Máquinas e Equipamentos

Injetoras – As vendas internas aquecidas e aquisições de marcas internacionais de renome agitam o mercado

Jose Paulo Sant Anna
10 de junho de 2008
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    Independentemente da aquisição internacional, a Romi comemora os resultados que vem alcançando por aqui. Em 2007, a venda (receita operacional líquida) de injetoras pela Romi cresceu 17,9% em relação a 2006. No primeiro trimestre de 2008, comparado ao mesmo período de 2007, as vendas físicas de máquinas para processamento de plástico cresceram 44,6%. Para 2008, a empresa trabalha com uma meta de crescimento global entre 14% e 18%, incluindo os negócios de máquinas-ferramenta, fundidos e usinados e máquinas para processamento de plástico. “O bom resultado deveu-se, principalmente, ao processo de consolidação da linha Prática no mercado, aliado ao bom desempenho de setores relacionados à demanda de bens de consumo”, resume Santos.

    A série Prática é a mais vendida pela Romi no mercado nacional e tem entre seus maiores clientes os segmentos automobilístico e de embalagens. A empresa acabou de lançar, na feira da Mecânica 2008, a Prática 450, com 450 toneladas de força de fechamento – antes, a série contava com unidades entre 40 e 380 toneladas. Capaz de processar até 1.890 gramas, a nova injetora é utilizada para aplicações gerais, desde a injeção de utilidades domésticas a peças técnicas, por exemplo, para a indústria automotiva.
    Outra inovação importante da linha Prática se encontra no painel de comando das máquinas, o Controlmaster 8 plus, um painel gráfico colorido com recurso touch screen. O controlador permite acesso remoto para acompanhamento da produção, pois pode ser visualizado de qualquer microcomputador.

    Sandretto no Brasil – Mediante o anúncio da aquisição feita pela Romi, a Sandretto do Brasil se apressou em soltar um comunicado oficial ao mercado informando que não tem nenhum tipo de vínculo com a homônima italiana. “A Sandretto do Brasil Ltda. está em plena operação, produzindo máquinas dentro dos mais altos padrões de qualidade, como pôde ser visto nas últimas feiras Plastishow e da Mecânica, e mantendo toda a estrutura de atendimento comercial e técnico”, informou o comunicado.

    Um pouco de história para explicar a situação: a Sandretto iniciou suas atividades no Brasil como filial da empresa italiana em 1999, logo depois da Semeraro, fabricante nacional de injetoras, com a qual mantinha parceria, sucumbir às sucessivas crises econômicas. A empresa italiana passou então a ser gerida pelo grupo norte-americano Taylor em 1995, sendo transferida, logo depois, para o grupo HPM.

    Em abril de 2007, a filial brasileira foi adquirida pelo grupo Nardini, que este ano comemora seu centenário e é conhecido como um dos maiores fabricantes da América Latina de tornos mecânicos. Os novos proprietários assumiram o ativo e o passivo da empresa. O valor da negociação com o grupo brasileiro foi o da dívida da empresa no Brasil, estimada em aproximadamente R$ 8 milhões.

    “Nos últimos meses, passamos por um amplo processo de reestruturação”, informa Antonio Lopes, gerente-comercial da Sandretto no Brasil. A fábrica da empresa, antes instalada no município de Arujá-SP foi transferida para a cidade de Americana-SP. “Quando compramos a empresa, a Sandretto da Itália já estava meio fechada. Quem comandava o processo tecnológico da marca eram os técnicos que trabalhavam no Brasil e que agora estão conosco”, ressalta.

    De acordo com o gerente, as instalações atuais permitem a produção de 300 a 400 máquinas por ano. “No ano passado, vendemos quase 200 máquinas e queremos aumentar bastante esse número em 2008. Fabricamos injetoras de 70 a mil toneladas de força de fechamento, em versões que processam vários materiais e são oferecidas aos transformadores dos mais diversos segmentos da economia”, informa.

    Para Lopes, os chineses hoje não estão atrapalhando tanto quanto em um passado recente. “Temos vantagens como indústria local, assistência técnica e financiamento pelo Finame”, enumera. Ele reconhece que o preço dos chineses continua imbatível. “Mas o preço deles é compatível com a tecnologia agregada à máquina”, alfineta o dirigente.

    Linhas complementares – Ao comprar a Demag, a Sumitomo teve como principal objetivo ganhar espaço no mercado europeu. A fase inicial de reestruturação da empresa resultante está em pleno andamento. Algumas decisões já foram tomadas, como a de manter as duas marcas no mercado. Toda a estrutura comercial da empresa na Europa e na América Latina passa a ser de responsabilidade dos profissionais que antes trabalhavam para a Demag. Na Ásia, continuará a ser usada a estrutura comercial da antiga equipe da Sumitomo.

    Plástico Moderno, Christoph Rieker, gerente-geral da Sumitomo/Demag no Brasil, Injetoras - As vendas internas aquecidas e aquisições de marcas internacionais de renome agitam o mercado

    Rieker: promessa de lançamentos

    A capacidade de produção da Sumitomo antes da aquisição era de 4,5 mil injetoras por ano, todas totalmente elétricas. As instalações da Demag, por sua vez, estão preparadas para produzir outras três mil máquinas por ano. A linha oriunda da marca alemã é composta por modelos hidráulicos, híbridos e elétricos. A Sumitomo também passa a controlar uma fábrica que a Demag mantinha na Índia, onde são produzidos equipamentos com a marca Santoch, de características similares às das fabricadas no Brasil. Alguns transformadores nacionais já contam com modelos Santoch em suas linhas de produção.

    “É interessante notar que os conceitos tecnológicos adotados na Europa e no Japão são diferentes, por isso as linhas que passam a ser oferecidas são complementares, não competem entre si. As opções que temos para oferecer aos clientes se ampliaram muito”, destaca Christoph Rieker, gerente-geral da Sumitomo/Demag no Brasil. Na Europa, costuma-se usar uma maior distância entre as colunas das máquinas. “Os japoneses têm como filosofia usar moldes de menores dimensões”, justifica o executivo.



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