Injetoras – Alta nas importações de manufaturados e queda das vendas internas emperram rentabilidade do mercado

Plástico Moderno, Hercules Piazzo, gerente-comercial da Milacron, Injetoras - Alta nas importações de manufaturados e queda das vendas internas emperram rentabilidade do mercado
Piazzo: com custo menor, as elétricas serão destaque

Dottori ressalta ainda a adequação às normas internacionais de segurança, além de custo, prazo e assistência técnica. “Os fabricantes precisam oferecer equipamentos a um preço que o mercado possa pagar e no prazo de entrega que atenda às necessidades do cliente”, sugere. Outra preocupação se refere às questões relacionadas ao meio ambiente e à disposição e empenho do fabricante em mostrar alternativas nessa área.

Segundo Dottori, a Romi vai expor célula de produção de porta-semente com resina biodegradável da Basf, com molde da ferramentaria Jacto e automação da Wittmann.

Para o gerente-comercial da Milacron, Hercules Piazzo, as injetoras elétricas mais uma vez serão o destaque da exposição. “A escala de produção aumentou e o custo da máquina caiu”, afirma. Segundo ele, em 85% dos casos, as máquinas elétricas estão entre 5% e 10% mais baratas que as similares hidráulicas ou híbridas. Essa também é uma das apostas da Himaco que relançará na exposição o modelo híbrido.

A Milacron fabrica 3.600 unidades por ano. “Antes, as vantagens eram relativas ao processo, como economia de energia, precisão e ausência de óleo, entre outras. A redução do preço passa a ser mais um atrativo”, avalia. As injetoras elétricas respondem por 95% das vendas da empresa no Brasil. Os 5% restantes ficam a cargo das hidráulicas e híbridas. “Até o ano 2000 essa proporção era inversa”, diz Piazzo.

Nas contas do gerente, a Milacron já instalou 200 unidades no Brasil, desde 1997. No mundo, a soma ultrapassa as 31 mil injetoras. As indústrias de celulares foram as primeiras a adotar a injeção elétrica. “Hoje a tecnologia está disseminada em diversos setores, desde autopeças a utilidades domésticas.”

Ao se confirmar como uma tendência em algumas aplicações, as injetoras elétricas passaram a atrair a atenção também dos fabricantes chineses. “A Brasilplast deve apresentar novidades nessa área.” De acordo com Piazzo, a concorrência com os asiáticos ainda não ocorre em máquinas de alta produção e tecnologia de ponta. “No entanto, a briga está acirrada nas máquinas de combate para injeção de peças simples.”

Piazzo está otimista com as previsões para 2007. Segundo ele, o ano começou mais aquecido, com aumento dos pedidos em carteira. “A Brasilplast certamente vai impulsionar ainda mais as vendas”, acredita.

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