Máquinas e Equipamentos

Injetoras – Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

Marcio Azevedo
8 de junho de 2009
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    A visão da Arburg é bastante diferente da percepção sentida no estande da Sumitomo Demag, formada pela compra da antiga Demag Ergotech pelo grupo japonês Sumitomo. A empresa expôs duas injetoras, sendo uma máquina japonesa, totalmente elétrica (cujo acionamento dos motores é construído pela própria Sumitomo), com 180 t de força de fechamento e ciclo bastante veloz, produzindo embalagens plásticas com IML, e uma máquina alemã, do modelo tradicional da antiga Demag Ergotech, de nome El-Exis, voltada principalmente para embalagens e dotada de acionamento elétrico na rosca e na injeção, e fechamento e abertura hidráulicos.

    Plásico Moderno,  Christoph Rieker, gerente-geral da Sumitomo (SHI) Demag do Brasil, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Híbrida foi à feira, mas Rieker vê futuro elétrico

    Para Christoph Rieker, gerente-geral da Sumitomo (SHI) Demag do Brasil, além da redução do consumo de energia em si, toda a “periferia” da máquina pode ser reduzida com a opção por uma elétrica, incluindo cabeamento e sistemas de refrigeração. Essa economia pode ser acentuada em função do ciclo, pois segundo Rieker em ciclos maiores as possibilidades de redução de custo crescem. Testes comparando modelos elétricos e hidráulicos operando com mesmo ciclo, produzindo a mesma peça, mostraram valores de consumo de energia de 6 kWh e 16 kWh, respectivamente. “A máquina elétrica é uma tendência que veio para ficar, e a demanda vai aumentar cada vez mais”, diz Rieker. Na Europa, a empresa prevê um cenário em que as máquinas até 300 t deverão ser todas substituídas por modelos elétricos nos próximos anos. No Brasil, o gerente-geral vê um futuro promissor nos segmentos de peças automobilísticas, pois essa indústria começa a perceber quão precisa a injetora elétrica pode ser.

    A Sumitomo Demag possui máquinas de fabricação alemã e japonesa, mas também pode oferecer modelos construídos em fábrica na China. O objetivo, no entanto, não é dispor de um modelo para brigar com preços baixos, uma vez que a unidade asiática foi idealizada para atender principalmente o seu mercado local. Rieker avisou que não se trata de uma versão simplificada e mais barata de máquinas da empresa, mas de um produto que se torna atrativo para os consumidores da Ásia pela redução de custo em virtude da produção naquele continente, porém seguindo o padrão de qualidade característico da companhia.

    O pensamento otimista em relação ao consumo de injetoras 100% elétricas é compartilhado por Hércules Piazzo, gerente-

    Plástico Moderno, Hércules Piazzo, gerente-comercial da Milacron, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Piazzo: na Milacron, tecnologia “já pegou”

    comercial da Milacron no país. Para ele, elas já são uma realidade por aqui, pois a cada dez máquinas vendidas pela empresa americana no Brasil, nove são exclusivamente elétricas. Piazzo também reforçou o coro dos que não concordam com a ideia de que máquinas elétricas se restringem a determinadas aplicações, citando diversas peças produzidas por injetoras da Milacron no Brasil, até mesmo exemplos inusitados, como baldes e bacias, mas também peças para o setor automotivo, conectores e paredes de celulares.

    “São mais de 350 injetoras nossas operando no Brasil e a tendência é de que as máquinas hidráulicas sejam substituídas inteiramente pelas elétricas”, disse Piazzo, embora tenha lembrado que o mercado visado pela empresa estadunidense se concentre nos segmentos de maior tecnologia.

    No estande, os visitantes puderam conhecer os atributos de uma Roboshot S2000 iB, rodando molde de duas cavidades para tampas de potes de patê. Mesmo equipada com tecnologia de IML, a máquina produzia as peças em apenas 3,9 s, em parte graças a um robô bastante veloz, próprio para o IML, fornecido por uma parceira israelense. A ideia por trás da exposição dessa aplicação era reforçar nos clientes a imagem de que a máquina elétrica também pode ser um equipamento para produção em ciclo rápido, pois grande parte do mercado ainda só associa a tecnologia de acionamentos elétricos a peças técnicas em que precisão é o quesito fundamental. Para o mercado brasileiro, que ainda não é grande fã do IML, a aplicação escolhida também se revela uma boa opção para pequenos volumes de produção, pois o robô é simples (ele apenas posiciona a etiqueta, não extrai peças nem as empilha) e barato, além de rápido.



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