Máquinas e Equipamentos

Injetoras: Distribuição da demanda local aponta concentração nos extremos das linhas oferecidas

Antonio Carlos Santomauro
25 de agosto de 2016
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    Na opinião de Melo, máquinas elétricas só não ganham mais espaço por exigirem investimento inicial maior. Mas esse diferencial deixa de ser interessante quando abrange a relação custo/benefício, e não os valores nominais: “É preciso considerar que uma máquina elétrica pode, entre outras coisas, reduzir o ciclo pela metade e propiciar grande economia de energia; assim, o investimento inicial se paga muito rapidamente”, ressalta.

    Outras novidades – Injetoras elétricas já constituem o foco básico da Toshiba e, ao descrever o atual portfólio dessa empresa, Piazzo cita apenas máquinas 100% elétricas, disponíveis com forças de fechamento variando entre 30 e 1.800 toneladas, ou híbridas (450 a 3.500 toneladas de força de fechamento). “Temos máquinas hidráulicas, mas a demanda por elas é hoje muito pequena”, explica. “Nosso foco é fornecer injetoras que melhorem a produtividade, reduzam o consumo de energia elétrica, não poluam o meio ambiente, tragam estabilidade de processo e precisão, e propiciem maior qualidade de produtos: somente as injetoras 100% elétricas podem trazer todos esses benefícios”, realça Piazzo.

    Plástico Moderno, EL 300 Speed opera ciclos rápidos em paredes finas

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    Máquinas elétricas, ele compara, reduzem o consumo de energia em uma faixa que vai de 50% a 85%, são muito mais precisas, não sofrem com os problemas acarretados por variações na temperatura no óleo dos sistemas hidráulicos. E vem diminuindo, observa Piazzo, a distância de preços entre elas e as hidráulicas. “Temos máquinas elétricas cujo preço pode hoje se equiparar ao de máquinas híbridas ou elétricas de primeira linha”, afirma.

    Plástico Moderno, Reis: pedidos de orçamento aumentaram desde maio

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    Já Reis, da Romi, não crê em total substituição das injetoras hidráulicas com servomotores pelas máquinas elétricas: “O desempenho e a economia de energia das injetoras hidráulicas com servomotores são próximos aos das injetoras elétricas, com relação custo/benefício bem interessante”, avalia.

    Como uma das novidades do portfólio da Romi, Reis cita a injetora elétrica para ciclo rápido EL 300 Speed, que entre outros diferenciais possui maior área de moldes, com 730 mm entre colunas e placa com dimensão de 1040 mm. “Essa versão Speed da EL 300 atende aplicações de ciclos rápidos em parede finas (até 0,5 mm), como talheres plásticos, potes de sorvete, potes de requeijão, utilidades domésticas, baldes de 3,6 litros, entre outras, com ciclos até 5 segundos”, ressalta.

    E, em maio último, em um evento realizado em São Paulo, a Romi exibiu o modelo ES 300, com 300 toneladas de força de fechamento, de uma nova linha de injetoras híbridas para peças de paredes finas e alta razão de injeção, com acionamento por acumulador hidráulico e servoválvula na injeção e elétrico nos demais movimentos. “A ES 300 atende aplicações mais extremas, que exigem altíssima razão de injeção por meio de acumulador hidráulico, requerida por embalagens, tampas e outras aplicações com espessuras inferiores a 0,5 mm em ciclos inferiores a 5 segundos”, detalha Reis.



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