Embalagens

10 de Abril de 2012

In Mold Labeling – Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico, In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Empresa de Mauá produz embalagem para linha premium

    Não existem números oficiais. Participantes do mercado brasileiro, no entanto, calculam crescimento em torno de 8% ao ano do uso da tecnologia in mold labeling (IML), processo de decoração direta no molde. O potencial de evolução é otimista, na opinião de transformadores e fornecedores de equipamentos e moldes envolvidos com o assunto. Existem bons motivos para isso. Um deles é o sucesso feito pela técnica no exterior, onde é empregada há anos por multinacionais de grande porte na confecção das embalagens de seus produtos.

    A tendência ganha força por aqui. Empresas de renome do setor de produtos alimentícios já puxam a fila. Também merece destaque o segmento de produtos de higiene e limpeza. Outros filões fazem encomendas, caso dos fabricantes de tintas, que no Brasil começam a substituir as embalagens de metal por baldes de plástico. O setor de móveis também se encontra entre os usuários da tecnologia. São os casos dos produtores de mesas e cadeiras injetadas com os logotipos de marcas de bebidas, usadas com frequência em bares e restaurantes.

    No caso das embalagens, uma característica do mercado chama a atenção. Quase todas são destinadas a produtos sofisticados, nos quais fica mais fácil diluir o custo mais “salgado” da tecnologia. No caso de produtos populares, de grande tiragem, muito disputados pelo consumidor, alguns centavos a mais podem dificultar a adoção dos potes já decorados.

    A logística da produção também atrapalha. Uma fabricante de sorvetes de grande porte, por exemplo, precisa manter um elevado estoque de embalagens dos diversos sabores. É mais fácil organizar as linhas de produção injetando potes comuns e armazenando apenas os rótulos.

    Plástico, In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Empresa aposta nos rótulos para agregar valor à embalagem

    A maior barreira, a do custo superior ao das embalagens convencionais, dificulta muito, mas há um alento: o aumento da escala de produção promete minimizar o problema em médio prazo. A transposição de outro obstáculo, o da qualidade duvidosa dos rótulos fornecidos no país, está em curso. Conforme a opinião insuspeita dos usuários, as gráficas nacionais estão investindo na aquisição de equipamentos e hoje prestam serviços muito melhores do que há três anos.

    A expressão in mold labeling pode ser traduzida para o português como “rotulando no molde”. A operação ocorre durante o ciclo de injeção. Enquanto a injetora abre, as garras dos robôs pegam os rótulos com a ajuda de ventosas e os levam para as cavidades do molde, onde são fixados por meio de descarga elétrica – em torno de 15 mil a 20 mil volts – ou de sistema de vácuo, presente na ferramenta. Hoje, as descargas elétricas são mais usadas, mas, conforme a característica da peça, o vácuo pode ser a técnica escolhida. O ciclo prossegue. A resina é injetada e incorpora o rótulo. A peça é retirada já decorada e pronta para ser usada.

    Os profissionais do ramo não cansam de exaltar as vantagens do IML. Quando injetada, a peça não precisa ser submetida a operações posteriores para ser decorada. São descartadas ações como colagem de etiquetas, colocação de cintas de papelão ou gravações feitas em serigrafia. A qualidade de impressão obtida é superior à dos outros métodos.

    No caso das embalagens, há a valorização do produto, que ganha destaque nas gôndolas dos pontos de vendas. Um atributo para lá de importante em tempos de elevada competição entre marcas. Ainda no campo do marketing, outro atrativo. É comum o reaproveitamento de determinadas embalagens, caso dos potes de sorvetes. Como os rótulos estampados permanecem impressos, trazem sempre a lembrança da marca na cabeça dos consumidores.

    O número de transformadores aptos a produzir peças com a tecnologia tem crescido nos últimos anos. Boa notícia para a indústria fornecedora de produtos para o IML. A começar pelos fabricantes de máquinas. As injetoras utilizadas têm como característica muito importante contar com controles compatíveis para dialogar com precisão com os demais sistemas de automação presentes na operação. Participam desse mercado os importadores de modelos sofisticados, empresas como Wittmann Battenfeld, Sumitomo Demag, BMB e Milacron, entre outras.

    Podem ser usados robôs cartesianos, comuns na indústria do plástico. Entre os fornecedores do equipamento se encontra a única fabricante nacional, a Dal Maschio, e importadoras. Quando a linha de produção exige alta produtividade e ciclos rápidos, os robôs chamados de laterais se tornam imprescindíveis. Somente importados participam desse nicho, casos das marcas Imdecol, Marbach e Beck, entre outros. Também podem ser aproveitados e são importados os robôs de seis eixos, como os fabricados pela Fanuc.

    O BOPP é o material mais empregado na confecção dos filmes utilizados na produção dos rótulos, em alguns casos também feitos de polipropileno. A Vitopel é a única fabricante nacional desses filmes. Várias gráficas providenciam o corte e a gravação dos rótulos, entre elas a catarinense Baumgarten e a paulista Rami.

    Pioneiros– Entre as empresas equipadas com IML, a opinião coincide. A evolução dos negócios talvez não ocorra com a velocidade desejada. Todas, no entanto, comemoram o crescimento da demanda e apostam em futuro promissor.

    Plástico, Roberto Dedomenici, sócio da Plásticos Regina, In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Para Roberto, os rótulos nacionais melhoraram em qualidade e custo

    Entre aqueles com opiniões otimistas estão os representantes de nomes considerados pelo mercado como pioneiros do setor.

    Apontada pelos especialistas no tema como uma das empresas brasileiras mais avançadas no uso da tecnologia, a Pavão atua com força na área. A empresa paulistana nasceu em 1975 e contava com forte atuação no segmento de utilidades domésticas. No início do século, resolveu participar do mercado de embalagens. Para enfrentar a forte concorrência do novo nicho, resolveu se diferenciar com a adoção da técnica.

    Na avaliação de Artur Avelino Machado, diretor da empresa, a estratégia trouxe bons resultados. Ele não informa quantas máquinas voltadas para a atividade a empresa possui hoje, mas afirma que os investimentos na compra de equipamentos têm sido constantes. “A demanda continua crescente”, informa. A clientela tem se concentrado entre empresas de pequeno e médio porte, fabricantes de alimentos voltados para o público de maior poder aquisitivo. A Pavão trabalha muito com potes de paredes finas de até dois litros de capacidade.

    Plástico,  Bruno Dedomenici, irmão e sócio de Roberto, In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Segundo Bruno, em 2007, embalagem já utilizava tecnologia próxima da atual

    A Plásticos Regina, empresa sediada no município de Mauá-SP, no mercado desde 1957, especializou-se na fabricação de embalagens para alimentos em 1992. Hoje, esse nicho representa 90% de seus negócios. O restante é dividido entre a produção de embalagens para as indústrias de cosméticos e farmacêutica.

    A primeira experiência da empresa com o IML data de 1992. Na época, os rótulos incorporados às embalagens eram feitos de papelão. O cliente da transformadora era a fabricante de sorvetes Insol, formada pela parceria entre a Nestlé e a Unilever. A marca do produto a ser embalado era Gino Ginelli. “Era um produto premium, feito em pequenas quantidades, e as dificuldades oferecidas pelo sistema in mold labeling na época fizeram o projeto ser abortado”, explica Roberto Dedomenici, sócio da Plásticos Regina.

    O novo cliente, depois da primeira tentativa, veio anos depois. Em 2007, a empresa passou a fazer embalagens para bombons produzidos pela empresa italiana Ferrero Rocher. “Essa embalagem já começou a ser produzida com tecnologia próxima da atual”, conta Bruno Dedomenici, irmão e sócio de Roberto. Recentemente, a empresa passou a fornecer potes de um litro para sorvetes da linha premium da Nestlé.

    A empresa conta em sua linha com 28 injetoras – com até 450 toneladas de força de fechamento –, das quais seis estão em condições de atuar com a técnica. “Os serviços com in mold labeling representam, no máximo, 10% de nosso faturamento”, diz Roberto. A pequena participação não abala o humor dos dois irmãos. O número de consultas por parte dos clientes tem sido muito alto. O custo tem atrapalhado, mas a expectativa é que isso mude. O aumento da escala dilui os investimentos necessários na aquisição de equipamentos. “Os rótulos nacionais não eram bons e custavam caro há alguns anos, hoje eles melhoraram muito em qualidade e custo”, acrescenta.

    Há doze anos no mercado, a Bomix, de Salvador-BA, fabrica baldes e bombonas para o acondicionamento dos mais variados tipos de produtos, direcionados às indústrias alimentícias, químicas e petroquímicas. São os casos de margarinas, conservas, laticínios, sucos concentrados, tintas, impermeabilizantes e fertilizantes, entre outros.

    Em sua unidade soteropolitana, a empresa conta com trinta injetoras. “Aqui fabricamos baldes redondos e retangulares de 2,2 a 22 litros”, informa Eduardo Antônio Abrahão, gerente de manutenção. A empresa produz peças com a tecnologia IML há quatro anos. Ao todo, conta com seis robôs aproveitados para a tarefa. “Esse mercado vem crescendo muito nos últimos quatro anos”, diz o gerente. No caso de peças decoradas, os clientes se concentram na indústria alimentícia e de tintas.

    Pacotes completos – Os interessados em adquirir equipamentos para as linhas de produção de IML contam com várias opções. A empresa especializada em automação Wittmann, que há cinco anos adquiriu a fabricante de injetoras Battenfeld, lançou recentemente um pacote completo, uma evolução do projeto anterior oferecido pela empresa para a operação.

    “A injetora usada antes era especial, agora é o modelo standard TM com algumas adaptações, que passamos a chamar de TMXpress”, explica o engenheiro de vendas Marcos Cardenal. Ao aproximar a máquina do modelo convencional, a empresa teve a intenção de tornar o preço do equipamento mais acessível. A TMXpress é hidráulica, e em relação à TM conta com maior precisão e velocidade no controle do fechamento, carenagem preparada para receber automação e acumulador para acelerar a injeção da matéria-prima.

    O pacote também prevê a entrega de um robô de dois eixos, apropriado para ciclos velozes. “O robô é indicado para linhas de produção de grande número de peças. São os casos, por exemplo, de embalagens como potes de sorvetes ou margarinas, nos quais o rótulo pode ser trocado e o formato da peça continua o mesmo”, informa.

    Para Cardenal, o custo dificulta a adoção das embalagens feitas com tecnologia IML. O interesse, no entanto, vem crescendo, como provam as consultas feitas pelos clientes. Para ele, muitos transformadores se mostram motivados, mas na hora de colocar a mão no bolso postergam os investimentos. “Eles não desistem, engavetam os projetos.” A insegurança deve diminuir com o surgimento de equipamentos com custos mais atrativos. “A qualidade dos rótulos nacionais vem melhorando bastante e isso também ajuda muito”, revela.

    A SumitomoDemag é especializada em injetoras. A empresa fornece conjuntos completos para linhas de produção de IML. Christoph Rieker, gerente-geral do escritório brasileiro, recomenda duas possibilidades. Com a marca Sumitomo, é comercializado o conjunto Simpac, formado por injetora e robô. Com a marca Demag, ele indica as injetoras da linha El-Exis, de fechamento híbrido.

    “Caso o cliente queira, fornecemos o conjunto com a máquina Demag e robô, molde e rótulos de empresas parceiras”, diz. No caso dos robôs, as empresas recomendadas, conforme o caso, são a alemã Marbach e a suíça Beck. “Esses robôs são laterais, ideais para linhas de elevada produção e ciclos velozes”, acrescenta. Rieker calcula vender entre cinco e seis equipamentos por ano voltados para a tecnologia. “Esse é um mercado em ascensão no Brasil, mas ainda está distante do europeu, onde a técnica já está bem difundida”, ressalta.

    A Eurotech, há dez anos representante no Brasil da fabricante italiana de injetoras BMB, também vende pacotes fechados para linhas de produção. “No caso de projetos para in mold label é interessante oferecer projetos completos”, defende César Borges Fagundes, diretor comercial. Para ele, é mais seguro para quem vende e para quem compra. Se ocorrer algum problema na hora de colocar para funcionar a linha de produção não há o perigo de um fornecedor empurrar a culpa para outro.

    As injetoras recomendadas pela representante da marca italiana são híbridas e contam com especificações particulares, caso de acumuladores hidráulicos na injeção. “Elas precisam ter alta velocidade, característica importante para a moldagem de peças com paredes finas e elevada produção”, justifica.

    A empresa não conta com parceiros fixos na hora de recomendar um robô. “Para cada caso indicamos a marca que achamos mais adequada para as características da operação.” Para produção elevada, é importante o uso de modelos de dois eixos. Para reforçar sua opinião, o diretor lembra que hoje muitos clientes interessados em trabalhar com IML estão usando ferramentas com várias cavidades. “Há alguns anos, os moldes tinham uma ou duas cavidades, hoje alguns têm oito”, diz. Em certos casos, porém, os robôs cartesianos tradicionais resolvem. “Na injeção de uma cadeira ou mesa com decoração os ciclos são longos.” Os moldes são encomendados no exterior. A Eurotech mantém contatos com ferramentarias italianas, suíças, canadenses e alemãs. “Antes de instalarmos o projeto integrado, nós o testamos na Itália”, conta.

    Fagundes concorda com as opiniões de seus concorrentes. “Tem havido uma evolução nesse mercado, e o uso de embalagens decoradas está ficando cada vez mais popular”, avalia. Apesar do avanço, o país ainda está distante do patamar de uso da tecnologia verificado em países do primeiro mundo.

    “As grandes marcas de alimentos, produtos de higiene e limpeza e de outros segmentos ainda concentram o uso do IML em produtos premium. Quando nomes como Kibon ou Sadia passarem a adotar essas embalagens em produtos populares haverá um grande aumento na procura”, diz. A evolução dos equipamentos e também dos rótulos oferecidos é um fator que reforça seu otimismo nesse mercado.

    Robôs + moldes– Outros fornecedores confirmam o aquecimento da procura por equipamentos para IML. A Dal Maschio, única fabricante nacional de robôs, confirma a tese. “A procura ainda está longe do que vemos na Europa e Estados Unidos, e até da Argentina e Uruguai, mas temos vendido muita coisa nos últimos tempos”, garante José Luiz

    Plástico, Paulo Lopes, diretor do escritório de representação, In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Lopes: muitos projetos serão colocados em prática neste ano

    Galvão Gomes, diretor do escritório nacional da empresa.

    Entre os clientes, muitos fabricantes de móveis, como mesas e cadeiras, brinquedos e utilidades domésticas. Para essas aplicações, os robôs cartesianos cumprem a função. Galvão garante oferecer um diferencial para esse nicho de mercado. “Desenvolvemos um sistema de rotação das garras que permite a extração de peças de maior porte em injetoras com curso de abertura menor”, diz. Dessa forma, o transformador pode economizar realizando a operação em máquinas de menor força de fechamento do que quando são usados os robôs da concorrência.

    A procura também é feita por fabricantes de embalagens para as indústrias alimentícias e de tintas. Nesse caso, a empresa oferece os robôs laterais. “Os robôs de dois eixos são desenhados aqui no Brasil e produzidos na Itália”, esclarece. Como a demanda para esse tipo de equipamento não é muito grande, a empresa não pensa, em curto prazo, em fabricá-los no Brasil. “Nem teríamos condições, a procura pelos robôs cartesianos tem deixado nossa fábrica lotada de serviço”, ressalta.

    A Plastic Solution representa no Brasil a fabricante israelense de robôs Imdecol, bastante conceituada quando o assunto são os modelos laterais, de dois eixos. A parceria foi estabelecida há oito anos. “Fui para Israel conversar sobre outros negócios e me interessei pelo in mold label ao avaliar o potencial do negócio”, conta Paulo Lopes, diretor do escritório de representação.

    Lopes é adepto da entrega de pacotes completos. Para os interessados, recomenda injetoras do mercado adequadas aos

    Plástico, Maurício Rosenstock, proprietário da RK,  In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Rosenstock: clientes pedem moldes adaptados para incorporar o IML

    clientes. Não para por aí. Ele mesmo faz o projeto dos moldes – fabricados por terceiros – e importa, também de Israel, os rótulos para a operação. “Hoje os rótulos brasileiros são de boa qualidade, o custo para importar só vale a pena quando falamos de grandes quantidades”, explica.

    As vendas de produtos para a tecnologia têm se mostrado muito boas. “Desde que comecei esse é o melhor momento”, informa. O ano retrasado foi excepcional, as vendas explodiram. No ano passado, tivemos muitos pedidos de cotações, mas os negócios esfriaram um pouco. “Acredito que neste ano muitos projetos serão postos em prática, estou muito otimista”, resume.

    Prova da evolução desse mercado acontece com a RK Ferramentaria, de Curitiba-PR. No mercado desde 2005, ela tem 28 funcionários e é especializada em matrizes para embalagens de paredes finas e ciclos rápidos. “Esse tipo de molde conta com características muito próximas às dos usados para produzir embalagens com in mold label. Com algumas pequenas adaptações, eles ficam aptos a trabalhar com a tecnologia”, explica Maurício Rosenstock, proprietário da RK. Entre as adaptações necessárias, encontra-se a preparação para o molde fixar o rótulo a ser utilizado na embalagem.

    Nos últimos tempos, a maioria dos pedidos vem com uma observação. “Mesmo quando o molde não vai ser usado com in mold label, os clientes pedem que ele seja projetado com as adaptações necessárias. Assim, se mais tarde o cliente optar pela tecnologia, não será necessário mexer na ferramenta”, explica.

    Rótulos– A evolução da qualidade dos rótulos nacionais, condição apontada por todos como forte impulso do uso do IML no Brasil, deve-se ao esforço dos vários fornecedores envolvidos. A Vitopel participa do mercado com sua linha de

    Plástico, Aldo Mortara, gerente corporativo de tecnologia, In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Mortara: filme deve possuir rigidez adequada para evitar dobramentos

    filmes de BOPP transparentes e opacos. “A cadeia de fornecimento para esta aplicação é bastante complexa e com muitas particularidades”, resume Aldo Mortara, gerente corporativo de tecnologia.

    Os produtos são fabricados nas unidades da empresa no Brasil e na Argentina. “Temos calcado nosso aumento de escala em avaliação cuidadosa dos processos de uso para assegurar consistência de desempenho”, diz o executivo. O filme é produzido cortado em folhas. “O produto deve possuir rigidez adequada, de forma que evite rugas e dobramentos. É extremamente importante conseguirmos uma superfície que assegure excelente adesão das tintas e vernizes de proteção sem efeitos indesejáveis de distorção ou sombreamento de imagem”, enfatiza.

    Mortara explica que alguns mercados de injeção por IML estão bem consolidados, como os de baldes de tinta, utensílios domésticos, painéis para lavadoras de roupas e potes para sorvete. A demanda pelo produto é crescente, com velocidade diretamente relacionada ao desenvolvimento das soluções particulares da cadeia de transformação.

    “Em algumas ocasiões o crescimento acaba inibido por experiências passadas desastrosas, frutos de desenvolvimentos pouco ou nada estruturados que geraram perdas e frustrações.” Para ele, o ano de 2012 promete incremento significativo nas vendas. “Estamos trabalhando muito forte no desenvolvimento de novas soluções e em breve apresentaremos alternativas inovadoras”, promete.

    As gráficas são responsáveis pela impressão dos filmes, corte e empilhamento dos rótulos a serem aplicados. As empresas nacionais do ramo têm se esmerado nessa tarefa. A Baumgarten, de Blumenau-SC, no mercado há 131 anos,

    Plástico, José Carlos Rizzieri, superintendente, In Mold Labeling - Técnica começa a ganhar força no mercado nacional

    Rizzieri: gráfica fornece embalagens para indústrias diversas

    começou a trabalhar com rótulos para IML em 2006. Atualmente utiliza impressão offset.

    A empresa está adquirindo nova máquina para a impressão desse tipo de filme. “Estamos investindo em novas tecnologias, que permitirão altíssimo nível de acabamento e diversas possibilidades de combinações de sistemas de impressão, como silkscreen, flexografia, hot stamping, cold foil e laminações”, informa o presidente Ronaldo Baumgarten Júnior.

    Ele garante que o investimento resultará em produtos com tecnologia de ponta. “Vamos oferecer rótulos que agregarão maior valor às embalagens, baldes plásticos e outros produtos.” De acordo com o presidente, a demanda pelos rótulos tem evoluído bastante. No ano passado, a gráfica apresentou crescimento de produção de 193% em relação a 2010. Para 2012, a perspectiva é de crescimento de 23%.

    Outra a apostar no nicho é a gráfica Rami, de Jundiaí-SP. Há 33 anos no mercado, a empresa é especializada na fabricação de rótulos para embalagens diversas. “Nós trabalhamos com plásticos, papel e papel-alumínio”, informa o superintendente José Carlos Rizzieri. A tecnologia IML entrou no portfólio de produtos da empresa há quinze anos, quando esse mercado era bastante incipiente por aqui. “Ao longo dos anos, a tecnologia foi se aperfeiçoando”, diz.

    Em paralelo, o mercado foi se desenvolvendo, em especial nos últimos anos, e Rizzieri acredita que ainda tem muito a avançar para alcançar os níveis atingidos pela indústria do primeiro mundo, mas se mostra muito otimista com o seu potencial. “Hoje fornecemos para embalagens de alimentos, produtos de limpeza, petroquímicos, mesas e cadeiras.”



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      1. Muito interessante esta técnica. Eu não a conhecia apesar de ser ferramenteiro a 40 anos. Na cidade em que moro existe só empresas de pequeno porte, este deve ser o motivo pelo baixo investimento em novas tecnologias e fiquei atrasado. Quero mais informações.



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