Injeção – Mercado de múltiplos componentes esbarra na falta de escala, mas ratifica potencial de crescimento

Conhecida por sua tecnologia de injeção sem colunas, a Engel atua em multicomponentes com a linha Combimelt, de 60 t a 500 toneladas de força de fechamento nas máquinas sem colunas da sua tradicional série Victory; de 55 t a 500 t nas elétricas E-Motion, e de 350 t a 5.500 t nos modelos de duas placas Duo Pico. “Nas máquinas Combi não existe limitações quanto ao número de unidades de injeção”, avisa Löhken.

Plástico Moderno, Udo Löhken, Diretor da Engel do Brasil, Injeção - Mercado de múltiplos componentes esbarra na falta de escala, mas ratifica potencial de crescimento
Löhken: linha da Engel não tem limite para unidade de injeção

Na linha Victory, sem colunas, o diferencial está na possibilidade de montar mesas giratórias de grandes diâmetros em máquinas com forças de fechamento menores. A ideia é reduzir o custo do equipamento. “Muitas vezes, os moldes multicomponentes precisam ser maiores, com forças de fechamento reduzidas, portanto, a máquina sem colunas tem uma grande vantagem”, argumenta. Já na Duo, um destaque fica por conta da oferta de uma segunda unidade de injeção montada atrás da placa móvel, a fim de aumentar ainda mais as possibilidades técnicas da injeção multicomponente.

A primeira máquina Combimelt instalada no Brasil chegou em 1992. Desde então o mercado abrigou mais 28. Em breve, esse número avançará para 34, segundo estimativa de Löhken. “Esse é um segmento importante para nós”, afirma. A austríaca Engel conta com três fábricas em seu país de origem, uma na República Checa, além de duas na Ásia e uma nos Estados Unidos. As injetoras para múltiplos componentes são fabricadas nas plantas austríacas e nas asiáticas.

Para a KraussMaffei, as vendas vão aumentar, pois o mercado brasileiro se tornou mais exigente. Por isso, a fabricante não economiza tecnologia em suas máquinas para múltiplos componentes e investe constantemente na sua linha Multinject, desenvolvida em 1963. No Brasil, as máquinas chegaram anos depois, em 1998. Desde então, o país consumiu vinte injetoras da fabricante alemã. E tem potencial para emplacar muito mais modelos por aqui. “Vendi recentemente uma Multinject para uma empresa de Minas Gerais”, comemora Korkes. A expectativa para 2011 é comercializar pelo menos três máquinas.

A mais recente novidade para essa área é a tecnologia Spin Form, para altíssima produtividade. Korkes explica que o sistema em relação ao de mesa rotativa (turn table) apresenta diversos benefícios. Entre eles: permite produzir peças maiores e/ou mais compridas, facilita o isolamento térmico do molde, no caso de materiais que requerem altas temperaturas de transformação, e proporciona menor consumo energético.

A alemã Arburg classifica a injeção multicomponente em sete tecnologias. São elas: moldagem por injeção com intervalo, tipo sanduíche, marmorização, processo com gaveta, tecnologia de rotação, montagem por injeção e tecnologia de moldes de dupla face. Cada uma conta com uma aplicação definida. De modo geral, o material pode ser injetado com um único canal ou múltiplos, sendo que estes podem ser a frio ou a quente.

O portfólio da fabricante possui dois modelos da linha Allrounder indicados para injeção de multimaterial: a Série A (elétricas) e a Série S (hidráulicas). “O equipamento padrão conta com duas unidades de injeção, uma vertical e outra horizontal”, explica Goulart. As forças de fechamento variam de 40 t a 500 t. Em tempo: a fabricante também oferece modelos sob encomenda.

Nem mesmo a tradição de quem fabrica máquinas para múltiplos componentes desde 1961 faz a Arburg apresentar um índice alto de vendas no Brasil. “A empresa é muito bem-sucedida na produção de peças injetadas de multicomponentes, porém, no mercado brasileiro, é algo relativamente novo”, comenta Goulart. No país, segundo estimativas dele, há quinze injetoras da marca.Plástico Moderno, Luis Guerra, Gerente de vendas da Sumitomo Demag, Injeção - Mercado de múltiplos componentes esbarra na falta de escala, mas ratifica potencial de crescimento

A Demag, hoje Sumitomo Demag, após a compra pela empresa alemã da japonesa Sumitomo há três anos, entrou no mercado nacional de multicomponentes em 1996, e conta com a linha Multi, com forças de fechamento de 50 t a 2.000 t. Para este tipo de tecnologia, as faixas mais usuais são de 200 t a 300 t, e de 1.300 t a 1.500 t. “Fazemos qualquer máquina com a tecnologia de multicomponente”, avisa Guerra. Hoje, na companhia, 15% das vendas são de injetoras para múltiplos componentes. “Estamos dando mais importância para esse negócio”, aponta Guerra. No país, há cerca de 40 injetoras para múltiplos componentes instaladas. Há oito anos, o volume era a metade disso.

A Ferromatik Milacron (divisão europeia da Milacron) tem 70 máquinas para multicomponentes instaladas no Brasil, das quais cinco delas foram comercializadas no ano passado. A companhia fabrica em torno de 350 injetoras para múltiplos componentes por ano. Para o mercado nacional, oferece as máquinas multicomponentes da linha K-Tec, com força de fechamento de 60 t a 450 t, fabricadas na planta alemã. Apesar de essa tecnologia não ser o foco da empresa, trata-se de um mercado importante. “Atuamos com mais força nesse segmento fora do Brasil”, reforça Piazzo.

Benefícios – A moldagem por injeção de múltiplos componentes embute uma vasta variedade de modalidades. Entre as denominações mais conhecidas pelo mercado estão: a injeção de dois ou mais materiais (alguns se restringem a chamar de biinjeção, por ser esse o seu uso mais comum), a moldagem por coinjeção (ou tipo “sanduíche”) e o core-back (processo com gaveta). Cada uma delas tem uma característica própria, mas o objetivo é um só: combinar diversos materiais ou cores em uma peça moldada, utilizando-se de uma máquina integrada. Segundo definição da Arburg, “a produção ocorre numa sequência de processo totalmente automática, sem etapas de montagem adicionais ou pós-processamento.

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