Injetoras – Mesmo afetado pela desordem financeira, o setor comemora uma forte expansão

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Seabra: aberto a sugestões e disposto a parcerias

Recado à transformação – Entre os moldadores questionados sobre os pontos fortes e falhos das máquinas de suas unidades fabris houve quem levantasse alguns problemas (ver matéria seguinte com os usuários de injetoras), como a falta de uma tecnologia nacional projetada para atender às necessidades específicas do mercado de embalagens de parede fina, de ciclos rápidos, e a deficiência de suporte técnico, com pessoal especializado nessa área e apto a ajudar o cliente a extrair o máximo dos recursos dos equipamentos. Às indústrias ressentidas, Seabra revela que a engenharia de aplicação da Romi está sendo revista e integrada com a da Sandretto.

Para o fato de não ter um corpo técnico especializado, justifica ser uma questão de nicho: as aplicações são mais genéricas e amplas. O diretor faz questão de ressaltar que a Romi é uma grande formadora de técnicos. “Mas, assim como nos equipamentos, também é possível uma reavaliação nesse sentido. Gostaria que me ligassem para dar sugestões, quero desenvolver parcerias”, convida.

A linha Primax continua à frente como carro-chefe da empresa, seguida de perto pela Pratica. Embora disponha de máquinas elétricas – série Eletramax –, a procura é pequena. “No Brasil, a demanda ainda é fraca; na Europa, porém, é bem grande”, compara. De acordo com Seabra, a Sandretto tinha apenas projetos envolvendo essa tecnologia. A Romi pretende explorar esse nicho pelos novos canais abertos via Sandretto.

Em termos de lançamento, a empresa encorpou a série Prática, que continha máquinas de 40 t até 380 t de força de fechamento, inserindo um novo modelo de 450 t de força de fechamento, destinado a aplicações gerais. O equipamento dispõe de 800 mm de curso de abertura e 800 mm entre colunas, se posicionando como uma das maiores máquinas da categoria. Possui velocidade de injeção programável em cinco fases e de plastificação em três fases, comandadas por válvula proporcional de vazão. Outros destaques são as placas porta-moldes reforçadas, a grande distância entre colunas, além de furos roscados para a fixação dos moldes. Essa família de injetoras também ganhou novo painel de comando, o Controlmaster 8 plus, com programação direta na tela e acesso remoto – pode ser visualizado de qualquer microcomputador para acompanhamento da produção.

As injetoras Primax e Velox agora saem da fábrica com o novo painel de comando Controlmaster 10. Totalmente remodelado, colorido e com display touch screen, proporciona acesso remoto. “Permite intervenções via internet e acesso on-line à máquina”, destaca Seabra. O painel dispõe de uma área para visualização do estado do motor, aquecimento, modos de operação e outras facilidades. O conceito do novo comando embute recursos que resultam em melhora substancial da precisão e da velocidade da máquina. Resultado: peças de melhor qualidade e em menor tempo.

Produção gigantesca – Uma das marcas asiáticas mais mencionadas pelos transformadores brasileiros, a Haitian se destaca pela tradição – 42 anos de existência – e pela escala monstruosa de construção de máquinas: da ordem de 18 mil injetoras anuais, desde 60 t até 6.000 t de força de fechamento. Tal dimensão elevou a empresa ao posto de maior fabricante mundial dessas máquinas, de acordo com informações do gerente de vendas Clécio Azevedo. Suas fábricas na China (19 unidades) ocupam quase 2 milhões de m² de área construída.

Na opinião de Azevedo, a Haitian consegue ser competitiva mesmo tendo o preço mais alto do mercado asiático. Das injetoras fabricadas pela Haitian para as européias de primeira linha, tais como Krauss Maffei, Demag e Netstal (na classificação dele), a defasagem tecnológica gira em torno de dez anos, contra períodos maiores de outras competidoras asiáticas. A Haitian, porém, planeja mudar esse perfil nos próximos dois anos, com projetos de lançar máquinas de nível europeu em 2010.

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Azevedo: máquinas são simples de operar e têm bons recursos

Em setembro último, entrou em operação a nova sede, com 330 mil m². A empresa ainda opera unidades fabris na Itália, Turquia e Alemanha. No Brasil, dispõe de uma área de 15 mil m², em São Roque-SP, dos quais 6,8 mil m² construídos. A intenção era a de fabricar injetoras no local – as instalações atuais permitem produzir até 50 equipamentos por mês, de até 300 toneladas de força de fechamento. Diferenças culturais e dificuldades econômicas, porém, mudaram o rumo dos planos. “A nacionalização elevaria o custo da máquina em 35%”, estima Azevedo. Hoje a unidade funciona como armazém, fabrica peças de reposição em geral e promove a instalação de opcionais nos equipamentos comercializados.

Na avaliação do gerente de vendas, a construção robusta, a confiabilidade, o baixo índice de quebra e de manutenção preventiva contam muitos pontos a favor das injetoras da Haitian. “O índice de manutenção preventiva e corretiva é de 16 horas, em média, enquanto o da concorrência gira em torno de 80 horas, com casos de até 110 horas”, compara.

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