Injetoras – Mesmo afetado pela desordem financeira, o setor comemora uma forte expansão

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A TM Xpress beneficia o setor de embalagens

A incorporação de periféricos às injetoras e a oferta de soluções completas compõem os benefícios da mudança de mãos da Battenfeld. Além de facilitar a operação, a integração também resulta em menores dispêndios para o transformador, na avaliação do engenheiro de vendas da Battenfeld do Brasil, Marcos Cardenal. Ao comprar uma injetora equipada com manipulador, o comando deste já vem embutido no da máquina. O mesmo será feito com outros periféricos. “O fato de ter uma única eletrônica agregando a injetora a todos os periféricos permite diminuir o custo”, comemora Cardenal.

O mercado já pode apreciar novidades advindas da união da Wittmann com a Battenfeld. Em outubro, a Fakuma, feira técnica alemã voltada à divulgação dos processos para plástico, foi palco para a apresentação da nova linha de injetoras de ciclos rápidos TM Xpress. A família abrange máquinas de 160 t até 450 t de força de fechamento. Cardenal assegura que o novo modelo, destinado em especial ao segmento de embalagens, oferece aos transformadores os menores custos de produção, em relação à concorrência tradicional.

A novidade alia a experiência da Wittmann em periféricos desenhados para a tecnologia de ciclo rápido à perícia da Battenfeld em projetar injetoras para esse fim, capacitadas a suportar moldes mais resistentes e velocidades maiores. Além de sua estrutura robusta, o modelo traz nova geometria no sistema de fechamento de joelhos: é provido de placas apoiadas sobre guias prismáticas deslizantes, sem contato com as colunas. Enquanto a TM Xpress promete ser o carro-chefe para o segmento de embalagens, a linha HM, de fechamento hidráulico, deve seguir à frente no mercado de peças técnicas, o automotivo principalmente.

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Löken: não há preocução em competir com os asiáticos

Em parceria com o construtor de moldes Stemke, a Wittmann também apresentou na Fakuma uma injetora HM equipada com um molde que dispensa água na refrigeração. A intenção é atender à produção de peças de geometrias complexas e de diâmetros minúsculos (inferiores a 2 mm), impossíveis de serem refrigerados pelo sistema convencional. O princípio de refrigeração se assemelha ao das geladeiras tradicionais (residenciais e industriais).

Empresa familiar – Desfeita a união de anos a fio com sua representante HDB, a austríaca Engel decolou para um vôo solo no país desde o início deste ano, em subsidiária sediada em Cotia-SP, capitaneada por Udo Löken (ex-Demag). Em meio aos anúncios de fusões e parcerias, ele faz questão de ressaltar a posição da fabricante em manter-se distante dessa onda. “Familiar e tradicional, a empresa tem o foco na continuidade, em manter alto o padrão de acabamento, sem se preocupar em competir por custos com as máquinas asiáticas”, alfineta.

O diretor destaca a oferta de equipamentos para pronta entrega e a possibilidade de trazer para o mercado brasileiro injetoras fabricadas em qualquer uma das unidades da empresa: Europa, Ásia ou Estados Unidos. Uma das razões pelas quais ele considera a Engel a fabricante de injetoras mais globalizada. Mas a principal vantagem, para ele, está no pós-venda e atendimento eficiente ao cliente, tanto em serviços como em peças de reposição.

Reconhecida mundialmente por sua tecnologia de máquinas sem colunas, a linha Victory é o carro-chefe, projetada para atender aos segmentos de mercado desde 28 t até 600 t de força de fechamento. A série Duo, desenhada com duas placas, completa o portfólio, desde 450 t até 5.500 t de força de fechamento. As versões de 450 t e de 500 t foram lançadas recentemente, como complemento dessa linha.

O diferencial da ausência de colunas das injetoras Victory insere benefícios como operações com máquinas menores, facilidade e rapidez na troca de moldes e agilidade na retirada de peças com sistemas de automação, entre outros. Uma das últimas novidades dessa série foi o lançamento dos modelos híbridos E-Victory, de 28 t a 220 t de força de fechamento, providos de uma servo-hidráulica. O recurso permite atingir consumo de energia semelhante aos totalmente elétricos, na avaliação do diretor.

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Duo de 500 t completa linha de duas placas

Sinônimo de economia de espaço, a forma compacta constitui grande vantagem nas injetoras da linha Duo, na opinião de Löken. “Dispõem das menores dimensões externas do mercado”, garante. Informa que oferecem também os ciclos em vazio mais rápidos e são as mais econômicas em consumo energético entre as máquinas de duas placas disponíveis.

Diante do avanço das injetoras elétricas, que caíram no gosto da transformação em âmbito mundial, a Engel decidiu engrossar a concorrência nesse segmento e lançou equipamentos do gênero na última feira K, na Alemanha, no final do ano passado. Trata-se da série E-Max, com leque de máquinas totalmente elétricas, de 50 t até 180 t, endereçadas à produção de peças técnicas.

A tecnologia da Engel ainda contempla a produção de peças de ciclo rápido e parede fina, disponível nas linhas Speed, de projeto hidráulico, e E-Motion, elétrica de ciclo rápido. Ambas englobam injetoras desde 180 t até 500 t de força de fechamento. Os modelos acima de 380 t entraram para a linha recentemente. Também fabricante de robôs, a empresa austríaca ainda oferece a opção de construir células produtivas complexas.

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