Injetoras – Produtores aguardam feira com esperança de melhores negócios

Uma amostra das novidades será exposta no estande da empresa: o modelo TM Express, lançado nessa nova fase.  Durante a exposição, ele vai fabricar tampas de potes de sorvete com a tecnologia in mold labeling, bastante difundida nos países avançados e que começa a ser utilizada com maior intensidade no Brasil. A injetora mostrará a agilidade com a qual realiza os ciclos de fabricação. A operação começa com a garra de um robô que pega o rótulo da embalagem com a ajuda de ventosas. Os rótulos são levados para as cavidades do molde de injeção e lá fixados por meio de descarga elétrica. A resina é injetada e incorpora o rótulo. A peça é retirada, já decorada.

O carro-chefe da empresa no Brasil é a linha HM, formada por injetoras com força de fechamento de 40 a 650 toneladas. Além da possibilidade de integração de periféricos, Cardenal garante que os equipamentos da empresa apresentam outros diferenciais. Ele destaca a sofisticação dos componentes mecânicos. “O guia prismático deslizante usado para fechar o molde proporciona maior precisão e evita o surgimento de rebarbas nas peças”, afirma.

O engenheiro defende as máquinas híbridas, com sistema de injeção feito com motor elétrico e fechamento com sistema hidráulico, como as mais recomendadas para o mercado brasileiro. Para ele, o desempenho das híbridas é competitivo o suficiente para se produzir peças com medidas muito precisas. “A hidráulica avançou e permite a obtenção de máquinas de custo e tecnologia mais acessíveis do que as características apresentadas pelas elétricas. As bombas hidráulicas de vazão variáveis economizam muita energia”, defende. Outro aspecto destacado é o da assistência técnica oferecida pela empresa. “Temos uma equipe que recebe constantes treinamentos na Europa e contamos com um completo estoque de peças no Brasil”, garante.

Em 2008, as vendas da Battenfeld foram boas. O desempenho em 2009? “Para este ano não há como fazer qualquer previsão, nem com bola de cristal”, informa Cardenal. A maior esperança de negócios reside nos segmentos de embalagens para cosméticos. A retomada dos investimentos do setor automobilístico, outro cliente importante da empresa, é vista com ceticismo.

Plástico Moderno, Christoph Rieker, gerente-geral, Injetoras - Produtores aguardam feira com esperança de melhores negócios
Rieker centra suas apostas na injeção de ciclo rápido

Ciclos rápidos – O potencial de negócios no mercado nacional, proporcionado pela procura por máquinas precisas de ciclo rápido, influenciou a estratégia de marketing adotada na Brasilplast pela Sumitomo/Demag. A empresa, que apesar da fusão manteve as duas marcas no mercado, vai aproveitar a exposição para mostrar modelos de injetoras voltadas para esse mercado, informa Christoph Rieker, gerente-geral da empresa no Brasil.

Uma das máquinas a ser exposta é a Demag EL-EX15, de 220 toneladas de força de fechamento e tecnologia híbrida. Totalmente automático, o equipamento irá injetar e montar dois baldes com suas respectivas alças com base na tecnologia in mold labeling. Os ciclos terão duração em torno de cinco segundos. Outra máquina no estande será uma Sumitomo elétrica, com força de fechamento de 180 toneladas. A máquina tem acionamento feito por servomotores de alto torque e irá injetar na feira tampas de embalagem em ciclos muito rápidos.

Os modelos expostos seguem as características das máquinas produzidas pelo grupo. Rieker lembra que a decisão de compra da empresa alemã pela japonesa foi influenciada pelo fato de as duas marcas contarem com linhas complementares. A europeia tem tecnologia de ponta, em especial nos mercados de máquinas hidráulicas e híbridas, apesar de também fabricar modelos elétricos. A asiática, por sua vez, tem produção totalmente voltada para equipamentos elétricos. “Os conceitos tecnológicos adotados na Europa e no Japão são diferentes, as linhas não competem entre si”, destaca. Na Europa, por exemplo, se costuma usar maior distância entre as colunas das máquinas. Os japoneses têm como filosofia o uso de moldes de menores dimensões.

Apesar da manutenção das diferenças de filosofia, a incorporação permitiu à Sumitomo/Demag tomar decisões no sentido de racionalizar as linhas de produção das fábricas que mantêm em vários países. O primeiro passo nesse sentido foi o de passar a fabricar todos os motores que equipam as máquinas elétricas com a marca Demag no Japão. A capacidade instalada da Sumitomo antes da aquisição era de 4,5 mil injetoras por ano. As instalações da Demag, por sua vez, estão preparadas para produzir outras três mil máquinas por ano.

As duas marcas são bastante conhecidas pelos brasileiros, participam do mercado via importações há anos. A Demag é mais procurada pelos produtores de embalagens e peças técnicas. A Sumitomo pelos fabricantes de CD’s, peças de eletroeletrônicos e de embalagens para produtos farmacêuticos.

Quando o assunto é o desempenho das vendas, a opinião de Rieker coincide com a de representantes da concorrência. “O ano de 2008 foi relativamente bom até setembro, puxado pela indústria automobilística e de embalagens.” Esse ano, mesmo tendo em vista a conjuntura desfavorável, o gerente não está de todo pessimista. “Está difícil saber como vai se comportar o mercado, mas em março alguns de nossos clientes do segmento de cosméticos têm demonstrado interesse em trocar equipamentos antigos por outros mais produtivos”, diz.

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