Injeção – Ciclo rápido e parades finas – Fabricantes investem em técnicas mais sofisticadas

Dessa forma, geramos uma economia de 150 mil dólares, por ano, só de resina”, afirma.

A linha Hypac conta com itens adicionais capazes de operar em condições mais agressivas de pressão, velocidade de injeção e ciclo seco. “Essa linha é indicada quando há a necessidade de paredes muito finas e maior número de cavidades”, comenta Carmo.

A fabricante tem tradição nesse ramo. Conforme relembra Carmo, a empresa já em 1950 fabricou o molde de uma máquina para produzir um copo de água, em um ciclo de 1,2 segundo. A empresa está focada em segmentos de alta exigência de produtividade e repetibilidade, especialmente os relacionados às embalagens de alimentos e bebidas. Estes dois segmentos lideram os volumes de vendas da Husky no Brasil.

Atenta ao crescimento do mercado, a Sumitomo Demag também investiu nesse tipo de injeção e incrementou sua linha de ciclo rápido El-Exis. A fabricante apresentou recentemente a sua nova versão: a SP (speed performance). Essa série de injetoras híbridas agregou recursos eletrônicos, com aperfeiçoamentos no sistema hidráulico, a fim de atingir ciclos ainda mais velozes com altíssima precisão e repetibilidade. “Investimos em processadores cada vez mais velozes, novos servomotores, agora mais rápidos e potentes, e em circuitos hidráulicos para alcançar ciclos cada vez menores”, afirma Luis Guerra, gerente de vendas da Sumitomo Demag.

Esses conceitos na prática podem ser comprovados com o modelo ElElix SP 450/1020-3000. A injetora produz tampa para água mineral de PEAD já com o recartilhado do lacre pronto na própria máquina, em um molde de 96 cavidades, com ciclos de 1,99 segundo.

“A procura por este tipo de tecnologia está avançando, graças à necessidade de alta produtividade, baixos custos por unidade, qualidade das peças e economia de energia”, resume Guerra. Até por isso, para os próximos dois anos, a Sumitomo Demag projeta crescimento das vendas de máquinas de ciclo rápido da ordem de 35%.

Para atingir a meta, aposta, sim, no aquecimento da demanda, mas também tem aumentado a sua capacidade produtiva,

Plástico, Luis Guerra, gerente de vendas da Sumitomo Demag, Injeção - Ciclo rápido e parades finas - Fabricantes investem em técnicas mais sofisticadas
Guerra: transformador busca baixar o custo por peça injetada

fazendo melhorias tanto nas fábricas da Alemanha como na unidade chinesa, onde dobrou sua produção. No Brasil, a Sumitomo investiu em uma fábrica de caixas de engrenagens e drives em Itu, São Paulo. Em breve, a empresa irá se mudar para lá, em uma área maior onde terá estoque de peças e showroom. “A mudança nos permitirá ter máquinas aqui no país”, comenta Guerra.

Essa modalidade de injetoras tem tido boa aceitação também entre fabricantes nacionais. Nos últimos três anos, a Sandretto do Brasil notou que a venda desse tipo de máquina cresceu cerca de 20%, e tem potencial para avançar. Para dar conta desse mercado de injeção para ciclo rápido e peças de parede fina, a fabricante possui a série Nove HP Fast. O comando da linha foi desenvolvido para assumir grande capacidade de processamento e ser flexível. Utiliza os microprocessadores de última geração multitarefa, segundo o fabricante, e dedica seus acumuladores hidráulicos para o aumento da velocidade de injeção em até 1.000 mm/s. O movimento de injeção é coordenado através de pressão e velocidade em anel fechado (closed loop), a fim de assegurar a precisão de parada e a repetibilidade no peso das peças injetadas.

A linha (de força de fechamento de 120 t a 485 t) foi desenvolvida há quatro anos, e em 2010 passou por modificações, entre as quais ganhou nova hidráulica. Um diferencial da companhia, ressalta Antonio Lopes, diretor comercial da Sandretto do Brasil, é o fato de se tratar de uma empresa nacional. “Nossa máquina é toda feita aqui, com parceiros internacionais”, explica, referindo-se à unidade fabril localizada em Americana, São Paulo.

Elétrica – A máquina elétrica é vista como opção para a fabricação de peças de parede fina, mas a escolha da indústria é a híbrida, por conta da alta velocidade e da robustez da injeção. Até por isso, a fabricante norte-americana Milacron abriu seu leque para as hidráulicas/híbridas de ciclo rápido, pois considera a existência de algumas aplicações especiais, nas quais é necessária a utilização de inúmeros recursos hidráulicos para a movimentação do molde, como o giro do stack-mold ou cube-mold.

Apesar dessa abertura, a Milacron ainda tem como foco as máquinas totalmente elétricas, pois investe nessa tecnologia desde 1978. Hercules Piazzo, gerente comercial da Milacron Brasil, defende essa categoria. Ele destaca vantagens como a ausência de óleo, a redução do consumo energético e a precisão. “A maioria das máquinas utilizadas para este tipo de aplicação é híbrida, ou seja, consome muita energia elétrica, pois trabalha em alta velocidade. O ideal seria a utilização de máquinas totalmente elétricas”, resume. No item repetibilidade também há vantagens. Segundo ele, essa tecnologia permite precisão dez vezes superior à de uma máquina híbrida ou hidráulica.

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