Máquinas e Equipamentos

3 de agosto de 2016

Injetoras: Injeção aposta na indústria 4.0

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    O conceito de Indústria 4.0 é hoje bastante empregado pelos representantes dos fabricantes de injetoras, que com ele buscam evidenciar um nicho no qual projetam mais possibilidades de expansão de seus negócio. Esse conceito inclui, entre outras vertentes tecnológicas, a integração de todas as máquinas responsáveis por um processo de manufatura – no caso da injeção, também itens como periféricos e robôs, além da própria injetora – em redes dotadas de sistemas inteligentes, capazes de desempenhar todas as tarefas de maneira mais autônoma possível.

    Na Wittmann Battenfeld, por exemplo, a automação é uma área de negócios que atualmente vai bem, como avalia Saltori. “Ela é hoje a única empresa em todo o mundo capaz de fornecer tudo o que é necessário a uma célula de automação: máquinas, robôs, sistemas”, salienta.

    Löhken, da Engel, também recorre à Indústria 4.0 ao apontar tendências no processo de evolução da tecnologia das injetoras; nesse conceito ele inclui as ferramentas de autorregulagem, com as quais as máquinas se autoajustam, sem necessidade de interferência de operadores, em função das variações em fatores como granulação, fluidez da matéria-prima e temperatura, entre outros. Essa autorregulagem, ele argumenta, tanto contribui para manter os padrões de qualidade dos produtos quanto amplia produtividade e minimiza as quantidades de refugos.

    Entre as principais novidades do portfólio de produtos da Engel, Löhken cita a linha iQ, composta justamente por softwares de controle de variáveis como peso de injeção, força de fechamento e refrigeração, entre outras. “Aliados a sensores, esses softwares viabilizam a autorregulagem e o ajuste automático da máquina para a operação mais otimizada”, enfatiza.

    A trajetória de integração do processo de injeção à Indústria 4.0 também inclui, prossegue o profissional da Engel, a interligação das máquinas às redes das empresas, nas quais, através de um computador central, o mesmo do sistema de ERP, elas automaticamente carregam os dados dos novos moldes e se ajustam às suas especificações, facilitando assim a produção de lotes menores. “Com o crescente interesse dos consumidores por produtos personalizados, deve crescer essa necessidade de produção de lotes menores”, ressalta.



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      1. Excelente matéria, parabéns para o Antonio Carlos e à revista Plástico Moderno!
        Um forte abraço,
        Hercules Piazzo



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