Máquinas e Equipamentos

Injetoras – Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

Marcio Azevedo
8 de junho de 2009
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    injetora em embalagens. O domínio de processos de injeção bastante técnicos é uma das ferramentas da empresa para se distanciar da concorrência com os chineses, pois, na visão de Benatti, estes concorrentes dominam o produto (a injetora), mas não o processo de injeção – e é esse tipo de conhecimento que permite reduções de ciclo tão drásticas quanto as demonstradas na feira.

    Plástico Moderno,  Alexandre Lacerda, coordenador de vendas, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Com exemplo de overmolding, Lacerda destacou capacidade da Netstal para novos produtos

    A aposta em know-how também é uma das armas da Netstal, conhecida por suas máquinas hidráulicas, elétricas e híbridas precisas, para aplicações como seringas de injeção ou lentes de contato, e ainda, por equipamentos para produções elevadas, como as de pré-formas, CDs e DVDs. A expositora não levou máquinas ao Anhembi, e optou por ressaltar suas capacidades para a participação em novos projetos, demonstradas em diversas peças plásticas em exposição, como uma pré-forma de duas camadas, com cores diferentes, produzida por overmolding (ou sobreinjeção). Segundo o coordenador de vendas, Alexandre Lacerda, essa pré-forma, depois de soprada, leva a garrafas que conferem tempo de prateleira de um ano a determinados alimentos, aplicações que atualmente se renderam à embalagem Tetrapak. Outro exemplo que desperta atenção é o das lentes de contato, que demandam equipamento de altíssima precisão e cuidados especiais com pontos de injeção, que não podem comprometer a homogeneidade no acabamento superficial das lentes.

    Na posição de quem está acostumado a se alinhar com o novo, Lacerda revelou que a Netstal também crê em um futuro de máquinas elétricas dominando todo o mercado até as 300 t, com injetoras híbridas assumindo as aplicações acima dessa tonelagem. A presença que tem sido reforçada no mercado do Brasil mais intensamente, com reflexos diretos na Brasilplast, no entanto, é a das máquinas chinesas.

    Os expositores com atrações made in China, na verdade, englobam um grupo heterogêneo de importadores e representantes, filiais e montadores de máquinas, cuja participação no mercado e na feira continua crescendo. É inegável: seus estandes estão sempre abarrotados de clientes e, em alguns poucos casos nessa Brasilplast, também de sacoleiros. Outro fato comum a esse grupo de empresas é o esforço para informar investimentos em pós-vendas, notadamente nas questões de assistência técnica e disponibilidade de peças de reposição, itens apontados pelos detratores da concorrência asiática desde que ela aportou no Brasil como pontos negativos.

    Plástico Moderno, Michelly Flávia Correia, colaboradora,Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Michelly: novata YJ vendeu 50 máquinas em 2008

    A YJ Máquinas é uma dessas novas participantes do mercado. A empresa brasileira, representante exclusiva da chinesa YJ no país, tem menos de dois anos de atividades. No ano passado, colocou cinquenta injetoras nas fábricas brasileiras, segundo a colaboradora Michelly Flávia Correia. Em seu estande, a empresa expôs dois modelos, com 120 t e 200 t, além de periféricos. As máquinas atendem a aplicações gerais em diversos materiais, que se adaptam ao dia-a-dia do pequeno cliente, que acaba sendo o maior filão da YJ Máquinas no Brasil.

    Com mais tempo de mercado, a Deb’Maq também apresentou seus equipamentos importados no Anhembi. Foram três modelos, um deles representante de uma tecnologia nova no Brasil: o travamento hidráulico com apenas duas placas, individualmente em cada uma das quatro colunas da injetora. A tecnologia foi introduzida na última K. A Deb’Maq se interessou e expôs na Brasilplast uma injetora de 1.200 t, importada, moldando mesas. Máquinas desse porte, segundo o gerente-comercial da divisão de plásticos da Deb’Maq, Venceslau B. Salmeron, não são muito competitivas em preços se produzidas no Brasil, mas podem ser interessantes se procedentes da China, tendo preços mais acessíveis, tecnologia boa e um histórico de consagração no exterior em aplicações como eletroeletrônicos e no setor automotivo. No Brasil, já há exemplares injetando LCDs, mas são poucos. Salmeron vê espaço para crescimento, uma vez que a tecnologia nova permite maior precisão e espaço para a abertura de moldes, em comparação a injetoras convencionais, com fechamento de joelhos, e pode se adequar a peças de grandes dimensões, como laterais de portas de automóveis e até parachoques.



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