Injetoras – Produtores aguardam feira com esperança de melhores negócios

Na Brasilplast, a empresa quer mostrar que voltou a participar do mercado com força. Em um estande de 500 metros quadrados vai exibir cinco modelos escolhidos entre os oferecidos ao mercado. A Sandretto Brasil comercializa a linha Lógica, com modelos entre 70 toneladas e 480 toneladas de força de fechamento, e a Nove HP, com versões de 90 toneladas a 480 toneladas. “Nós estamos nos preparando para lançar injetoras de maior porte dentro de algum tempo”, revela Antonio Lopes, diretor-comercial da Sandretto Brasil.

A empresa só produz equipamentos hidráulicos. “As máquinas hidráulicas respondem por 99% do mercado”, justifica. A equipe técnica da empresa é formada, em sua maioria, pelos componentes da empresa na fase antiga. “Quando compramos a empresa, a Sandretto da Itália estava meio fechada. Quem comandava o processo tecnológico da marca eram os técnicos que trabalhavam no Brasil, que agora estão conosco”, afirma.

A planta da empresa, antes instalada no município de Arujá-SP, se transferiu para a cidade de Americana-SP. De acordo com o diretor, as instalações atuais permitem uma produção entre 300 e 400 máquinas por ano. Em 2007 foram vendidas quase 200 máquinas. No ano passado, o crescimento foi de 20%, percentual que espera ver repetido este ano. “Nós sentimos o esfriamento do mercado em novembro e dezembro, mas no início do ano houve uma retomada, temos muitos pedidos em carteira”, diz. Há um bom mercado para equipamentos de transformação de peças com paredes finas. “A procura caiu apenas entre os fabricantes de autopeças”, explica.

Para Lopes, a desvalorização do real tem ajudado os fabricantes nacionais. “As máquinas chinesas de baixo preço têm valor compatível com a tecnologia que apresentam”, dispara. As asiáticas de melhor qualidade apresentam hoje preços similares às nacionais. “Quando os preços se equivalem, os compradores preferem as nacionais, que contam com vantagens como melhor assistência técnica e financiamento pelo Finame”, avalia.

Plástico Moderno, Cleber Scherer, diretor-comercial, Injetoras - Produtores aguardam feira com esperança de melhores negócios
Scherer, da Jasot, vê cenário não tão feio

Crise amena – Mostrar os avanços realizados no campo da automação e da configuração mecânica de suas máquinas. Esse será o principal enfoque da Jasot na Brasilplast. Com fábrica em Novo Hamburgo-RS, a marca se encontra entre as mais conhecidas do país no ramo de injetoras. “Uma das novidades que mostraremos em nossas máquinas é o CLP da marca Gefran, com tela de dez polegadas e recurso touch screen”, informa Cleber Scherer, diretor-comercial. O controle permite menor consumo de energia e rigor no controle das temperaturas, fator que colabora com a obtenção de peças com dimensões idênticas. “A repetibilidade hoje é fundamental”, destaca.

Outro diferencial dos equipamentos se encontra nos vãos entre as colunas. “Hoje são os maiores do mercado, considerando-se tanto as concorrentes nacionais quanto as chinesas”, exalta o executivo. A empresa gaúcha fabrica máquinas com força de fechamento entre 85 e 450 toneladas. “Nosso forte são as máquinas intermediárias, os modelos de 160, 180, 200 e 250 toneladas”, revela.

Quando o assunto recai para o desempenho das vendas, Scherer se mostra feliz com os resultados obtidos nos últimos tempos. “O cenário não está tão feio, tenho ouvido pouquíssimas reclamações. Temos que ser frios e avaliar a realidade, fugir do efeito da mídia, das notícias negativas”, defende. Depois de um bom 2008, ele se mostra satisfeito com a demanda dos primeiros meses de 2009. “Em janeiro conseguimos efetivar alguns negócios, fevereiro teve menos dias úteis e foi mais devagar. Março foi bastante agitado, recebemos muitas consultas”, revela. A valorização do dólar tornou a indústria nacional mais competitiva perante as asiáticas e isso também ajuda.

Um dos segredos da Jasot se encontra na diversificação dos clientes. “Atendemos transformadores dos vários segmentos econômicos. Entre os setores, os de cosméticos, utilidades domésticas e de calçados, para o qual produzimos modelos especiais, são os mais ativos”, diz. Para ele, os representantes da área de autopeças diminuíram os investimentos. Mas continuam a efetuar compras, pois não podem prescindir de modernizar seus parques industriais.

Plástico Moderno, Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Battenfeld do Brasil, Injetoras - Produtores aguardam feira com esperança de melhores negócios
Cardenal: integração dos equipamentos traz vantagens

Periféricos integrados – A compra da Battenfeld pela Wittmann resultou no surgimento de equipamentos com características diferenciadas. As especialidades complementares das duas marcas ajudam o lançamento de injetoras dotadas com todos os periféricos integrados, de desumidificadores e alimentadores de matéria-prima a robôs para a retirada das peças. “A integração dos equipamentos traz algumas vantagens para os compradores”, exalta Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Battenfeld do Brasil. Para o executivo, o custo com a eletrônica é reduzido e isso é repassado no preço oferecido aos clientes.

A operação da compra é facilitada, os clientes podem fazer a cotação consultando apenas um fornecedor. “Os clientes não vão mais se preocupar em adaptar dimensões ou projetar as interfaces entre os equipamentos”, acrescenta. As condições de funcionamento também se simplificam. “O fato dos transformadores poderem ajustar as máquinas em um único comando proporciona agilidade. O operador, ao trocar de molde, pode fazer a regulagem da máquina de forma mais rápida”, exemplifica.

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