Injetoras – Produtores aguardam feira com esperança de melhores negócios

Made in China – As injetoras de “olhinhos puxados” também estarão presentes no principal evento nacional do plástico. Uma das marcas que contarão com modelo funcionando no Anhembi é a Tederic Machinery, representada no Brasil por uma empresa bastante conhecida na indústria nacional do plástico: a Pavan Zanetti, empresa com grande participação no mercado de máquinas de sopro. A empresa vai apresentar seus equipamentos da linha tradicional com alguns aperfeiçoamentos mecânicos em relação à comercializada no ano passado.

Desde 1970, a Pavan Zanetti está no mercado de injetoras. Naquele ano, lançou o modelo NFN 100 P. O nome do modelo era uma sigla bem-humorada: “não faz nada sem plástico”. Hoje, a empresa continua a oferecer dois modelos fabricados em casa, o NFN 150 P e o Unijet 250 V. Há quase quatro anos a empresa resolveu ampliar sua presença neste nicho. Como na época era muito difícil competir com o preço das importadas firmou parceria com a marca chinesa.

A iniciativa vem proporcionando bons resultados. “Estamos crescendo ano a ano de acordo com as nossas expectativas. Hoje contamos com de 5% a 7% do mercado nacional de injetoras”, diz o diretor-comercial, Newton Zanetti. As máquinas oferecidas vão de 80 toneladas a 500 toneladas de força de fechamento, faixa que significa algo em torno de 80% das máquinas vendidas no país.

“O acordo que mantemos com a Tederic faz com que as máquinas vendidas por aqui tenham padrões similares às das nacionais. Elas seguem as normas brasileiras de segurança e ganharam roupagem e detalhes técnicos das fabricadas por aqui”, garante o dirigente. Para ele, a assistência técnica é outro diferencial. “O nome da Pavan Zanetti, bastante respeitado pelos nossos clientes, serve como aval”, orgulha-se.

Os bons resultados obtidos com a parceria foram prejudicados nos últimos meses, com a chegada da crise. “Em 2008 conseguimos superar um pouco nossas metas, mesmo com a queda nas vendas que enfrentamos no último trimestre. No início de 2009 continua a fase de baixa”, informa Zanetti. A queda no volume de negócios é de 20% em relação à média do ano passado. “No primeiro trimestre é normal haver essa queda, ainda é cedo para se fazer um prognóstico para o desempenho do ano”, diz. Os estragos proporcionados pelo câmbio são minimizados pelo dirigente. “Estamos menos competitivos, mas os preços não subiram na mesma proporção da desvalorização do real”, assegura.

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