Máquinas e Equipamentos

Injetoras: Linhas de elevada força de fechamento suprem necessidades automotivas

Jose Paulo Sant Anna
24 de outubro de 2015
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    Plástico Moderno, Modelo da série MacroPower E conta com acionamento híbrido

    Modelo da série MacroPower E conta com acionamento híbrido

    A versatilidade do plástico permite às empresas do setor competir em várias aplicações. Não faltam recursos para pesquisa e desenvolvimento de novos materiais e equipamentos com características adequadas para a obtenção de peças com formatos, tamanhos e propriedades tais que as fazem substituir outros materiais com vantagens. Mas nem sempre as soluções são encontradas com facilidade.

    No campo da injeção, há alguns anos, o tamanho das peças a serem produzidas era uma restrição. Surgiram as injetoras de grande porte, capazes de fabricar itens como para-choques, painéis e móveis, entre outros. Existem barreiras, no entanto, a serem enfrentadas nesse nicho de mercado. Essas máquinas têm preços “salgados”. Caso seja possível ao transformador, outros meios de transformação do plástico se tornam mais competitivos para fabricar as peças.

    Nesse cenário, as vendas de injetoras com capacidade acima de mil toneladas de força de fechamento, em quantidade, estão bem aquém das dos modelos menores. O nicho, no entanto, é importante, uma vez que esse tipo de máquina tem valor agregado para lá de interessante para os fabricantes de equipamentos.

    Entre os clientes, o filão mais atraente, de longe, é o da indústria automobilística. A busca constante das montadoras em reduzir o peso dos veículos faz com que elas invistam pesado na substituição de peças metálicas por plásticas. O percentual do plástico no peso dos carros tem crescido de forma importante nos últimos anos e essa tendência deve continuar. O uso de peças plásticas na estrutura dos automóveis, em especial na carroceria, hoje ainda reduzido, tem sido alvo de atenção e pode desenvolver de forma significativa no futuro. Tais peças precisam ter características diferenciadas e a injeção é o meio de transformação mais indicado para fabricá-las.

    Existem outros mercados. Um deles é o da indústria de móveis, como cadeiras e mesas, por exemplo. Esses equipamentos também são usados pelos fabricantes de alguns componentes para os eletrodomésticos da linha branca, pelos produtores de pallets, caixas e de pisos usados em ambientes com grandes áreas, como açougues e abatedouros, entre outras aplicações.

    A indústria de base brasileira, representada por Romi e Sandretto, conta com linha de modelos até 2 mil toneladas de força de fechamento. Marcas internacionais importantes com boa participação no mercado brasileiro também têm equipamentos semelhantes. São os casos da Demag e Battenfeld, por exemplo. Modelos maiores, com até 5,5 mil toneladas, são fabricados no exterior por empresas transnacionais, algumas delas com escritório no Brasil, entre elas, Krauss Maffei, Engel e Toshiba.

    As vendas dos modelos grandes, por aqui, não andam lá essas coisas. A crise atual vivida pela indústria automobilística têm prejudicado os negócios. Apesar das dificuldades, existem oportunidades. A construção da nova fábrica da Fiat em Pernambuco e o lançamento de novos modelos por parte de outras montadoras, por exemplo, foram fatos que geraram encomendas recentes.

    Outro aspecto positivo no atual momento de capacidade ociosa das montadoras se concentra na estratégia adotada por alguns transformadores empenhados em substituir equipamentos antigos por mais novos. Vale lembrar que as máquinas modernas proporcionam bom retorno, por serem mais produtivas e capazes de economizar energia elétrica. A maior competitividade gerada pelas máquinas com tecnologia atual é fator levado em conta para se preparar pensando em uma retomada futura da economia.

    Lembre-se que as máquinas de grande porte não apresentam grandes variações em termos de tecnologia em relação às pequenas. Precisam ser muito robustas, é verdade, mas usam componentes com características bastante semelhantes, dos sistemas de fechamento aos controles eletrônicos. Os modelos acima de 2 mil toneladas de força de fechamento na sua maioria são hidráulicos. As máquinas totalmente elétricas oferecidas têm tamanhos abaixo desse limite.

    Expansão da linha – A Romi está de olho nesse nicho de mercado e promete investir na ampliação de sua linha. Hoje, os maiores modelos oferecidos são os hidráulicos Primax 1300R e 1500R e os hidráulicos de duas placas Primax 1300DP, 1500 DP e Primax 2000 DP. Os investimentos agora estão sendo destinados à expansão linha EN, a de tecnologia mais sofisticada da empresa. Na última Feiplastic, realizada em maio em São Paulo, a empresa lançou a EN de 1,1 mil toneladas de força de fechamento. É o maior modelo da série.

    A estratégia não deve parar por aí. “Estudamos ampliar a linha Romi EN para tamanhos de até 2 mil toneladas de força de fechamento”, revela William dos Reis, diretor da unidade de negócios de máquinas para plásticos. De acordo com o executivo, esse filão do mercado tem gerado procura por um bom número de máquinas entre clientes dos segmentos automotivo, moveleiro e de utilidades domésticas. “Somos consultados inclusive para projetos especiais, como injetoras para multimateriais”. A despeito do interesse, a expectativa de negócios não é otimista para o ano de 2015. “Acreditamos em volume modesto nas vendas devido ao atual momento da economia”.



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