Ferramentaria Moderna

Injeção a gás – Novas aplicações e vantagens incentivam uso da tecnologia

Plastico Moderno
15 de setembro de 2010
    -(reset)+

    Hoje, o bom atendimento é preocupação constante da representante da marca inglesa. “Nós nos preocupamos muito com o bom relacionamento com os clientes”, revela. A indústria de autopeças fabricante de maçanetas e alças é o principal segmento econômico atendido pela empresa. A expectativa é de aumentar a participação no mercado automotivo com a comercialização de equipamentos dirigidos para a produção de peças complexas, como para-choques e painéis.

    A Gas Injection oferece linhas de geração de gás com capacidade de abastecer de três a 30 injetoras. Destaque para os equipamentos que atuam pelo processo de peneira molecular de carbono, que separa o gás nitrogênio do ar comprimido. “É um processo muito robusto, apresenta durabilidade de dez a quinze anos”, afirma Soprano.

    Os sistemas de compressores de nitrogênio de alta pressão da série HPCOM são produzidos com projetos desenvolvidos pela alemã Sauer. Eles apresentam taxas de vazão de saída entre 350 e 1070 Nl/min. A série HPCOM T, composta pelos modelos 18T e 21T, tem capacidades, respectivamente, até 300 Nl/min e até 400 Nl/min. O modelo GB A5, reforçador de pressão de gás comprimido, é indicado para transformadores pequenos e sem possibilidade de investir grandes verbas.

    Plástico Moderno, Injeção a gás - Novas aplicações e vantagens incentivam uso da tecnologia

    Controladores do gás se adaptam aos diferentes tipos de injetoras

    Entre os controladores, a empresa comercializa modelos móveis, capazes de atender de forma simultânea até duas injetoras de diversas capacidades. Também conta com modelos fixos, voltados para injetoras de dedicação exclusiva para a tecnologia. Entre os modelos mais vendidos, destaque para os controladores fixos GPC FX-1, de circuito único, e GPC FX-2, com circuito duplo. Eles são ideais para empresas que operam uma única máquina de moldagem de injeção.

    Fabricantes de injetoras – Produtores de injetoras também oferecem aos clientes soluções voltadas para injeção a gás. A marca alemã Battenfeld dispõe do sistema Airmould. Com funcionamento similar à instalação convencional de ar comprimido industrial, porém com pressões bem mais elevadas, o sistema é composto dos quatro módulos previstos para a operação: geração de gás, geração de pressão, controle de pressão e injeção de gás.

    “Um diferencial de nossos produtos é a possibilidade de poder integrar o comando da operação no controle das injetoras, sem a necessidade de se usar interface”, revela Cardenal. Essa característica facilita o ajuste da linha de produção. Entre os geradores de nitrogênio, a empresa oferece diversos modelos. No mercado brasileiro, o destaque fica para o modelo DE 12, de elevado desempenho e construção compacta. Ocupando um pequeno espaço na planta, ele gera 15 metros cúbicos por hora de gás. A Battenfeld também oferece as séries SEDE, com quatro capacidades, que podem, de forma simultânea, gerar e comprimir gás.

    Plástico Moderno, Injeção a gás - Novas aplicações e vantagens incentivam uso da tecnologia

    Wender: vandas de máquinas a gás são tímidas

    Entre os controladores, Cardenal ressalta o modelo Unilog B6, aparelho portátil, com interface móvel. “É a nossa versão mais compacta, a mais vendida no Brasil”, revela. O engenheiro de vendas também ressalta o apoio dado aos clientes nas operações de pré e pós-venda. A colaboração inclui a indicação de parceiros especializados nos projetos de moldes localizados na Alemanha e em Portugal.

    Para a Arburg, o momento é de comemoração, por causa da venda de injetoras. Ela oferece máquinas desde 12,5 até 550 toneladas de força de fechamento, com sistemas de acionamento hidráulicos, elétricos e híbridos. O mercado de equipamentos para injeção a gás ainda não é significativo para a empresa no Brasil. Por aqui, ela representa a Maximator. “Não temos tido muitas consultas para injeção a gás, a expansão das vendas tem sido tímida”, informa Wender. Ele, no entanto, tem interesse e torce pelo desenvolvimento desse mercado nos próximos anos. Sua esperança maior recai sobre o desenvolvimento da indústria automobilística. “As montadoras estão alcançando excelentes resultados no Brasil”, justifica.

    O diretor-geral do escritório nacional da empresa alemã informa que a Maximator conta com todos os equipamentos necessários para os transformadores interessados em adotar a injeção a gás. De geradores de gás e compressores a controladores e comandos de válvulas para os pontos de injeção. Os módulos de comandos dos controladores podem estar integrados aos comandos Selogica instalados nas injetoras Arburg. “A entrada simples e direta de todos os parâmetros necessários por meio do comando da máquina facilita a vida do cliente”, defende. Para quem não conta com essas injetoras, a Arburg oferece interfaces para serem instaladas nas máquinas.

    Sistema aquece molde entre os ciclos

    Plástico Moderno, Injeção a gás - Novas aplicações e vantagens incentivam uso da tecnologia

    Equipamento elimina problemas como linhas de emenda

    A Plastic Solutions quer desenvolver mercado de outro recurso tecnológico voltado para a redução de custos e melhoria da qualidade das linhas de produção. Ela traz para o Brasil o sistema RTC, fabricado pela Gas Injection, voltado para o aquecimento do molde entre um ciclo e outro. Com o sistema, as cavidades da ferramenta atingem temperaturas de até 180º C no intervalo dos ciclos, enquanto o molde está aberto.

    A técnica é indicada, em especial, para transformadores de peças para a indústria automotiva, de linha branca e eletroeletrônica. “Com esse recurso eliminamos problemas como afloramento de fibras e linhas de emenda. Obtemos aspectos de altíssimo brilho e paredes mais finas”, garante Fabrício Soprano, representante técnico da Plastic Solutions. De acordo com o executivo, outras vantagens podem ser citadas. Entre elas, a obtenção de paredes mais finas, o que proporciona retorno considerável, em especial nas peças feitas com polímeros de engenharia, e a possibilidade de eliminação de pintura e de acabamentos posteriores. “Em alguns casos reduzimos a duração do ciclo”, acrescenta.

    O sistema RTC é oferecido em duas versões. A SWC é dirigida a moldes já concebidos pensando-se no processo. “A SWC pode ser aplicada em qualquer produto, sem limitações”, informa. A IHC pode se adaptar a moldes já existentes. “A IHC é adequada para peças planas, com profundidade máxima de 30 mm.”



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *