Injetoras: Evolução tecnológica reduz consumo de energia e amplia automação

Plástico Moderno, Máquina híbrida da série ES é mais produtiva e econômica
Máquina híbrida da série ES é mais produtiva e econômica

As injetoras estão entre as máquinas para a indústria do plástico que mais evoluíram em termos de tecnologia nos últimos tempos. Os fabricantes, sejam nacionais ou estrangeiros, sempre apresentam novidades capazes de alcançar melhor desempenho com economia de energia. Mesmo em tempo de demanda reprimida, isso as faz bastante desejadas pelos transformadores.

Plástico Moderno, Reis: embalagens de paredes finas pedem custos adequados
Reis: embalagens de paredes finas pedem custos adequados

A Romi, maior empresa nacional de máquinas do gênero, se encaixa nesse perfil. Seu mais recente lançamento, a série ES, tem como alvo os fabricantes de embalagens plásticas, nicho de mercado mais atraente do momento. “A procura por esse tipo de máquina tem sido maior devido ao aumento da demanda por embalagens plásticas injetadas em substituição a outros materiais, como metal e vidro, ou de outros processos de fabricação, como a termoformagem”, explica William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plásticos da Romi, maior fabricante nacional do equipamento.

As injetoras projetadas para esse tipo de aplicação precisam estar aptas a produzir peças em grande quantidade com paredes de espessuras muito reduzidas. Essa característica exige movimentos rápidos e precisos e elevada pressão de injeção, para que o preenchimento do molde ocorra sem os prejuízos resultantes do prematuro endurecimento da matéria prima. As peças produzidas têm reduzido valor integrado e é imperativo que se alcance baixo custo de produção. Por isso, a busca pela economia de energia é imprescindível.

Os modelos ES contam com tecnologia híbrida, dotada de acionamento elétrico nos movimentos de fechamento, extração e plastificação. O movimento de injeção é feito por acionamento hidráulico, a partir de um acumulador com controle efetuado por servoválvula. “As injetoras híbridas trazem maior vantagem competitiva no consumo de energia e na produtividade, com os recursos de simultaneidade total e maior velocidade em todos os movimentos, além de atender aplicações mais extremas”. Elas também possuem sistema de regeneração de energia para aproveitar a corrente elétrica gerada durante as frenagens dos movimentos.

Plástico Moderno, Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas encontra grande procura, salienta Rieker
Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas
Plástico Moderno, Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas encontra grande procura, salienta Rieker
Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas encontra grande procura, salienta Rieker

Marcas europeias tradicionais participam do nicho de mercado nacional formado por transformadores que exigem modelos sofisticados. Nesse nicho de atuação, o mercado de embalagens também se mostra mais ativo. Essa é a percepção da direção da Sumitomo Demag, empresa resultante da compra pela japonesa Sumitomo da alemã Demag. “Esse ano me surpreendeu positivamente, estamos vendendo um bom número de equipamentos para o mercado brasileiro”, informa Christoph Rieker, gerente geral.

Os negócios mais promissores da empresa têm sido os de embalagens de paredes finas e de tampinhas. A série de injetoras da empresa para esse mercado é a El-Exis SP, formada por modelos de 160 a 580 toneladas de força de fechamento. “É uma máquina híbrida, com motor de plastificação elétrico de alta velocidade e sistema de fechamento hidráulico”. O gerente ressalta uma tendência do mercado, a de usar o recurso do in mold label. “Como são paredes muito finas, os rótulos, ao se incorporarem nas paredes, ajudam a peça a suportar o esforço necessário durante o uso”.

Outra boa surpresa para Riecker tem sido a boa procura por máquinas totalmente elétricas. “Acho que os brasileiros estão descobrindo esse tipo de máquina, que proporciona elevada economia de energia. Elas são indicadas para ciclos superiores, de oito a trinta segundos”. Entre outras aplicações, os equipamentos elétricos têm sido procurados por empresas dos segmentos farmacêuticos e hospitalares. “Também temos vendido equipamentos elétricos para fabricantes de conectores, peças que exigem elevada precisão dimensional”.

Participante do mercado de modelos mais sofisticados, a Wittmann Battenfeld, resultante da compra da alemã Battenfeld pela austríaca Wittmann, tem novidade para as aplicações de ciclo rápido. “A série EcoPower Xpress, apresentada na última edição da K’, chegará oficialmente ao mercado na próxima edição da feira Fakuma”, diz Marcos Cardenal, engenheiro do departamento comercial da empresa no Brasil. O evento será realizado no mês de outubro na Alemanha.

Plástico Moderno, EcoPower Xpress 400 tem painel de comando adequado ao conceito 4.0
EcoPower Xpress 400 tem painel de comando adequado ao conceito 4.0
Plástico Moderno, Cardenal: servomotores aceleram a injeção na EcoPower XPress
Cardenal: servomotores aceleram a injeção na EcoPower XPress

A nova linha é formada por modelos de 210 até 500 toneladas de força de fechamento. Eles têm acionamento quase totalmente elétrico, com exceção de alguns componentes hidráulicos instalados para aumentar sua velocidade. “O funcionamento da máquina conta com conceito totalmente inovador. Um dos diferenciais é a utilização de dois servomotores, o que garante elevada velocidade de injeção e economia de energia”.

Cardenal informa que as vendas da empresa no Brasil davam a aparência de que se recuperariam no início do ano, com alguns projetos saindo das gavetas dos clientes. O escândalo da JBS esfriou o mercado. “Agora parece que as coisas começaram a se mexer”. Ele acredita que as empresas estão interessadas em voltar a investir, independente dos acontecimentos políticos. “Existe a necessidade de investir para aumentar a produtividade das fábricas”.

O engenheiro vê com bons olhos o lançamento de novos modelos pela indústria automobilística e o fortalecimento do nicho formado pelas empresas de produtos para a medicina. Outro bom nicho de mercado pode se fortalecer nos próximos meses: o de equipamentos capazes de atuar de maneira integrada a partir do conceito da indústria 4.0.

Plástico Moderno, Injetora BU800, de alta capacidade, fabricada pela Borchê
Injetora BU800, de alta capacidade, fabricada pela Borchê
Plástico Moderno, Silva: compensa investir nas máquinas com sistema híbrido
Silva: compensa investir nas máquinas com sistema híbrido

Para a Alfainjet, representante da chinesa Borchê, uma das maiores fabricantes de injetoras do mundo, a tendência do mercado é de melhora. “Notamos bom crescimento no pedido de cotações. O telefone tem tocado bastante, está faltando horário na agenda para atender os clientes”, conta Rodrigo Bruno da Silva, diretor de vendas e marketing. A esperança é que boa parte dessas consultas se transforme em negócios. “Esperamos vender em 2017 pelo menos 50% a mais do que no ano passado. Viemos de dois anos muito ruins”.

O lançamento mais recente da empresa, apresentado na última Feiplastic, é a série de máquinas BS-III Servo Motor, com unidades de 60 a 1.800 toneladas de força de fechamento. As máquinas têm sistemas de fechamento mecânico de cinco pontos voltados para encostar as placas da ferramenta e quatro cilindros hidráulicos que promovem a pressão final no fechamento. Conta com apenas um cilindro de injeção e servomotor hidráulico. Seu comando é fabricado pela austríaca Keba.

Um ponto forte da empresa destacado por Silva é ser líder global em inovação no caso de máquinas com duas placas. Ele anunciou outra novidade. “No ano que vem vamos lançar um modelo híbrido, com sistema de fechamento elétrico”, anuncia Silva. Ele ressalta a eficiência da tecnologia híbrida, que permite ciclos mais rápidos e grande economia de energia. “Elas são um pouco mais caras, mas o payback é compensador”.

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