Injetoras – Fornecedores apontam vendas maiores em 2021

Aumento da produtividade exige investimentos no parque de transformação

A expectativa de negócios dos principais fornecedores de injetoras para 2021 é positiva.

A perspectiva de recuperação da economia com o controle da pandemia a partir do avanço do processo de vacinação e o bom retorno proporcionado pelo equipamento novo em relação aos modelos mais antigos são os principais fatores para tal otimismo.

Apesar da expectativa, existem incertezas.

Alguns percalços no âmbito da economia e o clima político do país criam dúvidas sobre o alcance da retomada dos negócios.

O perfil dos clientes atendidos pelas empresas tem influência nos resultados esperados.

Marcas que fornecem para transformadores ligados a segmentos que vivem momentos positivos, como os de construção civil, embalagens e utilidades domésticas, por exemplo, são os que apresentam melhores sentimentos.

Já os que operam mais voltados para os que sofrem as consequências da Covid-19, como a indústria automobilística ou de eletrodomésticos da linha branca, enfrentam maiores dificuldades.

Não existem dados oficiais no mercado sobre a venda de injetoras nacionais. Um bom parâmetro é o desempenho do nicho que engloba todos os equipamentos voltados para a indústria do plástico.

Plástico Moderno - Injetoras - Fornecedores apontam vendas maiores em 2021 ©QD Foto: iStockphoto
Amilton Mainard, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)

“As carteiras de pedidos das empresas estão lotadas até o final do ano, a expectativa de crescimento para 2021 é de 22%”, informa Amilton Mainard, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“O resultado é expressivo, levando-se em conta que o segmento cresceu de 10% a 12% em 2020”.

Mainard ressalta que as injetoras são as máquinas mais procuradas pela indústria do plástico. Estima-se, usando a base de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que 45 % do total de produtos produzidos são derivados da injeção como processo produtivo.

De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), em 2020, o setor contava com 11.974 empresas transformadoras de plásticos.

No ano passado, foram processadas 7,3 milhões de toneladas, que geraram faturamento de R$ 90,8 bilhões.

Também não existem informações precisas sobre a evolução das vendas das injetoras importadas, que têm participação importante no mercado.

As chinesas são fortes concorrentes das máquinas nacionais em muitos segmentos da transformação.

As europeias são procuradas pelos transformadores que procuram soluções mais sofisticadas.

Cada importador apresenta resultados diferentes.

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Christopher Mendes, diretor responsável pelos equipamentos para a indústria de plástico da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos (Abimei)

“Não tenho números atuais sobre o desempenho dos importadores de injetoras como um todo”, revela Christopher Mendes, diretor responsável pelos equipamentos para a indústria de plástico da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos (Abimei).

Para Mendes, o mercado espera uma recuperação a partir da superação da pandemia. Mas existem barreiras. “A retomada ainda está patinando, muitos transformadores ainda se sentem inseguros”.

O grande problema para vender máquinas importadas é a dificuldade de financiamento enfrentada pelos compradores.

“Os fabricantes nacionais contam com o Finame”, revela, referindo-se ao programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que oferece financiamento em condições mais positivas para a aquisição de máquinas e equipamentos fabricados no Brasil.

A elevação de preços os mais distintos e a escassez de matérias-primas, fenômenos iniciados em paralelo à pandemia, são questões que atrapalham.

“Os compradores têm que conviver com forte alta do preço das matérias-primas e da energia elétrica. Em alguns casos, há falta de matérias-primas. Essas questões desestimulam os investimentos”.

O preço do frete é outro fator que não ajuda. “Ele está um absurdo”. Sem falar na eterna questão da forte instabilidade do valor do dólar no Brasil.

Bom argumento – Peças injetadas na maioria das vezes são feitas sob encomenda para diversos setores da economia.

Podem ser citados indústria automotiva, de eletroeletrônicos, utilidades domésticas, conexões e produtos para construção civil e embalagens, entre outros.

De acordo com informações da Abiplast, após o forte impacto da pandemia sobre vários desses segmentos em 2020, verifica-se melhora no volume de encomendas esse ano, em especial no caso dos produtos de construção civil, que no acumulado de janeiro a maio está 24% maior do que nos mesmos meses de 2020.

Alguns indicadores, no entanto, provocam incertezas.

O desemprego se encontra em níveis elevados, há queda do poder aquisitivo dos trabalhadores e inflação em alta.

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Modelo com acionamento elétrico, da Romi, oferece economia de energia

Esses fatores prejudicam o avanço do consumo.

Os ventos soprados pelo ambiente político no Brasil são preocupantes.

A realização de eleições no próximo ano pode gerar ações populistas que não colaborem com a melhoria do ambiente dos negócios.

Muitos componentes da indústria ainda trabalham com capacidades ociosas acima do desejado.

Diante desse cenário, como explicar os últimos bons resultados e a perspectiva positiva para os próximos meses para os fabricantes nacionais de injetoras?

Essas empresas têm um argumento muito convincente.

O parque nacional de máquinas é antigo e o forte ganho proporcionado pelo desempenho das máquinas novas gera retorno mais rápido do investimento necessário para a aquisição dos equipamentos.

“Esse é um dos motivos principais para o desempenho do setor. Os transformadores precisam trabalhar em regime de maior produtividade para não perder espaço no mercado”, resume Mainard.

A necessidade de modernização faz o presidente da CSMAIP ter a expectativa de que a atual fase de bons negócios não seja uma “bolha”. “Acredito que ela continue em 2022”.

As vantagens das injetoras mais modernas em relação às antigas são significativas.

Dotadas de controles eletrônicos de última geração, elas podem ser reguladas de maneira mais ágil a cada troca de molde – esses controles guardam na memória os parâmetros de funcionamento necessários para cada produto a ser fabricado.

Com movimentos hidráulicos ou elétricos e roscas com design sofisticado, proporcionam ciclos rápidos e repetidos, cujos dados podem ser corrigidos de forma automática pelos componentes eletrônicos embarcados.

As injetoras novas podem ser facilmente conectadas aos conceitos da indústria 4.0. “Conversam” de maneira amigável com os demais periféricos, casos dos alimentadores, robôs e outros. O controle da produção das peças fabricadas é feito em tempo real.

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Linha EcoPower Xpress é indicada para aplicações de ciclo rápido

Muitos modelos oferecidos proporcionam facilidade de manutenção, identificam problemas de funcionamento e dão sugestões de correção.

Quando necessário, muitos desses recursos podem ser acompanhados de maneira remota, via celulares.

Um aspecto em particular ganha força em momento no qual o preço da energia elétrica se encontra nas alturas.

As injetoras novas apresentam grande redução de consumo.

Esse ano o aspecto de preservação de energia ganhou item adicional.

Desde janeiro, obedecendo portaria publicada pelo governo federal em 2017, todas as máquinas produzidas no Brasil passaram a ser equipadas com motores da geração IR3, em substituição aos de geração IR2 permitidos até o final do ano passado.

Os motores IR3 foram desenvolvidos para proporcionar menor consumo de energia devido ao seu elevado rendimento.

Eles contam com chapas magnéticas de melhor qualidade, rotores tratados termicamente de maneira diferenciada, ranhuras que provêm melhor dissipação do calor gerado, sistema de ventilação mais eficiente e uma série de outras características aperfeiçoadas.

A notícia é boa para os compradores, mas gera uma queixa entre os fabricantes de equipamentos.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq, reclama que enquanto os fabricantes brasileiros se sacrificam para equipar suas máquinas com motores mais modernos, a cobrança não se dá sobre os modelos importados.

“Há uma espécie de proteção ao contrário da indústria nacional”.

Tudo bem – Um retrato do momento vivido pelos fornecedores nacionais de injetoras se encontra na Romi, empresa nacional com maior número de máquinas instaladas no parque industrial brasileiro.

“Embora o ambiente ainda apresente incertezas, principalmente relacionadas à pandemia, a recuperação das atividades industriais iniciada em meados de 2020 continua em 2021. Ao final do segundo trimestre deste ano, nossa carteira de pedidos de máquinas-ferramenta e máquinas para plásticos apresentou crescimento de 125,3% em comparação com o mesmo período de 2020”, explica Gino Lino Machado, gerente de vendas.

De acordo com Machado, o crescimento está relacionado ao maior volume de negócios no mercado doméstico, onde se nota retomada importante dos investimentos a partir de junho de 2020.

“Houve uma procura dos nossos clientes que atuam no setor de embalagens, principalmente a partir do mês de abril do ano passado e que se estendeu até o final de 2020 e início desse ano. E em 2021 continua tendo ambiente favorável para a realização de investimentos”,

O gerente ressalta que o transformador tem buscado aumentar sua competitividade aplicando mais produtividade ao processo e reduzindo os custos com energia elétrica e consumo de matéria-prima.

“Neste aspecto, estamos continuamente inovando e buscando novas tecnologias para incrementar o desempenho dos nossos equipamentos”, garante.

Outra característica que ele considera muito importante é o desempenho energético proporcionado pelas máquinas novas. “Independente do atual custo da energia, a preocupação com a redução de consumo está diretamente ligada à redução do custo de produção, uma busca constante dos nossos clientes”.

O portfólio de injetoras oferecido pela empresa é formado pelas linhas EN, com modelos acionados por servomotores, EL, com acionamentos elétricos, e ES, formada por modelos elétricos com injeção por acumuladores, voltada para a obtenção de ciclos mais rápidos.

Em busca da diversificação – O Grupo Wittmann, multinacional com sede própria de representação no Brasil, oferece injetoras com a marca Wittmann Battenfeld, além de robôs e vários outros periféricos para a linha de injeção.

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Marcos Cardenal, engenheiro do departamento comercial do Grupo Wittmann, multinacional com sede própria de representação no Brasil

“As vendas de injetoras não andam aquecidas, temos obtido bons resultados com a linha de periféricos. Há procura por parte dos clientes por soluções de automação e adoção dos preceitos da indústria 4.0”, explica Marcos Cardenal, engenheiro do departamento comercial da empresa.

Cardenal justifica as vendas reduzidas de injetoras ao fato de a empresa contar com forte atuação junto à indústria automobilística, que está longe de viver seus melhores dias.

“A crise da indústria automobilística atinge o mundo inteiro e temos tentado nos desvencilhar um pouco dessa identidade, estamos procurando diversificar nosso campo de atuação”, explica.

No Brasil, resultados mais positivos têm sido encontrados junto à indústria da construção civil, de forma mais específica junto aos fabricantes de conexões.

“Temos vários perfis de rosca adequados à transformação do PVC, material usado nas conexões. Eles atendem de maneira muito satisfatória às características da matéria-prima nacional”.

Um exemplo da estratégia da empresa foi o lançamento, no ano passado, da série EcoPower Xpress, máquinas destinadas ao nicho de ciclo rápido, com modelos de 160 a 500 toneladas de força de fechamento.

“A máquina está equipada com uma unidade de injeção altamente dinâmica. O curso de injeção, bem como a retração do parafuso antes e depois da plastificação, são realizados com duas cremalheiras em espinha de peixe com transmissão de força simétrica”, destaca o engenheiro.

O carro chefe da empresa no Brasil é a linha EcoPower (55 a 550 t de força de fechamento), apresentada pela empresa como máquina rápida, precisa e que atua com reduzido consumo de energia.

De acordo com Cardenal, entre as características das injetoras da marca, uma merece atenção.

É a possibilidade do transformador, ao atingir a regulagem perfeita para a produção de determinada peça, garantir a repetibilidade.

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Modelo e-mac, da Engel, conta com acionamento elétrico

“A máquina se autocorrige durante a operação caso ocorra algum fator externo, como a variação de umidade de um lote de material, por exemplo”.

Outro fator destacado é a facilidade de operação dos comandos e da possibilidade de criação de uma “biblioteca virtual” que permite consultas para soluções de possíveis problemas que surjam durante o dia a dia da fábrica.

Elétricas em alta – “O primeiro trimestre foi muito bom. No segundo trimestre as vendas caíram bastante, a segunda onda da pandemia afetou muito os negócios. No final de julho recomeçaram as solicitações e consultas”, resume Christopher Rieker, diretor geral do escritório brasileiro da multinacional Sumitomo Demag.

Ele está esperançoso na melhora do ambiente econômico com o controle da pandemia. “Mas os empresários ainda estão um pouco receosos em investir”, ressalta.

A multinacional comercializa a linha IntElect (de 50 a 450 t de força de fechamento), de injetoras elétricas; a série Systec (de 100 a 1,5 mil t), formada por máquinas hidráulicas ou híbridas; e a El-Elexis (de 150 a mil t), voltada para operações de ciclos rápidos.

“Nossas campeãs de vendas são as máquinas de 280 a 350 toneladas”.

Entre os compradores, destaques para os fabricantes de embalagens e utensílios domésticos.

Também são apontados os transformadores prestadores de serviços, que investem em máquinas versáteis que podem ser facilmente reguladas qualquer que seja o tipo de peça a ser produzida.

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Christopher Rieker, diretor geral do escritório brasileiro da multinacional Sumitomo Demag

“Temos notado no Brasil um crescimento importante da procura por máquinas elétricas. Há algum tempo havia incerteza sobre o sucesso dessas máquinas, hoje elas viraram realidade”, explica Rieker.

O diretor lembra que, antes da pandemia, os modelos elétricos respondiam por 40% das vendas. Hoje respondem por 50% e a previsão é que em um futuro próximo cheguem aos 60%.

“Além da manutenção feita com custo baixo, eles apresentam excelente precisão e permitem total controle da produção”. A economia de energia que proporcionam é outro diferencial importante.

“Elas consomem menos do que um chuveiro elétrico doméstico”.

Outra empresa de origem europeia com escritório no Brasil tem percebido a mesma alteração na preferência dos clientes.

Trata-se da Arburg, que possui linha completa de máquinas hidráulicas, híbridas e elétricas disponíveis para o mercado.

“A grande base instalada atual é composta por máquinas hidráulicas. No entanto temos sentido um interesse maior do mercado por máquinas elétricas”, explica o diretor Alfredo Fuentes.

O executivo explica que não há uma regra para definir qual a melhor alternativa, é preciso avaliar cada caso.

“Atendemos de acordo com as características do processo e da necessidade específica da aplicação”.

A Arburg tem expectativa de um aumento de 10% nas vendas esse ano em comparação a 2020.

“Desde junho do ano passado, nossas vendas têm sido constantes em um patamar superior a 2019”, informa Leandro Goulart, gerente de vendas.

Os segmentos médico/hospitalar, de cosméticos, utilidades domésticas e de embalagens mantiveram a demanda em bom nível ou retomaram as compras de forma rápida.

“O setor automobilístico, pela elevada capacidade ociosa anterior à pandemia e os atuais problemas na cadeia de suprimentos, que causaram a suspensão de atividades das montadoras por várias semanas, foi o mais afetado de forma negativa”.

De acordo com Fuentes, o desenvolvimento tecnológico é preocupação constante.

“Neste ano estamos complementando a série de máquinas elétricas Alldrive e complementando a série de máquinas CUBE, indicada para moldes cubo”.

Os aperfeiçoamentos também atingem as máquinas multicomponentes e os sistemas de digitalização voltados para a inserção dos equipamentos dentro dos preceitos da indústria 4.0.

Sobe e desce – Enquanto a pandemia não for totalmente controlada, é difícil fazer uma previsão exata do que vai ocorrer.

A opinião é de Udo Löhken, diretor do escritório brasileiro da Engel.

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Udo Löhken, diretor do escritório brasileiro da Engel

“No ano de 2020, tivemos uma parada dos negócios muito forte no início da pandemia e um segundo semestre muito aquecido. Esse ano, tivemos um primeiro trimestre bem aquecido, mas com a chegada da segunda onda, a partir de abril, os negócios novamente sofreram grande queda”.

Ele acredita em recuperação no segundo semestre.

De acordo com Löhken, o setor automotivo ainda sofre bastante com a falta dos componentes de semicondutores vindos da Ásia, o que prejudica de forma significativa a produção de carros. Isso reduz a ocupação das máquinas dos clientes da empresa e a aquisição de novas injetoras para esse setor.

Em menor escala, outros setores também enfrentam demanda reprimida nesse momento.

Uma das estratégias da empresa é a de tornar seus modelos em dia com o avanço da tecnologia.

Nos últimos dois anos foram aperfeiçoados os modelos e-mac (máquinas elétricas), duo (máquinas hidráulicas de duas placas) e e-duo (máquinas híbridas de duas placas).

“Além disso, estamos desenvolvendo novos produtos na área da inteligência artificial”.

Entre eles, softwares relacionados ao processo de injeção, aos sistemas de coleta de dados de produção e para a detecção antecipada de eventuais defeitos.

“Oferecemos aos nossos clientes as máquinas que mais se adequam a seus projetos, as que melhor atendem suas necessidades”, explica.

Há casos em que os clientes têm preferências que, é lógico, precisam ser respeitadas. Outra grande preocupação da Engel é referente à economia circular.

“Participamos de forma ativa em fóruns de desenvolvimento para aumentar cada vez mais a utilização de materiais reciclados e desenvolvemos maquinários e tecnologias que permitem a transformação de materiais reciclados em proporções cada vez maiores”.

Estoques e financiamento – “Nós não podemos reclamar. Esse talvez seja o momento em que nós mais vendemos máquinas no Brasil, já vendemos aproximadamente 350 injetoras desde o início do ano”, comemora Luís Guerra, gerente comercial da marca chinesa Chen Hsong, que possui estrutura no Brasil com equipe de vendas e assistência técnica.

O segredo da felicidade?

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Injetora SM-100 Spark, da Chen Hsong

A empresa conta, no Brasil, com bom estoque de injetoras para pronta entrega, o que atende a necessidade dos transformadores de colocar a máquina em operação de forma rápida.

De quebra, ela oferece plano próprio de financiamento, o que resolve um ponto fraco importante dos importadores de máquinas.

“Não temos tido problemas de inadimplência, ela não chega a 5% dos valores financiados”.

De acordo com Guerra, os clientes estão gostando bastante das facilidades oferecidas e a empresa está alavancando seus negócios no Brasil na base da propaganda boca a boca.

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Luís Guerra, gerente comercial da marca chinesa Chen Hsong

“Nossa equipe de técnicos voltados para assistência técnica subiu de três, em março do ano passado, para os nove que mantemos hoje”.

A Chen Hsong oferece ampla gama de máquinas com tamanhos e sistemas de funcionamento variadas, indicadas para as mais diversas aplicações.

A grande maioria das vendas se concentra nos modelos hidráulicos e híbridos. Entre os clientes, destaque para as indústrias de embalagens.

“Também temos sido bastante procurados por fabricantes de utilidades domésticas, em especial pelos interessados em máquinas de grande porte voltadas para a produção de móveis, lixeiras, caixas, etc. Os mercados do Nordeste e de São Paulo são fortes na produção desses itens”.

A empresa tem participação pequena no segmento de máquinas elétricas. “Estamos trazendo as primeiras dessas máquinas para o mercado nacional”.

Outra investida se dará no mercado chamado pelo gerente comercial de máquinas especializadas.

“Queremos intensificar os negócios com modelos de injetoras voltadas para a transformação do PVC e de pré-formas de PET”.

Os temas estoques e financiamento influenciam de maneira diferente a Alfainjet.

A empresa tem como carro-chefe a comercialização, manutenção e reformas das torres de resfriamento para indústrias de base fabricadas pela matriz Alfaterm, marca nacional tradicional nesse segmento.

No campo das injetoras, ela representa no Brasil a marca chinesa Wellish e a japonesa Toshiba.

“Até 2019, éramos representantes da chinesa Borche, que resolveu abrir um escritório próprio no Brasil. Então passamos a representar a Wellish, que é uma empresa chinesa de menor porte”, explica Edylson Lyra Martinez, gerente comercial.

Para a Alfainjet não é interessante manter estoque de máquinas da empresa chinesa no Brasil e nem oferecer plano próprio de financiamento.

Por isso, passou a operar de maneira diferenciada.

“Nós atuamos como intermediários, ajudamos os clientes interessados nas máquinas a efetuar a compra diretamente junto a Wellish na China”.

O pagamento precisa ser feito à vista. “Essas condições têm dificultado nosso desempenho”.

A linha da Wellish é composta por máquinas hidráulicas dotadas com servo motores de 50 a 2 mil t de força de fechamento.

No caso da japonesa Toshiba, a empresa oferece apenas máquinas 100% elétricas. “São modelos mais caros e vendidos em menor número”.

O nicho de compradores se concentra, em grande parte, nas transformadoras de origem japonesa que operam no Brasil.

“A indústria automobilística é cliente importante”.

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