Máquinas e Equipamentos

Injetoras – Fornecedores buscam atender nichos de mercado

Jose Paulo Sant Anna
6 de junho de 2020
    -(reset)+

    A Alfainjet, até meados do ano passado, era uma das representantes no Brasil da chinesa Borche. A marca de injetoras resolveu abrir no Brasil um escritório próprio, em parceria com a empresa gaúcha Immac, de Novo Hamburgo-RS, que comercializava a marca Borche na Região Sul. Dessa forma, desde setembro, a Alfainjet passou a representar no país a marca chinesa Wellish, que oferece modelos de 80 a 3 mil toneladas de força de fechamento. “São máquinas hidráulicas dotadas de servomotor e vários componentes fornecidos por empresas de renome mundial, caso da Rexroth, fabricante de peças para a parte hidráulica”, informa o gerente Edílson Lyra Martinez.

    Ele destaca um diferencial da Alfainjet em relação a outras empresas do ramo. “Nossos concorrentes trazem as máquinas, as nacionalizam e as revendem, o que proporciona duplicidade na hora do pagamento de impostos. Nós apenas damos apoio à importação, atuamos quase como despachantes”. Martinez garante que com esse modo de operar os clientes levam vantagem. “Acredito que o preço caia em torno de 15%”.

    A Alfainjet também se queixa da queda nas vendas provocada pela pandemia. “Está tudo quase parado, fazemos algumas cotações apenas para fabricantes de tampinhas ou respiradores”. De quebra, lamenta a alta do dólar. “Acredito que quando houver a retomada da economia, em um primeiro momento, os compradores vão procurar as máquinas seminovas que estarão disponíveis no mercado. Muitas empresas que adquiriram equipamentos recentemente vão querer vendê-los para adaptar suas linhas de produção à queda nas vendas”.

    Plástico Moderno - Rieker: domissanitários estão crescendo e pedem embalagens

    Rieker: domissanitários estão crescendo e pedem embalagens

    Europeias – O vírus ataca com força várias regiões da Europa. Alguns países, no entanto, conseguiram minimizar os efeitos da doença graças a uma ótima estrutura de atendimento médico e a adoção de rigorosas medidas recomendadas pelas entidades de saúde. São os casos da Alemanha e da Áustria, países que contam com fábricas multinacionais de injetoras com atuação de destaque no mercado brasileiro. Essas marcas não enfrentaram dificuldades para importar equipamentos, nem por isso comemoram o momento atual das vendas.

    “As previsões eram excelentes e nossas projeções muito positivas. No primeiro trimestre os números foram bons, mas no segundo trimestre as coisas devem desandar”, informa Christoph Rieker, diretor geral do escritório brasileiro da Sumitomo Demag. Ele avalia que a pandemia está afetando muito os novos investimentos e calcula uma redução de 25% no faturamento esperado para esse ano.

    “Algumas encomendas chegarão. Somos fortes no segmento de embalagens e as vendas de alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal não param”. Por outro lado, prevê uma queda acentuada nas vendas para o segmento de descartáveis, outro ótimo cliente da empresa. O mercado de saúde pode crescer, mas o diretor diz ser um mercado no qual a empresa não tem atuado muito. “A alta do euro é outro grande problema”. Uma boa oportunidade surge na área de manutenção de equipamentos. “Muitos transformadores estão aproveitando a parada de suas linhas de produção para fazer reformas e reparos nas injetoras, o que compensa em parte a queda na venda das máquinas novas”.

    A Sumitomo Demag oferece ampla gama de máquinas injetoras híbridas e elétricas. Uma tendência verificada por Rieker no mercado brasileiro nos últimos tempos tem sido a crescente procura por máquinas elétricas, que economizam energia e dispensam o uso de óleo para os acionamentos.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *