Máquinas e Equipamentos

Injetoras – Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

Marcio Azevedo
8 de junho de 2009
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    A Deb’Maq também expôs uma injetora de PVC rígido, para conexões fabricadas pelos grandes clientes do setor e algumas

    Plástico Moderno, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Deb’Maq aposta em máquina com novo travamento

    peças automotivas, além de uma máquina convencional de 160 t para aplicações gerais e comuns do mercado, como utilidades domésticas e embalagens. Ambas importadas da China e montadas e testadas no Brasil.

    A Megga Plásticos, empresa do grupo Megga dedicada à importação de máquinas para a transformação de resinas, contrariou o censo comum sobre produtos asiáticos, trazendo para seu estande, além de máquinas chinesas, uma injetora japonesa Nissei, totalmente elétrica, com 80 t de fechamento, engrossando a voz que clama pelas vantagens desse tipo de equipamento. Entre as máquinas chinesas, a empresa expôs um modelo com 380 t e

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    Haitian surpreendeu com injetoras elétricas da linha Zafir

    acumuladores, capaz de movimentos simultâneos, adaptada para um arranjo automatizado, com auxílio de robô, e uma injetora de 180 t produzindo pré-formas de PET, mas adequada a vários materiais.

    A Haitian também fez suas apostas em injetoras elétricas. A bem da verdade, o maior mercado da empresa é o dos prestadores de serviço, que se caracterizam por fabricar diversas peças diferentes, empregando várias resinas. Esse mercado não comporta soluções muito específicas, mas para não perder uma tendência que pode virar realidade no futuro (e que, para a Haitian, ainda não é), a empresa optou por expor seus modelos servoacionados. O estande abrigou três injetoras totalmente elétricas da família Zafir. Esse movimento, explicou um colaborador da Haitian, reflete uma maior agilidade da empresa em relação às suas compatriotas, no tocante à evolução tecnológica, e um foco não tão fortemente voltado aos equipamentos com preços baixos.

    O potencial para emprego das injetoras elétricas da família Zafir, no Brasil, pode ser desenvolvido no setor médico, ou em peças com acabamento mais refinado, que utilizam pigmentos mais caros, como capas de celulares, e que podem se beneficiar das vantagens da máquina elétrica em todo seu potencial.

    Plástico Moderno, Eduardo Chern,  gerente de operações, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Assistência técnica taiwanesa é mais próxima e personalizada que chinesa, explicou Chern

    A Tsong Cherng, que faz questão de ressaltar que importa máquinas com tecnologia de Taiwan, e não da China, além de uma injetora convencional, com 225 t de fechamento, para a produção de pré-formas de garrafas de PET, expôs modelos híbridos. Um deles, explicou o gerente de operações, Eduardo Chern, tem apelo ambiental, pois a injetora, uma máquina convencional, mas equipada com servomotor Siemens, reduz o consumo de energia. Esse modelo possui painel de controle da Techmation, fornecedora que agora participa diretamente do mercado brasileiro e traz o atrativo da reposição local de peças. A expositora também dispõe de uma nova série 100% elétrica, equipada com cinco servomotores, também da Siemens e rosca japonesa. Chern disse que o equipamento é adequado a peças precisas, salas limpas, ciclos rápidos e peças técnicas, e pode ser configurado sob medida para o cliente. Ele destaca que esse atendimento técnico mais personalizado é característico das empresas de Taiwan, que não lidam com volumes de produção tão imensos quanto os da China continental; e, por isso mesmo, podem oferecer assistência mais “próxima” do cliente.

    Ser vendedor de máquinas de Taiwan, e não da China, deve ser de fato motivo de diferenciação no mercado. No estande da ARD, outra expositora mostrando tecnologia da pequena ilha, o detalhe era logo informado a quem se aproximava. Fernanda Lima,

    Plástico Moderno, Fernanda Lima, da área de vendas da ARD, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Fernanda, da ARD, reforçou: tecnologia de Taiwan é melhor

    da área de vendas da ARD, reforçou que a tecnologia das máquinas de Taiwan é superior, citando como exemplo a venda de mais de cem injetoras para a Tigre – junto com a Amanco, os maiores clientes para injetoras de PVC do Brasil. Além desse grande chamariz, a ARD apresentou duas máquinas: uma injetora vertical para a indústria automobilística e uma horizontal para aplicações gerais.

    A incursão pelos estandes das fornecedoras de equipamentos chineses ainda guardou uma grande surpresa. A Zhejiang, uma produtora de máquinas do país asiático, esteve presente na feira com um de seus modelos, vendido no Brasil com a marca Sound. A empresa chinesa era representada pela Anthis Metalúrgica, mas o negócio agora está sob a gerência de Nélson Semeraro, um antigo conhecido do mercado brasileiro de injeção que andava meio fora de cena. O modelo escolhido para a exposição, hidráulico com fechamento de 280 t, apresentava uma tecnologia peculiar de intrusão, que evita emendas e se destina à produção de peças-padrão.

    Plástico Moderno, Paulo Sérgio Francisco, da equipe de assistência técnica das máquinas Sound, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Francisco espera sucesso da máquina Sound com intrusão diferenciada sem linha de emenda

    O equipamento, explicou Paulo Sérgio Francisco, da equipe de assistência técnica das máquinas Sound, permite economia de energia e tem bom custo/benefício, na medida da necessidade do grosso do mercado nacional (aplicações gerais como utilidades domésticas). A maior aposta baseada nesse método de intrusão, porém, recai em máquinas com capacidades maiores, entre 580 t e 1.800 t, e maiores volumes de injeção, que poderiam ser utilizados em peças cujos moldes oferecem dificuldade ao preenchimento.

    Battenfeld busca antigo espaço e nova imagem

     

    Participando pela primeira vez da Brasilplast como parte do grupo Wittmann, a Battenfeld quis mostrar ao mercado que se beneficiou da sua venda para o grupo industrial. Depois de três anos nas mãos de um grupo de private equity, a empresa acabou perdendo um pouco de seu espaço no mercado, pela falta de uma visão de desenvolvimento futuro, em detrimento da

    Plástico Moderno, Marcos Cardenal, engenheiro de vendas, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Empresa ganha com a aquisição pela Wittmann, crê Cardenal

    busca por retorno financeiro.

    Mas o engenheiro de vendas Marcos Cardenal explicou que, após a aquisição pela Wittmann, a Battenfeld volta a pertencer a um concorrente antenado com o mercado de plásticos, o único, aliás, apto a fornecer a injetora e os periféricos de automação.

    Outra consequência dessa nova postura no mercado é a busca que a empresa alemã inicia por uma imagem não tão vinculada às aplicações em injeção técnica, que sempre foi o filão pelo qual a Battenfeld se fez conhecer. Como Wittmann-Battenfeld, a produtora passa a focar novas aplicações, fato comprovado, na feira, pela exposição de uma injetora de ciclo rápido TM Express, voltada ao setor de embalagens. A integração entre as duas empresas, continuou Cardenal, também levará a uma integração entre a eletrônica das injetoras e a dos periféricos, que ainda não está completa, mas permitirá que essas máquinas se “comuniquem” sem erros ou incompatibilidades na troca de informações.



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