Máquinas e Equipamentos

Injetoras – Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

Marcio Azevedo
8 de junho de 2009
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    Por conta dos clientes atrás de preços sempre menores e da oferta de máquinas asiáticas compatíveis com esse anseio, a

    Plástico Moderno, J. Ricardo Caon da Luz, coordenador técnico da Jasot, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Jasot opta por se diferenciar, explicou Luz.

    Himaco está oferecendo uma injetora denominada “globalizada”, cujos componentes são importados da China para a montagem no Brasil. Um exemplar de 360 t foi levado à exposição, e a linha ajuda a empresa a competir no segmento de máquinas maiores, acima de 200 t, em que a falta de escala do mercado local inviabiliza a concorrência com o sucedâneo asiático. A Himaco até possui modelos próprios com maior força de fechamento (350 t e 450 t), mas a briga nessa faixa de tonelagem é ingrata para a máquina produzida no país.

    A Jasot, outra fabricante do sul do Brasil, expôs seus mais recentes modelos dotados de um novo mecanismo de fechamento do molde, com cinco pontos, mais compatível com o padrão internacionalmente praticado. Nas palavras do engenheiro J. Ricardo Caon da Luz, coordenador técnico da Jasot, essas injetoras oferecem maior espaço interno para a colocação do molde, uma característica em sintonia com a demanda por ferramentas com maior quantidade de cavidades. No estande, os visitantes conheceram um modelo de 200 t, próprio para peças de paredes finas, como potes e baldes, além de outras duas máquinas com 130 t e 160 t de fechamento.

    Os equipamentos nessa faixa de tamanho representam a maior parte do mercado da Jasot, embora a concorrência acirrada no Brasil tenha levado a empresa a buscar segmentos do mercado com maior necessidade por injetoras dotadas de configurações particulares, em que o preço não tem papel tão preponderante na venda. É esse o motivo da opção por máquinas com acumuladores, movimentos simultâneos e maiores volumes de injeção – é a luta para fugir da injetora “arroz com feijão”, simples e que atende à maior parte das aplicações do mercado, pois, nessas, não é recomendável insistir no enfrentamento com os chineses.

    Outra representante da indústria brasileira com presença na Brasilplast foi a Romi, que, no rastro da boa repercussão

    Plástico Moderno, Injetoras - Meio ressabido, mercado dá sinais de que demanda por injetoras pode voltar a crescer

    Sucesso em Milão, elétrica da Romi foi ao Anhembi

    causada na última Plast, de Milão, expôs uma injetora elétrica da série Eletramax. A injetora, explicou Fábio Seabra, diretor da área de comercialização de máquinas para plásticos da Romi, causou boa impressão na feira italiana, e foi a primeira injetora elétrica criada após a compra da Sandretto, na Itália, pela empresa brasileira. Seabra afirmou que a série Eletramax foi renovada, com a atualização dos servomotores e dos comandos – agora, a família conta com o painel de comando e-ONE.

    Os visitantes também foram apresentados à injetora híbrida Primax 300H, com plastificação elétrica e uma promessa de ciclos menores, e à Pratica 170, também equipada com um novo painel de comando, o Controlmaster 8 Plus.

    A aquisição da competidora italiana se deu em um contexto de internacionalização da Romi, pois o mercado brasileiro já não oferecia espaço para ampliação das vendas locais. Em lugar de investir uma fortuna para desenvolver sua marca no exterior, a produtora paulista preferiu adquirir uma marca consagrada. Na verdade, a compra foi um pouco além: a Romi adquiriu os ativos da Sandretto, os conhecimentos de engenharia, a marca, duas fábricas na Itália e quatro filiais européias.

    A marca Sandretto, no Brasil, porém, não está nas mãos da empresa do interior paulista. Ela ficou com a Sandretto do Brasil, uma vez que já havia sido comprada quando a filial da empresa italiana no país se desmembrou de sua matriz europeia. A Sandretto do Brasil é agora uma empresa nacional. Ela também esteve no Anhembi, com uma exposição



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