Injetoras – Fornecedores buscam atender nichos de mercado

Momento é adequado para atualizar linha de produção

Europeias

O vírus ataca com força várias regiões da Europa. Alguns países, no entanto, conseguiram minimizar os efeitos da doença graças a uma ótima estrutura de atendimento médico e a adoção de rigorosas medidas recomendadas pelas entidades de saúde.

São os casos da Alemanha e da Áustria, países que contam com fábricas multinacionais de injetoras com atuação de destaque no mercado brasileiro.

Essas marcas não enfrentaram dificuldades para importar equipamentos, nem por isso comemoram o momento atual das vendas.

“As previsões eram excelentes e nossas projeções muito positivas. No primeiro trimestre os números foram bons, mas no segundo trimestre as coisas devem desandar”, informa Christoph Rieker, diretor geral do escritório brasileiro da Sumitomo Demag.

Ele avalia que a pandemia está afetando muito os novos investimentos e calcula uma redução de 25% no faturamento esperado para esse ano.

Plástico Moderno - Rieker: domissanitários estão crescendo e pedem embalagens
Rieker: domissanitários estão crescendo e pedem embalagens

“Algumas encomendas chegarão. Somos fortes no segmento de embalagens e as vendas de alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal não param”.

Por outro lado, prevê uma queda acentuada nas vendas para o segmento de descartáveis, outro ótimo cliente da empresa.

O mercado de saúde pode crescer, mas o diretor diz ser um mercado no qual a empresa não tem atuado muito.

“A alta do euro é outro grande problema”. Uma boa oportunidade surge na área de manutenção de equipamentos. “Muitos transformadores estão aproveitando a parada de suas linhas de produção para fazer reformas e reparos nas injetoras, o que compensa em parte a queda na venda das máquinas novas”.

A Sumitomo Demag oferece ampla gama de máquinas injetoras híbridas e elétricas. Uma tendência verificada por Rieker no mercado brasileiro nos últimos tempos tem sido a crescente procura por máquinas elétricas, que economizam energia e dispensam o uso de óleo para os acionamentos.


Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Wittmann Battenfeld, faz análise similar.

“O ano começou bem, chegamos a vender alguma coisa e orçamos vários projetos. Mas muitos investimentos previstos pelos clientes foram postergados”. A fabricante de injetoras tem como principal cliente a indústria automobilística, embora nos últimos tempos venha adotando a estratégia de diversificar as vendas para outros segmentos da economia. “O setor de saúde para nós aqui no Brasil não é um mercado muito grande”.

Uma boa saída tem sido a venda de peças.

Plástico Moderno - Cardenal: bom momento para modernizar máquinas injetoras
Cardenal: bom momento para modernizar máquinas injetoras

“Os clientes que estão com linhas paradas aproveitam para fazer manutenção das máquinas, efetuar troca de peças difíceis de serem efetuadas em tempo de produção plena, caso das roscas, por exemplo.

Também é uma chance de modernizar a máquina de modo a obter maior produtividade e economia de energia elétrica”.

 

Uma das novidades apresentadas se encontra entre as funções exercidas pelo comando Unilog B8, que equipa as linhas de injetoras. “Nós liberamos para os clientes que têm esse controle a possibilidade de realizar manutenção à distância”.


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