Incorporação de aditivos concentrados cresce e reforça atribuições

Efeitos diferenciais – Embora se posicionem cada dia mais incisivamente como fornecedores de soluções para gama mais ampla de funcionalidades, os fabricantes de masterbatches não se descuidam de sua atribuição original de provedores de concentrados de cor. Ou melhor, de provedores de conjuntos de cores associadas a efeitos potencialmente capazes de conferir características de diferenciação e exclusividade aos produtos de seus clientes.

A Colorfix, por exemplo, aposta na Marble, linha lançada no ano passado com a capacidade de conferir ao plástico efeitos similares aos do mármore, que atualmente inclui também efeitos associados a madeira e madrepérola. Na primeira fase, ela visou aplicações em PP e nesse segmento já aparece em cadeiras, mesas e utensílios domésticos, entre outros artigos. “Agora, a estamos testando em ABS, por exemplo, em eletroeletrônicos, autopeças e produtos para construção civil”, conta Francielo Fardo, diretor da Colorfix. “E essa linha está sendo testada em países europeus, no México e nos Estados Unidos”, acrescenta.

Mas a Colorfix, ressalta Fardo, também fornece uma linha composta por mais de dez aditivos. “Nosso agente de purga e o MB Filler (concentrado de cargas minerais) estão entre os aditivos hoje mais demandados. Para aplicações mais específicas, também há boa procura pelo retardante de chama e pelo anti-UV”, destaca.

Leone Bueno Filho, gerente comercial da Ampacet no Brasil, fala em acentuação da demanda por aditivos destinados a filmes capazes de prolongar a vida útil dos alimentos que embalam e simultaneamente conferir a eles efeito visual mais atraente: casos, entre outros, dos absorvedores de gases e dos antifog. “Nos Estados Unidos, esses produtos já têm uso bem consolidado e, do ano passado para cá, a demanda por eles começou a se expandir aqui no Brasil”, observa Bueno.

Plástico Moderno, SynWrap, da Ampacet, dá ao filme plástico aspectos sensoriais de papel de seda
SynWrap, da Ampacet, dá ao filme plástico aspectos sensoriais de papel de seda

A Ampacet também destaca produtos capazes de conferir efeitos diferenciados os plásticos, como as soluções Paper 2.0 e SynWrap, que anunciam, respectivamente, a possibilidade de efeitos visuais e táteis similares aos do papel e do papel de seda. Podem assim conferir a sensação de algo “mais natural” a embalagens de alimentos. “Para haver essa sensação, atualmente se usa a combinação entre uma camada de papel e outra de plástico, mas com o Paper 2.0 é possível obtê-la com uma embalagem 100% de polietileno”, pondera Bueno.

Soluções capazes de agregar efeitos sofisticados aos plásticos constam também do portfólio da Pro-Color, diz Elisangela, que exemplifica essa afirmação citando a linha de coloridos perolizados sintéticos Pro-Ultra. “É uma linha de alta performance, que entre outras coisas permite a obtenção de graus elevados de brilho, maior intensidade nas embalagens comparada a pinturas perolizadas automotivas, e redução de marcas de fluxo no processo de injeção”, descreve.

A Pro-Color, ressalta Elisangela, hoje foca mais decididamente nichos com demandas mais específicas – como cosméticos, brinquedos, autopeças, entre outros –, em detrimento do mercado fundamentado nos grandes volumes. “No ano passado, a empresa trabalhou com 90% de sua capacidade ocupada e, com a retomada da economia e novos projetos, tivemos a necessidade de ampliar a capacidade produtiva com a instalação de uma nova extrusora de dupla rosca”, comenta. “A estrutura também cresceu com a vinda de profissionais experientes, e houve investimento no laboratório, com equipamentos de alta resolução, como extrusora de filmes de bancada para testes e sopradora bicamada”, relata Elisangela.

Investimentos em alta – Projeções dos fabricantes de masterbatches expõem de maneira nítida a tendência de crescimento dos aditivos como fonte de receita. “Este ano, o consumo de masterbatches não deve apresentar forte crescimento, mas o de aditivos, sim”, projeta Santos, da Cristal Master, reservando o termo masterbatch aos produtos destinados a colorir. “Os aditivos ganham cada vez mais espaço no processo de transformação termoplástica devido à constante busca por melhoria de produtos, reaproveitamento de aparas, redução de custos e melhoria nos processos”, justifica.

No ano passado, diz Santos, a Cristal Master investiu cerca de R$ 5 milhões, parte deles destinados à aquisição de extrusoras para produzir os aditivos lançados neste ano. “Em 2018, investiremos outros R$ 5 milhões, aumentando nossa capacidade produtiva de 18 mil para 28 mil toneladas anuais”, adianta.

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