Máquinas e Equipamentos

30 de novembro de 2017

Injetoras: Evolução tecnológica reduz consumo de energia e amplia automação

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Máquina híbrida da série ES é mais produtiva e econômica

    Máquina híbrida da série ES é mais produtiva e econômica

    As injetoras estão entre as máquinas para a indústria do plástico que mais evoluíram em termos de tecnologia nos últimos tempos. Os fabricantes, sejam nacionais ou estrangeiros, sempre apresentam novidades capazes de alcançar melhor desempenho com economia de energia. Mesmo em tempo de demanda reprimida, isso as faz bastante desejadas pelos transformadores.

    Plástico Moderno, Reis: embalagens de paredes finas pedem custos adequados

    Reis: embalagens de paredes finas pedem custos adequados

    A Romi, maior empresa nacional de máquinas do gênero, se encaixa nesse perfil. Seu mais recente lançamento, a série ES, tem como alvo os fabricantes de embalagens plásticas, nicho de mercado mais atraente do momento. “A procura por esse tipo de máquina tem sido maior devido ao aumento da demanda por embalagens plásticas injetadas em substituição a outros materiais, como metal e vidro, ou de outros processos de fabricação, como a termoformagem”, explica William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plásticos da Romi, maior fabricante nacional do equipamento.

    As injetoras projetadas para esse tipo de aplicação precisam estar aptas a produzir peças em grande quantidade com paredes de espessuras muito reduzidas. Essa característica exige movimentos rápidos e precisos e elevada pressão de injeção, para que o preenchimento do molde ocorra sem os prejuízos resultantes do prematuro endurecimento da matéria prima. As peças produzidas têm reduzido valor integrado e é imperativo que se alcance baixo custo de produção. Por isso, a busca pela economia de energia é imprescindível.

    Os modelos ES contam com tecnologia híbrida, dotada de acionamento elétrico nos movimentos de fechamento, extração e plastificação. O movimento de injeção é feito por acionamento hidráulico, a partir de um acumulador com controle efetuado por servoválvula. “As injetoras híbridas trazem maior vantagem competitiva no consumo de energia e na produtividade, com os recursos de simultaneidade total e maior velocidade em todos os movimentos, além de atender aplicações mais extremas”. Elas também possuem sistema de regeneração de energia para aproveitar a corrente elétrica gerada durante as frenagens dos movimentos.

    Plástico Moderno, Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas encontra grande procura, salienta Rieker

    Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas

    Plástico Moderno, Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas encontra grande procura, salienta Rieker

    Injetora híbrida El-Exis para embalagens de paredes finas encontra grande procura, salienta Rieker

    Marcas europeias tradicionais participam do nicho de mercado nacional formado por transformadores que exigem modelos sofisticados. Nesse nicho de atuação, o mercado de embalagens também se mostra mais ativo. Essa é a percepção da direção da Sumitomo Demag, empresa resultante da compra pela japonesa Sumitomo da alemã Demag. “Esse ano me surpreendeu positivamente, estamos vendendo um bom número de equipamentos para o mercado brasileiro”, informa Christoph Rieker, gerente geral.

    Os negócios mais promissores da empresa têm sido os de embalagens de paredes finas e de tampinhas. A série de injetoras da empresa para esse mercado é a El-Exis SP, formada por modelos de 160 a 580 toneladas de força de fechamento. “É uma máquina híbrida, com motor de plastificação elétrico de alta velocidade e sistema de fechamento hidráulico”. O gerente ressalta uma tendência do mercado, a de usar o recurso do in mold label. “Como são paredes muito finas, os rótulos, ao se incorporarem nas paredes, ajudam a peça a suportar o esforço necessário durante o uso”.

    Outra boa surpresa para Riecker tem sido a boa procura por máquinas totalmente elétricas. “Acho que os brasileiros estão descobrindo esse tipo de máquina, que proporciona elevada economia de energia. Elas são indicadas para ciclos superiores, de oito a trinta segundos”. Entre outras aplicações, os equipamentos elétricos têm sido procurados por empresas dos segmentos farmacêuticos e hospitalares. “Também temos vendido equipamentos elétricos para fabricantes de conectores, peças que exigem elevada precisão dimensional”.


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