Ferramentaria Moderna

Injeção a gás – Novas aplicações e vantagens incentivam uso da tecnologia

Plastico Moderno
15 de setembro de 2010
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    A Primo Industrial é uma transformadora de porte médio, instalada na capital paulista. Há quarenta anos no mercado, conta com dezessete injetoras, das quais, conforme a demanda, até cinco chegam a ser usadas para injetar produtos com o auxílio do gás. A empresa começou como fabricante de produtos variados, como brindes, utilidades domésticas e peças para eletrodomésticos. Depois se especializou em um único produto, um soprador para churrasqueiras. Em seguida diversificou a linha, passou também a se dedicar ao fornecimento de peças para terceiros, em especial a indústria automobilística.

    A primeira experiência com injeção a gás se deu há quinze anos. Era uma alça de teto para um modelo da General Motors. O projeto acabou não indo adiante. Com o passar do tempo vieram novas encomendas. “No caso da injeção a gás, quase 80% de nossa produção é voltada para as montadoras. Para elas, fazemos peças como alças de teto e maçanetas”, informa Valter Biaggi Bombonato, diretor-comercial. Essas peças, em geral, contam com peso em torno de até cem gramas e são produzidas em injetoras de 210 a 240 toneladas de força de fechamento.

    Bombonato destaca o aumento da demanda por componentes do gênero nos últimos dois ou três anos.  “De lá para cá investimos US$ 1 milhão em equipamentos a gás”, revela. Com o aquecimento do mercado de automóveis, ele estuda aplicar novos recursos. A empresa conta com três compressores de gás, dois portáteis e um fixo. Também conta com equipamentos internos de geração e distribuição de gás nitrogênio.

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    Bombonato: demanda por peças injetadas a gás tem crescido nos últimos anos

    Precursora – A Cinpres é a empresa mais antiga de equipamentos de injeção a gás. A Pamatech representa a marca no Brasil há três anos. Para desenvolver o mercado, a representante nacional trabalha com dois grupos de clientes. Um é formado por transformadores multinacionais, conhecedores da tecnologia com base em experiências realizadas em plantas instaladas em outros países. Para esses transformadores, a tecnologia não é um “bicho de sete cabeças, não representa uma quebra de paradigma”, diz Pantuffi. Outra categoria é formada por potenciais clientes. “Eles ainda não conhecem bem o processo, precisamos despertar neles o potencial da técnica, demonstrar os benefícios”, comenta.

    De acordo com o diretor da Pamatech, hoje os transformadores de ponta estão muito focados em soluções voltadas para a redução de custos e melhoria da qualidade. “Felizmente a injeção a gás proporciona as duas coisas”, lembra. Por isso, ele acredita em imenso potencial de crescimento do mercado. “Nosso principal cliente é a indústria de autopeças, seguida pelas indústrias de eletrodomésticos das linhas branca e marrom. Os maiores usuários são os fabricantes de alças, puxadores e maçanetas”, revela.

    A Cinpres tem linha completa de equipamentos para injeção a gás. Entre eles, unidades de geração de nitrogênio, equipamentos de compressão e controladores de injeção do gás. Entre os preparadores de gás, um dos mais vendidos é o modelo GPS 15-15, com capacidade de produção de 18 metros cúbicos por hora. “Uma de suas principais características é a robustez. Ele trabalha com intervalos de doze meses sem a realização de operações de manutenção”, garante Pantuffi.

    Na linha de controladores, os modelos PPC 3000 são os mais vendidos no Brasil. “Eles podem ser instalados de forma simultânea na interface das máquinas em até duas injetoras”, explica. O modelo PPC FX é mono módulo, indicado ao uso de injetoras com produção exclusiva de peças com a ajuda de gás. Outra opção, essa para empresas de menor produção, é o controlador CPC, voltado para os transformadores que utilizam nitrogênio em cilindros. A empresa também oferece todos os componentes necessários, casos, por exemplo, dos bicos de injeção de variados modelos.

    Pantuffi ressalta a vantagem de se utilizar moldes projetados especialmente para a injeção a gás. “O grande segredo é localizar de forma correta os pontos de introdução do nitrogênio”, destaca. Para ele, no Brasil, existem poucas ferramentarias com know-how adequado para esse tipo de matriz. Não por acaso, a Pamatech também representa no Brasil a portuguesa Moldes RP, especialista em moldes técnicos e com grande experiência em injeção a gás.

    Com esse arsenal de produtos, Pantuffi ressalta outra característica da Pamatech. “Além da venda de equipamentos, nossa preocupação é a de oferecer soluções”, garante. Ele define solução como estudos para apontar em que situações o uso do gás é adequado, as vantagens proporcionadas pela técnica, resolução de eventuais dificuldades, oferta de análise do fluxo de preenchimento do molde com o uso de softwares de simulação e ajuda nos processos de start up.

    Linha completa – A Gas Injection, há quatro anos representada no Brasil pela Plastic Solutions, também oferece linha completa de equipamentos para injeção a gás. Para Soprano, o mercado brasileiro começou a se desenvolver nos anos 90 e tem se mostrado muito positivo nos últimos tempos. “As vendas têm melhorado ano a ano”, garante. Para ele, a situação poderia estar melhor se no século passado os fornecedores de equipamentos a gás cuidassem melhor do mercado. Eles não se preocuparam em dar o suporte técnico necessário na época e muitos transformadores se decepcionaram com a tecnologia.



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