Injeção – Ciclo rápido e parades finas – Fabricantes investem em técnicas mais sofisticadas

“Um bom exemplo é um pote de sorvete. Geralmente, ele possui espessura entre 0,5 mm e 0,6 mm, e é fabricado em moldes com ciclo total na faixa de 4,5 segundos ou até menos, dependendo da máquina injetora, material, auxiliares e molde”, resume Piazzo.

Consumidor – O mercado de embalagens é um forte e já tradicional consumidor de máquinas de alta tecnologia. Até por isso faz todo o sentido ser dessa indústria a maior parte da demanda das injetoras de ciclos rápidos. Aliás, para justificar o investimento numa máquina desse tipo, é imprescindível que ela opere grandes volumes, o que torna o setor alimentício de embalagens o principal cliente dos fabricantes dessas injetoras.

Mas essa tecnologia não se restringe a uma aplicação. À medida que o setor cresce (e vem avançando), este se pulveriza no mesmo ritmo. De uma maneira geral, todos os setores buscam reduzir a espessura das paredes, e para tanto apostam em máquinas de ciclos curtos. Segundo a norte-americana Milacron, a transformação está, sim, pronta para consumir injetoras especiais. “O mercado já consome muitos equipamentos deste tipo, principalmente para a fabricação de embalagens e utensílios descartáveis, como potes de sorvete e de margarina, talheres e tampas de cosméticos”, comenta Piazzo. Os segmentos de tintas e os de produtos químicos e automotivos endossam a lista de compradores dessa tecnologia. Em suma, não importa em qual categoria de produto se está, o objetivo é um só: reduzir o preço final da peça. No caso, com tempos de ciclos reduzidos e menor consumo de matéria-prima.

O crescimento da injeção de ciclo rápido e parede fina respinga também em outros setores da transformação. Já faz algum tempo que a termoformagem, em alguns setores, perde espaço para a injeção, por conta dos avanços tecnológicos promovidos por esse processo. Os dois tipos de moldagem têm prós e contras. O primeiro tem a seu favor o baixo custo de produção e o peso da embalagem, porém, trata-se de um processo que gera refugo, enquanto que na injeção, não. Esse último também sai ganhando no aspecto visual, além da melhor distribuição de parede e do aumento da procura pelo IML. “Com a injeção, a embalagem pode sair pronta e decorada com apenas uma operação”, completa Zavaglia, da Netstal. De qualquer forma, o que se vê são avanços significativos da injeção: a velocidade das máquinas está cada vez maior, o que possibilita paredes ainda mais finas.

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