalta Roriz Coelho. “Pesquisa realizada em 2017 no Canadá pela Cisco, multinacional especializada em TI e redes, relata que as empresas que adotaram a indústria 4.0 aumentaram em 60% sua produtividade, otimizaram o processo de manutenção, reduziram em 50% seus custos operacionais e aumentaram a qualidade total de seus produtos em 42%. O avanço do time-to-market do lançamento de novos produtos no mercado foi calculado em 13%”.

    Plástico Moderno - Reis: comandos das injetoras estão prontos para integração

    Reis: comandos das injetoras estão prontos para integração

    Termômetro – Um bom meio de calcular a temperatura do entusiasmo dos investimentos da indústria de transformação do plástico vem da indústria de equipamentos. Além de proporcionarem aumento de produtividade e significativa economia de energia, as novas máquinas de transformação e seus periféricos, com seus controles programáveis de última geração, proporcionam facilidade para a adoção de vários recursos de gerenciamento.

    Representantes desse segmento não se mostram empolgados com o interesse demonstrado pelos clientes na tecnologia 4.0 na hora de atender consultas ou fechar negócios. Alguns reconhecem o interesse crescente no tema por parte dos transformadores. Outros se mostram um tanto decepcionados com a atual falta de conhecimento. Em comum, os fornecedores reconhecem que se trata de tecnologia nova, na prática um fenômeno ainda distante da realidade da indústria do plástico latino-americana e de países com menor poder de investimento. Mas com bom potencial de crescimento nos próximos anos.

    Entre as máquinas de transformação, as injetoras podem ser apontadas como as mais sofisticadas. Hoje, quase todos os modelos oferecidos no mercado contam com os recursos necessários para atender as exigências da indústria 4.0. Um exemplo se dá com a marca brasileira Romi. “Os comandos das nossas máquinas estão preparados. Temos acompanhado e trabalhado no desenvolvimento contínuo de soluções alinhadas neste conceito, que é tendência para a indústria brasileira e mundial”, informa William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plásticos.



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