Embalagens

In mold labeling – Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

Jose Paulo Sant Anna
29 de dezembro de 2008
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    Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

    Pote do patê de queijo tem rótulo de cinco faces

    O gargalo – As empresas envolvidas com a produção dos rótulos não querem ficar com a imagem de responsáveis pela dificuldade do desenvolvimento desse nicho de mercado e prometem investir na melhoria constante de seus produtos. Elas ressaltam que o desenvolvimento de rótulos de boa qualidade foi um empecilho no início da adoção do IML também nos países onde hoje a técnica é bem mais utilizada e acreditam que a popularização da prática levará ao aperfeiçoamento e a preços mais justos.

    Uma dessas empresas é a Vitopel, de origem argentina, que em 1997, nove anos após sua criação, chegou ao Brasil por meio da incorporação da Koppol, empresa localizada em Mauá, na Grande São Paulo. Ainda no Brasil, a Vitopel adquiriu em 2005 o parque industrial da Votocel, situada em Votorantim-SP. Hoje, com capacidade para produzir 127 mil toneladas por ano de matérias-primas, se encontra entre as principais fabricantes do mundo de filmes de BOPP.

     

    Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

    Patrícia e Almeida recomendam filmes específicos

    Para Patrícia Lombardi, gestora de novos negócios da Vitopel, um dos problemas foi o uso, durante um tempo, por parte de fornecedores “espertos”, de filmes não qualificados para a operação. A prática, na sua opinião, “queimou” a imagem do processo. “Para os projetos IML precisamos usar filmes diferenciados, com algumas características que permitam resultados positivos para os trabalhos”, revela. 

    A Vitopel desenvolveu, há dois anos, filmes específicos para a operação. Daniel de Almeida, assistente técnico da empresa, informa que eles contam com algumas propriedades, como permitirem bom controle das forças estáticas, planicidade e obtenção de superfícies adequadas para a impressão. Para a empresa, outro problema é o volume da demanda no mercado nacional, excessivamente tímido. Esse é o motivo principal pelo qual a empresa não conta com concorrentes por aqui. “Somos o único fornecedor do Brasil e um dos poucos do mundo”, afirma Patrícia.Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

    A Gráfica Rami passou a acreditar no potencial desse mercado há cinco anos. “Os filmes utilizados eram todos importados e vimos uma boa oportunidade de negócios nesse filão”, conta Gelson José Gasparotto, gerente de negócios da gráfica. Um ano depois, a empresa passou a atender suas primeiras encomendas. “Esse é um mercado que vem crescendo 30% ao ano para nós”, revela o executivo. Ele conta que hoje o método de impressão usado nos filmes é o off-set. “Antes usávamos rotogravura ou flexografia”, diz. Gasparotto também ressalta a importância da precisão do corte. O rótulo deve estar perfeito para que a injeção ocorra dentro dos padrões de qualidade esperados.

    Tanto Vitopel quanto Rami também atendem outro mercado que utiliza IML, o de sopro. Várias embalagens sopradas já vêm sendo produzidas no Brasil por meio da tecnologia. Entre as empresas pioneiras a se interessar pela técnica se encontram 

    a Petrobras, que há alguns anos lançou uma embalagem do lubrificante Lubrax, e a Química Amparo, cujo produto pioneiro foi o amaciante de roupas Ipê. Os filmes usados como base e as técnicas de impressão são diferentes dos utilizados nos produtos injetados. “Uma das dificuldades do filme é que ele precisa ser compatível com o polietileno, matéria-prima usada nas embalagens sopradas”, exemplifica Almeida.

    Sistemas de automação – As principais empresas fornecedoras de robôs no mercado brasileiro também atuam em projetos de desenvolvimento de sistemas de automação voltados para linhas de produção IML. Todas desenham os mecanismos caso a caso, de acordo com as necessidades dos clientes. São levados em conta quesitos como design da peça, design dos rótulos e volume de produção desejado, entre outros.

    Ser uma empresa com fábrica no Brasil é um dos trunfos utilizados pela fabricante de robôs Dal Maschio na hora de convencer seus clientes. “Temos capacidade de desenvolver um projeto de acordo com as necessidades de nossos clientes e fornecer todos os componentes necessários com maior agilidade”, garante José Luiz Galvão Gomes, diretor da empresa. Como exemplo, ele cita a ampla variedade de garras com os mais variados formatos para a função.

    Segundo Gomes, a proximidade também ajuda na hora de ensinar o cliente a trabalhar com a tecnologia. De quebra, ele aponta outra vantagem de sua empresa. Por contar com fábrica local, ela é menos vulnerável às variações do dólar. A valorização da moeda norte-americana tem arrepiado os cabelos de muitos empresários nas últimas semanas. “Acredito que esse mercado tem potencial muito bom, pode se desenvolver bastante nos próximos anos”, resume.

    Roberto Eihi Kimura, gerente-geral do escritório da japonesa Star Seiki no Brasil, é um pouco menos otimista. Ele acredita que este mercado ainda está engatinhando por aqui e não se arrisca a dar um palpite sobre de que forma as vendas vão se desenvolver nos próximos anos. “Nossa grande dificuldade, por enquanto, é a falta de fornecedores de etiquetas com qualidade adequada para a operação”, explica, repetindo a queixa de outros participantes do mercado. Outro problema, na sua visão, é a necessidade do transformador investir em moldes de elevada qualidade.



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