Máquinas e Equipamentos

Injetoras – Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

Marcio Azevedo
8 de junho de 2009
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    Um dos motivos apontados para a baixa penetração do IML no país era o custo do label importado e o receio da dependência do fornecimento proveniente do exterior. No entanto, já há fábricas nacionais do insumo, talvez o impulso que faltava para a popularização.

    Plástico Moderno, Udo Löhken, diretor da filial brasileira Engal, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Interesse por IML cresceu nos últimos dois anos, disse Löhken

    A austríaca Engel, representada na feira pela primeira vez por sua filial brasileira, criada há cerca de um ano e meio, foi outra expositora que apostou no IML, demonstrado em uma injetora da linha Speed, para ciclos rápidos, com fechamento entre 180 t e 500 t. O equipamento produziu potes de sorvete de 500 ml, em moldes de quatro cavidades, em um arranjo com sistema de IML fabricado por uma parceira suíça. Segundo Udo Löhken, diretor da filial brasileira, há dois anos apenas uma ou duas empresas possuíam negócios focados nesse tipo de aplicação em escala industrial no país, mas o número provavelmente já chega a doze. A etiqueta fabricada no Brasil ainda não atende a todas as aplicações de IML possíveis, mas serve à maior parte delas. Além dos potes de sorvete, um exemplo corriqueiro, Löhken afirmou que já há utilização em outras áreas, como embalagens para tintas e potes de patê. A linha Speed é formada por

    Plástico Moderno, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Engel apresentou victory, sem colunas, eletrificada

    injetoras hidráulicas, mas a Engel também oferece versões 100% elétricas para as aplicações de ciclo rápido.

    A empresa também expôs sua tradicional linha Victory de máquinas sem colunas, porém na forma de um exemplar produzido na Coreia. Briga de preços? Löhken afirmou que não.

    É apenas uma consequência da entrada da Engel no mercado asiático de injeção, o maior do mundo, com produção local. A injetora coreana custa entre 10% e 15% menos que a austríaca, e essa diferença só ganha projetos “de vez em quando”, explicou o diretor da filial da Engel.

    O estande ainda abrigou um lançamento no mercado nacional. A injetora e-victory, apresentada em primeira mão na última Fakuma, na Alemanha. Trata-se do modelo híbrido dessa expositora, com dosagem e injeção elétricas, o que lhe confere precisão superior à de uma máquina hidráulica. Sua bomba de vazão variável acionada por servomotor reduz o consumo de energia.

    “É o mundo ideal, principalmente para o cliente que já está acostumado com os benefícios da injetora sem colunas”, disse Löhken, referindo-se ao maior espaço disponível para os moldes e periféricos, traço marcante das injetoras sem colunas.

    Foco em projeto – Uma das formas que as líderes tecnológicas na produção de injetoras encontram para não caírem em guerras de preços, onde o conteúdo técnico do equipamento acaba relegado a um plano inferior, é a especialização no processo de injeção como um todo, ou em projetos de produtos diferenciados.

     

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    Na Krauss, ciclo de 3 s exemplifica know-how em processo

    Se encaixa no primeiro caso a alemã KraussMaffei, que expôs um modelo com 200 t de fechamento, da linha CX de injetoras. A máquina injetou uma peça médica em ciclo de 2 s, cujo rigor técnico, nas palavras de Renato Benatti, presidente da filial do Brasil, era bastante elevado, pelo fato do projeto da peça ter sido concebido com ABS, com ciclo de 23 s. Na feira, porém, o material usado foi um PS de alto impacto, mas com um ciclo reduzido em 20 s; para apenas 3 s.

    A máquina hidráulica, com duas placas, se adapta bem à produção de peças técnicas e tem tido bons resultados no setor automobilístico e no eletroeletrônico. O foco principal da KraussMaffei para esse equipamento sempre foram as peças automobilísticas, mas já há aplicações técnicas para essa



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