Máquinas e Equipamentos

Injetoras – Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

Marcio Azevedo
8 de junho de 2009
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    refletindo suas áreas de atuação, desde peças técnicas a utilidades domésticas, passando por máquinas automatizadas com robôs e modelos próprios para ciclo rápido. Foram cinco injetoras em exposição, todas hidráulicas, com dois modelos da série Lógica, uma máquina de 220 t com velocidade majorada para peças de paredes finas, um exemplar da série Nove HP e uma HP Fast, também para paredes finas, equipada com acumulador.

    Plástico Moderno, Antonio Lopes,  diretor-comercial da Sandretto do Brasil, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Remodelação da série HP Fast agradou, disse Lopes

    A grande novidade da empresa, porém, foi o anúncio da retomada da fabricação e comercialização das injetoras da série Mega, com fechamentos de 600 t, 800 t e 1.000 t, que havia sido interrompida na fase de reestruturação interna da expositora. Essa reformulação se deu em etapas, começando por revisões técnicas das máquinas da série Lógica, seguidas pelas injetoras HP e HP fast (para ciclo rápido), e culminando com o reexame da série Mega, que ganhou novo projeto hidráulico, mais moderno e avançado, segundo o diretor-comercial da Sandretto do Brasil, Antonio Lopes, permitindo maior precisão e repetibilidade. Essas reestruturações das linhas de produtos, adicionou Lopes, foram bem aceitas no mercado, gerando boas vendas das máquinas das séries Nove HP e HP Fast.

    Hidráulica versus elétrica – Enquanto os expositores nacionais se concentraram nas máquinas hidráulicas de pequeno porte, que correspondem à maior parte da demanda do mercado brasileiro de injetoras, muitas das expositoras internacionais trouxeram a companhia de máquinas elétricas para as competidoras convencionais.

    É certo que a injetora acionada por servomotores possui suas vantagens, mais que alardeadas por seus fabricantes, como menor nível de ruído, maior precisão e economia de energia. O que não parece ainda bem sedimentado, porém, é em que situação essas características pagam o preço mais alto que as máquinas totalmente elétricas ainda ostentam. Talvez, esse tipo de injetora nunca venha a predominar no mercado.

    Na visão de Kai Wender, diretor-geral da Arburg no Brasil, o grande futuro dos acionamentos elétricos está na combinação inteligente com a hidráulica, pois ambas as tecnologias apresentam vantagens, e elas estão intimamente relacionadas às peças em questão. “A máquina 100% elétrica tem limitações, como a dificuldade de implementação de eixos secundários; e, em alguns movimentos, o acionamento elétrico não traz nenhum benefício”, afirmou, na posição confortável de quem também pode fornecer máquinas totalmente elétricas. Wender ainda relatou que a ideia de que a injetora elétrica é a mais adequada para salas limpas não é correta, pois “uma boa máquina hidráulica é mais limpa que uma elétrica”.

    A Arburg expôs uma injetora elétrica Allrounder 420 A, rodando uma aplicação de paredes finas em ciclo de 3,7 s. As máquinas elétricas representam 15% das vendas da Arburg no mercado mundial. No Brasil, a fatia se mantém a mesma, um indicativo, no universo da empresa, de que o ritmo de utilização por aqui não difere em muito do mundial, como afirmam outros fornecedores.

     

    Plástico Moderno, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Golden Edition: 50% das vendas da Arburg no Brasil

    A empresa de Lossburg também expôs um modelo da série Golden Edition (Allrounder 570C, com 200 t de força de fechamento), inicialmente pensada para vendas por tempo determinado, mas que continuou no portfólio da Arburg graças ao sucesso alcançado no mercado – 50% das vendas da fabricante alemã no Brasil vêm dos modelos da “edição de ouro”.

    Essa penetração advém de uma boa relação entre tecnologia agregada e preço atrativo. Além disso, a série Golden Edition atende a uma grande parte das aplicações do mercado brasileiro, sem a necessidade de adição de muitos opcionais. Ela tem sido muito utilizada em aplicações-padrão em injeção plástica, bem como em peças da indústria automotiva.

    Wender ainda adiantou informações sobre uma nova série de equipamentos da Arburg que será introduzida na NPE, de Chicago, ainda este ano. A série completa, com máquinas entre 60 t e 320 t, será composta por injetoras híbridas, com fechamento e dosagem elétricos, e outros movimentos auxiliados por acumuladores, destinados a ciclos rápidos de alto rendimento, dentro da filosofia da empresa de combinar as duas tecnologias de movimentação disponíveis.



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