Embalagens

In mold labeling – Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

Jose Paulo Sant Anna
29 de dezembro de 2008
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    A idéia trouxe bons resultados. “Conseguimos conquistar uma boa fatia do mercado e a idéia é expandir nos próximos anos”, diz. Hoje, com essa tecnologia, a empresa produz potes de 150 mililitros a 2 litros, a grande maioria voltada para o mercado de sorvetes, além de alguns produtos químicos, em especial materiais de limpeza. A empresa conta com doze injetoras automatizadas, com forças de fechamento na faixa entre 100 e 350 toneladas. “As nossas vendas com essa linha de produtos têm crescido 20% ao ano”, revela.

    A Pavão conta com sistemas de automação da Wittmann, Dal Maschio e Star Seiki. A última aquisição da empresa foi um sistema de automação, lançado pela Wittmann na edição da K 2007, com um robô responsável pela aplicação de rótulos no interior das cavidades por meio de carga eletrostática. As peças são injetadas em um stack-mold que produz, de maneira simultânea, tampa e pote decorados. O ciclo tem duração aproximada de 6,5 segundos. “O equipamento começou a operar agora em outubro e já temos encomendas que ocupam 20% da capacidade da máquina”, diz o diretor.

    Machado credita a resistência existente no mercado à adoção dessas embalagens ao custo e acha que ainda vai levar algum tempo para que a tecnologia se popularize por aqui. Para ele, as empresas de mercados muito concorridos, como os de iogurtes ou margarinas, não admitem pagar algo como R$ 0,10 a mais por um pote, mesmo que este seja de melhor qualidade e mais vistoso. “Para eles, é difícil repassar esse custo”, justifica.

    Quem fabrica produtos um tanto diferenciados, como sorvetes voltados para o mercado premium, por exemplo, consegue repassar esse valor com maior facilidade. As tiragens desses produtos são menores, o que em curto prazo não permite aos transformadores trabalhar com grandes escalas. O diretor da Pavão acusa o preço dos rótulos como o principal fator da falta de competitividade. “O rótulo representa cerca de 50% do preço da embalagem”, diz. Entre os fornecedores de rótulos da empresa, se encontra a gráfica Rami.

    Sala limpa – A Jaguar Plásticos, transformadora especializada em injeção, criada em 1978, em Jaguariúna-SP, conta, hoje, com 36 injetoras e participa dos mercados de utilidades domésticas, embalagens e peças sob encomenda. Passou a trabalhar com IML há cerca de um ano. Tudo começou há quase dois anos, com a inauguração de uma sala limpa, investimento realizado para fortalecer sua presença no mercado de embalagens, em especial no nicho de copos de requeijão – a empresa é fornecedora da Danone, fabricante das marcas Poços de Caldas e Paulista.

    Plástico Moderno, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

    O espaço chamou a atenção de outras grandes multinacionais. Depois de algumas conversas, a Jaguar passou a produzir duas embalagens IML para produtos que chegaram às gôndolas dos supermercados recentemente. Para a Nestlé, a transformadora injeta embalagens de 700 ml para uma linha de sorvetes premium. Para a Sadia, um pote de 150 ml voltado para embalar patê de queijo. Essas operações requerem três injetoras dotadas com sistemas de automação, fabricados no Brasil pela Dal Maschio. Uma para produzir o pote do sorvete, outra para a tampa do pote de sorvete e a terceira para o pote do patê. Todas as peças são injetadas em moldes de duas cavidades.

    Plástico Moderno, José Felício Baldasso, Diretor-industrial, In mold labeling - Indústria de embalagens começa a fazer encomendas e tecnologia ganha espaço no mercado nacional

    Baldasso: há grande potencial para produtos feitos com a técnica

    A Jaguar espera fechar novos contratos em breve. “Temos recebido pedidos de muitas cotações, há um grande potencial para o crescimento da venda dessas embalagens”, revela José Felício Baldasso, diretor-industrial. Para fazer frente a novas possíveis encomendas, representantes da empresa estiveram nas últimas semanas em Israel, país considerado centro de excelência na tecnologia. “Eles têm um know-how impressionante e são exportadores de equipamentos e rótulos”, informa.

    O preço dos rótulos também é apontado por Baldasso como um dos problemas a serem solucionados para a tecnologia ganhar mais espaço no mercado brasileiro. “Os rótulos respondem por 45% do preço das embalagens”, calcula. Uma das dificuldades se encontra nas tiragens, ainda reduzidas. “No caso dos sorvetes, mesmo que o número de potes fabricados seja grande, usamos rótulos diferentes, de acordo com o sabor”, ressalta.

    Para Baldasso, o problema dos rótulos não está só no preço. Ele reconhece a boa vontade demonstrada pelos fornecedores, que estão investindo para melhorar seus produtos. Mas avalia que os rótulos nacionais não estão no nível de qualidade  desejado. “Eles estão se esforçando, acredito que as coisas vão melhorar com o tempo”, diz. Para se ter uma idéia do problema enfrentado pela transformadora, os rótulos usados nos potes e tampas dos sorvetes fabricados para a Nestlé são importados da Argentina. Além da qualidade, os produtos do país vizinho estão dentro das especificações rigorosas adotadas pela multinacional da indústria alimentícia, que requer tintas especiais, não contaminantes. Já os da Sadia são produzidos pela brasileira Flexoprint. “Os do patê são difíceis de serem fabricados, eles têm cinco faces”, observa o diretor-industrial.



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