Injetoras – Mesmo afetado pela desordem financeira, o setor comemora uma forte expansão

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Wender: produção concentrada em fábrica única é estratégia

Outra renomada fabricante européia, a Arburg tem por principal estratégia concentrar a produção de todos os equipamentos em sua única fábrica, situada em Lossburg, na Alemanha. De acordo com o diretor da filial brasileira, a empresa investe em automação e integração de operações, para melhorar a qualidade dos produtos e reduzir os custos produtivos. Uma das medidas consistiu em promover maior verticalização. “Está sendo aumentada para dominar as tecnologias-chave internamente e também como redução de custos”, relata Kai Wender, diretor da empresa.

Os últimos lançamentos da empresa contemplaram a introdução de máquinas de maiores portes. Agora a oferta alcança desde 12,5 toneladas até 550 toneladas de força de fechamento e capacidade de injeção até 2.500 g/PS. “Assim, a Arburg atende hoje mercados exigentes como os de embalagem e peças de parede fina com alta produtividade”, pondera o diretor. Para este segmento, destacam-se as máquinas com acionamento elétrico, as híbridas e as do tipo full acumulator (todos os movimentos são acionados via acumulador hidráulico).

A fabricante alemã acalenta planos de se estabelecer no mercado brasileiro como a principal fornecedora de injetoras de alta tecnologia. De acordo com o diretor, a proposta é de firmar uma forte parceria com os clientes e assegurar um excelente suporte no pós-venda.

Lançadas há dois anos e meio para comemorar o jubileu de ouro da empresa, as injetoras da série Golden Edition nasceram como uma edição limitada, mas conquistaram o mercado mundial e acabaram entrando em linha. Direcionadas às indústrias de médio e pequeno porte com atuação em segmentos de altas exigências técnicas, essas injetoras caíram nas graças dos transformadores e hoje predominam nos negócios brasileiros da Arburg.

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Novo modelo Golden Edition de 460 t

O segredo de tanto sucesso é a associação do binômio custo atraente e alta tecnologia agregada. São injetoras compactas e padronizadas, com diversos recursos embutidos, como acionamento hidráulico com duas bombas servo-reguladas para movimentos simultâneos e acionamento com tecnologia para otimização de energia, entre outros, que resultam para o transformador em excelente repetibilidade, rapidez e qualidade. A linha foi ampliada com máquinas até 460 t de força de fechamento e modelos verticais com mesa rotativa para produção de peças sobreinjetadas.

Reestrutura na Romi – Concluída a aquisição dos ativos do grupo italiano Sandretto, em julho último, começa a remodelagem dos negócios e algumas definições ganham corpo. As quatro filiais incorporadas – Inglaterra, França, Espanha e Holanda – agora pertencem à Romi Itália, sediada em Turim. Nome tradicional, a marca Sandretto permanece e constitui estratégia para a brasileira penetrar com mais força no mercado europeu.

Além do reconhecimento da marca italiana, a Romi aproveita ainda a grande capilaridade construída pela Sandretto ao longo de sua existência: agentes, filiais próprias e parque instalado, com capacidade produtiva da ordem de 500 máquinas anuais, em duas unidades fabris na região de Torino. “Compramos engenharia, desenhos, filiais e pequenos centros tecnológicos”, informa o recém-contratado diretor de comercialização de máquinas para plástico, Fábio Seabra (ex-Husky). Na opinião dele, a absorção será fácil, em razão de a Romi constituir um grupo industrial.

A reestruturação abre caminhos ao fabricante brasileiro em diversas direções: ganho de escala produtiva, redução de custos e conquista de novos mercados. Também faz parte da estratégia da empresa desenvolver um centro tecnológico que terá por base a associação das tecnologias da Romi e da Sandretto. “Ambas investiram muito nesse mercado e os planos são de fundir os dois projetos, unindo o melhor das duas”, revela Seabra. Na avaliação dele, tanto uma como a outra dispõem de máquinas robustas, confiáveis e para aplicações semelhantes.

A intenção, explica, é aproveitar a sinergia de ambas e criar uma injetora global, mais adequada à aplicação e ao mercado e com melhor custo/benefício, associado ao suporte global com as filiais. “A idéia é ter uma linha só e com um mesmo controle de processo.” Feito isso, a Romi planeja crescer por meio dos canais herdados da Sandretto, oferecendo essas máquinas globais.

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